segunda-feira 22 2013

Chega de saudade: aplicativo deleta seu ex!

Por Beatriz Alessi, Tempo de Mulher
BEATRIZ ALESSI: “Só não apaga as mágoas. Não existe atalho para o luto de um amor que acaba”.



Chega de saudade: aplicativo deleta seu ex! Foto: Thinkstock
Por BEATRIZ ALESSI
Antigamente, era menos doloroso romper um relacionamento. Cada um ia pro seu lado e, se não houvesse filhos envolvidos, você podia escolher não topar com o seu ex evitando amigos em comum ou lugares onde ele é figura fácil. Com o Facebook, o tormento parece não ter fim. O passado está sempre mandando lembranças indesejáveis na forma de fotos, atualizações de status (“num relacionamento com...”) e posts do dito cujo. Ou melhor, “estava”. Acabam de inventar um antídoto para ex-amores: um aplicativo batizado sugestivamente de KillSwitch, algo como “botão de matar”. Conectado ao seu perfil no Facebook, ele promete eliminar todos os vestígios do seu ex – o equivalente a, como dizia meu pai, “passar uma borracha no passado.” Para que o KillSwitch possa fazer essa faxina na sua vida, você não pode ter excluído o “falecido”, com o perdão da figura de linguagem.
Como num toque de mágica, todas as pegadas do malfadado romance vão parar num álbum supersecreto, que você pode deletar ou não. Como medida extra de precaução, você pode acionar o KillSwitch também para aqueles amigos que só faziam sentido enquanto vocês ainda eram um casal. Afinal, se você não se imagina tomando cerveja com eles nem no próximo ano bissexto, pra que ficar cutucando a ferida?
OK, isso não significa que as mágoas também vão desaparecer como que por encanto. Não existe atalho para o luto de um amor que acaba. Mas já ajuda saber que haverá menos esqueletos no armário, não é?
Esses compartimentos secretos lembram as chamadas “gavetas da memória” da cientologia, a controversa religião de Tom Cruise, nas quais ficariam guardados traumas e dores do passado. Porque o KillSwitch te dá também a opção de manter adormecidas lembranças inconvenientes. Vai que você decide encarar um flashback, né?
Mas quer saber? Acho que ex-amores são – ou pelo menos deveriam ser – páginas viradas. Com a ajuda da tecnologia, talvez seja hora de você tomar coragem e atualizar seu status de uma vez por todas: “à procura de uma nova paixão”.
* Beatriz Alessi é jornalista e cidadã do mundo, como a maioria dos mineiros. Contadora de histórias, acha que a vida de toda mulher daria um grande filme - ou pelo menos uma modesta crônica.

Fantasias sexuais devem ficar na imaginação

Por Beatriz Alessi, Tempo de Mulher
BEATRIZ ALESSI: "Realizá-las é o mesmo que o poeta casar com a musa".



Foto: Thinkstock
Por BEATRIZ ALESSI
Tenho me divertido com as meninas do novo Saia Justa, do canal GNT. Outro dia, as jornalistas Astrid Fontenelle e Barbara Gancia e as atrizes Maria Ribeiro e Mônica Martelli tricotaram sobre um tema que o livro “Cinquenta Tons de Cinza” tem tornado ainda mais excitante: as fantasias sexuais. A trilogia da britânica E. L. James virou o maior fenômeno mundial de vendas desde Harry Potter com sua receita “pornô para mamães”. Trata da iniciação sexual da jovem Anastasia Steele nos jogos de dominação e sadomasoquismo do enigmático magnata Christian Grey que mantém, na luxuosa cobertura envidraçada onde vive, um “quarto da dor”.
A incursão da inocente Anastasia nesse sombrio mundo do prazer tem, supostamente, ajudado a apimentar relações mundo afora. Mamães antes acomodadas estariam dando asas à imaginação para sair da mesmice e dar vazão a suas mais recônditas fantasias sexuais. Mas o que exatamente isso significa? Estaria o livro incentivando casais a cruzar fronteiras antes consideradas “proibidas”? Não necessariamente. Reportagem recente da Folha de S. Paulo mostra que casais que se aventuraram em festas de fetiche criadas no embalo do fenômeno literário se assustam com o que veem e não voltam mais.
Intui-se por quê. E aqui vou concordar com Mônica Martelli. Fantasia deve continuar sendo o que o nome sugere – uma fantasia. Para que encená-las com os “tons de cinza” da realidade e roubar delas a aura de coisa proibida? Realizá-las é o mesmo que o poeta casar com a musa. De posse da antes intangível amada, ele perde a inspiração.
É na imaginação que as fantasias sexuais mais florescem – exatamente por não se concretizarem. É claro que a realidade às vezes é tentadora. A atriz Maria Ribeiro confessou ter adorado beijar uma mulher num filme. Mas Mônica Martelli disse que odiaria que alguém tentasse seduzi-la com morangos, como faz Mickey Rourke com Kim Basinger em “9 ½ Semanas de Amor”. Ao que Astrid completou: “Aos 52 anos, um ‘papai mamãe’ bem feito já está de bom tamanho”.
Para saber se as pessoas tentavam reproduzir na cama o que viam em livros e filmes, Barbara Gancia foi à Erótika Fair, em São Paulo. Bancando a tiazinha que se aventura com brinquedos sexuais, fez caras e bocas e ouviu de uma entrevistada que “Cinquenta Tons de Cinza” “dá calor” mas vale mais como inspiração do que como roteiro. É, a ficção pode ajudar mas nada como descobrir, por conta própria, o que nos seduz. Então não tenha pudores. Acenda a sua imaginação e seja feliz!
* Beatriz Alessi é jornalista e cidadã do mundo, como a maioria dos mineiros. Contadora de histórias, acha que a vida de toda mulher daria um grande filme - ou pelo menos uma modesta crônica.

A receita de sucesso de Oprah Winfrey

Por Beatriz Alessi, Tempo de Mulher
BEATRIZ ALESSI: "Uma das mulheres mais poderosas do mundo nos ensina a chegar lá. Resta saber onde fica o nosso lá"



Para Oprah, ser a gente mesma é muito mais fácil do que tentar imitar alguém. / Foto: Getty Images
Para Oprah, ser a gente mesma é muito mais fácil do que tentar imitar alguém. / Foto: Getty Images































Por BEATRIZ ALESSI
Se conselho fosse bom, ninguém dava de graça, diz o ditado popular. Mas vindo de uma das mulheres mais poderosas do mundo, talvez a gente deva prestar atenção. Oprah Winfrey praticamente dispensa apresentações. Ela ergueu um império ao longo dos vinte e cinco anos em que esteve à frente de um dos programas mais bem-sucedidos da tevê americana, o “The Oprah Winfrey Show”.
Ao aposentar o programa, criou nada menos que o seu próprio canal de TV, o Own. Ela é tão poderosa que o mundo dos negócios cunhou até a expressão “efeito Oprah” para se referir ao impacto positivo que a chancela da apresentadora tem sobre qualquer pessoa, produto ou organização. Não resta dúvida, portanto, que causou frisson o discurso que Oprah fez para os formandos da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiosas do mundo.
Ela mesma não escondeu a animação: “Meu Deus, estou em Haaarvard”, brincou ela, com aquele jeito exagerado de ser.  A honraria – ser a oradora da turma de 2013 – teve um brilho ainda mais especial por Oprah ter sido agraciada com um título honorário da famosa universidade. Emocionada, ela disse que esperava ser, de alguma forma, fonte de inspiração para todos aqueles que um dia se sentiram inferiores ou injustiçados na vida. (Nascida negra e pobre, no Mississippi, ela sofreu abuso sexual na adolescência e hoje mantém uma escola para meninas na África do Sul.)
E quais foram as lições que Oprah, uma mulher que se fez sozinha, passou aos bem nascidos formandos de Harvard? A mais importante é que, antes de mais nada, temos que nos perguntar: “Qual é o meu propósito na vida? O que me faz estar viva?” Segundo ela, é esse GPS interno que vai nos guiar rumo ao sucesso. Em outras palavras, temos que descobrir qual é a mais perfeita tradução da nossa essência. Para Oprah, ser a gente mesma é muito mais fácil do que tentar imitar alguém. (Ela própria tentou copiar a jornalista Barbara Walters e acabou descobrindo que seria uma melhor Oprah do que uma falsa Barbara).
No dicionário de Oprah Winfrey, não existe a palavra “fracasso”. “Fracasso” é apenas a vida te empurrando em outra direção – define ela. Os erros só nos levam mais ao encontro do nosso verdadeiro eu. Portanto, eis a receita de sucesso de Oprah Winfrey: seja você mesma e descubra o que move o seu coração. Isso te fará chegar lá. Agora, onde fica o seu lá, só você pode dizer.
* Beatriz Alessi é jornalista e cidadã do mundo, como a maioria dos mineiros. Contadora de histórias, acha que a vida de toda mulher daria um grande filme - ou pelo menos uma modesta crônica.

Sobre amor, felicidade e extraterrestres

Tempo de Mulher
BEATRIZ ALESSI: "Se nunca saberemos o sentido da vida, por que não aproveitar ao máximo nossa louca aventura neste planeta?"



Foto: Thinkstock
Foto: Thinkstock
Por BEATRIZ ALESSI
Quantas vezes, numa noite de lua cheia, você contemplou o céu estrelado e se indagou sobre o sentido da vida? Não é tentador imaginar que, em algum longínquo pontinho iluminado do universo, possa haver vida inteligente que nos dê alguma pista sobre nossa existência na Terra?
Desde a invenção do telescópio, no século dezessete, o homem perscruta os céus em busca de respostas. Estamos irremediavelmente sós? Por que raios a vida teria vingado apenas neste acanhado e belo planeta, que rebola solitário na imensidão do cosmos? Me peguei divagando sobre nossa precária e improvável existência depois de ler, na Folha de S.Paulo, duas crônicas com vieses diferentes – um científico e outro filosófico.
Em “Sobre visitas de extraterrestres”, em que discorre sobre luzes misteriosas avistadas nos céus da Amazônia, o físico Marcelo Gleiser nos convida a espantar o devaneio e pôr os pés no chão. Ele nos lembra que o sistema estelar mais próximo de nós fica a quatro anos-luz da Terra, ou seja, mesmo uma civilização superior, viajando a velocidades próximas à da luz, levaria muito tempo para chegar aqui. Portanto, não faz sentido supor que, tendo concluído a empreitada, nossos visitantes extraterrestres se esconderiam sob a forma de pontos de luz no negro céu da floresta. 
Já em “Crise de sensatez”, o poeta Ferreira Gullar argumenta que, diante da imensidão do universo e do absurdo da existência, é melhor ser louco varrido que sensato. E pergunta: como há bilhões de outros sóis só na nossa galáxia e outros tantos bilhões fora dela, “pode alguém achar que a mente humana é capaz de explicar um troço como esse, que excede toda e qualquer possibilidade de abranger e compreender?” Ferreira Gullar conclui que o universo existe apenas para ser contemplado por nós, de longe.
Imagino que, como eu, você também deva estar se sentindo pequenininha. Mas já parou pra pensar em como essa pequenez amplifica a grandeza de nossa experiência humana? Se a vida é tão rara e tão frágil, isso não a torna também infinitamente mais bela? E se nunca teremos respostas às nossas inquietações ancestrais, não te parece mais urgente aproveitar o aqui e o agora enquanto durar essa nossa louca aventura terrena?
Portanto, transforme em “poeira estelar” os pequenos dissabores da vida. Ame sem medo de se machucar e seja feliz. Vá atrás do seu sonho e celebre o fato de estar entre os eleitos. Num universo tão vasto e vazio, não é pouca coisa.
* Beatriz Alessi é jornalista e cidadã do mundo, como a maioria dos mineiros. Contadora de histórias, acha que a vida de toda mulher daria um grande filme - ou pelo menos uma modesta crônica.

Religioso do Vaticano agia como banqueiro privado, diz documento

 Por Reuters, Reuters



ROMA, 21 Jul (Reuters) - Uma autoridade do Vaticano, presa no mês passado, usou a sua influência para oferecer serviços financeiros privados e ilegais a amigos ricos, afirmam investigadores italianos num documento judicial.
Ele afirmam que o monsenhor Nunzio Scarano, correntista do banco do Vaticano e alvo de duas investigações na Itália, participou de "atividades ilegais, totalmente privadas, que tiveram como objetivo também beneficiar terceiros".
Scarano foi preso em Roma no dia 28 de junho e acusado de participar de um plano para trazer de forma ilegal 20 milhões de euros da Suíça para a Itália.
A Reuters obteve o documento de 28 páginas no qual juízes de Roma pediram a prisão do religioso.
O advogado de Scarano negou as acusações. "Eles não têm nenhuma evidência para provar isso", declarou no domingo. "Essas são apenas suspeitas", completou.
O papa Francisco, que já havia montado uma comissão para reforma do banco do Vaticano, anunciou que estava formando uma outra comissão de especialistas para assessorá-lo nas reformas dos departamentos administrativo e econômico da Santa Sé.
(Por Philip Pullella e Massimiliano Di Giorgio)

Bradesco tem lucro de R$ 2,949 bilhões no 2º trimestre e reduz projeções

Por Reuters, Reuters



SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco divulgou nesta segunda-feira lucro líquido contábil de R$ 2,949 bilhões no segundo trimestre, alta de 4,1% sobre o mesmo período do ano passado, e revisou para baixo projeções de crescimento da carteira de crédito este ano.
Em bases recorrentes, o lucro do segundo maior banco privado do país foi de R$ 2,978 bilhões no período, enquanto analistas consultados pela Reuters esperavam, em média, ganho de R$ 3,02 bilhões.
A instituição fechou o trimestre com carteira de crédito de R$ 402,51 bilhões, avanço de 10,3% ante os R$ 364,963 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
O banco revisou para baixo projeções para 2013, ao reduzir a previsão de crescimento da carteira de crédito de 13 a 17% para 11 a 15%. A estimativa de margem financeira também foi reduzida, de 7 a 11% para 4 a 8%.
A receita com prestação de serviços, ao contrário, deve crescer mais do que esperado inicialmente em 2013. A projeção para este indicador passou de crescimento de 9% a 13% para 12% a 16%.
(Por Natalia Gómez)

Região Sul registra neve


Turistas comemoram chegada de neve no Sul do País


Turistas comemoram chegada de neve no Sul do País (© Agência RBS/Estadão Conteúdo)

Com os termômetros marcando - 0,5ºC, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município de São José dos Ausentes (RS) teve neve na madrugada desta segunda-feira (22). Por volta das 4h30, pequenos flocos de neve, que se assemelhavam a chuva congelada, enfeitavam os céus da cidade. Mais tarde, por volta das 5h, a neve se acentuou, caindo com mais intensidade
Turistas comemoram chegada de neve no Sul do País (© Agência RBS/Estadão Conteúdo)


Turistas e moradores de São Joaquim, na serra catarinense, observam a neve que caiu no começo desta segunda-feira (22), o primeiro dia da intensa onda de frio polar que irá atingir principalmente o Sul do Brasil nesta semana

Turistas comemoram chegada de neve no Sul do País (© Agência RBS/Estadão Conteúdo)

Turistas e moradores de São Joaquim, na serra catarinense, observam a neve que caiu no começo desta segunda-feira (22), o primeiro dia da intensa onda de frio polar que irá atingir principalmente o Sul do Brasil nesta semana