segunda-feira 11 2014

Ator Robin Williams é encontrado morto em casa

Memória

Infelizmente... Sinto muitíssimo!!

Polícia da Califórnia suspeita de suicídio. Segundo agente, o vencedor do Oscar de ator coadjuvante por 'Gênio Indomável' vinha lutando contra a depressão

O ator Robin Williams

O ator Robin Williams, 63 anos, foi encontrado morto nesta segunda-feira em sua casa na cidade de Tiburon, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Segundo o site da rede americana CNN, a polícia acredita que o ator tenha comedito suicídio por asfixia.
A polícia do condado de Marin County recebeu uma chamada vinda da casa de Williams às 11h55 (15h55 em Brasília) reportando que “um homem havia sido localizado inconsciente e sem respirar”, segundo informou a assessoria da corporação. A polícia já deu início a uma investigação para detalhar as circunstâncias da morte do ator. Uma autópsia está marcada para a terça-feira.
Williams tinha um longo histórico de problemas com drogas, em particular álcool e cocaína, desde os anos 1970. Em 1998, em entrevista a VEJA, ele falou abertamente sobre as drogas. 'Eu me tratava com um psiquiatra que dizia não haver problema em cheirar cocaína, desde que o consumo fosse controlado', afirmou. 'Até o dia em que descobri que ele cheirava muito mais do que eu. O efeito da droga é extremamente sedutor. O problema é que ela passa a dominar você, a controlar sua vida.' Na mesma entrevista, ele conta que a paternidade o levou a largar as drogas, em 1983. 'Queria acompanhar todo o processo de gravidez e parto, sem perder nada. Sabia que ser pai já seria uma transformação louca e problemática sem drogas - imagine com elas'. 
Por 20 anos, Williams ficou sóbrio e viu sua carreira deslanchar, somando no total quatro indicações ao Oscar e uma vitória como ator coadjuvante pelo filme Gênio Indomável, de 1997. Em 2003, ele voltou a beber e foi internado em uma clinica de reabilitação três anos depois, por intervenção da família. Em entrevista ao jornal britânicoThe Guardian, em 2010, o ator assumiu que frequentava semanalmente as reuniões do Alcoólicos Anônimos (AA). 
Segundo a agente do ator, Mara Buxbaum, Robin Williams enfrentava depressão. No começo de julho de 2014, ele decidiu por conta própria se internar mais uma vez em uma clínica de reabilitação, afirmando que pretendia iniciar um novo tratamento que o ajudasse a se manter sóbrio. 
Trajetória — Mundialmente conhecido por seus papéis cômicos que marcaram o cinema americano, Robin Williams começou sua carreira profissional bem longe dos palcos. Ele tinha parentesco distante com figuras importantes da política americana, era tataraneto do senador e governador de Mississipi em 1890, Anselm J. McLaurin, e por isso chegou a estudar Ciência Política. O talento artístico e, principalmente, o pendor para a comédia o levaram a cursar Teatro na renomada Julliard School, em Nova York, onde foi colega do ator Christopher Reeve. Influenciado por um de seus professores, o ator John Houseman, Williams trocou as aulas da faculdade pelas casas noturnas nova-iorquinas onde apresentava shows de stand-up comedy.
Em uma dessas apresentações, foi convidado para disputar o papel de Mork, um alienígena que chegou à Terra dentro de um ovo, na série Happy Days, em 1974. O personagem fez tanto sucesso que inspirou um programa de TV próprio, Mork and Mindy, que permaneceu por quatro anos no ar na TV americana.
Sua escolha por interpretar tipos excêntricos, aliada à capacidade de improvisação e à facilidade de imitações, corroboraram para a consolidação de Williams como um dos principais talentos cômicos do cinema americano da atualidade. O gênero lhe rendeu interpretações marcantes, como o empresário da noite Armand Goldman, em A Gaiola das Loucas (1996), a babá Doubtfire em Uma Babá Quase Perfeita (1993) e o médico Patch Adams no filme de mesmo nome de 1998.
A partir dos anos 1980, sua carreira se inclinou a papéis dramáticos relevantes, como o terapeuta Sean Maguire em Gênio Indomável (1997), papel que lhe rendeu seu primeiro e único Oscar, na categoria melhor ator coadjuvante. Em anos anteriores, ele recebeu indicações pelas atuações  em O Pescador de Ilusões (1991), Sociedade dos Poetas Mortos (1989) e Bom Dia, Vietnã (1987).
Em entrevistas, chegou a contar que era uma criança obesa, e por isso, rechaçado pelos amigos na escola. Para driblar a solidão, ele costumava inventar personagens e criar vozes para cada um deles. Williams gostava de pregar peças em jornalistas e chegou a desmentir que tinha nascido na Escócia, informação confirmada por ele costumeiramente no início da carreira. Na verdade, Williams nasceu em Chicago, nos Estados Unidos.
Entre seus trabalhos mais recentes no cinema,  estão as franquias Happy Feet, animação em que dubla o pinguim Ramon, e Uma Noite no Museu, que tem estreia prevista no Brasil do terceiro filme da série para janeiro de 2015.
Robin Williams deixa três filhos: Zachary Pym, de 31 anos, fruto de seu primeiro casamento com a atriz Valerie Velardi; Zelda Williams, de 25 anos, e Cody Alan Williams, de 23 anos, filhos com Marsha Garces Williams, babá de seu primeiro filho, com quem se casou após o fim do primeiro casamento. O ator era casado desde 2011 com a designer Susan Schneider.

FEB 1944 - Pracinhas cantam o Hino Nacional Brasileiro - Catedral de Pisa

Dilma tenta minimizar escândalos e diz que Petrobras é alvo de 'factoides políticos'

Planalto 


Presidente concedeu entrevista (como candidata) neste domingo, no Palácio da Alvorada, mas não quis se aprofundar no tema

Gabriel Castro, de Brasília
Dilma Rousseff em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília
Dilma Rousseff em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília (André Dusek/Estadão Conteúdo)
A presidente-candidata Dilma Rousseff tentou neste domingo minimizar a crise enfrentada pela Petrobras — e classificou a série de escândalos envolvendo a estatal como "factoide político" para comprometer a petroleira. Em entrevista coletiva concedida no fim da tarde no Palácio da Alvorada, em Brasília, ela fez uma menção genérica às revelações envolvendo a estatal — a contadora do doleiro Alberto Youssef, pivô do esquema bilionário de corrupção desbaratado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, Meire Poza, confirmou a VEJA que a empresa era utilizada para abastecer um esquema criminoso de lavagem de dinheiro. A entrevista deste foi organizada pela assessoria da campanha eleitoral da presidente, e não pelo Palácio do Planalto.  
"Se tem uma coisa que a gente tem de preservar, porque tem que ter sentido de Estado, de nação e de país, é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do país. Isso não é correto, não mostra nenhuma maturidade. Eu acho fundamental que, na eleição e nesse processo que nós estamos, haja a maior e mais livre discussão. Agora, utilizar qualquer factoide político para comprometer uma grande empresa e sua direção é muito perigoso", afirmou. A presidente encerrou a coletiva em seguida e não quis responder outras perguntas sobre o tema. Dilma também afirmou que não há uma decisão sobre o aumento no preço dos combustíveis derivados de petróleo. Ela deixou a questão em aberto: "Necessariamente, em algum momento no futuro pode ser que tenha um aumento, eu não tenho como discutir isso aqui sem dos dados", disse ela.
O congelamento de preços é tido como uma das causas das perdas sucessivas da Petrobras nos últimos meses. Parte do mercado acredita que o governo só vai autorizar a elevação de preços após as eleições.

Dia dos Pais — Pronunciamentos de Dilma à imprensa em pleno Alvorada são incomuns. E ela não tinha nada de relevante a anunciar: queria apenas parabenizar os pais por seu dia, comemorado neste domingo. "Feliz Dia dos Pais para os rapazes e para nós, também, porque todos nós temos pais", afirmou ela aos jornalistas.
"Eu sou chefe da nação. Portanto, esse dia também faz com que a gente tenha de reforçar o compromisso de melhorar as condições de vida de todas as famílias brasileiras", disse, em seguida. A presidente contou ter usado o Facetime, um programa de conversa em vídeo pela internet, para conversar com seus parentes e com os "dois pais" que tem em sua família: o ex-marido, pai de sua filha, e o genro, pai de seu neto.

Ataques — Na entrevista, a presidente também disse que não vai reduzir nem aumentar o número de ministérios. "Eu posso pedir uma coisa a vocês? Pergunte qual ministério eles vão reduzir", disse ela. A presidente citou os Ministérios da Micro e Pequena Empresa, dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial, da Pesca e de Políticas para as Mulheres. E defendeu, um a um, a permanência deles na estrutura do governo. "Esse formato responde a um momento histórico do Brasil. O momento histórico mudando, eu mudo (...). Alguns deles vão evoluir e poder até não ser ministério", afirma a presidente, que usou o termo "cegueira tecnocrática" para criticar os defensores de um enxugamento no número de pastas.
Ao comentar a proposta do tucano Aécio Neves de fundir os ministérios de Transportes e de Minas e Energia, Dilma atacou: disse entender por que o PSDB tem essa ideia, já que foi a primeira ministra de Minas e Energia do governo Lula. Segundo Dilma, ela encontrou 25 motoristas e apenas três engenheiros trabalhando na pasta. "Eles fizeram barbaridades na área de energia", disse ela, criticando a gestão de Fernando Henrique Cardoso.

domingo 10 2014

A contadora de Alberto Yousseff conta tudo à revista VEJA. Prefeituras do PT eram a grande fonte do doleiro

Veja.Com

A revista VEJA desta semana traz uma reportagem com Meire Bonfim Poza. Eis a capa.
capa da veja
Quem é ela? Meire era a contadora do doleiro Alberto Yousseff. Meire viu, ouviu e participou de algumas das maiores operações do grupo acusado de lavar R$ 10 bilhões de dinheiro desviado de obras públicas e destinado a enriquecer políticos corruptos e a corromper outros com pagamento de subornos. Qual era a fonte privilegiada da mamata? Prefeituras do PT.
Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues nas mãos de políticos. Durante dois anos, Meire manuseou notas fiscais frias, assinou contratos de serviços inexistentes, montou empresas de fachada, organizou planilhas de pagamento. Ela deu ares de legalidade a um dos esquemas de corrupção mais grandiosos desde o mensalão.
Meire sabe quem pagou, quem recebeu, quem é corrupto, quem é corruptor. Conheceu de perto as engrenagens que faziam girar a máquina que eterniza a mais perversa das más práticas da política brasileira. Meire Poza era a contadora do doleiro Alberto Youssef — e ela decidiu revelar tudo que viu, ouviu e fez nos dois anos em que trabalhou para o doleiro.
“O Beto era um banco de dinheiro ruim. As empreiteiras acertavam com os políticos, e o Beto entrava para fazer o trabalho sujo. Ele passava o tempo todo levando e trazendo dinheiro, sacando e depositando. Tinha a rede de empresas de fachada para conseguir notas e contratos forjados”, diz. Um dos botes mais ousados de Youssef, segundo ela, tinha como alvo prefeituras comandadas pelo PT.
O doleiro pagava propina de 10% para cada prefeito que topasse apostar em um fundo de investimento criado por ele. “E era sempre nas prefeituras do PT. Ele falava: ‘Onde tiver PT, a gente consegue colocar o fundo’”. André Vargas era um parceiro fiel. O deputado estava empenhado em fazer com que dois fundos de pensão de estatais, o Postalis (dos Correios) e a Funcef (da Caixa Econômica Federal), injetassem R$ 50 milhões em um dos projetos do doleiro.
Leiam a reportagem. É de estarrecer. As empreiteiras que fizeram contratos com a Petrobras não se saem bem na história. É um esquema de corrupção que rivaliza com o do mensalão e que, muito provavelmente, o supera no valor movimentado. Vejam qual é o “modus operandi” deles.
Post publicado originalmente às 21h55 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-contadora-de-alberto-yousseff-conta-tudo-a-revista-veja-prefeituras-do-pt-eram-a-grande-fonte-do-doleiro/

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O pai e o pai

Veja.Com

Ser pai é um eterno vir a ser (Thinkstock/VEJA)
Ser pai é um eterno vir a ser (Thinkstock/VEJA)
Ser pai é tão fácil e tão difícil que a palavra deveria ser duas. Uma coisa é o pai, outra bem diferente é o pai, embora ambos possam ser o mesmo pai. Isso está ficando confuso.
Ajudaria se houvesse duas palavras para nomear realidades tão distintas: pai e, digamos, semipai. Ou pai e inseminador, banco genético, cara-do-pólen. O vocábulo não importa tanto. Serviria qualquer coisa que demarcasse o abismo entre a realidade banal, imediata, e aquilo que só aos poucos, com obstinação e sorte, será desenhado no horizonte.
É possível ser pai distraidamente, por acidente, por esporte – por nada. Um acaso bioquímico, gametas danadinhos e pronto: esforço zero. Daí ser possível ser pai sem ser pai, com desprezo, indiferença ou mesmo horror à ideia de ser pai.
Mãe não é assim. Mãe é mãe, reza o chavão, incontestável. Mãe é mãe é mãe é mãe, o que faz ainda mais sentido quando se pensa que pai não é pai. Não ainda. Não tão depressa. E o começo é a parte mais desconcertante.
O poder instantâneo de que se investe a mãe no exato segundo em que se descobre mãe é cósmico. Alia a realidade imediata e a transcendência como se não fosse absurdo imaginá-las compatíveis, e ao fazer isso as torna, mais do que compatíveis, uma só. Mãe é maior que a vida de um modo que só a própria fonte da vida pode ser.
Tudo isso é incompreensível para o cara-do-pólen, que já na largada da corrida se vê escanteado, obsoleto e manco, assobiando de lado para disfarçar o ressentimento. Como é patético o pai que ainda não virou pai.
Pai só chega a ser pai por meio de um percurso que deve ser trilhado de forma lenta, obstinada, sem a menor garantia de sucesso, dia após dia. Ser pai é vir a ser, eternamente.
Feliz Dia dos Pais a todos os pais, mas em especial aos pais.