segunda-feira 29 2021

Dieta para ganhar massa muscular

 A dieta para aumentar a massa muscular inclui estratégias como consumir mais calorias do que se gasta, aumentar a quantidade de proteínas durante o dia e consumir gorduras boas. Além da alimentação reforçada, também é importante fazer treinos regulares e que exijam bastante da massa muscular, pois assim o estímulo de hipertrofia é passado para o organismo.

Também é importante lembrar que para ganhar magra e perder gordura ao mesmo tempo, deve-se evitar o consumo de açúcar, farinhas brancas e produtos industrializados, pois são os principais estimuladores da produção de gordura no corpo.

Dieta para ganhar massa muscular

O cardápio para aumentar a massa muscular varia de acordo com a intensidade do exercício físico e com o tamanho, sexo e idade de cada pessoa, no entanto a tabela a seguir traz um exemplo de cardápio para ganhar massa muscular:

Refeição:Dia 1Dia 2Dia 3
Café da manhã2 fatias de pão integral com ovo e queijo + 1 xícara de café com leite1 tapioca de frango e queijo + 1 copo de leite com cacau1 copo de suco sem açúcar + 1 omelete com 2 ovos e frango
Lanche da manhã1 fruta + 10 castanhas ou amendoim1 iogurte natural com mel e semente de chia1 banana amassada com aveia e 1 colheres de pasta de amendoim
Almoço/Jantar4 colheres de sopa de arroz + 3 colheres de feijão + 150 g de patinho grelhado + salada crua de repolho, cenoura e pimentão1 posta de salmão + batata doce cozida + salada refogada com azeiteMacarronada de carne moída com macarrão integral e molho de tomate + 1 copo de suco
Lanche da tarde1 iogurte + 1 sanduíche integral de frango com requeijão vitamina de fruta com 1 colher de pasta de amendoim + 2 colheres de aveia1 xícara de café com leite + 1 crepioca recheada com 1/3 lata de atum

É importante lembrar que apenas após uma avaliação com o nutricionista é possível saber se é ou não necessário acrescentar algum suplemento para ganhar massa muscular, pois o uso excessivo desses produtos pode prejudicar a saúde. Além disso, para que esse cardápio ajude no ganho de massa muscular, é importante que seja associado com a prática de atividades físicas de forma regular e intensa.

Como aumentar a massa muscular

Para aumentar a massa muscular é importante ter atenção à quantidade de calorias que são ingeridas durante o dia, ao tipo de alimento, à quantidade de água que se consome e à frequencia e intensidade da atividade física. Veja a seguir 7 passos para aumentar seus resultados:

1. Consumir mais calorias do que gasta

Consumir mais calorias do que gasta é essencial para ganhar massa muscular de forma mais rápida, pois as calorias excedentes, juntamente com os treinos, irão permitir o aumento dos músculos. 

2. Não pular refeições

Evitar pular refeições é importante para que seja possível atingir todas as calorias necessárias durante o dia, sem estimular possíveis perdas de massa magra durante um jejum prolongado. O ideal é que sejam feitas de 5 a 6 refeições por dia, com atenção redobrada no café da manhã, pré e pós-treino.

3. Consumir mais proteínas

Aumentar o consumo de proteínas é necessário para permitir o crescimento muscular, sendo importante que os alimentos fontes de proteínas sejam bem distribuídos ao longo do dia, e não concentradas em apenas 2 ou 3 refeições. Esses alimentos são principalmente os de origem animal, como carnes, peixes, frango, queijos, ovos e leite e derivados, mas as proteínas também podem ser encontradas em boa quantidade em alimentos como feijão, ervilha, lentilha, amendoim e grão-de-bico.

Além disso, algumas vezes pode ser necessário o uso de suplementos a base de proteínas, como Whey Protein e caseína, especialmente usados no pós-treino ou para aumentar o valor nutricional de refeições pobres em proteínas ao longo do dia. 

4. Consumir gorduras boas

Ao contrário do que se imagina, consumir gorduras boas ajuda a reduzir o acúmulo de gordura no corpo e ainda facilita o aumento de calorias na dieta para ganhar massa muscular. Essas gorduras estão presentes em alimentos como abacate, azeite, azeitona, amendoim, pasta de amendoim, semente de linhaça, castanhas, nozes, avelãs, macadâmia, peixes como atum, sardinha e salmão.

Ao longo dia, esses alimentos podem ser adicionados em lanches como receitas de crepioca, bolinhos fit, nos iogurtes, em vitaminas e nas refeições principais.

Dieta para ganhar massa muscular

5. Beber bastante água

Beber bastante água é muito importante para estimular a hipertrofia, pois para as células musculares crescerem, é necessário mais água para preencher o seu tamanho maior. Caso não ocorra a ingestão suficiente de água, o ganho de massa muscular vai ser mais lento e dificultoso.

Um adulto saudável deve consumir pelo menos 35 ml de água para cada kg de peso. Assim, uma pessoa com 70 kg precisaria consumir pelo menos 2450 ml de água por dia, sendo importante lembrar que bebidas artificiais ou açucaradas não entram nessa conta, como refrigerantes e bebidas alcoólicas.

6. Consumir pelo menos 2 frutas por dia

Consumir pelo menos 2 frutas por dia é importante para ganhar vitaminas e minerais que favorecem a recuperação muscular após os treinos, favorecendo uma regeneração mais rápida e mais hipertrofiada da massa muscular.

Além disso, as vitaminas e os minerais presentes em frutas e verduras são importantes para a contração muscular, a redução da sensação de fadiga durante os treinos e para o fortalecimento do sistema imunológico.

7. Evitar açúcar e alimentos processados

Evitar alimentos com açúcar e muito processados é importante para não estimular o ganho de gordura no organismo, especialmente porque a dieta para ganhar massa já tem excesso de calorias. Assim, para evitar que o aumento de peso seja feito de massa gorda, é necessário retirar da dieta alimentos como doces, biscoitos, bolos, torradas, fast food, salsicha, linguiça, bacon, queijo cheddar e presunto ou apresuntado.

Esses alimentos devem ser trocados pelo pão integral, biscoitos e bolos integrais, queijos como coalho, minas e mussarela, ovos, carnes e peixes.

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domingo 28 2021

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

 A cereja é uma fruta rica em polifenóis, fibras, vitamina A e C e betacaroteno, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que auxiliam no combate ao envelhecimento precoce, nos sintomas de artrite e gota, e no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, possui também minerais como potássio e cálcio, necessários para a contração muscular, função nervosa e regulação da pressão arterial.

Além disso, a cereja também é uma boa fonte de triptofano, serotonina e melatonina que influenciam no estado de humor e no sono, podendo auxiliar no tratamento da depressão e da insônia.

Para consumir a cereja é importante que a fruta esteja fresca, o que pode ser verificado pelos talos verdes, além disso, deve-se armazená-la em geladeira para aumentar o tempo de conservação e diminuir as perdas de vitamina C que ocorrem ao longo do tempo.

A fruta natural da cereja pode ser encontrada em supermercados ou mercearias.

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

Os principais benefícios da cereja são:

1. Ajuda a controlar a glicemia

A cereja possui polifenóis na sua composição como o ácido clorogênico que tem podem ajudar a regular os níveis de açúcar e de insulina no sangue, evitando picos ou queda da glicemia.

Além disso, as antocianinas presentes na cereja tem ação antioxidante que agem inibindo enzimas importantes que causam o diabetes tipo 2, controlando a absorção de glicose e, por isso, a cereja também ajuda a prevenir a diabetes.

2. Protege contra doenças cardiovasculares

Por ser rica em antocianinas, a cereja ajuda a controlar o colesterol ruim que é responsável por formar placas de gordura nas artérias, e por isso, ajuda a prevenir a aterosclerose e a reduzir o risco de doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio ou derrame cerebral.

Outro potente antioxidante presente na cereja é a vitamina C que ajuda a reduzir os danos nas células, mantendo os vasos sanguíneos saudáveis.

Além disso, alguns estudos mostram que, devido ao potássio da cereja, tomar uma única dose de 300mL de suco de cereja por dia ajuda a reduzir a pressão alta, o que contribui para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

3. Combate a artrite e a gota

Devido aos seus potentes efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, a cereja pode reduzir o estresse oxidativo e a inflamação das articulações, prevenindo ou diminuindo os sintomas de artrite ou osteoartrite como dor ou rigidez nas juntas. 

Além disso, a vitamina C presente na cereja possui ação antioxidante levando a um aumento da eliminação de ácido úrico pela urina, sendo também muito útil para quem tem gota, que é um tipo de artrite causado pelo acúmulo de ácido úrico que pode causar inchaço, inflamação e dor extrema nas articulações.

4. Melhora a qualidade do sono

A cereja possui triptofano que é importante para a produção de melatonina, que é um hormônio que o corpo produz de forma natural para estimular o sono e, por isso, esta fruta pode auxiliar no combate à insônia melhorando a qualidade do sono.

Alguns estudos mostram que tomar suco de cereja pela manhã e novamente uma a duas horas antes de dormir aumenta a duração e a qualidade do sono.

5. Reduz a dor muscular após exercícios físicos

Os compostos anti-inflamatórios e antioxidantes da cereja podem ajudar a aliviar a dor muscular, o desgaste celular e a inflamação após exercícios físicos.

Alguns estudos mostram que, devido suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, o suco de cereja azeda e o extrato de cereja amarga em pó aceleram a recuperação muscular, evitam a perda de força e melhoram o desempenho em atletas de elite, como ciclistas e corredores de maratona.

6. Melhora a saúde dos olhos

A cereja é rica em betacaroteno, que é um precursor da vitamina A, importante para manter a visão, especialmente a visão noturna e por isso contribui para melhorar a saúde dos olhos. Além do betacaroteno, a cereja também possui vitamina A na sua composição, o que aumenta a proteção aos olhos e evita problemas de visão como olhos secos e cegueira noturna.

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

7. Combate a depressão

A cereja possui triptofano, que é um aminoácido que ajuda a produzir serotonina, um hormônio que regula o humor, estresse e hiperatividade, e por isso consumir essa fruta pode aumentar a quantidade de serotonina no corpo auxiliando no tratamento da depressão, da ansiedade e de alterações de humor.

8. Previne o Alzheimer

Alguns estudos mostram que os polifenóis da cereja podem reduzir a perda de memória, o que pode diminuir o risco de desenvolver Alzheimer, por melhorar o funcionamento dos neurônios cerebrais, a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo e ajudar a processar novas informações com eficácia. Entretanto, ainda são necessários mais estudos que comprovem esse benefício. 

9. Melhora o funcionamento do sistema digestivo

A cereja também possui fibras que têm propriedade laxativa, podendo melhorar a saúde digestiva e combater a prisão de ventre. Além disso, os polifenóis da cereja contribuem para o equilíbrio da flora gastrointestinal, o que contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo.

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

10. Melhora a qualidade da pele

Por ser rica em betacaroteno, vitamina A e C, que são antioxidantes, a cereja ajuda a combater os radicais livres que causam envelhecimento da pele.

A vitamina C da cereja também estimula a produção de colágeno pela pele, diminuindo a flacidez e o aparecimento de rugas e linhas de expressão e a vitamina A protege a pele dos danos causados pelos raios ultravioletas do sol. 

Além disso, as vitaminas da cereja também melhoram a qualidade das unhas e cabelos.

11. Auxilia no combate ao câncer

Alguns estudos em laboratório usando células do câncer de mama e de próstata mostram que os polifenóis da cereja podem ajudar a diminuir a proliferação e aumentar a morte de células desses tipos de câncer. Entretanto, ainda são necessários estudos em humanos que comprovem esse benefício.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a composição nutricional em 100 g de cerejas frescas.

Componentes

Quantidade por 100 g

Energia

67 calorias

Água

82,6 g

Proteínas

0,8 g

Carboidratos

13,3 g

Fibras

1,6 g

Vitamina A

24 mcg

Vitamina B6

0,04 mcg

Vitamina C

6 mg

Betacaroteno

141 mcg

Ácido fólico

5 mcg

Triptofano

0,1 mg

Cálcio

14 mg

Fósforo

15 mg

Magnésio

10 mg

Potássio

210 mg

Sódio

1 mg

É importante ressaltar que para obter todos os benefícios citados acima, a cereja deve fazer parte de uma alimentação balanceada e saudável.

Como consumir

A cereja pode ser consumida crua como sobremesa das refeições principais ou nos lanches, podendo também ser utilizada em saladas ou para fazer sucos, vitaminas, geléia, sobremesas, bolos ou chá. Veja como preparar o chá de cereja.

A porção diária recomendada é de cerca de 20 cerejas por dia, o equivalente a um copo dessa fruta e, para potencializar os benefícios, não se deve retirar as cascas antes do consumo.

Receitas saudáveis com cereja

Algumas receitas com cereja são rápidas, fáceis de preparar e nutritivas:

Suco de cereja

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

Ingredientes

  • 500 g de cerejas sem caroço;
  • 500 mL de água;
  • Açúcar ou adoçante a gosto;
  • Gelo a gosto.

Modo de preparo

Bater todos os ingredientes no liquidificador e beber em seguida.

Mousse de Cereja

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

Ingredientes

  • 1 xícara de cereja;
  • 300 g de iogurte grego;
  • 1 pacote ou folha de gelatina sem sabor;
  • 3 colheres de água.

Modo de preparo

Retirar os caroços das cerejas e bater no liquidificador juntamente com o iogurte. Dissolver a gelatina na água e acrescentar à mistura, mexendo bem até homogeneizar. Levar à geladeira para gelar e servir.

Geleia de cereja e chia

11 benefícios da cereja para a saúde e como consumir

Ingredientes

  • 2 xícaras de cereja sem caroço;
  • 3 colheres de sopa de açúcar demerara ou mascavo;
  • 1 colher de sopa de água;
  • 1 colher de sopa de semente de chia.

Modo de preparo

Colocar as cerejas, o açúcar e a água em uma panela, deixando cozinhar em fogo baixo por cerca de 15 minutos ou até apurar, lembrando de mexer para não grudar no fundo da panela.

Quando a mistura engrossar, acrescentar as sementes de chia e cozinhar por mais cerca de 5 a 10 minutos, pois a chia irá ajudar a engrossar a geleia. Tirar do fogo e armazenar em um frasco de vidro esterilizado. Para esterilizar o vidro e a tampa, deve-se colocá-lo em água fervente durante 10 minutos.

https://www.tuasaude.com/beneficios-da-cereja/

sexta-feira 26 2021

Relações do trabalho

 Relações do trabalho

Somos seres autorreferentes, queremos ser tratados como indivíduos únicos que somos, de forma personalizada, também nas relações do trabalho. Tratar o colaborador de forma personalizada é lhe conferir o lugar de participante do jogo, gera responsabilidade e engajamento.

Gabriel Perius



quinta-feira 25 2021

“Somos vítimas dos nossos hábitos, não importa quem sejamos ou qual a nossa vocação.”

 


“Somos vítimas dos nossos hábitos, não importa quem sejamos ou qual a nossa vocação.” Napoleon Hill
O planejamento de vida não assegura a ausência de mudanças, mas como método, vai nos ajudar a responder às crises e reestruturar os próximos passos, seja mudando as partes, o todo ou ambos.
O estágio da velhice tende a ficar cada vez mais longo com a evolução da medicina e tecnologia.
E como queremos estar e o que fazer nestes 20 ou 30 anos restantes?
A clareza desta resposta vai definir as decisões do agora, mas são as ações que tomamos no decorrer dos estágios da vida que irão concretizar o resultado.
www.filosofiadiaria.com.br


terça-feira 23 2021

A importância da integração entre o PPRA e PCMSO na Gestão de Riscos Ocupacionais.

 


De acordo com dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, de 2012 a 2018, o Brasil registrou 16.455 mortes e 4.5 milhões acidentes. No mesmo período, gastos da Previdência com Benefícios Acidentários corresponderam a R$79 bilhões, e foram perdidos 351.7 milhões dias de trabalho com afastamentos previdenciários e acidentários.

Além de gerar um custo altíssimo para o INSS, as consequências dos acidentes de trabalho causam prejuízo para os trabalhadores e familiares, para a empresa e, também, para o governo.

Mundialmente, cerca de 7.500 mortes ocorrem diariamente devido as condições inseguras e insalubres. 6.500 são correspondentes as doenças relacionadas ao trabalho e 1.000 por acidentes ocupacionais, esses números são apontados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Logo, políticas e programas sobre a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, devem ser fomentadas em todas atividades econômicas existentes.

Nesse sentido, há dois importantes programas que devem ser desenvolvidos nas empresas. Trata-se do PPRA (Programa de Prevenção de Risos Ambientais) e PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional).

PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

PPRA é um instrumento extremamente importante no sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional nas organizações. A NR 9 estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais, as quais devem ser observadas.

O PPRA determina que todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados devam elaborar e implementar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA, com o intuito de preservar a saúde e integridade dos trabalhadores. As empresas ou órgãos públicos que admitam empregados com vínculo celetista, independentemente do grau de risco e número de empregados, são obrigados a desenvolver e implementar o PPRA.

No PPRA é realizado a antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o controle dos riscos ambientais existentes ou que possam existir no ambiente de trabalho, e faz parte de um conjunto de ações prevencionistas e integradas, em especial com o PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional – NR 7.

As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da empresa, sob a responsabilidade do empregador, com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle.

NR 9 prevê que os agentes físicos são as “diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som”.

Observa ainda que são agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.

São agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.Estrutura do PPRA

O que deve conter no PPRA (mínimo):

PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional planejamento anual com estabelecimento de metas,     prioridades e cronograma;

  •  
  • estratégia e metodologia de ação;
  •  
  • forma do registro, manutenção e divulgação dos dados;
  •  
  • periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.

Sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, deve ser realizado uma análise global do PPRA para análise e avaliação do seu desenvolvimento e realização de melhorias necessárias, além de desenvolver novas metas e prioridades.

Importante frisar que a elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA pode ser desenvolvido pelo SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT ou por pessoa ou equipe de pessoas indicadas pelo empregador.

O Reconhecimento dos riscos

PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 

A fase de reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens (se aplicável):

a) a sua identificação;

b) a determinação e localização das possíveis fontes geradoras;

c) a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho;

d) a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos;

e) a caracterização das atividades e do tipo da exposição;

f) a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do trabalho;

g) os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica;

h) a descrição das medidas de controle já existentes.

Avaliação Quantitativa

A avaliação quantitativa deve ser realizada sempre que necessária para:

# comprovar o controle da exposição ou a inexistência riscos identificados na etapa de reconhecimento;

# dimensionar a exposição dos trabalhadores;

# subsidiar o equacionamento das medidas de controle.

Medidas de Controle

A organização deve adotar medidas necessárias suficientes para a eliminação, minimização ou o controle dos riscos ambientais sempre que ocorrer:

# identificação, na fase de antecipação, de risco potencial à saúde;

constatação, na fase de reconhecimento de risco evidente à saúde;

quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores excederem os valores dos limites previstos na NR-15 ou, na ausência destes os valores limites de exposição ocupacional adotados pela ACGIH – American Conference of Governmental Industrial Higyenists, ou aqueles que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios técnico-legais estabelecidos;

# quando, através do controle médico da saúde, ficar caracterizado o nexo causal entre danos observados na saúde os trabalhadores e a situação de trabalho a que eles ficam expostos.

PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

A Norma Regulamentadora 7 estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores, por parte de todos os empregadores e instituições que contratam trabalhadores como empregados.

Esta NR apresenta os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO.

A NR 7 indica que o PCMSO é parte de um programa amplo na área da saúde ocupacional que deve existir na empresa, e deve estar articulado com as demais NRs, dentre elas a NR 9, que trata da elaboração do PPRA.

Assim, no PPRA deve constar a identificação dos riscos químicos, físicos e biológicos existentes no ambiente de trabalho. Além dos riscos identificados no PPRA, o PCMSO deve considerar outros fatores de doenças ocupacionais, como riscos ergonômicos e de acidentes, além da análise das matérias-primas e dos produtos, informações administrativas e técnicas sobre o processo e evidências teóricas e práticas de possíveis agravantes à saúde dos trabalhadores envolvidos.

Nesse sentido, a partir dos riscos identificados nas atividades e em suas funções, o médico coordenador definirá o conjunto de exames clínicos e complementares específicos (quando aplicável) aos quais os empregados que exercem determinadas funções são submetidos, com o intuito de prevenir ou identificar quaisquer danos à sua saúde.

Exames médicos obrigatórios (lista não exaustiva)

O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos seguintes exames médicos:

  • Admissional;
  • Periódico;
  • Mudança de função;
  • Retorno ao trabalho;
  • Demissional.

Importante ressaltar que é obrigatório a realização da avaliação clínica em cada um desses exames, com a devida anamnese ocupacional, exame físico e mental.

Os exames complementares devem ser elaborados de acordo com a NR 7.

O médico coordenador, a seu critério, pode indicar a realização de outros exames médicos complementares.

Competências do empregador

PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

  • garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia;
  • custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos relacionados ao PCMSO;
  • (Alterada pela Portaria SSST n.º 8, de 05 de maio de 1996)
  • indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho –
  • SESMT, da empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO;
  • no caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR 4, deverá o empregador
  • indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO;
  • inexistindo médico do trabalho na localidade, o empregador poderá contratar médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO.

Competências do médico coordenador

  • realizar os exames médicos previstos no item 7.4.1 ou encarregar os mesmos a profissional médico familiarizado
  • com os princípios da patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de trabalho e os
  • riscos a que está ou será exposto cada trabalhador da empresa a ser examinado;
  • encarregar dos exames complementares previstos nos itens, quadros e anexos desta NR profissionais e/ou entidades
  • devidamente capacitados, equipados e qualificados.

Anualmente a organização deve elaborar o relatório anual do PCMSO e apresentar à CIPA o resultado.

A interação entre os programas PPRA e PCMSO

PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, estabelece as medidas necessárias para controlar os riscos físicos, químicos e biológicos nos ambientes e locais de trabalho.

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, estabelece critérios que ajudam a avaliar a eficácia dessas medidas de controle. O objetivo destes dois programas é oferecer condições saudáveis e seguras ao trabalhador, e consequentemente contribuir para a excelência na qualidade de vida de todos.

A organização ao monitorar a saúde dos trabalhadores através do PCMSO, coloca em prática a avaliação da eficácia das medidas de controle, anteriormente propostas no PPRA.

Através da análise dos resultados dos exames periódicos, complementar e outros (quando aplicável e indicado pelo médico coordenador), realiza-se um exame sobre as ações propostas no programa de prevenção de riscos ambientais, analisando e avaliando a eficácia destas ações.

Portanto, é extremamente importante desenvolver estes dois programas de forma integrada e planejada estrategicamente, com objetivos traçados pela organização em relação à gestão de saúde e segurança ocupacional.