quinta-feira 31 2012

Sem vacina ideal, aids deve se tornar uma doença crônica

Aids

Mesmo com tratamentos garantindo qualidade de vida aos soropositivos, o vírus HIV ainda mata quase 2 milhões de pessoas no mundo ao ano. O site de VEJA entrevistou especialistas para saber o quão perto estamos da cura

Vivian Carrer Elias
Aids: Tratamentos bons e mais informação do que nunca não deixam que a doença mate milhares todos os anos Aids: Tratamentos bons e mais informação do que nunca não deixam que a doença mate milhares todos os anos (Thinkstock)
Desde a descoberta do HIV, em 1981, a aids vem sendo combatida em duas frentes: a criação de medicamentos antirretrovirais capazes de inibir a reprodução do vírus e o desenvolvimento de vacinas que possam prevenir e, quem sabe, curar a doença.
A primeira frente tem sido bem-sucedida, apesar das limitações naturais dessa forma de terapia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2009, 33,3 milhões de pessoas ao redor do mundo viviam com o vírus HIV, e as mortes por aids, naquele ano, atingiram 1,8 milhão de portadores da doença — 1,1 milhão a menos que em 2000. No último dia 12 de outubro, um estudo publicado no periódico British Medical Journal revelou que a expectativa de vida entre pacientes ingleses com HIV, no período de 1996 a 2008, aumentou em 15 anos. O resultado positivo deve-se muito ao fato de os pacientes ingleses, assim como os brasileiros, terem amplo acesso aos antirretrovirais.
Na segunda frente, a das vacinas, sempre houve pouco o que comemorar. Ao longo do tempo, várias vacinas foram testadas. "Mas ou não funcionaram, ou protegeram muito pouco", afirma Esper Kallás, médico infectologista e coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia. A baixa proteção caracterizou os resultados da vacina RV 144, testada na Tailândia e cujos dados foram divulgados no final do ano de 2009. Após chegar à terceira fase de testes (o que tornou o estudo o mais extenso já feito), o estudo conseguiu proteger 26% dos voluntários de uma infecção, porcentagem considerada baixa.

O homem que se livrou HIV

No fim do ano de 2010, o mundo conheceu a história do americano Timothy Ray Brown, até então infectado pelo vírus HIV e que, depois de se submeter a um transplante de medula, deixou de apresentar o vírus no sangue. A notícia chamou a atenção de todos, mas logo ficou claro que se tratava de um caso extremamente particular e, infelizmente, ainda não acessível para todos.
Além de aids, Brown tinha leucemia, e foi por causa desta doença que o transplante foi realizado. O médico Gero Huetter selecionou um doador que, além de compatível com Brown, apresentava uma mutação do CCR5, que é a proteína que permite a entrada HIV nas células de defesa do nosso organismo. Sem ela, não há como o vírus infectar uma pessoa.
Três anos após o procedimento, Brown deixou de apresentar o vírus no sangue, sem mesmo utilizar o coquetel antirretroviral. Porém, os médicos ainda não consideram transplante de medula em pacientes soropositivos uma vez que vez que o procedimento é muito arriscado.
"Não vale a pena investir em uma vacina que protege nessa proporção. Embora 26% de proteção pudesse ser capaz de ajudar a situação na África, por exemplo, ainda existem medidas preventivas muito mais eficazes, como a circuncisão", afirma o infectologista e professor da Escola Paulista de Medicina, Ricardo Shobbie Diaz. Em julho de 2011, um estudo apresentado em conferência internacional sobre a aids, em Roma, revelou que essa cirurgia pode diminuir o risco de infecção de HIV em até 76%.
Esperança renovada — Após a última decepção, quase dois anos se passaram até que a comunidade médica voltasse a vibrar com uma nova pesquisa sobre vacina. Em setembro deste ano, o Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSCI) anunciou os resultados promissores da primeira fase clínica de testes de uma nova vacina em estudo publicado nos periódicos Vaccine e Journal of Virology.

Diferentemente da vacina testada na Tailândia, estudada somente para a prevenção da aids, os testes espanhóis também buscam dar uma função terapêutica à vacina — ou seja, pretendem usá-la para curar a doença. Os testes, feitos em pacientes saudáveis, demonstraram que 90% dos voluntários, após receberem a vacina, tiveram uma resposta imunológica eficaz. O próximo passo, segundo os cientistas, será testar a substância em pacientes infectados pelo vírus. "Provavelmente essa vacina, se os estudos avançarem, passará a ser usada para fins terapêuticos, e não na prevenção", afirma Diaz.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/sem-vacina-ideal-aids-deve-se-tornar-uma-doenca-cronica 

Brasil registra remédio que pode prevenir HIV

Saúde

Medicamento, que foi aprovado pela agência sanitária dos EUA no início do mês, não será usado imediatamente no Brasil

Medicamento Truvada
Truvada: Anvisa regitra remédio que prenive HIV (Divulgação)
O remédio Truvada, usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O antirretroviral é produzido pela Gilead e anteriormente já havia recebido o aval do Food and Drug Administration (FDA), agência sanitária dos Estados Unidos.

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TRUVADA
O Truvada, comercializado desde 2004, é a combinação de outras duas drogas mais antigas no combate do HIV, Emtriva e Viread. Os médicos normalmente receitam a medicação como parte de um coquetel que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances da aids se desenvolver.

A capacidade de prevenção do Truvada foi anunciada pela primeira vez em 2010 como um dos grandes avanços médicos na luta contra a epidemia de aids. Um estudo de três anos descobriu que doses diárias diminuíam o risco de infecção em homens saudáveis em 44%, quando acompanhados por orientação e o uso de preservativo.

Outro estudo descobriu que o Truvada reduziu a infecção em 75% para casais heterossexuais em que um dos parceiros tinha o HIV. O remédio já está no mercado para tratar a doença, mas sob a prescrição médica em casos específicos. A aprovação do FDA permitiria a empresa Gilead Sciences, dona da medicação, para vender a droga formalmente nas condições estabelecidas pelo órgão.
Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no país para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida. "O governo precisa discutir qual estratégia será adotada para o medicamento e chamar a sociedade para esse debate", diz Jorge Beloqui, do Grupo Incentivo à Vida de São Paulo.

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina na prevenção da aids. Isso permitiria que pessoas não contaminadas pudessem manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

O remédio já é usado em vários países no tratamento de pacientes com aids. Se a autorização for concedida pelo FDA, a fabricante poderá também indicar o remédio para prevenir a infecção. O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-registra-remedio-que-pode-prevenir-hiv--2 

'Defeito' em cromossomo sexual está ligado ao câncer de intestino, diz estudo

Genética

Variação na região do cromossomo X, presente no DNA de ambos os sexos, diminui níveis de gene que controla desenvolvimento celular e pode elevar risco da doença

Câncer de intestino: variação no cromossomo X pode estar associada a um maior risco da doença Câncer de intestino: variação no cromossomo X pode estar associada a um maior risco da doença (Thinkstock)
Pela primeira vez, uma pesquisa mostrou que alterações em um dos cromossomos sexuais podem elevar o risco de câncer de intestino. Segundo o estudo, que foi publicado nesta segunda-feira na revista Nature Genetics, pessoas com essa doença são mais propensas a apresentar um defeito no cromossomo X que reduz os níveis de um gene associado ao bom desenvolvimento das células.
De acordo com os autores da pesquisa, essas descobertas podem ajudar a entender o motivo pelo qual o câncer de intestino atinge mais o sexo masculino do que o feminino. Eles explicam que, como as mulheres têm duas cópias do cromossomo X, a que não apresenta o defeito e que, portanto, tem função normal, pode mascarar a outra que leva a mutação. Diferentemente dos homens, que apresentam somente uma cópia do cromossomo e que, portanto, não tem uma 'cópia reserva' para mascarar o defeito.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Pesquisa em Câncer do Reino Unido e das universidades de Oxford e de Edimburgo. Com base em cinco estudos anteriores sobre genética e câncer de intestino, eles buscaram descobrir novas alterações no código genético que pudessem elevar o risco de câncer de intestino. Antes dessa pesquisa, quase 20 variantes no genoma humano já haviam sido associadas à doença.
A equipe descobriu que pessoas com câncer de intestino tendem a ter um defeito na região do cromossomo X que leva a menores níveis de um gene chamado SHROOM2. Esse gene controla o desenvolvimento das células, garantindo que elas cresçam e adquiram forma correta. Alterações nesse mesmo gene já foram associadas a outros cânceres anteriormente.
"Essa é a primeira vez em que um estudo demonstra que defeitos em um dos cromossomos sexuais estão relacionados a um câncer que pode atingir os dois sexos. Essas descobertas podem nos ajudar e entender as diferenças da doença entre homens e mulheres, além de identificar os indivíduos que correm mais risco de terem câncer de intestino", diz Richard Houlston, um dos autores da pesquisa.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/defeito-em-cromossomo-sexual-esta-ligado-ao-cancer-de-intestino-diz-estudo 

Osteoporose em estágio inicial poderá ser diagnosticada por teste de urina

Osteologia

Exame de sangue ou de urina é capaz de detectar alterações nos ossos mais rapidamente do que a análise por meio de aparelho de raios X

A osteoporose, doença que resulta no enfraquecimento dos ossos do corpo, afeta cerca de 30% das brasileiras A osteoporose, doença que resulta no enfraquecimento dos ossos do corpo, afeta cerca de 30% das brasileiras (Getty Images)
A osteoporose pode passar a ser diagnosticada em estágios iniciais por meio de exames de urina ou de sangue. Cientistas da Universidade do Arizona (ASU, sigla em inglês) e da Nasa desenvolveram uma técnica muito mais sensível que a de raios X que permite detectar a perda óssea. O estudo foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

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OSTEOPOROSE
A doença progressiva causa a redução da densidade dos ossos do corpo, facilitando a ocorrência de fraturas. Acredita-se que ela afete 33% das mulheres na pós-menopausa no Brasil. As fraturas afetam, principalmente, idosos, sendo as lesões mais frequentes na coluna vertebral e no quadril. Entre os fatores de risco estão: déficit de cálcio na dieta, sedentarismo, constituição magra, consumo em excesso de álcool, tabagismo e fatores genéticos. A osteoporose é prevenida com o aumento da densidade óssea pelo consumo adequado de cálcio e de vitamina D.
Análises de laboratório de amostras de urina de voluntários revelaram que a nova técnica pode detectar a perda óssea em uma semana após o início do descanso. “Demostramos que o conceito funciona em pessoas saudáveis. O próximo passo é checar se ele também é eficiente em pacientes com doenças que alteram os ossos” diz Ariel Anbar, um dos responsáveis pelo estudo.
De acordo com Anbar, o método pode ajudar também no tratamento do câncer. Segundo ele, a perda óssea ocorre em um número crescente de pacientes em estágios avançados de câncer. "No momento em que essas perdas são detectadas pelo aparelho de raios X, os danos significativos já ocorreram", diz.
Isótopos – Com a nova técnica, a perda óssea é detectada por meio de uma análise dos isótopos do cálcio, que estão naturalmente presentes na urina. Os isótopos são átomos de um mesmo elemento químico que diferem em massa. Como, para fazer o exame, o paciente não precisa ingerir nenhum tipo de substância específica, os cientistas afirmam que o teste não representa nenhum risco à saúde.

Para desenvolver a técnica, os cientistas levaram em consideração que, quando os ossos se formam, os isótopos de cálcio mais leves entram no osso um pouco mais rápido do que aqueles que são mais pesados. Além disso, os pesquisadores utilizaram um modelo matemático desenvolvido há 15 anos por Joseph Skulan, atualmente professor da ASU. Esse modelo previa que, em pessoas com ossos saudáveis, as taxas de isótopos de cálcio no sangue e na urina deveriam estar equilibradas.

No estudo financiado pela Nasa foi feita a análise dos isótopos de cálcio na urina de uma dúzia de voluntários saudáveis. Todos tiveram de permanecer deitados por 24 horas durante 30 dias. Sempre que uma pessoa se deita, os ossos que suportam o peso do corpo, como os da coluna e das pernas, são aliviados do peso. Com isso, os ossos começam a se deteriorar. Períodos longos deitados induzem, assim, a uma perda óssea similar às que ocorrem em caso de osteoporose ou com astronautas.
"A Nasa conduz esses estudos porque os astronautas em microgravidades vivem esse problema e sofrem de perda óssea", diz Scott M. Smith, nutricionista da Nasa e coautor do estudo. "Esse é um dos principais problemas em espaçonaves tripuladas."
Outras doenças – O conceito, no entanto, pode ser usado para outros problemas. Diversas doenças podem causar mudanças súbitas nas taxas de isótopos ou na concentração de elementos químicos do corpo. “O conceito de assinaturas inorgânicas representa uma nova e estimulante abordagem para o diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças complexas, como o câncer”, diz Anna Barker, diretora da ASU.
Segundo o mexicano Rafael Fonseca, diretor do Departamento de Medicina da Clínica Mayo e membro de uma pesquisa colaborativa que tem como base as descobertas do estudo, hoje a dor é normalmente o primeiro indicador de que o câncer está afetando os ossos. "Se nós pudermos detectar isso mais cedo por uma análise de urina ou do sangue em pacientes de alto risco, o tratamento pode ter uma melhora significativa", diz.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/osteoporose-em-estagio-inicial-podera-ser-diagnosticada-por-teste-de-urina 

Unicamp e Unesp se destacam em ranking internacional

Ensino superior

Publicação britânica faz lista com as cem melhores universidades do mundo com menos de 50 anos. Instituição coreana é a primeira colocada

Antoninho Perri/Unicamp (Antoninho Perri/Unicamp)
A tradicional publicação britânica Times Higher Education (THE), responsável pelo mais respeitado ranking internacional de universidades, divulgou nesta quinta-feira a lista das cem melhores instituições de ensino superior com menos de 50 anos de existência. Duas instituições brasileiras figuram na lista: em 44º lugar, aparece a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fundada em 1966. Mais abaixo, em 99º, está a Universidade Estadual Paulista (Unesp), inaugurada em 1976. Nenhuma instituição da Rússia, Índia ou China, parceiros do Brasil no BRICs, estraram no ranking desta quinta-feira.

Das vinte primeiras colocadas, seis são asiáticas, incluindo o primeiro lugar, que ficou com a Universidade Postech, da Coreia do Sul. A Grã-Bretanha emplacou cinco instituições entre as vinte melhores, sendo a Universidade de York a melhor colocada, em 8º lugar. O país é o mais citado no ranking, com vinte universidades entre as cem eleitas.
A escolha foi baseada em 13 indicadores, que vão de investimento à pesquisa, passando por publicações científicas, número de doutorados e de estudantes estrangeiros. Os mesmo critérios são utilizados na elaboração do principal ranking do THE, que elenca as melhores universidades do mundo. Em 2011, a Universidade de São Paulo (USP) esteve entre 200 primeiras colocadas. Em março deste ano, o mesmo THE incluiu a USP entre as 70 universidade com melhor reputação no mundo.
Confira as dez melhores universidades com menos de 50 anos:
1. Universidade Pohang de Ciência e Tecnologia (Postech, Coreia do Sul)
2. Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça)
3. Universidade Hong Kong de Ciência e Tecnologia (Hong Kong)
4. Universidade da Califórnia, em Irvine (Estados Unidos)
5. Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (Coreia do Sul)
6. Universidade Pierre e Marie Curie (França)
7. Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (Estados Unidos)
8. Universidade de York (Grã-Bretanha)
9. Universidade Lancaster (Grã-Bretanha)
10. Universidade East Anglia (Grã-Bretanha)
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/unicamp-e-unesp-se-destacam-em-ranking-internacional 

NY quer proibir venda de refrigerante em tamanhos grandes

Estados Unidos

Medida para combater a obesidade atingiria também outras bebidas açucaradas

Embalagens de refrigerantes PET estão entre os alvos de medida da prefeitura de Nova York Embalagens de refrigerantes PET estão entre os alvos de medida da prefeitura de Nova York (Thincksotck)
A Prefeitura de Nova York anunciou nesta quarta-feira que planeja proibir a venda de refrigerantes e outras bebidas açucaradas em grandes embalagens nos restaurantes, cinemas e nos tradicionais carros que vendem comida nas ruas da cidade. Trata-se de uma iniciativa inédita da administração do prefeito Michael Bloomberg, já considerada a medida mais radical proposta nos EUA para combater a obesidade.
Segundo reportagem do jornal The New York Times, a proibição afetaria praticamente todas as bebidas açucaradas encontradas em delicatessens, franquias de fast-food e até mesmo arenas esportivas, de bebidas energéticas a chás gelados adoçados. A venda de qualquer copo ou garrafa com capacidade maior do que 16 onças fluidas (cerca de 470 mililitros) passaria a ser proibida. A ideia da prefeitura é colocar a medida em vigor a partir de março do próximo ano.
A venda de refrigerantes dietéticos, sucos, bebidas lácteas – como milkshakes – e bebidas alcoólicas, porém, não seria afetada.  Além disso, mercados e lojas de  conveniência continuariam liberados para comercializar todos os tamanhos de refrigerantes e outras bebidas com açúcar.
"A obesidade é um problema nacional, e em todos os Estados Unidos as autoridades de saúde pública estão aflitas, dizendo 'Isso é terrível'. Em Nova York, não vamos ficar aflitos, vamos fazer alguma coisa", disse Bloomberg nesta quarta. "Eu acho que é isso que as pessoas querem que o prefeito faça".
Críticas – A proposta foi criticada pelo porta-voz da Associação de Produtores de Bebidas, Stefan Friedman. Ele afirmou que o Departamento de Saúde da prefeitura tem uma "obsessão" com os refrigerantes e que a proibição serve apenas como "distração" da dura tarefa de buscar soluções para combater a obesidade.
Para entrarem em vigor, as restrições dependem apenas da aprovação da Diretoria de Saúde da cidade, órgão cujos integrantes são indicados pelo prefeito. Segundo estatísticas do governo, 35% dos americanos são obesos e 60% estão acima do peso. O Departamento de Saúde de Nova York aponta o mesmo pecentual entre os adultos da cidade. 
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/ny-quer-proibir-venda-de-refrigerante-em-tamanhos-grandes

Novas regras


Anuência prévia antes da análise do INPI sobre os processos de patentes
Depois de oito meses de discussão no governo, está prestes a chegar ao fim uma disputa antiga entre a Anvisa e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) sobre a competência no exame de patentes de medicamentos. Por recomendação de um grupo interministerial, a análise da Anvisa sobre os pedidos de patentes terá um novo rito: a chamada “anuência prévia” será realizada antes que o INPI avalie e decida sobre os processos de patentes.
Pela nova regra, os pedidos de patentes farmacêuticas feitos ao INPI serão encaminhados à Anvisa. Se a agência conceder a anuência, o pedido retornará ao INPI para que seja dado seguimento ao processo de avaliação. Caso a Anvisa não conceda a anuência prévia, o pedido de patente será arquivado. O INPI e a Anvisa vão publicar nos próximos dias os detalhes do novo processo e os aspectos da análise de cada órgão.
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/governo-muda-regras-na-concessao-de-patentes-de-medicamentos/