quinta-feira 03 2014

Câmara reage à decisão do STF contra doações eleitorais de empresas

Eleições

Supremo Tribunal Federal já formou maioria contra doações de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais e partidos políticos

Laryssa Borges, de Brasília
Abertura da Sessão de eleição da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados
Deputados do PMDB, PSDB, DEM, PSD e SDD querem votar até maio PEC que autoriza empresas de injetarem dinheiro em campanhas políticas (Layzer Tomaz/Agência Câmara)
Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para barrar doações de empresas a campanhas e partidos políticos, um grupo de deputados de cinco partidos – PSDB, DEM, PMDB, PSD e SDD – começou a articular uma reação ao que classificou de "interferência e ativismo" do Judiciário em prerrogativas do Legislativo. Os parlamentares pretendem levar à votação em maio uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permita a participação de empresas no financiamento de campanhas eleitorais.
Outros partidos, como o PSB, também serão procurados para endossar a proposta, embora os socialistas defendam que os repasses de empresas sejam autorizados apenas para as legendas, e não diretamente aos candidatos.
O plano para tentar apresentar a PEC foi traçado na noite de segunda-feira, em uma reunião de lideranças dos partidos interessados, antes do julgamento no STF – paralisado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Em maio, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pretende tentar votar outros pontos relacionados a mudanças no sistema eleitoral, como o fim da reeleição, o voto facultativo e a alteração nas regras de eleição de deputados e vereadores. 
A resistência no Congresso à votação da PEC é capitaneada pelo PT, franco defensor do financiamento público de campanha, modelo que favoreceria nas eleições deste ano a maior bancada da Câmara – não por caso, a do próprio PT. Por esse modelo, quanto maior a bancada de deputados da sigla nas eleições anteriores, maior será a fatia de dinheiro que ela receberá.
“Vamos tentar votar em maio essa emenda sobre o financiamento privado porque essa decisão do STF só beneficia o PT. É uma forma de criar uma hegemonia a partir de uma interpretação constitucional”, afirma o líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
No Congresso, ganhou força o entendimento de que o STF não agiu para suprir um vácuo legislativo, mas sim para derrubar trechos de leis aprovadas por deputados e senadores, como a Lei Eleitoral (9.504/1997) e da Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995).
“É preciso arquivar a cretinice. A proibição de doações de empresas está na contramão do que acontece no mundo. É mentira falar que campanhas não têm custo alto. Precisamos ter cuidado com essa utopia de financiamento público”, diz o líder do PR, Bernardo Santana (PR-MG).
“O STF invadiu a área de competência do Congresso Nacional. Pelos nossos cálculos, 80% dos parlamentares não aceitam a tese do financiamento público exclusivo”, afirma o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (DEM-PE).
Os deputados têm repetido os argumentos do ministro Teori Zavascki, que no STF votou por manter as doações de pessoas jurídicas. “A abertura que permitiu doações por parte de pessoas jurídicas em níveis limitados e acompanhados por um sistema de controle resultou de uma opção legislativa explicitamente concebida como resposta a descaminhos”, disse Zavascki na tarde de ontem. “Não se pode sucumbir a interpretações voluntaristas que impõe gessos artificiais”, completou o ministro.
O grupo de deputados também argumenta que, quando o julgamento for concluído, partidos com maior inserção no mundo sindical e ONGs, como o PT, conseguirão mecanismos, ainda que vedados por lei, para arrecadar contribuições. “O PT tem quase o monopólio da máquina sindical e ‘ongueira’ e deverá receber delas dinheiro para a campanha”, afirma Mendonça Filho. “A decisão do Supremo é mais que uma intromissão, é uma agressão. Se até na Papuda, com os presos do mensalão, o PT conseguiu arrecadar 1 milhão de reais em menos de uma semana, imagina com essa decisão [que favorece a perpetuação no poder]”, completa Eduardo Cunha.

Petrobras: finanças vão mal, mas diretores nunca ganharam tanto

Petróleo

Estatal pagou 13,5 milhões de reais à diretoria no ano passado; desde 2006, remuneração (fixa e variável) subiu 120%

 Graça Foster
Graça Foster, presidente da Petrobras: salários de 2013 foram os maiores já pagos pela estatal (Wilton Junior/AE)
As contas da Petrobras viraram motivo de preocupação nacional. Com um endividamento de 270 bilhões de reais e as finanças ameaçadas pelos subsídios ao preço da gasolina impostos pelo governo, a companhia viu seu valor de mercado encolher 50% em quatro anos. A diretoria da estatal, por sua vez, vê a crise passar bem longe de suas finanças pessoais. Nunca os diretores ganharam tanto. Em 2013, sua remuneração total foi de 13,5 milhões de reais, alta de mais de 10% em relação ao ano anterior. Segundo dados apresentados pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em março, cada diretor recebeu, no ano passado, 1,76 milhão de reais, em média — entre salário fixo e bônus. Na assembleia realizada na noite de quarta-feira, a estatal afirmou que, em 2014, pagará mais de 18 milhões de reais a seus administradores, incluindo diretoria, conselho e comitê fiscal. Como os dois últimos correspondem, em média, a 8% da remuneração global, constata-se que os diretores ganharão pouco mais de 16 milhões de reais este ano.
Entre 2006 e 2013, houve apenas um ano em que a empresa reduziu a remuneração total de sua diretoria — em 2009, durante o período agudo da crise financeira iniciada com a quebra do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos, em 2008. Naqueles tempos, os sete diretores receberam ‘apenas’ 6,61 milhões de reais — ante os 8,5 milhões pagos no ano anterior. Em 2006, ano da assinatura do inacreditável contrato de compra da refinaria de Pasadena, no Texas, a diretoria (composta por José Sérgio Gabrielli e os enrolados Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró) recebeu 6,2 milhões de reais. Naquele mesmo ano, ainda segundo a CVM, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra fazia parte do comitê fiscal da estatal, incumbido de avaliar, entre outras coisas, a saúde financeira e os deveres tributários da empresa.
Desde a compra de Pasadena até o ano passado, os salários oscilaram 120%, num movimento descolado da variação da inflação no período — de 50,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, ano em que a estatal teve de desembolsar 820 milhões de dólares para concluir o acordo com a belga Astra Oil e encerrar o litígio sobre a compra da refinaria no Texas (que resultou num rombo de 1,18 bilhão de dólares), os diretores tinham inúmeras razões para sorrir. Ganharam 12,222 milhões de reais, o equivalente a 1,74 milhão por executivo — uma alta de 50% em relação ao ano anterior.
Os salários apresentados pela companhia à CVM não estão fora dos padrões de mercado para empresas de capital aberto. A Ambev, maior empresa da Bolsa de Valores e amplamente renomada por sua política de meritocracia, pagou o dobro que a Petrobras à sua diretoria no ano passado (incluindo remuneração fixa e variável). A diferença entre ambas é que, no caso da Petrobras, a evolução salarial dos diretores que, em muitos casos, atuaram como artífices de negócios malsucedidos, nem sempre é resultado do mérito. 

quarta-feira 02 2014

Renan rejeita questionamentos e mantém CPIs

Petrobras

Presidente do Senado afirmou que tanto a CPI da Petrobras quanto a comissão proposta pela base para atingir PSDB e PSB têm legitimidade

Gabriel Castro, de Brasília
Senador Renan Calheiros fala perante o Senado Federal no Congresso Nacional depois de ser reeleito como presidente do Senado, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (Pedro Ladeira/AFP)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu manter as duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) criadas para investigar a Petrobras: uma encampada pela oposição e a outra pela base governista, que ampliou o foco da comissão para tentar atingir administrações estaduais do PSDB e do PSB. Renan rejeitou todas as questões de ordem que aventavam irregularidades na constituição das comissões.

"Creio que a prudência e a razão recomendam que investiguemos todos os fatos narrados; afinal, a impunidade que pode brotar tanto da omissão quanto da leniência não deve se transformar absolutamente em cumplicidade", disse.
Apesar do discurso a favor das CPIs, Renan submeteu sua decisão contrária às questões de ordem ao aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), composta por maioria de senadores aliados ao governo, que poderá referendar ou reverter sua posição. 
Os petistas argumentavam que não havia conexão entre os objetos citados no requerimento da oposição. Paralelamente, propuseram uma CPI com a intenção de investigar não só o caso da refinaria de Pasadena, como o cartel do metrô paulista e a construção do Porto de Suape, em Pernambuco. Desta vez, a oposição foi quem reclamou.


Agora, com a perspectiva de que as duas CPIs ganhem vida, governistas afirmam que, como parte do objeto de investigação das CPIs é o mesmo – a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras –, deveria prevalecer aquela que tem o requerimento mais abrangente: ou seja, a CPI governista.

Enquanto isso, a oposição concentra esforços para levar adiante uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI), que reuniria senadores e deputados e teria, portanto, mais força. Mas, como o requerimento é idêntico ao da CPI que motivou a disputa no Senado, nada impede que o governo repita a estratégia de ampliar o foco com investigações sobre o cartel do metrô paulista e o Porto de Suape (PE) para jogar PSDB e PSB contra a parede.

Presidente - Mais uma gafe


Dilma chora
Dilma chora
Dilma Rousseff cometeu uma gafe, mais uma, hoje durante a cerimônia  de transferência do Galeão para a iniciativa privada. Lá pelas tantas, emocionada, declamou o belíssimo Samba do Avião, de Tom Jobim. E disse:
- Esse Samba do Avião faz uma ligação entre o Brasil de hoje e o Brasil de ontem, porque oSamba do Avião descreve a chegada no Brasil, e em especial no Galeão, dos brasileiros que voltavam ao Brasil após a Anistia, alguns após 21 anos de exílio, outros menos do que isso, mas essa é a realidade, o Samba do Avião é isso. É de fato, e nessa semana é um momento especial, uma homenagem aos exilados…
Dilma embargou a voz, encheu os olhos de lágrimas com justa emoção. Só que o Samba do Aviãofoi lançado em 1962, dois anos antes do golpe – nada tem a ver com exilados.
A canção de Tom que remete aos exilados é Sabiá, parceria dele com Chico Buarque, de 1967. Diz a letra: “”Vou voltar/Sei que ainda vou voltar/Para o meu lugar”.
Além disso, os exilados não voltaram ao “Brasil após 21 anos de exílio”. Negativo. A Anistia é de 1979, quando a quase totalidade dos exilados retornou – ou seja, quinze anos após o golpe.
Nos discursos de improviso o risco de gafe é enorme. Mas não custava a assessoria de Dilma tê-la preparado melhor.
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/a-gafe-da-dilma-no-aeroporto-do-galeao/

Urologista também é médico de mulher: Especialista pode ser decisivo na hora de vencer a batalha contra a infecção urinária



Um grande número de pessoas pensa que o urologista é um médico especializado somente em homens. Estão enganados! Na verdade, o urologista é o médico especialista no aparelho gênito-urinário, o que inclui as doenças que atingem rins e bexiga de mulheres e homens, adultos, idosos e crianças. 

Segundo o professor assistente da disciplina de Urologia da Faculdade do ABC e mestre em cirurgia pela Santa Casa de Ciências Médicas de São Paulo, Prof. Dr. Caio Cintra, assim como os homens, as mulheres podem sofrer alterações no sistema urinário durante a gravidez, no parto e quando chegam à menopausa. 

As infecções urinárias simples, também chamadas de cistites, e a incontinência urinária são problemas que afetam ambos os sexos. “Grande parte das mulheres brasileiras sofrem ou já sofreram com ‘problemas urinários’, mas muitas vezes não sabem qual profissional procurar”, sustenta Dr. Cintra. Por isso, é importante que também as mulheres passem a ver no urologista um aliado nos cuidados com sua saúde e bem-estar. 

Confira abaixo o que o Prof. Dr. Caio Cintra esclarece a respeito dos problemas miccionais mais comuns entre as mulheres e que devem ser tratados por um urologista:


- Cistite intersticial: também chamada de síndrome da bexiga dolorosa, é a inflamação crônica da bexiga, geralmente muito intensa, que acomete principalmente mulheres com idade de 20 a 60 anos. Sua causa ainda é desconhecida.

- Infecção urinária: é caracterizada pela presença de micro-organismos na urina, o que leva à inflamação das vias urinárias e, em casos mais graves, dos rins. A infecção pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos que se multiplicam ao redor da uretra e conseguem atingir a bexiga.

- Incontinência urinária de esforço: é uma doença caracterizada pela perda involuntária de urina. É um problema de saúde comum entre mulheres de meia idade e idosas. Cerca de 30% da população feminina terá incontinência urinária depois dos 60 anos. A incontinência urinária pode ser decorrente de um enfraquecimento da musculatura da pelve (bexiga caída) ou por um mau funcionamento da bexiga (bexiga hiperativa).

- Bexiga hiperativa: Transtorno conhecido como a vontade excessiva de ir ao banheiro e que provoca nas pessoas uma vontade incontrolável de urinar. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), aproximadamente duas mulheres para cada homem possuem o quadro da doença. Uma pessoa com bexiga hiperativa pode também desenvolver incontinência urinária, problemas de pele e infecções urinárias.

É importante sempre lembrar: procure um médico de confiança, independentemente de sua idade.


http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2011/06/16/2630-urologista-tambem-e-medico-de-mulher