terça-feira 16 2013

Débito não autorizado é reclamação nº 1 contra bancos


Setor financeiro

Segundo o Banco Central, foram registradas 1 382 reclamações contra instituições financeiras em novembro

Banco Central do Brasil, em Brasília
Banco Central do Brasil, em Brasília (Rafael Neddermeyer/AE)
O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira que foram registradas 1 382 reclamações contra bancos em novembro. Débitos não autorizados lideraram o ranking do mês passado, com 217 reclamações.
A cobrança irregular de tarifas ficou em segundo lugar (172), seguida por prestação do serviço de conta-salário de forma irregular (167). No mês de outubro foram registradas 1 478 reclamações no total e, em setembro, 1 231. 
Entre os bancos com mais de um milhão de clientes, o Banrisul aparece com o maior índice de reclamações (1,05), seguido por Banco do Brasil (1,04), Bradesco (0,91), Itaú (0,82) e HSBC (0,57). O índice considera o número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100 000.
A lista completa de bancos com mais de um milhão de clientes mostra 1 153 reclamações procedentes no mês passado. O BC considera reclamações procedentes as demandas em que se constatou descumprimento de normativos do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou do Banco Central do Brasil.
Foram registradas ainda 5 947 reclamações em relação a essas instituições que não se referem a normativos do CMN ou do BC. Em relação às administradoras de consórcios, foram 21 reclamações procedentes, a maioria (9) referente à liberação de crédito.
(com Estadão Conteúdo)

Itaú Unibanco lidera ranking de reclamações do Procon-SP


Direito do consumidor

Órgão de defesa do consumidor registrou 1.108 queixas contra o banco. Claro e Grupo Bradesco vêm em segundo e terceiro lugares, com 1.006 e 976 reclamações

Banco Itaú na avenida Paulista em São Paulo
Banco Itaú teve 1108 queixas em 2012 no estado de São Paulo (Eladio Machado)
Total de atendimentos do Procon-SP, que envolve consultas, orientações e queixas, totalizou 602.611 em 2012, diminuição de 17% em relação a 2011
O Itaú Unibanco liderou o ranking das empresas que mais originaram reclamações fundamentadas pelo Procon de São Paulo em 2012, com 1.108 queixas. Reclamações fundamentadas são aquelas que não foram atendidas na primeira tentativa de resolução e acarretaram em processo administrativo contra as empresas. Das queixas registradas contra o banco, 647 acabaram não sendo não atendidas até o fim do processo. Em 2011, o Itaú estava em 3º lugar neste ranking. 
De um total de 602.611 atendimentos (consultas, orientações e queixas) realizados pelo Procon-SP em 2012, conforme divulgado em janeiro, 21%, ou 29.697, se transformaram em reclamações fundamentadas. Os 79% restantes foram resolvidos na fase preliminar - em que o Procon encaminha a Carta de Informação Preliminar (CIP) ao reclamado - e não fazem parte do levantamento divulgado nesta terça-feira. A lista considera os 50 fornecedores que mais geraram reclamações fundamentadas. 
No ranking do Procon-SP divulgado nesta terça-feira, os segundo e terceiro lugares ficaram com a operadora de telefonia Claro e o grupo Bradesco, com 1.006 e 976 reclamações, respectivamente, sendo 208 e 590 ainda sem resolução. A Vivo ficou em quarto lugar, com 967 queixas (158 não solucionadas). Depois de ocupar o primeiro lugar da lista em 2008, 2009 e 2010, ainda como Telefonica, em 2011 o grupo havia ficado em 6º lugar.
Em quinto lugar ficou a B2W, controlada por Lojas Americanas, que administra os sites Americanas.com, Submarino, Shoptime e Sou Barato. A empresa somou 718 reclamações (211 não atendidas). De sexto a décimo lugar ficaram BV Financeira (621 queixas), Carrefour (595), Grupo Oi (586), Eletropaulo (576) e Santander (568). 
Quando o critério aplicado é o porcentual de reclamações fundamentadas, mas não atendidas, o líder é o Banco Votorantim, com 91% de queixas sem atendimento ao final do processo, seguido de Carrefour (63%), Eletropaulo (62%), Bradesco (60%) e Itaú Unibanco (58%).
No que se refere aos setores, a área de produtos (móveis, eletrônicos e vestuário, entre outros) foi a que teve o maior número de reclamações fundamentadas: 33%. "O destaque negativo, neste segmento, é a venda de aparelhos de telefonia móvel", disse o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes. Na sequência estão assuntos financeiros (bancos, seguradoras, financeiras), com 25,7%, e serviços essenciais (telecomunicações, energia elétrica, etc), com 16,5%.
Góes mencionou o aumento do número de atendimentos por problemas com sites de compras coletivas que, em 2011, nem apareceram na lista das 50 empresas mais reclamadas. O site Groupon, por exemplo, que era o 228º da classificação geral, apareceu em 21º em 2012. "Pensando nisso, o Procon criou um selo para identificar sites que costumam gerar reclamações para que os consumidores estejam cientes antes de decidir efetuar uma compra", explicou.
(com Estadão Conteúdo)

BC acaba com monopólio dos pacotes de tarifas bancárias; conheça as novas regras


Bancos

Medidas devem facilitar o entendimento dos custos que envolvem operações de câmbio, de crédito e serviços básicos

Clientes dentro de agência bancária
Novas regras dão ao cliente opção de usar tarifas individuais em vez de pacotes (Alexandre Battibugli)
O Banco Central divulgou nesta sexta-feira três resoluções aprovadas pelo Conselho Monetária Nacional (CMN) que visam aumentar a transparência das informações na contratação de serviços bancários, de operações de crédito e de câmbio. "As medidas buscam facilitar o entendimento da natureza e dos custos envolvidos nas referidas contratações, reduzir a assimetria de informações e ampliar a comparação entre fornecedores". O anúncio foi feito no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff lançou medidas para apertar a fiscalização sobre o cumprimento dos direitos do consumidor. A ideia da presidente é transformar o respeito a esses direitos numa "política de Estado".
A partir de agora, as instituições financeiras que prestarem serviços bancários devem seguir quatro regras priomordiais. A primeira é incluir nos contratos de contas correntes cláusulas que dão ao cliente a opção de usar serviços e tarifas individuais ou por pacotes. Atualmente, os usuários são obrigados a aderir a um pacote de tarifas quando decidem movimentar uma conta corrente. 
A segunda regra é esclarecer ao cliente que existe a possibilidade de ele escolher pelo pagamento dessas tarifas individualizadas. A terceira é a criação e a divulgação de três pacotes alternativos de serviços, que serão oferecidos juntamente com as contas, além do pacote padronizado já existente (serviço de cadastro, cheque, saque, extrato e transferência de recursos). Por fim, os bancos devem esclarecer ao cliente sobre o pacote contratado e a existência de outros que também são oferecidos pela instituição. 
No caso das operações de crédito, as instituições devem seguir três regras. A primeira é informar ao cliente o valor do Custo Efetivo Total (CET) antes da contratação de operações de crédito e de arrendamento financeiro. O CET abrange todos os encargos e despesas incidentes nessas operações. A segunda regra é incluir o cálculo do CET nesses contratos. A terceira é informar o porcentual de cada componente do fluxo da operação em relação ao valor total da parcela do crédito, além do valor em reais.
Já nas operações de câmbio, as instituições devem seguir dois novos parâmetros. O primeiro é a informação do Valor Efetivo Total (VET) antes da contratação de operações de câmbio para liquidação à vista. O VET corresponde ao valor, em reais, das taxas cobradas por unidade de moeda estrangeira comprada. A segunda regra prevê que essas instituições devem enviar ao BC o VET na forma e condições utilizadas.
Essas informações passarão a ser divulgadas no site da autoridade monetária ainda no primeiro semestre deste ano por meio do ranking mensal do VET.
(com Estadão Conteúdo)

Número de queixas contra bancos sobe 57% no 1º trimestre


Direito do consumidor

Santander e Banco do Brasil foram as instituições mais reclamadas, segundo o BC

Banco Central do Brasil, em Brasília
BC: Santander e Banco do Brasil foram os mais reclamados (Moreira Mariz)
As reclamações contra bancos cresceram 57% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Banco Central (BC), foram 5.688 demandas consideradas procedentes nos três primeiros meses do ano, ante 3.619 um ano antes. Os números se referem apenas ao descumprimento de normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou do BC.
As queixas mais comuns foram por débitos não autorizados em conta (1.003, aumento de 46%), cobrança irregular por serviços não contratados (624, alta de 26%) e prestação de forma irregular do serviço 'conta salário' (624, crescimento de 109%).
Entre os bancos com mais de 1 milhão de clientes, a instituição com mais reclamações no trimestre foi o Santander, que encabeçou a lista do BC em fevereiro e março, seguido pelo Banco do Brasil. No ranking de instituições com menos de 1 milhão de clientes, os mais reclamados foram BMG e Bonsucesso.
Em março, o Santander liderou o ranking de grandes instituições financeiras com maior índice e maior número absoluto de reclamações consideradas procedentes pelo BC. No mês passado, o BC contabilizou 734 queixas.
Considerando o total de clientes do Santander, o índice ficou em 3,17 (número de reclamações dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100.000). O Banco do Brasil ocupou o segundo lugar no índice de reclamações (1,51) e teve 524 descumprimentos de normas. O Banrisul veio em terceiro (0,99, com 23 reclamações procedentes). O quarto índice foi do Itaú Unibanco (0,98, com 254 demandas). Em quinto, ficou o HSBC (0,71, com 41 reclamações).
Na lista de instituições financeiras com menos de 1 milhão de clientes, as cinco com maior índice em março foram Bonsucesso, BMG, Industrial do Brasil, Banco Intermedium e Fibra.
(Com Estadão Conteúdo)

Seis formas de driblar o sedentarismo: (VEJA)


Levante da cadeira de tempos em tempos


Em 2008, uma pesquisa australiana divulgada no periódico Diabetes Care mostrou que o aumento do número de pausas em momentos sedentários que um indivíduo faz, como levantar da cadeira após mais de uma hora e meia sentado, proporciona a perda da circunferência abdominal e a redução do índice de massa corporal (IMC) e nos níveis de glicose no sangue. Para o ortopedista Sérgio José Nicoletti, as pessoas não devem passar mais do que uma hora sentadas sem se levantar. A cada hora, portanto, é importante levantar, caminhar pela casa ou pelo escritório e alongar-se quando possível. Esse hábito alivia o incômodo provocado pelas horas na cadeira e ativa a circulação sanguínea. Alarmes e recados em lugares visíveis ajudam um indivíduo a lembrar de sair da cadeira. No trabalho, criar o hábito de andar até a mesa de algum colega em vez de mandar e-mail ou telefonar para ele ou fazer o caminho mais longa até o banheiro são opções que ajudam a ampliar o tempo de movimento.

Mesmo sentado, se movimente


Há determinados exercícios que podem ser feitos por uma pessoa enquanto ela está sentada e que conseguem amenizar alguns problemas decorrentes do sedentarismo. Os médicos recomendam que as pessoas contraiam e relaxem o abdome seis vezes seguidas e por várias vezes ao dia para fortalecer o músculo da região e melhorar a postura. Eles também indicam que, sempre que possível, as pessoas mexam e estiquem os joelhos para evitar problemas na região a longo prazo; girem pés e tornozelos para os dois lados; façam movimentos para cima a pera baixo com as mãos e alonguem braços, ombros e pescoço. Por fim, procure arrumar sua postura todas as vezes que se lembrar.

Fique sentado em uma posição adequada



De acordo com Nicoletti, a posição em que uma pessoa permanece sentada pode interferir no risco dos problemas acarretados pelo sedentarismo. O médico indica que a cadeira não tenha apoio dorsal completo, ou seja, que o seu encosto não envolva todas as costas, para que, assim, a coluna faça sua curvatura normal ao sentarmos. Além disso, é importante que o centro da tela do computador esteja na mesma altura dos olhos e que os pés estejam apoiados no chão e que a dobra dos joelhos forme um ângulo de 90º.

Use os momentos de lazer a favor da sua saúde



De acordo com um artigo publicado em 2010 no periódico Diabetes, cada hora que um indivíduo passa sentado em frente à televisão aumenta em 11% o risco de morte. Se o trabalho de uma pessoa exige que ela fique sentada durante horas, o mesmo não vale para os momentos de lazer. Prefira realizar atividades que exijam movimento, como andar de bicicleta ou caminhar no parque, em vez de ficar em frente à televisão ou jogar videogame, por exemplo.

Pratique atividade física regularmente



Segundo o novo estudo australiano, ter o hábito de praticar alguma atividade física diminui o risco de mortalidade relacionado ao tempo prolongado no qual alguém fica sentado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os adultos pratiquem ao menos 30 minutos de alguma atividade física, como caminhada rápida, todos os dias, além de algum exercício que fortaleça músculos e ossos duas vezes por semana. Esse hábito reduz o risco de diversas doenças, melhora a saúde óssea e muscular, além de gastar a energia que consumimos e não gastamos nos momentos de sedentarismo. "Trabalhar com a nossa musculatura diminui as dores e os problemas acarretados pelo período prolongado de tempo em que ficamos sentados. O músculo abdominal fortalecido, por exemplo, melhora a postura e nos protege de dores nas costas", diz o médico ortopedista Márcio Passini.

Caminhe mais



Falta de tempo e de vontade para ir à academia não deve ser desculpa para que uma pessoa deixe de praticar as atividades físicas necessárias em um dia. "Meia hora de esteira pode ser substituída por uma caminhada do estacionamento, ponto de ônibus, metrô ou trem até o trabalho: por exemplo, é só parar o carro em um lugar mais longe ou parar em estações mais distantes do que a que está acostumado. Subir escadas em vez de usar o elevador e ir a pé, e não de carro, para lugares próximos também são saídas", diz o ortopedista Nicoletti. Para controlar a quantidade de exercício que você faz no dia a dia, cronometre por quanto tempo você caminha ou conte os passos que dá (existem aplicativos de celular, por exemplo, que fazem isso por você) e compare essa quantidade com os passos dados quando anda durante 30 minutos na esteira. "No entanto, é preciso ressaltar que fragmentar o tempo de atividade física diária durante o dia, embora seja eficaz para saúde, não ajuda uma pessoa que quer emagrecer", afirma Passini.

Fontes: Dr. Márcio Passini, médico ortopedista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e presidente do Comitê de Osteoporose da Sociedade Brasileira de Ortopedia; Dr. Sérgio José Nicoletti, médico ortopedista e docente da Escola Paulista de Medicina

Passar menos horas sentado ou assistindo televisão prolonga a vida


Estilo de vida

Pesquisa afirma que restringir os períodos em que permanecemos sentados para até três horas diárias aumenta a expectativa de vida em dois anos

cadeira
Preso à cadeira: sedentarismo interfere negativamente na expectativa de vida, além de provocar diversos problemas de saúde (Thinkstock)
Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade do Estado de Louisiana e da Faculdade de Medicina de Harvard, ambas nos Estados Unidos, mediram quanto tempo de sedentarismo é preciso ser reduzido em um dia para aumentar a longevidade. De acordo com a pesquisa, restringir período em que uma pessoa fica sentada para até três horas por dia pode aumentar sua expectativa de vida em dois anos, e passar a assistir televisão por menos do que duas horas diariamente prolonga a vida em até 1,4 ano. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira no periódico BMJ Open.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sedentary behaviour and life expectancy in the USA: a cause-deleted life table analysis

Onde foi divulgada: periódico BMJ Open

Quem fez: Peter T Katzmarzyk e I-Min Lee

Instituição: Universidade do Estado de Louisiana e da Faculdade de Medicina de Harvard, EUA

Dados de amostragem: Dados de 2005 a 2010 do Nhanes e cinco estudos envolvendo 167.000 adultos

Resultado: Reduzir o tempo diário em que ficamos sentados aumenta a expectativa de vida em até dois anos; e assistir televisão por menos do que duas horas por dia pode prolongar a vida em 1,4 ano.
A partir dos dados coletados entre 2005 e 2010 pelo Observatório Nacional de Exames em Saúde e Nutrição (Nhanes, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, os autores do trabalho calcularam o tempo médio no qual uma pessoa permanece sentada e levantaram os números de problemas de saúde associados ao sedentarismo, como diabetes e morte por doença cardíaca, registrados no país nesse período. Depois, os pesquisadores cruzaram essas informações com os resultados de outros cinco estudos sobre estilo de vida e mortalidade que, ao todo, envolveram 167.000 adultos.
Segundo os resultados, os adultos dos Estados Unidos passam, em média, 55% do dia em atividades sedentárias. E, entre todas as mortes registradas de 2005 a 20120 no país, 27% têm alguma relação com o hábito de ficar sentado por muito tempo e 19% com o hábito de assistir televisão. "Os resultados desse estudo indicam que o tempo de sedentarismo tem potencial para reduzir a expectativa de vida da população e que uma mudança significativa no comportamento dos indivíduos é necessária para afetar de maneira palpável a longevidade das pessoas", afirmam os autores no artigo.

Muita televisão prejudica a fertilidade masculina, diz estudo


Sedentarismo

Pesquisadores da Universidade Harvard observaram que sedentarismo diminui a concentração de espermatozoides no sêmen do homem. Por outro lado, a atividade física pode reverter o prejuízo

Sedentarismo: Muitas horas no sofá em frente à televisão pode prejudicar a fertilidade dos homens, afirma pesquisa de Harvard
Sedentarismo: Muitas horas no sofá em frente à televisão pode prejudicar a fertilidade dos homens, afirma pesquisa de Harvard (Thinkstock)
O sedentarismo é um dos grandes vilões da fertilidade masculina, segundo um novo estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, homens jovens e saudáveis que assistem televisão por mais de 20 horas semanais têm a metade da concentração de espermatozoides no sêmen do que aqueles que passam pouco tempo em frente ao aparelho. Por outro lado, a prática de atividade física parece promover uma vantagem nesse sentido: indivíduos que se exercitam durante 15 horas por semana chegam a apresentar uma contagem de esperma 73% maior do que aqueles que são pouco ativos.

Saiba mais

CONTAGEM DE ESPERMAA contagem de esperma de um homem é uma medida que calcula a quantidade de espermatozoide por mililitro de sêmen. Quando esse número é superior a 39 milhões, considera-se que o indivíduo é saudável; abaixo dos 15 milhões, que ele tem baixa contagem (oligospermia); e, menos do que 10 milhões, que é infértil. Pesquisas feitas com homens de outros países já vêm mostrando que essa contagem está em queda nos últimos anos — entre os franceses, por exemplo, a concentração de espermatozoides por mililitro de sêmen passou de 74 milhões para 50 milhões entre 1989 e 2005. Já na Espanha, se em 2001 a média da contagem de esperma de homens que habitam a região sudeste do país era de 72 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen, em 2011, esse número passou a ser de 52 milhões.
O novo trabalho, que foi publicado nesta segunda-feira no periódico British Journal of Sports Medicine, ajuda a entender os resultados de estudos recentes que vêm mostrando que a concentração de espermatozoides no sêmen dos homens de diversas regiões do mundo está diminuindo com o tempo — o que não significa que eles estão se tornando inférteis, mas sim que existe uma tendência para que isso ocorra um dia.
Para realizar o estudo, Audrey Jane Gaskins, pesquisadora do Departamento de Nutrição Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, reuniu uma equipe multidisciplinar. O time selecionou, entre 2009 e 2010, 189 homens de 18 a 22 anos, que foram questionados sobre a quantidade e a intensidade de atividade física que haviam praticado nos três meses anteriores, além do tempo que passavam em frente à televisão em um dia. Os participantes também relataram outros fatores que podem afetar a fertilidade, como problemas de saúde em geral, hábitos alimentares, tabagismo e níveis de stress, e tiveram recolhidas amostras de seu sêmen.
Sedentarismo - Na análise de Gaskins, as pessoas que se exercitavam mais do que 15 horas por dia foram incluídas no grupo dos participantes mais fisicamente ativos. Embora essa quantidade de exercícios tenha aumentado a concentração de espermatozoides no sêmen desses homens, ela não impactou a forma ou o volume do esperma. Além disso, muitas horas em frente à televisão neutraliza esse efeito positivo da atividade física. O sedentarismo parece ser o fator mais prejudicial ao homem nesse sentido, já que nem o tabagismo e nem o peso, por exemplo, eliminaram os benefícios dos exercícios.
Segundo os autores do estudo, a atividade física pode afetar a função reprodutiva "por meio de sua capacidade de regular a energia e o equilíbrio do organismo, influenciando no índice de massa corporal (IMC)", escreveram. "Os exercícios, exceto aqueles que são levados à exaustão, vêm se mostrando capazes de aumentar a expressão de enzimas antioxidantes no corpo. A atividade física regular, então, pode proteger as células germinais masculinas." Ainda de acordo com os pesquisadores, estudos futuros devem determinar que tipo de atividade física é benéfico à fertilidade masculina.