terça-feira 07 2014

Os decapitados de Roseana Sarney e José Eduardo Cardozo


Parece que Deus se esqueceu do Maranhão e deixou o estado entregue às forças de José Sarney — o preposto, ou preposta, da hora no comando do estado é sua filha, Roseana, que governa com o apoio do PT — uma imposição de Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Circula na rede o vídeo com os horrores no presídio de Pedrinhas. Os presos decapitaram colegas de cela e exibem orgulhosos as cabeças das vítimas e seus corpos dilacerados com facas e estiletes. E o fazem sem nenhuma cerimônia — ou, para ser preciso, com os rigores cerimoniosos que o demônio exige para seus banquetes.
Um apressado, que esquecesse de olhar os números, poderia dizer: “Vejam aí no que resulta essa política de encarceramento excessivo! Presídios superlotados são mesmo um convite às artes demoníacas…”. Pois é. Sabem qual é o estado que tem A MENOR TAXA DE ENCARCERAMENTO DO BRASIL POR 100 MIL HABITANTES? Acertou quem chutou o… Maranhão! É o que informa a página 54 da 7ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados de 2012. O Maranhão não prende demais, não senhores! Prende de menos.
Há, no estado, apenas 128,5 presos por 100 mil habitantes — para comparar: em São Paulo, são 633,1. Assim, o Maranhão prende pouco — 5.417 pessoas em 2012 — e trata seus detentos como bestas-feras. O resultado é o que se vê.
A edição desta terça da Folha informa que um contrato firmado em 2011 entre o governo do estado e o Depen — órgão do Ministério da Justiça que coordena a política penitenciária nacional — foi cancelado. Ele previa o repasse de R$ 20 milhões para a construção de dois presídios, com capacidade para abrigar 513 detentos. Segundo o governo maranhense, “um mês e sete dias depois de o Estado do Maranhão ter cumprido as últimas exigências do Depen”, um decreto invalidou “todos os restos a pagar não liquidados até o dia 30 de junho [de 2013]”. E o dinheiro não apareceu.
Cadê José Eduardo Cardozo, o Garboso, ministro da Justiça? Cadê Maria do Rosário, dos Direitos Humanos? Cadê Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e homem encarregado de fazer a tal “interlocução” com os chamados “setores organizados da sociedade”? Desapareceram. Sumiram. Uma ocorrência como essa em um estado que fosse governado pela oposição geraria uma falação dos diabos. Desde 2004, só dois dos sete contratos do Depen com o Maranhão foram concluídos.
Cabe ao departamento, meus caros, acompanhar as execuções penais Brasil afora. Outra de suas atribuições é justamente fiscalizar as instituições prisionais. Mas quê… No ano passado, o governo federal investiu em presídios 34,2% menos do que em 2012: caiu de R$ 361,9 milhões para R$ 238 milhões. E tal queda se deu num ano em que a violência explodiu no país.
A incompetência oficial sempre cobra seu preço. Em regiões pobres ou atrasadas, a moeda de troca são vidas humanas. Quem liga para os desgraçados do Maranhão? O que importa é garantir o devido conforto àqueles almas nobres da área VIP da Papuda.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/os-decapitados-de-roseana-sarney-e-jose-eduardo-cardozo/

Arrecadação de tributos sobre carros sobe 14% em 5 anos

Impostos

Desoneração do IPI fez com que o governo deixasse de arrecadar 6,14 bilhões de reais em cinco anos, mas perda foi compensada pelos ganhos com PIS/Cofins

Talita Fernandes
Linha de produção da fábrica da Nissan
Setor automotivo: mesmo com desonerações, arrecadação aumenta (Germano Luders)
As desonerações tributárias são apontadas pelo governo como as principais causadoras das dificuldades de se cumprir a meta de superávit primário — a economia para pagar os juros da dívida. Um dos setores mais emblemáticos dessa dinâmica é o automotivo. Desde 2008, sempre que uma crise econômica se agrava, o governo reduz impostos sobre veículos como forma de manter o setor aquecido. Mas,ao contrário do que vem sendo pregado pela equipe econômica, o impacto das desonerações de automóveis não é suficiente para afetar o resultado primário. Estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que, mesmo com as desonerações (totais e parciais) do imposto sobre produtos industrializados (IPI), a arrecadação federal com a produção de veículos aumentou 14% nos últimos cinco anos. 
Os dados, que fazem parte de um levantamento feito com exclusividade para o site de VEJA, levam em conta os tributos arrecadados pelo Fisco com a produção de veículos leves (com exceção do FGTS e INSS), e mostram que, de forma geral, o governo não perdeu receita ao desonerar o setor. A única queda — ainda suave — é verificada quando se calcula o valor de tributos recolhidos por automóvel produzido desde 2008. Segundo o IBPT, naquele ano, o governo recolhia 5.597 reais em tributos, em média, por veículo. Em 2013, a arrecadação por unidade foi de 5.420 reais — queda de 3,15% no período.

A redução do valor arrecadado por automóvel ocorre porque houve aumento de 17% na produção — de 3 milhões de carros em 2008 para 3,5 milhões em 2013 — enquanto a arrecadação subiu menos (14% no período). Segundo Gilberto Amaral, presidente do IBPT, responsabilizar as desonerações pela deterioração fiscal não encontra justificativa nos números. “No caso dos veículos leves, o que o governo perde com o IPI, por exemplo, é compensado com PIS e Cofins, pois houve aumento na produção e venda de veículos”, justifica. “A situação fiscal deve ser vista pela única ótica: a da má gestão da arrecadação. A aplicação do dinheiro não é bem feita.”
O levantamento feito pelo IBPT mostra que embora o governo tenha perdido 30% (de 6,9 bilhões para 4,8 bilhões de reais) em arrecadação de IPI entre 2008 e 2013, os impostos PIS e Cofins tiveram sua receita ampliada em 60% em igual intervalo (de 5,1 bilhões para 8,3 bilhões de reais). Isso ocorre porque o primeiro tributo incide sobre a venda do veículo, enquanto o segundo, sobre a produção. Assim, conforme mais carros forem fabricados no país, maior será o recolhimento do PIS/Cofins. Tal aumento compensou as ocasiões em que a alíquota do IPI foi zerada. “O governo só abriria mão de receita se não houvesse compensação com outros tributos. Isso não acontece agora”, explica Amaral. O IPI representa, em média, 5% do valor final do carro. Já a arrecadação com PIS/Cofins equivale a 13%. 
Com crescimento econômico fraco (com estimativa de expansão do PIB em 2,0% em 2013), o governo não tem conseguido sustentar sua argumentação. Questionados pela reportagem de VEJA, a Receita Federal e o Ministério da Fazenda disseram não ter um levantamento atualizado que mostre o real impacto e qual o benefício provocado por medidas de renúncia fiscal, desde que foram criadas, em 2008. O único dado disponível é uma estimativa de que o país deixou de arrecadar 70,38 bilhões de reais em impostos entre janeiro e novembro de 2013. Contudo, o dado apresentado não mostra um detalhamento por segmento da indústria.
Recomposição do IPI - A alíquota de IPI para carros populares foi reajustada em 1º de janeiro, quando passou de 2% para 3%. Na véspera do Natal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a recomposição total do tributo, para 7%, só será feita em julho deste ano.
Governo arrecada mais — mesmo com desoneração do IPI
TRIBUTOARRECADAÇÃO EM 2008ARRECADAÇÃO EM 2013VARIAÇÃO %
IPIR$ 6,94 biR$ 4,81 bi- 30%
PIS/CofinsR$ 5,17 biR$ 8,31 bi60%
TotalR$ 16,84 biR$ 19,2114%
Fonte: IBPT

Valor do novo Salário Mínimo pode ser maior em alguns Estados

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SALARIOMINIMO 
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Foto: Divulgação
















O primeiro dia do ano foi de boas notícias para grande parte dos brasileiros – cerca de 48 milhões de pessoas, afinal o novo salário mínimo nacional foi anunciado. Com aumento de 6,78%, o valor foi para R$ 724,00. Conforme o Estado brasileiro e a categoria profissional, o valor do salário mínimo pode ser ainda maior, pois há outros salários mínimos em vigor no Brasil. Tal medida deve implantar na economia cerca de R$ 28,5 bilhões, que refletirá em ganhos no comércio.
Em relação aos salários mínimos diferenciados, cinco Estados no Brasil possuem salários mínimos designados como regionais, que variam conforme a categoria profissional, são eles: Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.
No Rio Grande do Sul, os empregados domésticos recebem atualmente salário mínimo de R$ 770,00, o qual será reajustado somente a partir de fevereiro. No Paraná, o salário mínimo dos domésticos (trabalhadores de atividades agropecuárias, florestais e pesca) é ainda maior – R$ 914,82, e será reajustado em maio.
Nos outros três Estados – São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro – o mínimo regional já foi reajustado, sendo de R$ 835,00 em SC, R$ 810,00 em SP e no RJ está em discussão, sendo cogitado o valor de R$ 802,00.
É necessário lembrar que, além do salário mínimo, há pisos mínimos referentes às categorias profissionais. Especialistas alertam que o empregado deve ficar atento, pois o empregador é obrigado a pagar o salário mínimo regional nos Estados onde está estipulado ou então os pisos e salários convencionais previamente definidos. Caso o empregado não receba o mínimo previsto, é necessário negociar. Se as negociações não tiverem êxito, recorrer à Justiça do Trabalho é a melhor opção.

Com frio extremo nos EUA, 'Frozen' vira líder nas bilheterias

Estados Unidos

Animação recupera posto de filme mais assistido após seis semanas da estreia – algo incomum, mas nada indica que teve ajuda das temperaturas polares

Cena do filme Frozen-Uma Aventura Congelante, nova animação da Disney
Cena do filme Frozen-Uma Aventura Congelante, nova animação da Disney (Divulgação)
A animação dos estúdios Disney Frozen: Uma Aventura Congelante, que conta a história de princesas em um gélido reino nórdico, se tornou o campeão de arrecadação nas bilheterias de cinema dos Estados Unidos no último fim de semana, marcado pelo frio extremo em grande parte do país.
Foi o suficiente, segundo o site especializado Box Office Mojo, para Frozen recuperar o título de filme mais assistido em cartaz, depois de seis semanas de sua estreia. Trata-se de um feito incomum nas salas de cinema, onde a tendência é que os filmes percam o interesse do público com o passar do tempo. Desde Avatar, em 2010, um filme não ocupava a primeira posição após seis semanas de seu lançamento. 
Para o site, porém, é incerto associar a melhora no desempenho de Frozen à onda de frio. Em média, a arrecadação dos filmes em cartaz caiu 37% no final de semana, o primeiro de 2014 – um percentual muito próximo aos 36% de queda registrados na mesma semana do ano passado, quando não houve temperaturas tão baixas e tempestades de neve tão intensas.
Com ou sem ajuda do frio, a animação da Disney arrecadou mais 19,6 milhões de dólares, chegando à marca de 296,6 milhões, e superou o novo filme dos criadores da franquia Atividade Paranormal, a sequência Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal, que estreou com uma arrecadação de 18,3 milhões de dólares.
O Hobbit: A Desolação de Smaug passou de líder nas bilheterias de fim de ano para o terceiro lugar, após arrecadar 15,7 milhões de dólares. Desde seu lançamento há um mês, a segunda parte da nova trilogia do diretor Peter Jackson baseada na obra de J.R.R. Tolkien conseguiu arrecadar 229,1 milhões de dólares nos EUA.
(Com agência EFE)

Narguile - Muito Pior do Que o Cigarro

Quando Não Alimentamos Mais a Nossa Coragem do que Nossos Medos...

Corra Atrás dos Seus Sonhos...