sexta-feira 08 2013

Cientista que usa macaco é ameaçado

 Por Herton Escobar, estadao.com.br
Institutos reforçam segurança e temem por integridade de pesquisadores e desenvolvimento de trabalhos; até estudo antiaids corre risco



Cientista que usa macaco é ameaçado
"Instituto Royal teve sede de São Roque invadida por ativistas e encerrou as atividades na cidade"
Três semanas após a depredação e furto de beagles do Instituto Royal, em São Roque, um clima de apreensão paira sobre cientistas e instituições de pesquisa - até mesmo sobre universidades federais - que trabalham com animais. Várias delas vêm recebendo ameaças de indivíduos ou grupos radicais contrários à prática, segundo o biofísico Marcelo Morales, ex-coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea).


"Estamos diante de um estado de terrorismo e afronta à soberania nacional", disse Morales nessa quinta-feira, 7, ao Estado. "É a ordem pública que está sendo colocada em xeque."
Um dos ameaçados é o cientista Ricardo Gattass, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde Morales também é professor. Uma mensagem postada ontem no Facebook por um usuário que se identifica como "black bloc" dizia que Gattass recebera aprovação do comitê de ética da instituição para "abrir cérebros de macacos para implantar eletrodos com a finalidade de estudar as emoções" e que era preciso "fazer algum movimento em relação a isso".
A mensagem, escrita originalmente por alguém que diz ser de dentro da UFRJ, vinha acompanhada da foto de um macaco com instrumentos acoplados ao crânio - uma imagem sem identificação de origem, que já circula na internet há alguns anos e não tem nenhuma relação com o projeto da UFRJ.
O post recebeu centenas de comentários de pessoas revoltadas. Ao final, o texto fornecia o endereço e e-mail do pesquisador e pedia que as pessoas enviassem mensagens de repúdio à "atrocidade".
"Tenho recebido muitas mensagens agressivas de pessoas mal informadas, que alegam ter tido acesso a protocolos da comissão de ética de uso de animais do Centro de Ciências da Saúde, segundo os quais eu estaria estudando emoção em macacos usando métodos invasivos", disse Gattass ao Estado.
Especialista em Neurofisiologia, ele é professor emérito da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências. Sua linha de pesquisa é voltada para o estudo de mecanismos neuronais ligados à percepção e ao processamento visual.
"Nós, neurocientistas, temos a obrigação de esclarecer a todos que experimentos com primatas são necessários para resolver os problemas das demências, da doença de Alzheimer, das esquizofrenias e das doenças bipolares. Nós estamos empenhados em compreender o funcionamento do cérebro na saúde e na doença para podermos aliviar os impactos dessas doenças na sociedade", argumenta o pesquisador, de 65 anos. "Aqueles que têm um doente mental na família sabem dos impactos emocionais, econômicos e sociais disso."
Segurança. A UFRJ informou ontem à noite que a segurança no prédio do IBCCF foi reforçada e que a Polícia Federal foi informada das ameaças. A universidade confirmou que há pesquisas com macacos no instituto, mas disse que as informações postadas no Facebook não são corretas e que todos os projetos de pesquisa são devidamente aprovados e supervisionados pelo Concea.
O Instituto Butantã, em São Paulo, também reforçou recentemente seu esquema de segurança por causa de "boatos" que estariam circulando sobre as pesquisas com macacos na unidade - entre elas, um teste de vacina contra o HIV.
"As instituições estão em alerta, e a Polícia Federal está sabendo de tudo", disse Morales. "Aqui (na UFRJ) não vai ser como no Royal; aqui a PF vai entrar com todas as medidas necessárias", afirmou ele, que disse já ter recebido ameaças de agressão física por e-mail.
Morales cobra um "posicionamento firme" do governo federal sobre o assunto. "O ministro Marco Antonio Raupp (da Ciência e Tecnologia) fez um pronunciamento na Câmara, mas ele é só uma voz. Está na hora de as instâncias superiores se pronunciarem", disse. "Ou será que mais institutos terão de ser invadidos, ou até algum pesquisador ser morto, para que o poder público tome ciência do que está acontecendo?"
O ministério foi procurado, mas o atual coordenador do Concea, José Mauro Granjeiro (recém-empossado), que poderia comentar o caso, estava em viagem na Áustria.

Cidade Negra - Soldado da Paz

Prevenção da obesidade deve começar na escola

Crianças

Ações são eficazes e reduzem gastos futuros do governo com obesos, diz pesquisa

Educação alimentar: programas escolares que incentivam o consumo de alimentos saudáveis e a prática de exercícios físicos ajudam a prevenir obesidade e distúrbios alimentares
Educação alimentar: programas escolares que incentivam o consumo de alimentos saudáveis e a prática de exercícios físicos ajudam a prevenir obesidade e distúrbios alimentares (Thinkstock)
Ensinar alunos do ensino fundamental sobre a importância de comer alimentos saudáveis, fazer atividades físicas e passar menos horas em frente à TV pode significar uma economia considerável aos cofres públicos. De acordo com uma pesquisa publicada no periódico Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, programas voltados à prevenção da obesidade e dos distúrbios alimentares entre jovens são mais econômicos do que o custo dos tratamentos para essas doenças.
A análise econômica, realizada por S. Bryn Austin, epidemiologista do Hospital da Criança de Boston, e por Li Yan Wang, economista da área de saúde, teve como base o programa Planet Health. Desenvolvido pela Escola de Saúde Pública de Harvard, o Planet Health é um projeto com o intuito de tornar professores capazes de guiar os alunos do ensino fundamental na escolha de alimentos mais saudáveis, no aumento das atividades físicas e em evitar o sedentarismo em frente à TV. Ele fornece ainda treinamento a esses professores, planos de aulas, materiais e o Fit Check, uma ferramenta de autoavaliação para os próprios alunos.
Pesquisa – Os pesquisadores utilizaram dados de um estudo randomizado em 10 escolas de Massachusetts, das quais cinco haviam adotado o Planet Health e as outras cinco não (grupo controle). Descobriu-se, então, que as meninas com sobrepeso nas escolas com Planet Health tinham duas vezes mais chances de voltarem aos seus pesos ideais. Elas apresentaram também metade dos riscos de uso de remédios para controle do peso. Os efeitos não foram estatisticamente significativos para os garotos. "Ficamos surpresos e encorajados ao ver o quão protetor o Planet Health foi para os transtornos alimentares em garotas”, diz Austin.
A bulimia é um dos principais problemas alimentares encontrados na juventude. O distúrbio costuma ter início com alguns comportamentos específicos, como uso de remédios para emagrecer ou purgativos. A doença pode colocar em risco a vida do pacientes e traz uma série de complicações médicas, tais como desidratação, desequilíbrio do organismo, distúrbios do ritmo cardíaco, erosão dentária e disfunção intestinal. “As desordens alimentares podem ser crônicas e caras de se tratar. Isso costuma ser um grande fardo financeiro sobre os indivíduos, seus familiares e sociedade”, diz Austin.
Economia – Austin e Wang estimaram que 3,4% das garotas no programa seriam prevenidas de desenvolver distúrbio alimentares com a idade de 13 anos e meio. Os pesquisadores se basearam em números do estudo original randomizado sobre o Planet Health: sete das 254 garotas no Planet Health (2,8%) desenvolveram desordens alimentares, frente a 14 das 226 meninas das escolas de controle (6,2%). Ancorados em conhecimentos atuais sobre a progressão dos transtornos alimentares, eles calcularam que um caso de bulimia seria prevenido na idade de 17 anos entre as 254 garotas.
Considerando os custos dos tratamentos usuais – que podem ser de dezenas de milhares de dólares –, Austin e Wang estimaram que uma média de 34.000 dólares seriam economizados ao se prevenir que apenas uma garota das cinco escolas do Planet Health desenvolvesse bulimia nervosa. Acrescentando à conta achados anteriores de Wang que estimaram uma economia de 27.042 dólares na prevenção da obesidade nas mesmas cinco escolas, o programa traria, assim, uma economia líquida de 14.238 dólares – já subtraídos o custo do programa nas escolas de 46.803 dólares.
“Como os distúrbios alimentares podem ser caros de se tratar, prevenir apenas um caso nas cinco escolas com o programa se traduziu em uma redução de custos médicos de 34.000 dólares”, diz Austin. “Mas se nós intensificarmos os custos para, digamos, 100 escolas do ensino fundamental em Massachusetts, a redução dos custos médicos pela prevenção da bulimia seria de mais de meio milhão de dólares. Se elevarmos isso a níveis nacionais, para digamos 1.000 escolas, o potencial de redução dos custos é considerável.”

Senado aprova veto a alimento não saudável em escolas

Congresso

Proposta tramita em caráter terminativo e agora segue para análise da Câmara; texto pode determinar a proibição de refrigerantes e frituras

Gabriel Castro, de Brasília
Hamburguer
Hambúrgueres podem estar com os dias contados nas escolas (Thinkstock)
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou uma proposta que proíbe a venda de alimentos considerados não saudáveis em escolas do país. Como tramita em caráter terminativo, o texto segue direto para a Câmara dos Deputados - a não ser que algum parlamentar peça a apreciação pelo plenário do Senado. A votação foi unânime.
O projeto veta o comércio de “bebidas com baixo teor nutricional e alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou de sódio”. A proposta não especifica quais itens ficam proibidos e diz apenas que esse detalhamento será feito em regulamentação posterior. Mas o texto abre a possibilidade de que refrigerantes, salgadinhos, bolachas e frituras sejam vetados.
Os estabelecimentos que descumprirem as normas não terão o alvará de funcionamento renovado.
O texto é do senador Paulo Paim (PT-RS), que recebeu o sinal verde da Casa Civil e do Ministério da Educação. “Nada é mais justo do que, na escola, um ambiente em que se faz a formação das pessoas, estimular a alimentação saudável”, argumentou Ângela Portela (PT-RR), relatora da proposta. 
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) ainda apresentou emendas que restringiam, em vez de proibir, a presença desses itens nas cantinas. Mas o peemedebista, que não estava presente, acabou derrotado pelo voto de todos os integrantes da comissão.

Gordura trans pode estar associada a comportamento agressivo e impaciência

Comportamento

Pesquisa identificou que aqueles que mais consomem a gordura são os que apresentam maiores chances de terem alterações comportamentais

Fast food
Gordura trans: consumo a gordura pode levar a um comportamento agressivo, diz estudo (Comstock/Thinkstock)
Muito além da obesidade e dos riscos de problemas cardiovasculares, um novo estudo da Faculdade de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, associou o consumo de gordura trans com maior impaciência e comportamento agressivo. Segundo a pesquisa, publicada na edição deste mês no periódico PLoS ONE, essas reações adversas podem ser apresentadas tanto por homens quanto por mulheres e de todas as idades.

Saiba mais

GORDURA TRANS
É uma gordura obtida a partir de um processo químico chamado hidrogenação. Por vir de óleos vegetais, era considerada uma opção saudável na alimentação, mas estudos que começaram a ser feitos a partir dos anos 80 mostraram que a gordura é extremamente prejudicial à saúde das pessoas. Ela aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom) e, por isso, pode acarretar diversas doenças. Está presente em frituras, em todos os alimentos que levam margarina na preparação, além de fast food, bolachas e pipocas de microondas. Carne e leite possuem quantidades mínimas de gordura trans. Acredita-se que o organismo não sintetiza essa gordura, então ela se acumula no corpo. Não há uma recomendação mínima essencial dessa gordura. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a gordura trans não passe de 1% das calorias totais consumidas em um dia por uma pessoa.
Essa é a primeira vez em que um levantamento relaciona o consumo de gordura trans com alterações no comportamento de um indivíduo. Essa gordura é produzida industrialmente a partir da hidrogenação, um processo químico, e pode ser encontrada em alimentos como bolachas, pipoca de micro-ondas, chocolate, sorvete, pastel e tudo o que utiliza margarina nas receitas.
A pesquisa — Os autores do estudo avaliaram 945 adultos com base em informações como hábitos alimentares, comportamento, histórico e autoavaliação de agressão, impaciência ou irritabilidade, entre outras características comportamentais.
Os resultados indicaram que as pessoas que mais consumiam gordura trans tinham uma forte tendência a apresentar comportamento agressivo e impaciência no futuro em comparação com aquelas que não ingeriam tanta gordura no seu dia-a-dia. Elas também tinham históricos com mais casos de comportamentos como esses. Essa associação não se alterou com sexo, idade e etnia dos participantes.


“Se esses dados se mostrarem verdadeiros, há mais lógica ainda para que as pessoas diminuam a quantidade de gordura trans que comem todos os dias. Essa redução é essencial principalmente na alimentação das escolas e dos presídios, já que esse alimento se mostrou prejudicial tanto para quem o consome quanto para as pessoas que estão ao seu redor”, afirma Beatrice Golomb, uma das autoras do estudo.

Gordura trans pode ser banida nos Estados Unidos

Internacional

Segundo agência reguladora de alimentos do país, medida evitaria 20 000 infartos e 7 000 mortes por ano

Gordura
Frituras: alimentos ricos em gorduras trans (Thinkstock)
Nesta quinta-feira, a agência americana que regula o consumo de alimentos e remédios, FDA (sigla em inglês para Food and Drug Administration), propôs medidas que podem proibir o uso de gorduras trans em alimentos nos Estados Unidos. Pela primeira vez, a agência classificou a substância com "não segura" para consumo, endossando assim diversas pesquisas científicas que apontam os riscos que ela oferece à saúde. A agência afirma que a proibição pode evitar 20 000 infartos e 7 000 mortes por ano no país, segundo informações publicadas no jornal The New York Times. 

Saiba mais

GORDURA TRANS
Trata-se de uma gordura obtida a partir de um processo químico chamado hidrogenação. Por derivar de óleos vegetais, era considerada uma opção saudável na alimentação, mas estudos feitos a partir dos anos 1980 mostraram que a gordura é extremamente prejudicial à saúde. Ela aumenta o LDL (colesterol ruim) e diminui o HDL (colesterol bom) e, por isso, pode causar diversas doenças. A gordura trans está presente em frituras, em todos os alimentos que levam margarina, além de fast-food, bolachas e pipocas de micro-ondas. Carne e leite possuem quantidades mínimas da substância. Acredita-se que o organismo não sintetize essa gordura, o que faz com que ela se acumule no corpo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a gordura trans não ultrapasse 1% das calorias totais consumidas em um dia por uma pessoa.
A proposta da FDA será submetida a consulta pública por 60 dias. Seu objetivo é fazer com que os óleos hidrogenados, que dão origem às gorduras trans, deixem de ser reconhecidos como seguros. Para utilizá-los na composição de alimentos, as empresas teriam que comprovar cientificamente que a gordura não oferece risco à saúde — o que contraria uma extensa literatura científica que aponta os prejuízos das gorduras trans ao organismo. 
Brasil — A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é de que o consumo de gorduras trans não ultrapasse 2 gramas por dia. Mesmo os alimentos que estampam no rótulo a informação "livre de gorduras trans" podem trazer pequenas quantidades da substância em sua composição. Segundo a Anvisa, o rótulo pode ser usado desde que o produto contenha, no máximo, 0,2 grama de gordura trans por porção. 

Auditor investigado diz que Kassab 'sabia de tudo'

São Paulo

Em conversa interceptada pelo Ministério Público, Ronilson Bezerra Rodrigues reclama porque seu nome foi publicado no 'Diário Oficial' como investigado

Investigação do Ministério Público Estadual em parceria com a Controladoria-Geral do Município prendeu quatro agentes ligados à subsecretaria da Receita da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) por suspeita de integrar esquema de corrupção que causou prejuízos milionários aos cofres públicos nos últimos três anos
Investigação do Ministério Público Estadual em parceria com a Controladoria-Geral do Município prendeu quatro agentes ligados à subsecretaria da Receita da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) por suspeita de integrar esquema de corrupção que causou prejuízos milionários aos cofres públicos nos últimos três anos - Renato S. Cerqueira/Futura Press

O auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, preso sob acusação de integrar o esquema que desviou 500 milhões de reais da prefeitura de São Paulo, afirmou, em conversa gravada em setembro com autorização da Justiça, que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o ex-secretário de Finanças, Mauro Ricardo Costa, "tinham ciência de tudo". O diálogo foi divulgado na noite desta quinta-feira pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. 
“É um absurdo, Paula. Tinha de chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito com quem eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo”, afirma Rodrigues, em conversa com Paula Sayuri Nagamati, ex-chefe de gabinete de Mauro Ricardo. No telefonema, Rodrigues demonstra irritação após seu nome ser publicado no Diário Oficial do Município como investigado pela prefeitura.
Kassab e Mauro Ricardo repudiaram a afirmação de Rodrigues, ex-subsecretário de Receita Municipal. "Essa atitude tem objetivo escuso exclusivamente para atingir minha imagem e honra", disse Kassab, em nota. O ex-prefeito e o ex-secretário de Finanças também reafirmaram que a investigação preliminar do esquema de propina começou em setembro de 2012 e só não foi concluída porque a gestão terminou.
Paula foi exonerada do cargo de supervisora técnica na Secretaria de Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Ela afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que o secretário de Governo, Antonio Donato (PT), recebeu dinheiro para campanha eleitoral, segundo o jornalO Estado de S. Paulo. Haddad chegou a dizer que Paula "faz parte da quadrilha", mas os promotores afirmam que, por enquanto, ela é "apenas testemunha".
Esquema - O Jornal Nacional também revelou uma gravação feita pelo fiscal Luis Alexandre de Magalhães durante um encontro entre ele, Rodrigues e mais um acusado, o ex-diretor da Divisão de Cadastro de Imóveis, Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral. A conversa foi gravada no apartamento de Magalhães e é considerada uma das principais provas colhidas pelo Ministério Público Estadual sobre o esquema de propina. "Eu não vou ser bode expiatório. Eu levo a secretaria inteira, vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro", disse o fiscal, irritado com Rodrigues. "Você sabe porque me deu muito dinheiro? Porque eu te deixei lá", respondeu Rodrigues.