terça-feira 23 2012

Banqueiro e pai devotado


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Com alta probabilidade de amargar vários anos atrás das grades em um presídio federal, o banqueiro José Roberto Salgado, defendido pelo mais célebre advogado do mensalão, o ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, apela a fatores como ser “chefe de família e pai devotado” para tentar reduzir ao máximo as penas pelos crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e corrupção ativa. A dosimetria das penas, que começa a ser definida hoje pelo plenário do Supremo, é classificada pelo defensor como o momento “verdadeiramente tormentoso” do julgamento.
Na reta final da análise dos crimes inseridos no mensalão, os ministros do STF têm recebido enxurradas de memoriais que recorrem a bons antecedentes para que a fixação das sanções seja, de algum modo, favorável aos 25 condenados pelo escândalo político.
Como se precisasse, Thomaz Bastos, por exemplo, alerta os ministros da mais alta corte do país que “o direito penal não é instrumento de vingança” e classifica seu cliente como “nem mais virtuoso nem menos imperfeito do que o homem comum, mas comprovadamente dedicado ao trabalho lícito, chefe de família e pai devotado, cidadão respeitado e estimado no meio social em que inserido”.
(Laryssa Borges, de Brasília)

MENSALÃO: No começo, os advogados dos réus gargalhavam, felizes e confiantes. Vejam a foto. Já agora…


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Advogados dos réus do mensalão: muito riso e muita alegria no começo do julgamento (Foto: André Dusek / AE)
A foto do excelente profissional André Dusek, tomada na primeira semana do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, fala por si mesma sobre a confiança dos advogados dos réus em que as coisas correriam bem para eles e seus clientes.
Já agora, a batalha de quase todos, inclusive de Márcio Thomaz Bastos, que alguns chamam God, é lutar para diminuir o tamanho da pena de seus patrocinados.

Vantagens e desvantagens do cartão de crédito

Dicas para a mulher usar bem o seu dinheiro

por Eliana Bussinger
"Encontrei dez vantagens para o cartão de crédito e cinco desvantagens. Mas não se iluda. Não se trata de uma questão numérica. Se eu colocasse apenas a desvantagem de número cinco, já seria mais do que suficiente para suplantar todas as vantagens"Quem fornece um cartão de crédito está na verdade financiando o titular do cartão e também o fornecedor da mercadoria que está trocando de mãos. A empresa emissora ganha da seguinte forma: cobra do comerciante e dá crédito ao titular do cartão, que se for pago à emissora, integralmente na data do vencimento, não sofrerá acréscimo. O cartão de crédito é como uma moeda: tem duas faces.
Não raro quando alguém está atolado em dívidas, os cartões costumam ser apontados como os vilões da história.

Se um dia aceitamos um cartão, evidentemente estávamos pensando que ele nos traria algumas vantagens. E assim, acredito, pensaram 40 milhões de brasileiros que hoje são titulares de um cartão.

Quais seriam as possíveis vantagens de um cartão de crédito

1) A primeira facilmente vislumbrada é a conveniência. Carregar um cartão de crédito é muito mais fácil do que carregar dinheiro

2) Segurança. - É muito mais seguro carregar um cartão de crédito, especialmente se você paga o seguro de roubo e perda (alguns reais por mês). Dinheiro, se você perder ou se for roubada, dá chá de sumiço mesmo.

3) Pode ser útil se você passar por uma situação emergencial e não tiver a quem recorrer. A maioria dos hospitais e farmácias, já aceita o cartão de crédito sem problemas. Também costuma ser assim com agências de viagens (se um familiar ficar doente e você precisar viajar), com oficinas (se seu carro quebrar). E você pode utilizar em 30 milhões de estabelecimentos ao redor do mundo.

4) O cartão lhe dá condições de alívio por até uns 40 dias, antes que você comece a pagar juros.

5) Ele lhe dá poder de compra – Isso significa que você pode adquirir um bem que você precisa, sem ter o dinheiro para isso. Talvez seja essa a maior vantagem que se transforma facilmente em desvantagem, quando não há controle.

6) Cartões de crédito são internacionais. Cartões como Mastercard e Visa são aceitos – presencialmente ou virtualmente – em quase todos os cantos do mundo. Você pode fazer compras no exterior, pela Internet, de usá-los, presencialmente, em restaurantes, na Argentina ou em Paris. E pode até sacar dinheiro local nas Filipinas. Você pode usá-lo para alugar um camelo no Egito. Ou um lhama no Peru. Aliás, para alugar um carro no Brasil, você precisa de um cartão de crédito. E para pagar menos por uma passagem aérea (para quem ainda se arrisca a andar de avião), via Internet, você também precisa de um cartão.

7) Um outro benefício é que você pode parcelar seus pagamentos, sem juros. E é muito melhor do que ficar distribuindo cheques pré-datados, com todos os seus dados e mais a sua assinatura. Cheques que muitas vezes vão parar na mão de terceiros. Se o seu cartão for do tipo que usa um chip, você sequer precisa assinar, basta uma senha, o que ajuda a preservar seus dados.

8) Alguns cartões de crédito oferecem prêmios, descontos, bônus, milhas. Um usuário racional aproveita essas oportunidades sem se comprometer financeiramente.

9) Mais uma vantagem do cartão (especialmente para aqueles que fazem orçamentos) é que você consegue visualizar através do seu extrato, de uma só vez, para onde seu dinheiro está indo.

10) Você tem acesso a crédito imediato, sem precisar de garantias, de fiador, de preenchimento de notas promissórias e tantas outras burocracias para quem necessita de crédito. Evidentemente, os juros serão altos se você não estiver segura do que está fazendo e permitir que o saldo se acumule sem pagamentos integrais.

Você consegue ver alguma outra vantagem? Mantenha sua mente aberta

Desvantagens do cartão

1) A primeira delas - e a mais evidente - é a ilusória sensação que o cartão traz de “dinheiro no bolso”. O cartão representa um crédito e não dinheiro vivo.

2) Facilidade é vantagem e desvantagem. É comum escutarmos que com o cartão de crédito tudo é fácil: utilizar, comprar, guardar, e claro - gastar além da conta, se enrolar e se endividar. Fácil e rápido.

3) Se você comprou coisas no cartão de crédito e quando a fatura chegou, pagou integralmente, muito bem, você fez uso das vantagens anteriormente citadas, inclusive utilizando de 30 a 40 dias de crédito gratuito. Mas, se quando a fatura chegou e você decidiu pagar apenas o mínimo (ou não pagar tudo), bem, então, você na verdade utilizou a maior de todas as desvantagens do cartão de crédito: a segunda maior taxa de juros do mercado

4) Fraude: no mundo físico e virtual. São inúmeras as histórias que escutamos sobre como os cartões de crédito são clonados, não è mesmo? Bem, nem sempre é fácil provar que você não tem nada com isso, já que os métodos de fraude são cada vez mais sofisticados.

5) Você pode facilmente perder a noção de quanto gastou (a invisibilidade do dinheiro). Pequenos gastos vão se somando e sem demora se transformam em uma quantia imensa, difícil de ser paga. Em uma sociedade consumista, em que o que vale é o aqui e agora, o cartão de crédito nas mãos, é realmente um grande risco.

Bem, encontrei dez vantagens para o cartão de crédito e cinco desvantagens. Mas não se iluda. Não se trata de uma questão numérica. Se eu colocasse apenas a desvantagem de número cinco, já seria mais do que suficiente para suplantar todas as vantagens. Há muito risco no uso indiscriminado do cartão. Risco de comprometer seu futuro de uma maneira muitas vezes irreparável. É uma das maiores tentações da vida moderna. Precisa ser usado com extremo cuidado!
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/cartao_de_credito01.htm

DE CATADOR DE ESTRUME A LATIFUNDIÁRIO

:(

segunda-feira 22 2012

Supremo condena a quadrilha do mensalão por 6 a 4


Ministro Joaquim Barbosa, relator, durante o julgamento do mensalão, em 17/10/2012
Ministro Joaquim Barbosa, relator, durante o julgamento do mensalão, em 17/10/2012 - Ueslei Marcelino/Reuters


Maioria dos ministros dá razão ao MP: sob a chefia de José Dirceu, petistas formaram uma quadrilha para comprar apoio político com dinheiro sujo



Depois de atestar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, atuou como o senhor do mensalão, agindo como chefe dos que corrompiam parlamentares no Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs nesta segunda-feira nova condenação ao ex-todo poderoso integrante do governo Lula. Desta vez, seis dos dez ministros da mais alta corte o condenaram também por formação de quadrilha. Na avaliação da maior parte dos magistrados, o ex-chefe da Casa Civil, os petistas Delúbio Soares e José Genoino, além do empresário Marcos Valério, seus sócios e os executivos do Banco Rural Kátia Rabello e José Roberto Salgado associaram-se especificamente para a prática de crimes. No rol de ilícitos do mensalão estão peculato, corrupção, evasão de divisas e gestão fraudulenta.
Celso de Mello, o decano da corte, apresentou o voto mais marcante do dia: "Em 44 anos de Justiça, nunca presenciei casos em que o juízo de formação de quadrilha se encontrasse tão nitidamente caracterizado como no processo ora em julgamento". O ministro definiu assim os réus: "Homens que desconhecem a República, pessoas que ultrajaram suas instituições e que, atraídos por perversa vocação para o controle criminoso do poder, vilipendiaram os signos do estado e desonraram com gestos ilícitos e ações marginais a ideia que anima o espírito republicano".
O decano fez uma distinção entre políticos e bandidos: "Estamos a condenar não atores políticos, mas protagonistas de sórdidas tramas criminosas. Condenam-se aqui e agora não atores ou agentes políticos, mas sim autores de crimes, de práticas delituosas". Ele falou em "conspiração" dos criminosos, "em perversa vocação"; disse que "todos nós" fomos vítimas e chegou à conclusão incontornável: "A essa sociedade de delinquentes, o direito penal brasileiro dá nome: quadrilha ou bando".
Marco Aurélio Mello releu o discurso que proferiu ao tomar posse no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2006, quando fez uma áspera crítica aos comandantes do mensalão. Nesta segunda-feira, ele manteve o tom, citou o ex-presidente Lula e provocou o PT: “Houve a formação de uma quadrilha das mais complexas. Mostraram-se os integrantes em número de 13. É sintomático o número”, declarou.
O ministro Gilmar Mendes lembrou a gravidade do esquema do mensalão: “Não se pode cogitar normal uma ordem política e social quando se tem um partido político corrompendo parlamentares. A gravidade dos fatos atenta contra a paz pública”, disse Gilmar Mendes.
O ministro Luiz Fux, que também proferiu voto pela condenação dos réus, refutou a possibilidade de os mensaleiros terem atuado apenas em coautoria. “O elo associativo destinado à pratica dos crimes variados perdurou por mais de dois anos, o que afasta de maneira irretorquível a eventual tese de mera coautoria. O conluio não era transitório”, disse ele. O presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, também acompanhou o voto de Joaquim Barbosa e condenou os mensaleiros. Em seu voto, disse que a sociedade não pode perder a crença de que o Estado saberá punir adequadamente os criminosos.
Voto vencido – Endossando outra interpretação do crime de formação de quadrilha, os ministros Rosa Weber, Cármen Lúcia e, em voto relâmpago, José Antonio Dias Toffoli seguiram o revisor Ricardo Lewandowski e absolveram todos os réus. Eles sustentaram que, para existir uma quadrilha, era necessário que os criminosos atuassem para a prática de crimes “por um tempo indeterminado” e que representassem ameaça à paz pública. Chegaram a citar o temor que uma quadrilha clássica, como o bando do cangaceiro Lampião, trazia às regiões por que passava e defenderam que nem Dirceu nem os petistas e tampouco os executivos do Rural tinham formado essa espécie de quadrilha.
Logo após o voto de Rosa Weber, que abriu a sessão, Barbosa refutou essa interpretação de formação de quadrilha. Disse que os quadrilheiros do mensalão só não praticaram ilícitos por tempo indeterminado porque foram descobertos e resumiu que a corrupção de parlamentares, eleitos por voto popular, representam, sim, um grave risco à paz pública. “Por um período considerável de tempo, quase dois anos e meio, durou essa prática nefasta de compra de parlamentares, um crime sobre o qual não há de se cogitar que seja cometido sem que haja entendimento entre pessoas, porque dinheiro não nasce em árvores. Comprar parlamentares para constituir a base de governo não abala a paz social? É só o indivíduo que mora no morro e sai atirando loucamente pela cidade? Será que a tomada das nossas instituições políticas de maneira pecuniária não abala a paz social?”, argumentou Barbosa.
Quebra-cabeças – A costura para a condenação dos quadrilheiros do mensalão foi possível com a proposta do ministro relator, Joaquim Barbosa, para que o julgamento fosse fatiado. A análise separada dos capítulos da denúncia do Ministério Público permitiu que o plenário do STF atestasse a existência de diversos crimes no esquema do mensalão para depois, tal qual um quebra-cabeças, concluísse pela existência da quadrilha. Agora, resta aos ministros definir as penas dos condenados.

Relator diz que quadrilha de pessoas com terno traz 'desassossego' maior


Ao questionar a tese de colegas no julgamento do mensalão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, relator do mensalão, disse nesta segunda-feira (22) que a quadrilha formada por pessoas que usam terno e gravata traz um "desassossego maior".
Barbosa disse que estava preocupado com o argumento apresentado pelos colegas Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Carmen Lúcia para absolver os 13 réus, entre eles o ex-ministro José Dirceu, da acusação de quadrilha. O relator condenou 11 dos 13 acusados pelo Ministério Público.

"Não aceito essa exclusão sociológica. Ela não tem base no Código Penal. A prática de formação de quadrilha por pessoas que usam terno e gravata traz um desassossego que é ainda maior dos que consagram a prática dos crimes de sangue", disse Barbosa.
O relator disse que abalou o sistema democrático o esquema de desvio de recursos públicos, que misturado a empréstimos fictícios, foi usado na compra de apoio político no Congresso no início do governo Lula.
"Um finge que está emprestando dinheiro para quem não tem a menor condição de fazer empréstimo e a entidade que toma o dinheiro se vale de mecanismos mais ousados para usar esse dinheiro para a prática de um crime que abala sem dúvida a ordem social, porque abala as bases do sistema democrático. Constituir maioria no Congresso à base de dinheiro? Onde isso não abala a paz social?", questionou.
Ele completou: "É só o indivíduo que mora no morro e sai atirando é que abala a sociedade, a tomada de nossas instituições políticas não abala? É preciso que haja crime de sangue para que a paz seja abalada?", completou.
As ministras entendem que no mensalão não configurou quadrilha, mas coautoria, união feita em dado momento, para cometer um crime específico -no caso, vender apoio político.
Por essa lógica, o grupo de Dirceu se uniu no início do governo Lula com o objetivo único de corromper parlamentares em troca da fidelidade da base aliada.

Mais um atestado de óbito da literatura. Mas este é literário


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Nu na banheira, encarando o abismo (um manifesto sobre o fim da literatura e dos manifestos) é o prolixo título de um ensaio apocalíptico de Lars Iyer publicado no 12º número da revista “serrote”, que chega às livrarias semana que vem. Trata-se aparentemente de mais um aborrecido atestado de óbito da literatura, como aqueles que críticos sem conta vêm emitindo – para um departamento onde logo lhe carimbam “arquive-se” – há pelo menos um século. No entanto, o ensaio de Iyer se destaca da produção habitual dos apocalípticos por dois motivos. O primeiro é que é bem argumentado e bem escrito, com paixão e verve, característica respeitada pela tradução de Thiago Lins e que só um verdadeiro amante de literatura (um necrófilo, segundo o argumento do autor) poderia lograr.
O segundo motivo é mais interessante ainda: sendo também ficcionista – é professor de filosofia numa universidade inglesa e autor de dois romances – Iyer acaba deixando claro, na parte final do texto, que discute consigo mesmo. Sua preocupação principal é identificar aquilo que ainda pode ser escrito após a suposta morte da literatura, uma vez que, evidentemente, escrever continua sendo preciso, não apenas para ele como para muitos de nós. É isso que o leva a eleger como seus cicerones pós-apocalípticos três famosos escritores-legistas – Roberto Bolaño, Enrique Vila-Matas e Thomas Bernhard – e encerrar o ensaio com uma lista de conselhos a quem insiste em fazer literatura, que mais uma vez soam como lembretes a si mesmo e que vão reproduzidos abaixo. Tudo muito discutível, claro. Neste caso, isso é elogio.
Utilize uma clareza não literária. Sabe-se que o jogo acabou, que está tudo terminado. O estilo de ‘Os detetives selvagens’ é notavelmente não literário, quase deselegante, apesar de todo o virtuosístico desassossego de suas vozes narrativas. (…) O abismo necessita da clara constância de um testemunho, da sobriedade de uma testemunha no dia seguinte, para lembrar-se do que ocorreu antes. A literatura não é mais o objeto em si, e sim o objeto desaparecido.
Rejeite métodos encerrados, rejeite obras-primas. O anseio de criar obras-primas é uma espécie de necrofilia. A escrita deve estar aberta a todos os lados da vida para que seu esboço – a vida melancólica e farsesca – possa estar presente, saqueando suas páginas. Vila-Matas afirma ser necessário, para qualquer um que escreva um texto ficcional, mostrar a própria mão, permitir que uma imagem de si mesmo apareça. (…) Siga sua própria tolice como pegadas na areia.
Escreva sobre este mundo, independentemente do assunto sobre o qual esteja escrevendo, escreva sobre um mundo dominado por sonhos mortos. Ressalte a ausência de esperança, crença, compromisso ou seriedade elevada. Assinale o passado que nos arruinou e o futuro que nos destruirá.
Deixe claro seu sentimento de impostura. Você não é um autor, não no antigo sentido da palavra. (…) Não há nenhum prêmio para você na literatura, claro que não, nada para sua pompa insensata. Além disso, pouquíssimas pessoas estão lendo de verdade: atente para esse fato também. Ninguém está lendo, idiota! Existem mais romancistas do que leitores. Existem livros demais…
Dê vulto à sua melancolia. Deixe claro que o fim está próximo. A festa acabou.
http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/vida-literaria/mais-um-atestado-de-obito-da-literatura-mas-este-e-literario/