quarta-feira 02 2013

A mulher por trás dos Beatles

Cinema

Documentário ‘Nossa Querida Freda’ revela personagem desconhecida, que acompanhou toda a trajetória do grupo de rock e trabalhou para os músicos mesmo depois do fim da banda

Flávia Ribeiro, do Rio de Janeiro
Freda Kelly, presidente do fã-clube e secretária dos Beatles, tema do documentário 'Nossa Querida Freda', em exibição no Festival do Rio
Freda Kelly, presidente do fã-clube e secretária dos Beatles, tema do documentário 'Nossa Querida Freda', em exibição no Festival do Rio (Reprodução)
Uma fã americana certa vez mandou uma fronha para o endereço do fã-clube dos Beatles, junto com uma carta na qual implorava que Ringo dormisse nela e depois devolvesse a roupa de cama pelos correios. Freda Kelly, presidente do fã-clube e secretária dos Beatles no escritório de seu empresário, Brian Epstein, comprou a ideia: foi à casa do baterista e mandou que ele dormisse com a fronha. No dia seguinte, pegou a peça devidamente “dormida” e a enviou para a moça apaixonada. “Eu era também uma fã, pensava como uma fã”, recorda ela, depois de contar uma de suas deliciosas histórias em Nossa Querida Freda – A Secretária dos Beatles (Good Ol’ Freda), documentário em exibição no Festival do Rio 2013 e que revela ao público a mulher que acompanhou os Fab Four de 1961 a 1972 – ou seja, manteve-se em contato com John, Paul, George e Ringo mesmo depois do fim da banda, em 1970.
Em outro momento, ela lembra que John Lennon deu um ataque e a demitiu, certo dia. Freda olhou para os outros três e perguntou: “Vocês também estão me demitindo?”. Todos gritaram rapidamente que não. Ela, então, olhou para John e avisou que a partir daquele momento ele seria responsável pela própria correspondência e agenda. Foi o suficiente para John implorar para que ela voltasse. A secretária avisou que só faria isso se ele pedisse de joelhos. Dito e feito. Poucas pessoas no mundo devem ter conseguido tal façanha, mas Freda não era qualquer uma. “Para os Beatles, ela era uma irmã. Para as famílias, uma filha”, conta Angie McCartney, madrasta de Paul.

Angie sabe do que fala. Freda aprendeu a beber com o pai de Paul, a dançar com o pai de George – ela odiava dança de salão, mas ele insistia que era importante aprender – e frequentava a casa de Ringo quase diariamente. Elsie, mãe do baterista, se encantou pela moça. Na casa de John, era das poucas a entrar pela porta da frente. O que faz com que a pergunta passe pela cabeça de nove entre dez espectadores do filme: “Como nunca ouvi falar de Freda?”.
“Ela passou os últimos 40 anos se escondendo de seu passado com os Beatles. Não queria nenhuma atenção para ela mesma, não queria o reconhecimento, a fama ou o dinheiro. Eu a conheço pessoalmente, conheci minha vida toda. Meu tio é Billy Kinsley (da banda The Merseybeats), que aparece no filme, eles são amigos. Cresci perto da Freda, mas não sabia que ela era secretária dos Beatles. Ela se aproximou pedindo que eu gravasse sua história para ela dar de presente para sua família. Quando comecei as entrevistas com ela, fiquei impressionado. “Isso tem que ser mais que um filme familiar!”, conta o diretor, Ryan White.
Freda é tão reservada que nem mesmo sua família conhecia sua história. Mas ao longo das entrevistas, se soltou. A mulher que emerge na tela é uma grande contadora de histórias. Que, em dado momento, pergunta: “Quem quer ouvir a história de uma secretária?”. Ryan White conta que teve muitas conversas com ela até convencê-la de que muita gente iria adorar saber de sua vida. “A filha dela me disse, depois de ver o filme, que 95% do que foi contado ali era completamente novo até para ela. A ideia de que o filme era também sobre ela a deixava tensa. Mas depois ficou muito feliz com o resultado”, diz o diretor, lembrando que Freda trabalha como secretária até hoje. “Ela nunca tirou vantagem de quem foi, nunca vendeu a memorabilia”.
Quatro músicas dos Beatles estão no documentário: Love Me Do, I Feel Fine, I Saw Here Standing There e I Will. Ryan White passou dois anos para conseguir o aval de todas as pessoas envolvidas. Para completar, no fim do filme, durante os créditos finais, Ringo Star faz uma pequena aparição falando sobre Freda. O outro Beatle ainda vivo, Paul McCartney, só aparece em imagens de época. Segundo o diretor, Paul apoiou o projeto desde o início, mas sua agenda não permitiu uma participação. Freda, no entanto, não tentou falar com nenhum dos dois. “Quem tenta entrar em contato com seus chefes de 40 anos atrás?”, perguntou ela ao cineasta.
Num dos momentos mais esperados do filme, Ryan White pergunta a Freda: “Você saiu com algum deles?”. “Não”, ela responde. Depois de uma pausa, tenta esconder um sorriso tímido. “Houve histórias, mas não quero ninguém arrancando os cabelos... Isso é pessoal!”, encerra. Pelo visto, algumas histórias sobre os Beatles permanecerão desconhecidas. Nossa Querida Freda tem sessões no dia 5 de outubro, às 16h30 e às 21h30, no Roxy 3.

Milionário quer cruzar o Atlântico em réplica do Titanic

Sociedade

O australiano Clive Palmer pretende colocar o Titanic II em ação no ano de 2016

O Titanic parte rumo a Nova York; o navio naufragaria na madrugada de 15 de abril de 1912
O Titanic parte rumo a Nova York; o navio naufragaria na madrugada de 15 de abril de 1912 (Central Press/Hulton Archive)
O magnata australiano Clive Palmer revelou nesta segunda-feira que pretende construir uma réplica do Titanic para cruzar o Âtlantico da Inglaterra até os Estados Unidos em 2016. "O novo navio será tão luxuoso quanto o Titanic original, mas certamente contará com a tecnologia do século 21 e os últimos sistemas de navegação e segurança", indicou o milionário em uma entrevista coletiva em Brisbane.

Batizado, sem muita originalidade, de Titanic II, o navio será uma homenagem aos construtores do transatlântico original, que afundou há cem anos atrás, em 1912.  "Estas pessoas fizeram um trabalho que continua maravilhando o mundo cem anos mais tarde. E nós pretendemos que esse espírito continue outros 100 anos mais", afirmou ele.

A única diferença entre o original e a réplica será o motor a diesel que substituirá o de carvão do primeiro modelo. O Titanic II contará com 840 quartos, da mesma forma que seu antecessor, além de academias, piscinas, biblioteca e restaurantes.

O milionário australiano declarou que a barqueira de sua propriedade, Blue Star Line, encomendou a construção do navio ao estaleiro estatal chinês Jinling.

(Com agência EFE)

Exposição viaja ao fundo do mar para descobrir o Titanic

Cultura

Detalhes da noite do naufrágio foram reproduzidas, como o iceberg frio ao toque

Réplica de uma das cabines de primeira-classe do Titanic
  Réplica de uma das cabines de primeira-classe do Titanic (David Moir/Reuters)
Os visitantes da exposição Titanic - A 3,8 mil Metros de Profundidade no Aquário de Mystic, em Connecticut, vão poder experimentar as sensações vividas pelo oceanógrafo Robert Ballard ao descobrir o navio, 73 anos após o naufrágio, com a remontagem de detalhes da noite do acidente como o iceberg e códigos Morse.
"É uma oportunidade única porque nos concentramos na descoberta, mostrando o material inédito desse momento de 1985, quando me transformei na primeira pessoa ao ver o Titanic depois do naufrágio", explicou Ballard nesta quarta-feira.
Organizada pela Fundação de Pesquisa Submarina, a mostra foi concebida pelo desenhista de Walt Disney, Tim Delaney, e será exposta na mesma época do centenário do naufrágio. A exibição procura reviver a noite do naufrágio com o maior realismo possível.
Além do iceberg incandescente e frio ao toque, "para transferir a sensação da gélida e obscura noite do naufrágio", como explicou Ballard, há ainda as mensagens em código Morse enviadas para outros navios advertindo sobre a presença de gelo na água.
Mais de 250 horas de filme de alta qualidade também serão mostradas para os visitantes vivenciarem o momento do descobrimento de Ballard. 'Nesse instante tive duas reações. Uma profissional, de alegria e satisfação, mas a dominante era a humana. Senti dentro de mim que aquele lugar era muito especial e que merecia um grande respeito', descreveu Ballard.
O explorador especialista em navios naufragados é um dos porta-vozes da tese de que os objetos do transatlântico devem permanecer no fundo do mar. "O Titanic é um túmulo, um monumento comemorativo", enfatizou Ballard.
O oceanógrafo argumentou que a retirada de objetos não está destruindo só o navio, mas todo o lugar. "É necessário protegê-lo, já que, quando comparamos a prospecção do navio que fiz em 1985 e outra que realizamos quase duas décadas depois, comprovamos que os submarinos causaram danos", declarou.
No entanto, Ballard apontou que a tecnologia atual oferece a possibilidade de o Titanic ser conservado durante muito tempo, "se deixamos de danificá-lo", insistiu. 
(Com Agência EFE)

Violino do Titanic ficará exposto antes de ser leiloado

Cultura

Peça será apresentada no museu Titanic Belfast, no Reino Unido, a partir do dia 18 de setembro

Violino do Titanic vai ser leiloado
Violino do Titanic vai ser leiloado (EFE)
Um violino que foi usado durante a travessia do Titanic, e que afundou junto com o transatlântico em 1912, ficará exposto ao público a partir do dia 18 de setembro no museu Titanic Belfast, no Reino Unido, antes de ser leiloado.
O violino pertencia a Wallace Hartley, o diretor da orquestra do cruzeiro, que, junto com os outros sete músicos, entrou para a história do Titanic ao tocar seu instrumento ao mesmo tempo em que o lendário navio afundava, após se chocar contra um iceberg na madrugada de 15 de abril, há mais de um século.
Tanto o instrumento como o corpo do músico foram recuperados das águas do Atlântico dias depois do acidente, junto com as cartas de sua amada, Maria Robinson, que tinha dado o violino de presente para celebrar o compromisso.
Por muito tempo o instrumento suscitou um intenso debate sobre sua autencidade, que foi investigada durante sete anos até ficar provado, em 2011, que Wallace Hartley tinha tocado este mesmo violino no Titanic.
Agora o violino ficará exposto, junto com seu estojo de pele com as iniciais do músico (W.H.H.), em uma das maiores exposições sobre o transatlântico, no museu Titanic Belfast, situado junto aos estaleiros de Harland & Wolf, onde a embarcação foi construída.
"O violino estava atado ao corpo de Wallace Hartley quando foi descoberto. É uma bonita história que surgiu da cena do desastre. (O instrumento) volta ao berço do Titanic em Belfast", disse nesta segunda-feira Tim Husband, porta-voz do museu.
O instrumento estará exposto pela última vez antes que a casa de leilões Henry Aldridge & San o leve a leilão em 19 de outubro, com um preço que ainda não foi estipulado.
(Com agência EFE)

Foto inédita de vítimas do Titanic vai a leilão na Inglaterra

História

Imagem em preto e branco registra funeral coletivo de vítimas do naufrágio

Fotografia inédita do Titanic, que mostra os corpos de vítimas do naufrágio antes de serem lançados ao mar, será leiloada. O lance inicial é de 5 mil libras esterlinas, cerca de 18 mil reais
Fotografia inédita do Titanic, que mostra os corpos de vítimas do naufrágio antes de serem lançados ao mar, será leiloada. O lance inicial é de 5 mil libras esterlinas, cerca de 18 mil reais (EFE)
Uma fotografia inédita das vítimas do naufrágio do Titanic será leiloada na Inglaterra. A imagem foi feita dias depois do naufrágio, a bordo da embarcação Mackay-Bennett, a primeira a sair em busca dos corpos das vítimas depois da tragédia ocorrida em 15 de abril de 1912, que deixou mais de 1.500 mortos. O lance inicial do artefato é de 5.000 libras (aproximadamente 18.000 reais).
A foto em preto e branco mostra um reverendo Hind realizando um funeral coletivo realizado para as vítimas. Dois marinheiros viram uma maca para jogar um corpo ao mar. Em primeiro plano, um dos sacos usados para envolver os corpos tem o número 177, que identifica William Peter Mayo, uma das vítimas do naufrágio. Esta informação indica a data em que a foto foi tirada, já que o corpo de Mayo foi atirado ao mar no dia 24 de abril de 1912, informou um dos organizadores do leilão, em entrevista à CBC News, do Canadá. 
“A fotografia acaba com o mito de que os funerais eram dignos”, disse Andrew Aldridge, da casa de leilões, ao Huffington Post. Registros apontam que 166 dos 306 corpos resgatados pela embarcação foram lançados ao mar. 

Cientistas criam chip capaz de capturar células cancerosas no sangue

 Por estadao.com.br
Tecnologia poderá, no futuro, ajudar a diagnosticar tumores precocemente e a monitorar a eficácia do tratamento



Um novo chip,capaz de capturar células cancerosas que circulam pelo sangue de um paciente,pode ajudar, no futuro, a diagnosticar tumores precocemente e auxiliar os médicos a monitorar se o tratamento empregado está funcionando. O desenvolvimento da tecnologia, coordenado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, foi divulgado em um estudo publicado nesta semana pela revista científica Nature Nanotechnology.
"Se conseguirmos fazer essa tecnologia funcionar, ela vai ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos contra o câncer e revolucionar o tratamento de pacientes", diz um dos criadores do dispositivo, Max Wicha. A ideia é isolar as células cancerosas em amostras de sangue e, depois, cultivá-las para uma análise mais aprofundada - algo como uma "biópsia líquida".
Uma das dificuldades enfrentadas pelos médicos é separar células tumorais das demais estruturas que circulam pelo sangue. Com o novo chip, contudo, o problema poderá ser resolvido, já que ele apresenta cadeias de moléculas preparadas para "sequestrar" as células cancerosas. Depois, a tecnologia consegue manter essas células isoladas e cultivar seu crescimento, de modo que os profissionais possam estudar sua estrutura.
Nos testes com o novo chip, os cientistas usaram amostras de um mililitro de sangue. Até mesmo quando existia apenas de três a cinco células tumorais entre 5 ou 10 bilhões de células sanguíneas normais, a estrutura conseguiu diagnosticar o câncer. Nas dez tentativas, a média de captura foi de 73% das células e, em metade dos testes, o chip foi capaz de capturar todas as células tumorais. "Isso é o máximo que alguém já conseguiu em uma concentração tão baixa de células", afirma a pesquisadora Sunitha Nagrath, que também participou do estudo.
O novo chip pode capturar células cancerosas da mama, do pâncreas e do pulmão a partir de amostras de sangue dos pacientes. A expectativa é de que a tecnologia chegue aos laboratórios em três anos. ?

Justiça russa acusa brasileira e outros quatro do Greenpeace de pirataria

 Por BBC, BBC Brasil



Justiça russa acusa brasileira e outros quatro do Greenpeace de pirataria
"Ana Paula Maciel, do Greenpeace"
A Justiça russa indiciou cinco ativistas do Greenpeace, entre eles a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, 31 anos, por pirataria, informou nesta quarta-feira a organização ambiental.
Os acusados foram presos pela guarda costeira russa no dia 18 de setembro, em um caso que ganhou projeção internacional pela variedade de nacionalidades envolvidas na ação.
Eles faziam parte de um grupo de 30 pessoas - quatro russos e 26 estrangeiros - detidas após tentarem invadir uma plataforma de extração de petróleo no Ártico. Todos estão presos na cidade de Murmansk.
Os ativistas podem ser condenados a 15 anos de prisão. Os outros ativistas indiciados são Dmitri Litvinov, sueco-americano de origem russa, a finlandesa Sini Saarela, o russo Roman Dolgov e o britânico Kieron Bryan. O Greenpeace acredita que outros ativistas ainda devem ser indiciados.
A organização criticou os indiciamentos. O diretor executivo do grupo, Kumi Naidoo, disse que as acusações são 'extremas e desproporcionais'.
'Uma condenação por pirataria está sendo feita contra homens e mulheres cujo único crime foi ter uma consciência. Isso é um ultraje e representa nada menos do que um ataque ao princípio da manifestação pacífica', disse Naidoo à agência Reuters.
O presidente russo, Vladimir Putin, havia dito, anteriormente, que os ativistas haviam infringido leis internacionais, mas disse não se tratar de 'piratas'.
No protesto de setembro, os ativistas do Greenpeace usaram um barco para chegar à plataforma de petróleo de Prirazlomnaya - a primeira offshore da Rússia, que entrará em operação no fim deste ano.
Dois integrantes da organização tentaram escalar a plataforma e se amarrar a ela. O objetivo deles era chamar a atenção para a exploração de petróleo e gás no Oceano Ártico.
Os ativistas acabaram presos após um confronto em pleno mar. Oficiais russos usando capuzes chegaram a disparar tiros na água, para alertar o grupo.
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