sexta-feira 13 2015

Petrobras pretende publicar balanço auditado em maio

Petrobras

Data é o último prazo para evitar o pagamento antecipado de dívidas. Estatal reafirmou que metodologia que apontou baixa de R$ 88,6 bi 'não é adequada'

Fachada do edifício da Petrobras no Rio de Janeiro - 12/12/2014
Em crise, Petrobras avalia cortar investimentos (Vanderlei Almeida/AFP)
A Petrobras afirmou em comunicado ao mercado nesta quinta-feira que pretende publicar o balanço auditado de 2014 até o final de maio. O objetivo da petroleira é evitar o pagamento antecipado de dívidas, como preveem contratos firmados com financiadores. O prazo se encerra em 30 de abril, mas há ainda uma tolerância de 30 dias concedida pelos credores, dando à Petrobras a possibilidade de publicar o balanço justamente até o final de maio.

"Com as cláusulas atualmente vigentes nos contratos de financiamento, o balanço anual auditado deve ser entregue até o final de abril. Após essa data, a Petrobras terá de 30 dias a 60 dias, dependendo do contrato de dívida, para cumprir essa obrigação, ou seja, o balanço anual auditado deve ser publicado antes de junho e planejamos emiti-lo até o final de maio de 2015", comunicou a empresa.

Em janeiro, a estatal frustrou o mercado ao não contabilizar as perdas com corrupção no balanço não auditado do terceiro trimestre do ano passado. Na nota desta quinta, a Petrobras voltou a afirmar que a metodologia utilizada por auditorias independentes para calcular o valor dos ativos da petroleira, que chegou a uma indicação de baixa contábil de 88,6 bilhões de reais, "não se mostrou adequada". A estatal diz ainda que está "aprofundando" outra metodologia para calcular as baixas com os desvios do petrolão.

Cortes – Em crise por causa da perda de credibilidade, do endividamento e da queda nos preços do petróleo, a Petrobras também reafirmou que está revisando o seu plano de investimento para o período de 2015-2019, e a perspectiva é de redução dos investimentos.

"A Petrobras está revisando seu planejamento financeiro e entende que deverá ser necessário reduzir seus investimentos, elevar os desinvestimentos, assim como estudar outras possibilidades de financiamento e de incremento do fluxo de caixa", afirmou a empresa. Apesar das dificuldades, a estatal disse que não tem previsão sobre emissão de novas ações.

O pronunciamento da petroleira ao mercado foi emitido somente após as ações da companhia terem fechado em alta de cerca de 5% nesta quinta-feira.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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