quarta-feira 12 2014

P.S. Eu Te Amo - Dublado (Completo)





Em: 31 de St. 2012
Toffoli deve participar do julgamento do mensalão?
Especialistas comentam atuação do ministro do STF no processo em razão de vínculo passado com uma das partes
Sim
Os ministros do STF têm total liberdade para decidir quando ou não participar de um julgamento. Não há ninguém acima deles para decidir se haverá um conflito insanável de interesses, nem uma regra a ser imposta. É legítimo. Ele está ali representando sua carreira, sua visão de mundo.
Amaury Souza, doutor em ciência política pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT)
Não
Toffoli ignorou a existência de conflito de interesses no caso. É desastrosa essa insistência dele. Isso mostra que ele não está assumindo na plenitude o mandato de juiz da Suprema Corte. Declarar-se impedido não o faria um juiz menor. Ao contrário. Não haveria dúvidas quanto à legitimidade da decisão.
Roberto Romano, professor de ética e cientista político da Universidade Estadual de Campinas
Autor: Estadão 31 de julho de 2012 | 3h 07
Com apoio de Lula e do STF, Toffoli julgará mensalão
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antônio Dias Toffoli vai participar do julgamento do mensalão, que começa na quinta-feira e deve durar mais de um mês. Em conversas reservadas, Toffoli disse não ver motivos para se declarar impedido. Acrescentou que a pressão para ficar de fora só o estimulou a atuar no caso.
Amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem também não há motivos de impedimento, e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu – apontado pelo Ministério Público como “chefe da quadrilha” do mensalão -, Toffoli construiu sua carreira jurídica dentro do PT. Ele foi advogado do partido – destacando-se na liderança petista na Câmara dos Deputados nos anos 1990, e na consultoria de campanhas eleitorais -, assessor jurídico da Casa Civil quando o ministro era Dirceu e advogado-geral da União do governo Lula.
Antes de assumir a cadeira no Supremo, Toffoli também atuou como advogado do próprio Dirceu em algumas ocasiões. Até 2009, ele era sócio no escritório da advogada Roberta Maria Rangel, hoje sua namorada, que defendeu outros acusados de envolvimento no mensalão, como os deputados Professor Luizinho (PT-SP), então líder do governo, e Paulo Rocha (PT-PA).
Indicado para assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral em 2014, Toffoli se diz contrariado com as dúvidas lançadas sobre sua isenção – questionamentos são feitos desde que tomou posse no STF, em 2009. “Eu já estou participando desse processo. Não vou sair de jeito nenhum”, disse o ministro, segundo relato de um interlocutor.
Toffoli já analisou, por exemplo, recursos de advogados de defesa dos réus nessa fase anterior ao início do julgamento de fato.
O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, afirmou ontem que a participação do colega na análise de questões relativas ao processo do mensalão indica que ele não vai se declarar impedido. “Não me compete opinar sobre nada, se ele vai ou se não vai (julgar o mensalão), e não quero ser mal interpretado. Agora, isso (participar de etapas anteriores) sinaliza participação. Sem dúvida”, disse ontem em Brasília o presidente do Supremo.
Não há pressão na Corte para que ele não julgue o caso. Nos bastidores, os comentários são de que o Supremo é movido “por espírito de corpo” e, portanto, outros integrantes do tribunal, também com ligações políticas, poderiam ser alvos de suspeição e sofrer o mesmo constrangimento caso Toffoli fique fora.
Exemplos
Na tentativa de desqualificar a pressão sobre Toffoli, dirigentes petistas ressuscitaram a filiação de Ayres Britto ao PT nos anos 1990. Lembraram, por exemplo, que ele foi candidato a deputado federal pelo PT de Sergipe, em 1990, e, na época, mantinha ótimo relacionamento com Dirceu. Hoje, o voto de Britto é computado pelo partido na lista dos contrários ao ex-ministro. Para Marco Aurélio de Carvalho, coordenador jurídico do PT, há “incoerência” em relação à cobrança sobre a participação do ministro. “Os mesmos critérios levantados deveriam ser arguidos em relação ao ministro Ayres Britto”, afirmou Carvalho.
Advogados ligados ao PT afirmam, ainda, que, se a pressão valesse para todos, a presença do ministro Gilmar Mendes, indicado ao Supremo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também poderia ser contestada, pois ele conversou sobre mensalão com Lula, testemunha no processo. A reunião ocorreu em abril, no escritório de Nelson Jobim, ex-titular da Defesa. Segundo relato de Mendes, o ex-presidente o teria pressionado para adiar o julgamento. Lula nega.
Autores: VERA ROSA, FELIPE RECONDO E MARIÂNGELA GALLUCCI – Agência Estado

Einstein, Freud, a guerra, a culpa e o terapeuta

Einstein com Cord Meyer, Jr., presidente da United World Federalists
Einstein com Cord Meyer, Jr., presidente da United World Federalists
Esta foto toca-me realmente: Einstein e o seu terapeuta. Tem qualquer coisa a ver com a tristeza nos seus olhos.
Um utilizador do sítio Imgur
A foto foi tirada por Alfred Eisenstaedt para a Life Magazine em 1948, na própria casa de Albert Einstein em Princeton. O convidado do físico é o ex-agente da CIA Cord Meyer Jr., um homem a quem a Segunda Guerra Mundial tornara um acérrimo defensor de um governo mundial para preservar a paz.
E aqui está o falso terapeuta em conversa com o grande físico, na qualidade de presidente da organização que ajudara a financiar, a United World Federalists.
Chegou a altura de contar a história toda como deve ser, não é?


Federalistas, unidos, jamais serão vencidos?
A United World Federalists surgiu, em parte, como resposta ao estrondoso fracasso da Liga das Nações, fundada entre os escombros da Primeira Guerra Mundial pelas potências vencedoras e incapaz de fazer cumprir o principal objetivo a que se propunha através do Tratado de Versalhes: preservar a paz.
Esta era uma das faces do tratado. A outra humilhou a Alemanha.
O Tratado de Versalhes foi também o documento que responsabilizou os alemães pela guerra, forçando-os a aceitar a perda de partes do território para França, Dinamarca e Polónia, entre outras nações, a independência da Áustria e o pagamento de enorme indemnizações pelos prejuízos causados durante a guerra.
E foram estas duras condições impostas pelos países vencedores que sufocaram economicamente uma nação já derrotada, revoltando o povo, abrindo caminho à ascensão de um justiceiro como Hitler, ao poder nazi e a uma nova guerra à escala planetária.
A rendição francesa
A rendição francesa
A 21 de junho de 1940, senhores de Polónia, Noruega, Dinamarca, Holanda, Bélgica e França, os nazis apresentaram aos franceses os termos do armistício na mesma carruagem onde os alemães tinham assinado a sua rendição no final da Primeira Guerra.
Adolfo Hitler, com tanto de louco como de prima-dona operática, entrou na carruagem sem dizer palavra, supervisionando as negociações com rigidez de granito, descendo depois da carruagem quando o representante francês se rendeu em definitivo, para ser filmado pela propaganda nazi com um pé nos degraus e outro na eternidade, o peito cheio de oxigénio divino.
60 milhões de mortos depois, Hitler suicidara-se com um tiro na corneta, os nazis tinham sido derrotados, a Alemanha dividida em duas, duas grandes potências vencedoras erguidas sobre a Europa, a Europa entalada entre Estados Unidos e União Soviética, os novos senhores de um mundo que voltava a pensar como haveria de preservar a paz.
A Liga das Nações dissolveu-se a 20 de abril de 1946, passando a responsabilidade à recém-formada Organização das Nações Unidas, com sede em Nova Iorque. A Europa, envelhecida, mantinha-se o campo de batalha de um novo tipo de guerra – a guerra não declarada.
cordmeyer1948
A guerra podia ser ilegal, Professor Einstein
A organização de Cord Meyer Jr., que era filho de um diplomata, tinha propósitos bem definidos: a paz seria alcançada através do desarmamento universal imposto por lei; todos os recursos usados no fabrico de armas seriam usados em benefício das necessidades de todos os seres humanos; a organização comprometia-se a apoiar e promover a causa da liberdade e todas as instituições que a defendessem; por fim, garantia o direito de todos os povos se desenvolverem segundo os seus próprios costumes e tradições.
E era o presidente desta ambiciosa, efémera e quimérica organização que se sentava junto do grande físico, enquanto Eisenstaedt, um ícone do fotojornalismo, clicava no botão do obturador.
Segundo a Life, Einstein e Cord Meyer Jr. especulavam sobre qual seria a atitude da União Soviética perante esta ideia de um governo mundial.
É possível que os russos não apreciassem muito a iniciativa, sobretudo porque dois requisitos fundamentais para um cidadão americano se tornar membro da United World Federalists era não ter orientações comunistas ou fascistas. Bastava que uma hipotética congénere soviética impusesse as mesmas restrições ideológicas a capitalistas para que 99,9 por cento do mundo ficasse de fora do acordo mundial de paz.
Eisenstaedt parece ter captado tristeza nos olhos de Einstein, é verdade. Talvez fosse resignação ou cansaço do grande físico, por ter concluído que os pressupostos da organização de Cord Meyer fomentavam a divisão, colocando ela própria um obstáculo intransponível no caminho de paz que pretendia trilhar.
Se é mesmo tristeza, não é provocada pelos problemas pessoais que levam as pessoas ao gabinete dos psicólogos, mas por sentir sobre os ombros o peso de um mundo carcomido pela guerra. Talvez do próprio mundo.
Franklin Roosevelt
Franklin Roosevelt
Uma carta, duas bombas, milhares de mortos
2 de Agosto de 1939. O presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, recebe uma carta de Albert Einstein. Grande parte da missiva foi escrita pelo físico húngaro Leo Szilard, mas era ele quem dava a cara pelo que lá estava escrito.
Roosevelt não teria considerado prioritário ler uma carta enviada por um físico politicamente anónimo como Szilard, mas Einstein, judeu, alemão, cuja foto aparecera numa revista nazi como parte de uma lista de inimigos «por enforcar», estava refugiado nos Estados Unidos desde 1933, tornara-se cidadão americano dois anos depois e era recebido em todo o lado como se fosse uma celebridade de Hollywood.
E o que Einstein tem a dizer, percebe Roosevelt, é demasiado importante: os alemães podem estar prestes a construir uma nova bomba, temível e arrasadora.
Alguns trabalhos recentes de E. Fermi e L. Szilard (…) levaram-me a crer que o elemento urânio pode ser transformado numa nova e importante fonte de energia num futuro próximo. Certos aspetos da situação que se criou exigem atenção e, se necessário, rápida ação por parte da Administração. Creio, por isso, ser meu dever trazer à sua atenção para os seguintes factos e recomendações:
No decorrer dos últimos quatro meses, foi provado – através do trabalho de Joliot na França, bem como de Fermi e Szilard na América – ser possível a criação de uma reação nuclear em cadeia numa grande massa de urânio, através da qual vastas quantidades de energia e grandes quantidades de novos elementos semelhantes ao rádio são gerados. (…)
Esse novo fenómeno poderá levar também à construção de bombas, sendo concebível que bombas extremamente poderosas de um novo tipo possam ser construídas. Uma única bomba deste tipo, carregada por um barco e explodida num porto, pode muito bem destruir todo o porto, juntamente com parte do território circundante. Contudo, tal bomba pode muito bem revelar-se demasiado pesada para o transporte por via aérea.
(…) Perante a situação, é desejável ter mais contacto permanente entre a Administração e o grupo de físicos que trabalha em reações em cadeia nos Estados Unidos. Uma forma possível de alcançar este objetivo poderia ser a de o senhor confiar tal tarefa a alguém de sua confiança que poderia, talvez, atuar numa condição extra-oficial. Esta tarefa pode compreender:
a) manter os Departamentos Governamentais informados sobre o desenvolvimento e apresentar recomendações para a ação do Governo, dando especial atenção ao problema de garantir fornecimento de minério de urânio para os Estados Unidos;
b) acelerar o trabalho experimental, feito atualmente dentro dos limites dos orçamentos dos laboratórios das universidades, fornecendo fundos, caso sejam necessários, através do contacto com pessoas privadas dispostas a contribuir para esta causa, procurando mesmo a cooperação de laboratórios industriais que possuem o equipamento necessário.
Entendo que a Alemanha cessou a venda de urânio das minas da Checoslováquia. Talvez se compreenda por que razão o fez, se tiver em conta que o filho do sub-Secretário de Estado Alemão, von Weizsäcker, está ligado ao Instituto Kaiser-Wilhelm, em Berlim, onde alguns dos trabalhos americanos sobre o urânio estão agora a ser repetidos.
Durante toda a vida Einstein carregou o peso desta culpa: o fabrico da bomba atómica e os milhares de mortos que originou em duas cidades japonesas. Mas a culpa de Einstein, por comparação com a do físico Otto Hahn, era tão leve como a carta que enviara.
Quando o homem que efetivamente descobriu o processo de cisão que esteve na base do fabrico da bomba soube que tinham morrido cem mil pessoas em Hiroxima, sentiu-se tão desesperado que teve de ser vigiado pelos colegas, receosos de que tentasse o suicídio. Na verdade, de uma forma ou de outra, muitos dos físicos envolvidos no Projeto Manhattan acabariam por experimentar – e expiar – essa sensação de culpa. Sobre este assunto – a bomba atómica e a culpa dos cientistas – podem ler um excelente artigo do físico Carlos Fiolhais no blogue De Rerum Natura.
Ainda assim, ciente da importância que o seu nome tivera para convencer Roosevelt, Einstein nunca se poupou: «Fui eu que carreguei no botão», chegou a dizer.
Soak, 2004, do japonês Hideaki Kawashima para a exposição «Little Boy»
Soak, 2004, do japonês Hideaki Kawashima para a exposição «Little Boy»
O terapeuta na vida de Einstein
Apesar dos óbvios falhanços da Liga das Nações em impedir que nações se tentassem aniquilar umas às outras, algumas iniciativas interessantes foram organizadas – e uma delas haveria de ligar, para a posteridade, as vidas de dois gigantes: o médico neurologista Sigmund Freud, pai da psicanálise, e o próprio Einstein.
Em 1931, dois anos antes de os nazis chegarem ao poder, Einstein recebeu em Berlim um convite para participar numa iniciativa do Instituto Internacional para a Cooperação Intelectual, em nome do Comité Permanente para a Literatura e as Artes da Liga das Nações: trocas de correspondência entre intelectuais de renome sobre assuntos que pudessem servir os interesses comuns das nações.
Einstein sugeriu o nome de Freud e o médico, contactado pelo Instituto, concordou.
Em setembro de 1932, Einstein escreveu uma carta em que formulou a Freud o seguinte problema: «Existe alguma forma de livrar a humanidade da ameaça de guerra?»
A carta de Einstein chegou no início de agosto desse ano e Freud demorou um mês a responder. A correspondência acabaria por ser publicada em Paris em 1933, mas a sua circulação foi proibida na Alemanha pelos nazis recém-chegados ao poder. Por esta altura, já Einstein fugira do país e se refugiara nos Estados Unidos.
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Para Freud, a discussão com Einstein foi enfadonha e estéril.
Freud já conhecia Einstein – encontraram-se em princípios de 1927, em Berlim, na casa do filho mais novo do médico – e o teórico da psicanálise comentou o encontro nos seguintes termos:
Ele entende tanto de psicologia como eu de física, de modo que tivemos uma conversa muito agradável.
Em 1936, voltaram a corresponder-se e as mensagens foram muito mais simpáticas. Einstein louvou-o por ter verificado que a teoria da repressão de Freud era a única interpretação para «certas coisas que tinha ouvido» e mostrou-se satisfeito por «uma grande e bela conceção ter provado estar em harmonia com as coisas da realidade».
Freud respondeu-lhe em frases cheias de sorrisos, mostrando-se «muito satisfeito pela alteração – ou início da alteração, pelo menos – do seu julgamento sobre as minhas doutrinas».
Quatro anos antes desta troca de salamaleques, na carta em que Einstein pergunta a Freud como pode a Humanidade livrar-se da guerra, o físico diagnosticou tão bem as raízes do problema que retirou ao psicólogo qualquer hipótese de dizer muito mais. Como o próprio afirmou, na sua resposta,
você disse quase tudo o que há a dizer sobre o assunto. Embora se tenha antecipado a mim, ficarei satisfeito em seguir o seu rasto e contentar-me-ei em confirmar tudo o que já disse, ampliando-o com o melhor do meu conhecimento — ou das minhas conjeturas.
Mas Freud insistiu na ideia de uma autoridade central – tal como Einstein, de resto – e na clara perceção das falhas da Liga das Nações, conclusões que o presidente da United World Federalists já devia conhecer quando se reuniu para conversar com o físico para a reportagem da Life:
Se nos voltamos para os nossos próprios tempos, chegamos à mesma conclusão a que o senhor chegou por um caminho mais curto.
As guerras apenas serão evitadas se a humanidade se unir para estabelecer uma autoridade central a que será conferido o direito de arbitrar todos os conflitos de interesses.
Nisto estão envolvidos claramente dois requisitos distintos: criar uma instância suprema e dotá-la do necessário poder. Uma sem a outra seria inútil.
A Liga das Nações está destinada a ser uma instância dessa espécie, mas a segunda condição não foi preenchida: a Liga das Nações não possui poder próprio, e só pode adquiri-lo se os membros da nova união, os diferentes estados, se dispuserem a cedê-lo. E, no momento, parecem escassas as perspetivas nesse sentido.
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Freud, contudo, sugeriu algumas pistas preciosas:
De nada vale tentar eliminar as inclinações agressivas dos homens.
Segundo se conta, em determinadas regiões privilegiadas da Terra, onde a natureza provê em abundância tudo o que é necessário ao homem, existem povos cuja vida transcorre em tranquilidade, povos que não conhecem nem a coerção nem a agressão. Dificilmente posso acreditar nisso, e agradar-me-ia saber mais a respeito de coisas tão afortunadas.
Também os bolchevistas esperam ser capazes de fazer a agressividade humana desaparecer mediante a garantia de satisfação de todas as necessidades materiais e o estabelecimento da igualdade, em outros aspetos, entre todos os membros da comunidade.
Isto, na minha opinião, é uma ilusão. Eles próprios, hoje em dia, estão armados da maneira mais cautelosa, e o método não menos importante que empregam para manter juntos os seus adeptos é o ódio contra qualquer pessoa além das suas fronteiras. Em todo o caso, como observou, não há maneira de eliminar totalmente os impulsos agressivos do homem; pode-se tentar desviá-los num grau tal que não necessitem encontrar expressão na guerra.
A nossa teoria mitológica dos instintos facilita-nos encontrar a fórmula para métodos indiretos de combater a guerra. Se o desejo de aderir à guerra é um efeito do instinto destrutivo, a recomendação mais evidente será contrapor-lhe o seu antagonista, Eros.
Tudo o que favorece o estreitamento dos vínculos emocionais entre os homens deve atuar contra a guerra. Esses vínculos podem ser de dois tipos.
Em primeiro lugar, podem ser relações semelhantes àquelas relativas a um objeto amado, embora não tenham uma finalidade sexual. A psicanálise não tem razões para se envergonhar se nesse ponto fala de amor, pois a própria religião emprega as mesmas palavras: ‘Ama a teu próximo como a ti mesmo.’ Isto, todavia, é mais facilmente dito do que praticado.
O segundo vínculo emocional é o que utiliza a identificação. Tudo o que leva os homens a compartilhar de interesses importantes produz essa comunhão de sentimento, essas identificações. E a estrutura da sociedade humana baseia-se nelas, em grande escala.
A guerra já não é mais uma oportunidade de atingir os velhos ideais de heroísmo, e a de que, devido ao aperfeiçoamento dos instrumentos de destruição, uma guerra futura poderia envolver o extermínio de um dos antagonistas ou, quem sabe, de ambos.
Tudo isso é verdadeiro, e tão incontestavelmente verdadeiro, que não se pode senão sentir perplexidade ante o facto de a guerra ainda não ter sido unanimemente repudiada.
É a carta de Einstein – e a longa resposta de Freud – que vos deixo para imprimir e ler nos tempos livres, se o desejarem. Vale a pena. Mais de 80 anos depois, o diagnóstico de Einstein e as questões levantadas por Freud permanecem atuais. É um problema para centenas, milhares de anos, a resolver por longínquos descendentes que nunca poderão ser como nós.

Alguém Tem que Ceder (Completo e Dublado)

)



Publicado em 15/05/2012
Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até a casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton), para visitá-la. Lá Harry sofre uma parada cardíaca, ficando sob os cuidados de Erica e de Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está se interessando cada vez mais por Erica, mas tenta esconder seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry.

terça-feira 11 2014

GOVERNO FEDERAL E POLÍTICOS ESTÃO PREOCUPADÍSSIMOS COM A MOBILIZAÇÃO QUE JÁ TOMOU CONTA DA INTERNET.




É... o clima lembra o período que antecedeu a revolução francesa.

O terceiro estado (povo esclarecido) clama por justiça.


A guerra contra o mau político, e
contra a degradação da nação está começando. Não subestimem o povo
esclarecido que começa a sair da inércia e de sua zona de conforto
para lutar por um Brasil melhor.

Todos os ''governantes'' do Brasil, até aqui, falam em cortes de
despesas - mas não CORTAM despesas - querem o aumentos de impostos
como se não fôssemos o campeão mundial em impostos. A história nos
mostra que muitos governantes caíram e até perderam suas cabeças
exatamente por isto.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores,
suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, 14º e 15º
salários etc.) dos poderes da República.

2. Redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes,
profissionalizando-os como nos países sérios. Acabar com as mordomias
na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços opíparos, com digestivos
e outras libações, tudo à custa do povo;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que
não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º
emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir
milhares de reais/mês e que não servem para nada, antes, acumulam
funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Acabar com as Câmara Estaduais, que só servem aos seus membros e
aos seus familiares.

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e das Assembleias Estaduais .

7. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da
quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem,
para conseguirem verbas para as suas atividades; Aliás, 2 partidos
apenas como os EUA e outros países adiantados, seria mais que
suficiente.

8.. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores,
etc.., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões
particulares pelo País;

9. Acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento
das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e
famílias e até, as ex-famílias...

10. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

11. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não
permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular
tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado
a compras, etc.;

12. Acabar com o vaivém semanal dos deputados e respectivas estadias
em em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes;

13. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos
por nós que nunca estão no local de trabalho). HÁ QUADROS (diretores
gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O
TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE CONSULTORIAS A CUIDAR DOS SEUS
INTERESSES....;

14. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos
que servem para garantir aos apadrinhados do poder - há hospitais de
cidades com mais administradores que pessoal médico. Às oligarquias
locais do partido no poder...

15. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos
sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com
o governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que
criminalizar, autuar, julgar e condenar;

16. Acabar com as várias aposentadorias por pessoa, de entre o pessoal
do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo
LEGISLATIVO.

17. Pedir o pagamento da devolução dos milhões dos empréstimos
compulsórios confiscados dos contribuintes, e pagamento IMEDIATO DOS
PRECATÓRIOS judiciais;

18. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito,
perseguindo, confiscando e punindo os ladrões que fizeram fortunas e
adquiriram patrimônios de forma indevida e à custa do contribuinte,
manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando
dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controle, e
vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o
progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela
precisam;

19. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo
com que paguem efetivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso
sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os
crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

20. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas
que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas
pelos ditos.

21. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam
cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu
patrimônio antes e depois.

22. Pôr os Bancos pagando impostos e, atendendo a todos nos horários
do comércio e da indústria.

23. Proibir repasses de verbas para todas e quaisquer ONGs.

24. Fazer uma devassa nas contas do MST e similares, bem como no PT e
demais partidos políticos.

25. REVER imediatamente a situação dos Aposentados Federais, Estaduais
e Municipais, que precisam muito mais que estes que vivem às custas
dos brasileiros trabalhadores e, dos Próprios Aposentados.

26. REVER as indenizações milionárias pagas indevidamente aos
"perseguidos políticos" (guerrilheiros).

27. AUDITORIA sobre o perdão de dívidas que o Brasil concedeu a outros países.

28. Acabar com as mordomias (que são abusivas) da aposentadoria do
Presidente da Republica, após um mandato, nós temos que trabalhar 35
anos e não temos direito a carro, combustível, segurança, etc.

29. Acabar com o direito do prisioneiro receber mais do que o salário
mínimo por filho menor, e, se ele morrer, ainda fica esse beneficio
para a família. O prisioneiro deve trabalhar para receber algum
benefício, e deveria indenizar a família que ele prejudicou.

Já que esses nossos políticos e governantes não querem fazer reformas
de fato, não querem passar o Brasil a limpo, cabe a nós, povo
esclarecido, fazer isto através da mobilização em massa e ir para as
ruas (sem vandalismo) manifestar a nossa insatisfação.

Vamos juntos, vamos mostrar que no Brasil o povo esclarecido pode
realmente mudar o rumo da história ..... já que pelas urnas vai ser
difícil, por motivos óbvios.

  — com Tadeu Monteiro de Barros e Mario Cajuhy.

Ministro do TSE nega liminar, mas cobra explicações de Dilma e do PT sobre reunião político-eleitoral no Alvorada

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Vamos com calma! O TSE não deu autorização para a presidente Dilma transformar o Palácio da Alvorada num Comitê Eleitoral do PT. Por enquanto, o ministro Admar Gonzaga apenas se negou a conceder uma liminar proibindo reuniões dessa natureza. Antes de tomar uma decisão, pediu que a própria presidente, o PT e o Ministério Público se manifestem a respeito.
Na Quarta-Feira de Cinzas, Dilma interrompeu a sua folga de Carnaval, retomada no dia seguinte, só para cuidar do seu projeto de reeleição. Reuniu na residência oficial três servidores públicos em serviço — além dela própria, o ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Giles Azevedo, chefe de gabinete —; dois deputados estaduais, os presidentes nacional e paulista do PT, Rui Falcão e Edinho Silva, respectivamente, além de Franklin Martins, do marqueteiro João Santana e, obviamente, de Luiz Inácio Lula da Silva.
Não conceder uma liminar significa não reconhecer uma urgência na decisão. Até aí, vá lá, podemos discutir. Se, no entanto, o ministro disser que não viu nada de errado, aí devemos todos cobrar que ele explique por que a lei não vale para Dilma.
Insisto que a reunião liderada por Dilma fere de modo explícito os Incisos I, II e III do Artigo 73 da Lei 9.504, que é a Lei Eleitoral. O Inciso I diz que é proibido um partido usar prédio público em seu proveito, salvo em convenções. O Palácio é um prédio público. O II veda o uso de serviços custeados pelo estado. É o caso da infraestrutura do Alvorada. O III proíbe que partidos recorram, em seu benefício, à mão de obra de servidores ou empregados da administração direta ou indireta: esse é o caso de Mercadante, de Giles, dos garçons ou dos faxineiros da residência oficial.
Tanto a reunião tinha caráter político-eleitoral que foi documentada por Ricardo Stuckert, que é fotógrafo do Instituto Lula. O ex-presidente e a atual aparecem de mãos dadas indicando a união de forças. Se Dilma estivesse apenas recebendo políticos para bater um papo em sua casa, não haveria nada demais e se dispensaria o material de publicidade. De resto, até onde se sabe, João Santana não é político, mas marqueiro do PT. Franklin Martins, por sua vez, é o homem que vai cuidar da área de imprensa da sua campanha.
Se o ministro Admar Gonzaga não vir nada de errado nisso e achar que tudo está de acordo com a lei, das duas uma: ou se declara que o Palácio da Alvorada não é mais um prédio público, transformando-se, então, em propriedade privada do PT, ou se liberam todos os órgãos da administração pública, em qualquer esfera, para a campanha eleitoral.
Há uma terceira hipótese: o ministro pode tentar provar que o tema da conversa não foi a campanha de 2014 e que esta imagem não é uma peça de propaganda. Terei muita curiosidade em saber que desculpa dará Dilma, como o PT vai se justificar, qual será a resposta do Ministério Público e que decisão final tomará o ministro.
Dilma comitê eleitoral

Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ministro-do-tse-nega-liminar-mas-cobra-explicacoes-de-dilma-e-do-pt-sobre-reuniao-politico-eleitoral-no-alvorada/

A tolice que Lula disse ao La Repubblica, então, foi outra, não aquela publicada pelo jornal italiano



Muito bem. Comentei ontem aqui, em tom bastante duro, uma tolice que Lula teria dito ao jornal italiano La Repubblica. Segundo publicou o veículo, o ex-presidente brasileiro teria afirmado o seguinte: “Do ponto de vista macroeconômico, qual outro país, além da China, criou as condições de crescimento do Brasil? Nossos críticos dizem que o melhor é reduzir a oferta de emprego para reduzir a inflação, mas, para nós, a defesa do emprego é mais importante que a inflação”.
Nesta segunda, o Instituto Lula divulgou uma nota afirmando que o ex-presidente não disse exatamente aquilo. Uma gravação de 16 segundos foi posta no ar. E se pode ouvir o petista dizer o seguinte:“Nossos críticos querem que tenha um pouco de desemprego para poder melhorar a inflação. Eu não quero que tenha desemprego para melhorar a inflação. Eu quero melhorar a inflação com pleno emprego”.
Então é preciso observar duas coisas.
Se o trecho reproduzido pelo La Repubblica deriva desse que foi posto no ar, é claro que o jornal italiano errou. Lula, de fato, disse outra coisa e não sugeriu preferir um pouco de inflação a mais desemprego.
Então não há nada de errado com a sua fala? Há, sim! E é coisa grave!
A bobagem dita por Lula, como se pode ouvir, é outra. Repito: “Nossos críticos querem que tenha um pouco de desemprego para poder melhorar a inflação”. É mesmo? Quais críticos querem isso? Por que o petista não declina os nomes daqueles que gostariam de ver crescer o desemprego no país para baixar a inflação?
É evidente que isso é uma fantasia. Trata-se apenas de um processo de demonização dos adversários, sugerindo que eles gostariam de punir os pobres com o desemprego. Já os petistas não! Como eles teriam o monopólio da virtude, só querem o bem do próximo.
Tudo indica que o jornal italiano errou mesmo. Lula, então, não disse preferir a inflação ao desemprego, mas acusou, com a ligeireza habitual, seus adversários de preferir o desemprego à inflação. Lula, assim, nega que seja idiota, mas supõe que idiotas sejam os outros.
Por Reinaldo Azevedo
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