quinta-feira 04 2015

Sedentarismo já ameaça reduzir expectativa de vida


Dentro de 18 anos, Brasil terá diminuído em 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada

Sedentarismo: as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física
Sedentarismo: as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física(Thinkstock/VEJA)
Um estudo que analisa dados de Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Índia alerta que o crescente sedentarismo nestes países ameaça formar a primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. O trabalho, que tem o American College of Sports Medicine como coautor, conclui que em 2030 a inatividade física pode abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual.
As projeções, que tiveram a participação de 70 especialistas ligados às áreas de saúde e educação física, indicam que em 18 anos o Brasil terá diminuído em 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada. Somente entre 2002 e 2007, a queda foi de 6%.
Segundo Lisa MacCallum Carter, executiva global da Nike, que também é coautora da pesquisa, o País começa a sofrer os males que já são sentidos há algumas décadas pelos países mais desenvolvidos - de 1965 a 2009, a queda da atividade física nos Estados Unidos foi de 32%.
"As máquinas e carros têm feito as atividades físicas por nós, e isso é uma coisa boa, pois apreciamos o padrão de vida moderno. Mas é preciso observar a quantidade de movimento que é perdida por isso e buscar formas de compensar", afirma a executiva. "Se uma criança está ameaçada de viver uma vida mais curta que seus pais, este é o oposto do progresso humano."
Segundo Lisa, as estatísticas levam em conta outros fatores, como nutrição, mas o sedentarismo tem papel central, especialmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Ela lembra que as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física.
(Com Estadão Conteúdo)

Passar muito tempo no computador pode comprometer saúde óssea de adolescentes


Pesquisa constatou que, quanto mais tempo meninos gastam diante do computador ou da TV, menor sua densidade mineral óssea, condição que fragiliza os ossos e favorece osteoporose no futuro

Menino no computador
Resultado das garotas foi diferente, o que intrigou os pesquisadores(Thinkstock/VEJA)
Quanto mais tempo meninos dedicam à TV ou ao computador no fim de semana, menor o seu desenvolvimento ósseo. Segundo um estudo apresentado na última sexta-feira no Congresso Mundial de Osteoporose, Osteoartrite e Doenças Musculoesqueléticas, que terminou na Espanha no último sábado, o período que os jovens passam em frente à tela pode estar ligado a altos índices de massa corpórea (IMC) e à diminuição da densidade mineral óssea (DMO), o que fragiliza os ossos e predispõe à osteoporose no futuro.
Cientistas da Universidade Ártica da Noruega recrutaram para a pesquisa 436 meninas e 484 meninos noruegueses com idades entre 15 e 18 anos, em 2010 e 2011. Eles mediram a DMO do quadril, do colo do fêmur e do resto do corpo dos voluntários por meio de uma técnica chamada absorciometria de dupla energia de raios-X, um exame que avalia a composição corporal.
Em questionários e entrevistas, avaliaram o estilo de vida dos participantes, como o tempo que passavam no fim de semana em frente à TV ou ao computador e a quantidade de atividade física que realizavam nesse período. Foi registrado também idade, maturação sexual, IMC e consumo de cigarro, álcool, óleo de fígado de bacalhau (rico em vitamina D, associada à saúde óssea) e bebidas gasosas.
Os adolescentes foram separados em quatro categorias: os que passavam de zero a duas horas em frente à TV ou ao computador, de duas a quatro, de quatro a seis e mais que seis horas. Os pesquisadores constaram que os meninos passavam mais tempo diante das telas do que as meninas. E, quanto mais tempo eles dedicavam à TV e ao computador, menor o DMO e maior o IMC. "Vimos uma relação linear inversa entre as quatro categorias e a densidade mineral óssea dos meninos", diz a líder do estudo, Anne Winther, da Universidade Ártica da Noruega.
Já o resultado das garotas intrigou os pesquisadores. Aquelas que ficavam de quatro a seis horas por dia em frente ao computador nos fins de semana tinham maiores índices de DMO comparadas àquelas que ficavam menos de uma hora e meia. "Esse dado definitivamente merece uma maior exploração em futuros estudos", afirma Anne.
"A densidade mineral óssea é uma forte prerrogativa para o aumento do risco de futuras fraturas. Nossa descoberta com os meninos mostra que o sedentarismo pode ter um impacto sobre o DMO e comprometer a massa óssea. Isso pode predispor à osteoporose na velhice", diz Anne. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), aproximadamente um em cada cinco homens no mundo com mais de 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da doença.

Aulas para adolescentes deveriam começar depois das 8h30, diz estudo


De acordo com Academia Americana de Pediatria, mais horas de sono para adolescentes evitariam notas baixas e problemas de saúde

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Segundo estudo, adolescentes que dormem pelo menos oito horas e meia por noite têm menos propensão a obesidade, diabetes e problemas comportamentais(ThinkStock/VEJA)
Uma nova recomendação da Academia Americana de Pediatria sugere que as aulas do ensino fundamental e médio comecem às 8h30 - ou mais tarde. Publicada nesta segunda-feira no periódicoPediatrics, a sugestão foi baseada em pesquisas que mostram que os adolescentes americanos dormem menos que o recomendado - de oito horas e meia a nove horas e meia por noite - e que a privação de sono é prejudicial para a saúde.
CONHEÇA A RECOMENDAÇÃO
Onde foi divulgada: periódico Pediatrics
Quem fez: Judith A. Owens, Rhoda Au, Mary Carskadon, Richard Millman, entre outros
Instituição: Academia Americana de Pediatria
Recomendação: Segundo os médicos, as aulas dos adolescentes deveriam começar depois das 8h30. Desse modo, os jovens poderiam dormir a quantidade de horas recomendada por noite, o que evitaria problemas comportamentais e fisiológicos.
Segundo a instituição, apenas 15% das escolas americanas de ensino médio iniciam as aulas depois das 8h30. No caso do ensino fundamental, a maioria dos colégios dá o sinal às 8 horas - 20% começa antes disso.
De acordo com os médicos, adolescentes que dormem a quantidade de horas recomendadas têm menos propensão a obesidade, diabetes e problemas comportamentais como ansiedade e depressão.
Puberdade - O levantamento mostrou que essa medida seria mais eficaz do que mandar os filhos para a cama cedo. Nas mudanças hormonais da puberdade, o adolescente tende a mudar o seu relógio biológico e encontrar dificuldade para dormir antes das 23 horas. Nessa fase da vida, o jovem demora mais para sentir o cansaço acumulado durante o dia do que um adulto.
"O organismo dos adolescentes libera melatonina (um hormônio que induz ao sono) mais tarde do que dos adultos", diz Judith Owens, líder da recomendação e diretora de medicina do sono do Centro Nacional de Medicina Infantil, nos Estados Unidos. Outro problema que favorece a falta de descanso adequado, segundo a pesquisa, é o excesso de tarefas dos adolescentes. "É importante eles terem menos coisas para fazer e poderem dormir antes da meia-noite", diz Judith.

Uso de eletrônicos afeta o sono dos adolescentes, diz estudo


Para pesquisadores, o tempo dedicado a aparelhos como smartphones e computadores pode estar tomando as horas de sono ou interferindo no sistema nervoso dos jovens

Criança no computador e televisão
Era digital: quanto maior o uso de eletrônicos, pior o sono dos adolescentes(Thinkstock/VEJA)
Um grande estudo revelou que, quanto mais tempo um adolescente passa diante de uma tela, pior é a qualidade do seu sono. A pesquisa foi publicada online na segunda-feira no periódico BMJ Open.
Descobertas do estudo
  1. • Meninas gastam mais tempo com smartphones, MP3 players e conversas online, e os meninos, com games em consoles ou computadores.
  2. • Quase todos os adolescentes usavam um ou mais aparelhos eletrônicos por cerca de uma hora antes de dormir.
  3. • Adolescentes que usavam mais de um aparelho eletrônico por vez tinham mais probabilidade de demorar a adormecer e dormiam menos do que os jovens que usam apenas um por vez.
  4. • Os jovens que usavam dois ou três aparelhos por dia tinham 50% mais probabilidade de dormir menos de cinco horas do que aqueles que usavam um.
Em 2012, pesquisadores noruegueses perguntaram a quase 10 000 jovens de 16 a 19 anos o tempo e as atividades que dedicavam no uso dos seguintes aparelhos eletrônicos: smartphone, computador, MP3 player, vídeo game, tablet e TV. O estudo não contabilizou as atividades escolares desempenhadas nessas ferramentas.
Os voluntários também responderam a que hora normalmente iam para a cama e se levantavam, de quantas horas de sono precisavam para se sentirem descansados e quanto tempo demoravam a adormecer, tanto no fim de semana quanto durante a semana.
Conclusões - Adolescentes que usavam eletrônicos por mais de 4 horas por dia tinham 49% maior risco de demorar mais de 60 minutos para pegar no sono. Na média, os jovens disseram que precisam de oito a nove horas de sono para se sentirem descansados. No entanto, aqueles que passavam mais de duas horas por dia conversando online tinham três vezes mais probabilidade de dormir menos de cinco horas, assim como aqueles que ficaram mais de quatro horas diante de qualquer tela.
Para os pesquisadores, o tempo dedicado aos aparelhos eletrônicos pode estar tomando as horas de sono ou atrapalhando o descanso por atrapalhar o sistema nervoso - a luz emitida por esses aparelhos interfere no relógio biológico.
Diretriz - "A atual recomendação é de que as pessoas não tenham TV no quarto. No entanto, outros aparelhos podem estar atrapalhando o sono, como os computadores e telefones", escreveram os pesquisadores. "É preciso desenvolver diretrizes específicas sobre o uso de eletrônicos."
(Da redação de VEJA.com)

Como prevenir a insônia

Tenha horário regular para dormir e acordar, mesmo nos fins de semana

Tenha horário regular para dormir e acordar, mesmo nos fins de semana


O organismo trabalha com ritmos. Se você acostuma dormir às 23 horas, ao chegar perto desse horário, o corpo estimula a secreção de melatonina e reduz a temperatura corporal — induzindo o sono. "Na falta desse hábito, o organismo não sabe quando tem que trabalhar para você dormir, o que pode causar insônia", diz Dalva Poyares, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Evite assistir televisão na cama

"A claridade, mesmo artificial, é interpretada pelo cérebro como luz solar", explica a neurologista Carla Guariglia, do Hospital Samaritano, em São Paulo. Por "achar" que é dia, o cérebro não estimula a secreção da melatonina, hormônio que induz o sono.

Se acordar no meio da noite, não fique na cama

Uma pessoa pode ficar ansiosa se despertar durante a noite e demorar a pegar no sono de novo. "Caso acorde à noite, o ideal é levantar, fazer algo relaxante — como tomar um copo de leite morno — e retornar para a cama quando estiver com sono novamente", diz Carla. A ansiedade vai embora e a pessoa pega no sono com mais facilidade.

Evite tomar bebidas estimulantes após as 16 horas

Café, refrigerantes de cola e alguns tipos de chás (como o verde) possuem substâncias estimulantes do sistema nervoso central, como a cafeína e a teína. Esses estimulantes deixam o organismo em estado de alerta. Para quem já tem tendência à insônia, a recomendação é evitar essas bebidas a partir das 16 horas. Assim, até a hora de dormir, o efeito dos estimulantes já vai ter passado. "Essas bebidas podem interferir na qualidade do sono do paciente", diz o neurologista Fabrício Hampshire, do Hospital Caxias D'Or, no Rio de Janeiro.

Não pratique atividade física perto da hora de dormir ? se possível

A atividade física é estimulante para o organismo, pois provoca a excreção de substâncias como a adrenalina. Os efeitos diminuem somente cerca de quatro horas depois da prática, o que pode atrapalhar o sono. Caso a rotina não permita exercitar-se em outro horário, a recomendação não é abandonar os exercícios. Apesar de estimulante, a atividade física ajuda a controlar o sono de maneira geral, por causa, principalmente, das endorfinas, neurotransmissores relaxantes liberados após o exercício. "Costumo individualizar a restrição noturna de atividade física, porque para alguns pacientes ela não piora a qualidade do sono", diz Fabrício Hampshire.

Torne o quarto um ambiente aconchegante

O quarto pode favorecer ou atrapalhar o sono do indivíduo. Um local aconchegante, fresco, sem TV e escuro ajuda a pessoa a dormir tranquilamente, já que induz o organismo a diminuir a temperatura corporal e a excretar melatonina.

Não consuma álcool antes de dormir

Tomar uma taça de vinho antes de dormir ajuda a relaxar, mas prejudica o sono. Quando o álcool entra na corrente sanguínea, o cérebro recebe um sinal para entrar em estado de alerta. Desregulado, o sono não vai permanecer na fase REM, aquela em que a pessoa mais descansa. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o sexo feminino é mais sensível a esse mecanismo. Os pesquisadores constataram que mulheres que consomem bebida alcoólica antes de dormir acordam mais vezes durante a noite e perdem cerca de 20 minutos de sono.

Desligue o celular e o computador uma hora antes de dormir

Estudos já constataram que utilizar qualquer tipo de aparelho eletrônico, como vídeo game, celular e computador, até uma hora antes de deitar pode atrapalhar o sono. A exposição à luz artificial aumenta o estado de vigilância do organismo e anula a liberação de melatonina, hormônio indutor do sono. Até o simples hábito de trocar mensagens pelo celular à noite interfere no repouso, de acordo com uma pesquisa.

Estudo revela horas de sono necessárias para cada idade


Nova diretriz americana altera padrão de sono recomendado para faixas etáriasmae-bebe

Recém-nascidos precisam de 14 a 17 horas de sono por dia; bebês de quatro a onze meses, de 12 a 15 horas(Thinkstock/VEJA)
Dormir na medida certa pode afastar problemas como cansaço, falta de concentração, depressão e ansiedade. A Fundação Nacional do Sono, nos Estados Unidos, revisou 320 pesquisas para atualizar a recomendação de quantas horas de sono são necessárias diariamente para ficar com a saúde em dia, de acordo com cada faixa etária. Foram alteradas principalmente as indicações para bebês.
A pesquisa concluiu que recém-nascidos precisam dormir de 14 a 17 horas por dia; a orientação anterior era de 12 a 18 horas. Entre os bebês de quatro a onze meses, a necessidade passou a ser de 12 a 15 horas, ante o mínimo de 14 horas recomendado para essa faixa etária antes do estudo.
Conforme a idade aumenta, a necessidade de sono diminui. Crianças de um a cinco anos precisam de 10 a 14 horas de sono, segundo os pesquisadores. Dos seis aos treze, a recomendação cai para 9 a 11 horas. Já os adolescentes de catorze a dezessete anos devem dormir de 8 a 9 horas por noite para manter a saúde em dia.
A orientação não mudou para adultos de 18 a 64 anos: de 7 a 9 horas. Acima dessa idade, a quantidade diminui para 7 a 8 horas. O resultado foi publicado na semana passada no periódico Sleep Health: Journal of the National Sleep Foundation.
"Nós ainda temos muito que aprender sobre o sono, já que passamos um terço de nossas vidas dormindo. Sabemos que é um mecanismo importante para a consolidação da memória, mas os detalhes sobre a função do sono para o nosso organismo ainda são desconhecidos", diz a coautora do estudo Lydia DonCarlos, da Universidade Loyola de Chicago.
(Da redação de VEJA.com)



HSBC faz acordo milionário para se livrar de investigação na Suíça


Banco disse que concordou em pagar compensação equivalente a R$ 134,5 milhões por não ter conseguido evitar crimes financeiros no passado, como o de lavagem de dinheiro

agência do HSBC em Nova York
HSBC concordou em pagar multa de 40 milhões de francos suíços (cerca de 134,5 milhões de reais)(Andrew Burton/Stringer/Getty Images/VEJA)
O HSBC concordou em fazer um acordo de 40 milhões de francos suíços (cerca de 134,5 milhões de reais) para encerrar uma investigação sobre crimes de lavagem de dinheiro, segundo informações do jornal britânico The Guardian. Esse é o maior pagamento já imposto por autoridades de Genebra, segundo o promotor-chefe local, Olivier Jornot.
Em uma declaração emitida pelo banco, o HSBC indicou que concordou em pagar a compensação por não ter conseguido evitar crimes financeiros no passado. Como consequência, foi arquivada uma ação criminal contra a instituição na Justiça de Genebra. No texto, o banco acrescenta que a investigação da promotoria identificou que nem o banco e nem os seus empregados são suspeitos de cometer crimes atualmente.
Em fevereiro deste ano, a Justiça suíça abriu uma investigação por lavagem de dinheiro contra o HSBC. Policiais fizeram uma operação de busca e apreensão na sede do banco e em diversos escritórios da instituição em Genebra para apurar as suspeitas.
O processo foi aberto depois que um consórcio de jornais revelou que o banco havia ajudado 100 mil clientes de todo o mundo a abrir contas na Suíça e fugir do controle de seus países, caso conhecido como Swissleaks. Entre as suspeitas, estão as práticas de sonegação de impostos e a não declaração de milhões de dólares em investimentos
Mais de 6 mil contas têm uma relação com clientes brasileiros, entre eles ex-funcionários da Petrobras. No Brasil, a Receita Federal e a Polícia Federal (PF) estão apurando as operações realizadas por cidadãos do país em contas secretas mantidas pelo HSBC na Suíça.
(Da redação)