sábado 13 2012

'Fiz o que podia', diz candidato que perdeu prefeitura no PR por apenas uma voto


Conversa com

Em Balsa Nova, Marcos Zanetti empatou com o adversário, mas perdeu por ser mais novo. Em VEJA desta semana ele conta como lidou com a triste notícia

Guilherme Dearo
Zanetti: "Tem coisa que só acontece em Balsa Nova"
Zanetti: "Tem coisa que só acontece em Balsa Nova" (Michele Muller)
O que o senhor pensou quando recebeu a notícia do empate?Quase não acreditei. Qual era a possibilidade de dar empate? A cidade é muito pequena, em vinte minutos já se conhece o vencedor. Mas, desta vez, o resultado começou a demorar muito. Desconfiei que havia algo estranho. Estavam recontando os votos para se certificarem de que era aquilo mesmo. Infelizmente, era. Tem coisa que só acontece em Balsa Nova.
O que faltou para o senhor ser eleito? Além de um voto? Nada.
O senhor não pensa que, se tivesse apertado mais uma mão, visitado mais uma casa, poderia ter ganho?Fiz o que podia. Gastei sola de sapato, trabalhei com chuva e sol. Não há uma casa ou rua que eu não tenha visitado em Balsa Nova. Ganhei em todas as regiões da cidade, no interior, menos no centro. No fim, teve até eleitor meu que veio me pedir desculpa por não ter dado o voto que faltou.
E por que não deu?Um me falou que errou de local e, por isso, não votou. Outro precisou ir ao médico. Se um dos dois tivesse votado, seria eu agora a fazer o discurso da vitória. Fiquei chateado, mas fazer o quê? Já foi. Tem um pessoal revoltado na cidade, dizendo que vai protestar, queimar o título de eleitor. Acalmei os ânimos. Não é para tanto, também.
E o que o seu adversário disse? Não falei com ele ainda. Ele disse, em algumas entrevistas, que estava prevendo ganhar com folga e que achou estranho o empate. Até parece.
O senhor acha justo o critério de desempate que dá a vitória ao candidato mais velho?Nem sei dizer... É uma regra estranha, mas é antiga. E eu me candidatei sabendo dela. Então, tenho de respeitar.

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