terça-feira 25 2013

Oportunista, governo omite erros para propagandear Copa

Brasil

Aldo Rebelo lista investimentos bilionários para retratar o evento como motor do desenvolvimento. Até agora, porém, só os gastos nos estádios decolaram

Protesto em Mogi das Cruzes (SP) pede serviços públicos 'de padrão Fifa'

Dentro dos orçamento de 28 bilhões de reais da Copa, 18 bilhões estão previstos para mobilidade urbana, aeroportos e segurança pública. Até agora, porém, só 12,7% desses recursos foram executados. No caso dos estádios, 60% dos investimentos estão executados e 96% contratados
O governo federal ocultou dados importantes e omitiu seus próprios fracassos ao tentar reverter as críticas da população contra os gastos excessivos com a Copa do Mundo de 2014. Em evento oficial da Fifa, na manhã de segunda-feira, o ministro Aldo Rebelo e seu principal auxiliar, Luís Fernandes, fizeram uma longa apresentação em defesa dos investimentos ligados ao evento. Tentaram retratá-lo como um acelerador do crescimento econômico, garantindo que as despesas públicas com a Copa vão muito além das obras nos estádios e se estendem a áreas como mobilidade urbana, aviação civil e segurança - não por coincidência, alguns dos setores da administração pública que são mais criticados pelas centenas de milhares de manifestantes que foram às ruas neste mês. As cifras envolvidas na organização do Mundial, no entanto, indicam que o governo age de forma oportunista quando tenta defender o evento e seu legado. Afinal, por mais que diga que as melhorias não se limitam às novíssimas arenas das cidades-sede, uma fatia muito pequena do que foi prometido para as outras áreas - justamente os setores que mais motivam reivindicações nas ruas - já foi efetivamente investida. A única parte em que os gastos deslancharam conforme o previsto foi a conta de 7,1 bilhões de reais com a reforma ou construção dos doze palcos do torneio.
De acordo com levantamento da ONG Contas Abertas, os investimentos com estádios já têm 60% de execução e 96% de contratação - uma eficácia exemplar. No caso das áreas que poderiam beneficiar a maior parte dos brasileiros, o gasto real é muito inferior. De acordo com números da Controladoria-Geral da União (CGU), os 28 bilhões de reais reservados para a Copa incluem 8,9 bilhões para projetos de mobilidade urbana, 7 bilhões para os aeroportos e 2,2 bilhões para a segurança pública. Aldo e Fernandes fizeram questão de desfilar esses investimentos diante da imprensa internacional na segunda. Nessas três áreas, porém, apenas 12,7% dos recursos foram realmente executados. Menos da metade do investimento total está contratado. Ou seja: por mais que insista em dizer que o Mundial traz benefícios diretos à população inteira, o governo é incapaz de colocar em prática os projetos prometidos, limitando dramaticamente os efeitos positivos da realização do evento. Em Brasília, palco da abertura da Copa das Confederações - e também do primeiro grande protesto contra os gastos com a competição -, o Estádio Nacional custou pelo menos 1,2 bilhão de reais, 79% acima da previsão inicial. O Tribunal de Contas do Distrito Federal calcula que a obra acabará consumindo um total de 1,7 bilhão de reais, fazendo do estádio da capital uma das arenas mais caras do planeta. Também em Brasília, o VLT prometido para melhorar o transporte urbano foi abandonado. Essa foi a primeira obra de mobilidade retirada da lista de projetos ligados à Copa no país. Outras cinco foram canceladas desde então.
'Sem dinheiro público' - O ministro do Esporte e seu secretário-executivo pareciam já prever que sua tentativa de convencer a opinião pública sobre os efeitos benéficos da Copa não colaria - tanto que o primeiro criticou o "olhar crítico" da imprensa sobre o assunto e o segundo pediu ajuda dos meios de comunicação "para divulgar as informações positivas". Aldo também parece ter subestimado a inteligência do contribuinte ao dizer que a Copa brasileira é um projeto pensado para desenvolver o país mais rapidamente. Segundo o ministro, assim como a Alemanha recebeu o Mundial em 2006 para curar as feridas de seu passado beligerante e a África do Sul sediou o evento em 2010 para espantar o fantasma do apartheid, o Brasil candidatou-se a sede pensando principalmente em viabilizar grandes obras públicas de infraestrutura. Não era esse o discurso, porém, há seis anos, quando uma comitiva formada por Lula, Ricardo Teixeira, Orlando Silva, Romário e Dunga comemorava, na sede da Fifa, a confirmação do Brasil como anfitrião do torneio. Falava-se apenas num salto de qualidade nos estádios - e sem verbas públicas. “As arenas serão construídas com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para estádios”, garantia Orlando, ministro do Esporte do governo Lula (e antecessor e colega de partido de Aldo Rebelo) na ocasião. Tivesse cumprido essa promessa, o governo teria argumentos de sobra para convencer os manifestantes de que vale a pena, sim, investir na realização de uma Copa. Por culpa da inépcia da administração federal (e não da Fifa, vale lembrar), ainda não há como saber se a empreitada vai valer a pena - e essa dúvida deverá se estender até depois do Mundial, já que seus eventuais benefícios não serão tão óbvios quanto o governo quer fazer parecer.

SP e PR reavivam temor de intervencionismo,mercado modera críticas

 Por Reuters, Reuters

SÃO PAULO (Reuters) - Anúncios de governos paulista e paranaense sobre suspensão de reajustes tarifários reavivaram temores de intervencionismo estatal sobre prestadoras de serviços públicos, mas o mercado moderou as críticas, citando o momento político conturbado.
Ações das concessionárias que operam rodovias de São Paulo tombaram na véspera após o governador Geraldo Alckmin anunciar que cancelou o aumento de cerca de 6,5 por cento das tarifas de pedágios nas rodovias do Estado, que deveria entrar em vigor a partir de 1o de julho.
A ação da CCR caiu 3,3 por cento, enquanto a da Ecorodovias perdeu 2,7 por cento e a da Arteris perdeu 3,5 por cento.
Enquanto isso, a estatal paranaense de energia Copel, acatou o pedido do governo do Estado --seu controlador-- e pediu à Aneel o cancelamento do aumento médio das tarifas de 14,6 por cento. O pedido ocorreu após as ações da companhia terem tombado 17 por cento na sexta-feira, quando o governador paranaense, Beto Richa, afirmou que pediria a suspensão do reajuste.
Para profissionais do mercado, as medidas tomadas menos de uma semana após a revogação de aumento de tarifas de transporte público em várias capitais -- em resposta aos protestos populares que tomaram o país-- acirram a sensação de intervencionismo estatal.
As medidas levaram vários analistas a citarem o plano federal lançado em setembro para renovação antecipada das concessões do setor elétrico, que impuseram perdas pesadas às ações do setor desde então. No caso do Paraná, a decisão lembrou os investidores das suspensões de tarifa realizadas pelo antigo governador Roberto Requião, que causou significativas perdas para a companhia.
"As manifestações impõem risco político adicional a todos os reajustes de preços dependentes de concessões", disse o presidente da agência de classificação de risco SR Rating, Paulo Rabello de Castro.
O receio de que o esforço de governos para dar uma resposta às manifestações populares os levem a intervir nas tarifas de outras empresas com preços regulados, pesou em várias companhias. As ações da estatal paulista de saneamento Sabesp caíram 11,8 por cento só nos dois últimos pregões.
"Todos os papéis que são ligados a reajuste de tarifas sofrem", disse Walter Mendes, sócio na Cultinvest Asset Management. "Normalmente esses são setores bem defensivos, onde investidores buscam refúgio nesses momentos ruins de mercado, mas esse cenário (de manifestações) não ajuda muito."
Apesar da preocupação com o impacto do congelamento dos pedágios sobre os resultados das companhias, o mercado mostrou reação moderada, devido à interpretação de que, pelo menos por enquanto, não houve quebra de contrato.
A ABCR, que representa o setor de concessionárias de rodovias, disse que a avaliação ocorre porque a decisão do governo paulista veio acompanhada de medidas que preservam o equilíbrio econômico financeiro dos contratos de concessão.
Já a ação da Copel terminou o dia em alta de 0,7 por cento, após ter chegado a cair 6,1 por cento na mínima da sessão, com o tombo recente de 17 por cento do papel atraindo compradores.
Na avaliação do analista-chefe da Quantitas Asset Management, Marcel Kussaba, o cenário para empresas de energia é "mais delicado" que o de concessionárias rodoviárias, já que as primeiras têm um "arcabouço regulatório mais fraco".
Para Kussaba, as instabilidades no Brasil não ajudam o desempenho da Bovespa, embora o impacto negativo para o mercado seja marginal. "A piora da percepção sobre o governo não é novidade para o mercado financeiro", avaliou.
Segundo ele, o tombo da bolsa paulista no ano reflete muito mais uma conjuntura externa global desfavorável, diante da perspectiva de redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos ainda neste ano, que afasta fluxos de capitais de mercados emergentes para ativos considerados mais seguros. No ano, o Ibovespa acumula queda de 24,6 por cento.
(Por Danielle Assalve)

Dilma reúne STF, Senado e OAB para discutir proposta de convocação de plebiscito | Agência Brasil

Por Agência Brasil, Agência Brasil

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Pelo segundo dia consecutivo, a presidenta Dilma Rousseff tem uma série de reuniões hoje (25) com o objetivo de discutir soluções para encerrar a onda de manifestações no país. Dilma marcou conversas ao longo do dia com os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Em debate, a proposta de convocação de um plebiscito para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política.
A presidenta também tem reuniões marcadas com representantes de movimentos urbanos, no Palácio do Planalto. Paralelamente, várias manifestações estão programadas em todo o país. Nas redes sociais, os líderes dos movimentos organizam assembleias para a definição de mais protestos. Na Universidade de Brasília (UnB) há reunião hoje à tarde.
Em Cristalina (GO), moradores da comunidade Marajó prometem fechar os principais trechos da BR-251, uma das vias de acesso ao Distrito Federal (DF). Os moradores protestam por melhores condições de saúde, educação e segurança. Eles também pedem a emancipação da região.
No Rio de Janeiro, um grupo de manifestantes mantém o acampamento perto da residência oficial do governador do estado, Sérgio Cabral. Segundo ele, só deixarão o local depois de recebidos por Cabral. O grupo reivindica maior transparência nas contas públicas. Em São Paulo há três atos de protesto na capital - na zona sul, no Largo do Campo Limpo e no metrô Capão Redondo, assim como na zona leste.
Ontem (24), durante a reunião com 27 governadores e 26 prefeitos, Dilma detalhou sua proposta para a convocação de um plebiscito que autorize uma Constituinte para fazer a reforma política. 'O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado', disse a presidenta.
'Junto com a população, podemos resolver grandes problemas. Não há por que ficarmos inertes, acomodados ou divididos', acrescentou ela, informando que 'o país deixou de ser governado para um terço da população'. O governo vai disponibilizar mais R$ 50 bilhões para investimentos em obras de mobilidade urbana e a criação de um Conselho Nacional de Transporte Público, com a participação da sociedade e que deverá ter versões municipais.
Edição: Graça Adjuto
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segunda-feira 24 2013

DICAS ANTI-FLACIDEZ




Foto: DICAS ANTI-FLACIDEZ

A flacidez acontece devido à desestruturação das fibras de colágeno que dá sustentação à pele. Os radicais livres também contribuem para redução da produção de colágeno, daí, deve-se comer fontes de antioxidantes (frutas, verduras, legumes, etc.) que combatem os radicais livres causadores do envelhecimento precoce.
Para o combate da flacidez é necessário exercício regular e uma alimentação balanceada. Não podem faltar na alimentação fontes de colágeno: proteína, vitamina C (precursora do colágeno), cobre, zinco, manganês, silício e os antioxidantes.

DICAS:

- Consumir proteína magra (fontes de colágeno) nas principais refeições, pois é fundamental para a rigidez da pele. Na alimentação diária não podem faltar carnes magras (02 a 03 vezes por semana), frango sem pele, peixe, leite desnatado ou semi-desnatado, queijos brancos, iogurte, ovos (03 a 04 vezes por semana);
- Evitar na alimentação diária carboidratos de alto índice glicêmico (rápida absorção), como as farinhas brancas e derivados, e doces. O excesso desses alimentos causam inflamações nas células e produzem radicais livres;
- Não faltar na alimentação fontes de vitamina C, que é precursora do colágeno (laranja, abacaxi, morango, salsa, etc.) sendo também um poderoso antioxidante;
- Não faltar na alimentação os seguintes nutrientes que são essenciais para a formação do colágeno: Cobre (cereais integrais, feijão, frutas secas, folhosos verdes escuros, oleaginosas, cacau, etc., zinco (feijão, carnes magras, frango, peixe, cereais integrais, nozes, etc.), manganês (aveia, arroz integral, oleaginosas, etc.), silício (aveia, feijão, salsa, etc.).

OBSERVAÇÃO: 

Outros fatores que destroem o colágeno: o cigarro, a exposição ao sol sem proteção, o emagrecimento muito rápido, o sedentarismo, a insônia, o estresse, etc.

A flacidez acontece devido à desestruturação das fibras de colágeno que dá sustentação à pele. Os radicais livres também contribuem para redução da produção de colágeno, daí, deve-se comer fontes de antioxidantes (frutas, verduras, legumes, etc.) que combatem os radicais livres causadores do envelhecimento precoce.
Para o combate da flacidez é necessário exercício regular e uma alimentação balanceada. Não podem faltar na alimentação fontes de colágeno: proteína, vitamina C (precursora do colágeno), cobre, zinco, manganês, silício e os antioxidantes.

DICAS:

- Consumir proteína magra (fontes de colágeno) nas principais refeições, pois é fundamental para a rigidez da pele. Na alimentação diária não podem faltar carnes magras (02 a 03 vezes por semana), frango sem pele, peixe, leite desnatado ou semi-desnatado, queijos brancos, iogurte, ovos (03 a 04 vezes por semana);
- Evitar na alimentação diária carboidratos de alto índice glicêmico (rápida absorção), como as farinhas brancas e derivados, e doces. O excesso desses alimentos causam inflamações nas células e produzem radicais livres;
- Não faltar na alimentação fontes de vitamina C, que é precursora do colágeno (laranja, abacaxi, morango, salsa, etc.) sendo também um poderoso antioxidante;
- Não faltar na alimentação os seguintes nutrientes que são essenciais para a formação do colágeno: Cobre (cereais integrais, feijão, frutas secas, folhosos verdes escuros, oleaginosas, cacau, etc., zinco (feijão, carnes magras, frango, peixe, cereais integrais, nozes, etc.), manganês (aveia, arroz integral, oleaginosas, etc.), silício (aveia, feijão, salsa, etc.).

OBSERVAÇÃO:

Outros fatores que destroem o colágeno: o cigarro, a exposição ao sol sem proteção, o emagrecimento muito rápido, o sedentarismo, a insônia, o estresse, etc.

ALIMENTOS QUE AUMENTAM A BARRIGA















  • ALIMENTOS QUE AUMENTAM A BARRIGA

    Os alimentos que estimulam uma grande produção de insulina pelo pâncreas são os maiores responsáveis pelo acúmulo de gordura abdominal, levando ao desenvolvimento da resistência à insulina. Essa resistência à insulina pode levar ao diabetes. A insulina é um hormônio fundamental para colocar a glicose dentro da célula para produzir energia, entretanto quando produzido em excesso vai causar um desequilíbrio no organismo: vai fazer lipogênese (produção de gordura) na região abdominal e também vai aumentar o hormônio do apetite (grelina) além de diminui o hormônio da saciedade (leptina), aumentando assim a compulsão alimentar.

    ALIMENTOS QUE AUMENTAM A GORDURA ABDOMINAL:

    - Carboidrato de alto índice glicêmico (farinha branca refinada e seus derivados, açúcar, e doces em geral), porque necessitam de muita insulina;
    - Carboidrato de alto e baixo índice glicêmico em quantidade exagerada numa mesma refeição, pois produz excesso de insulina;
    - Gordura trans (biscoito recheado, pipoca de microondas, bolo industrializado, etc.);
    - Gordura saturada em excesso (carnes gordas, pele de frango, salame, linguiça, manteiga, bacon, etc.).

    ALIMENTOS QUE NÃO AUMENTAM A GORDURA ABDOMINAL:

    - Carboidrato de baixo índice glicêmico em quantidade moderada (pão integral, hortaliças, frutas, cereais integrais, grãos, etc.), pois produz nível adequado de insulina;
    - Gordura monoinsaturada em quantidade moderada (azeite de oliva extra-virgem, amêndoa, castanhas, nozes, etc.);
    - Gordura poli-insaturada em quantidade moderada (salmão, atum, sardinha, chia, linhaça, etc.);
    - Antioxidantes (vitamina C, vitamina E, selênio, zinco, betacaroteno, licopeno, antocianina, flavonoides, etc.). A gordura abdominal produz citocinas (substâncias inflamatórias) que oxidam as células e os antioxidantes vão protegê-las.

    FONTES DE ANTIOXIDANTES:

    - Vitamina C (laranja, tangerina, abacaxi, morango, vegetal verde escuro, etc.);
    - Vitamina E (azeite de oliva, óleo vegetal, oleaginosas, abacate, etc.);
    - Selênio (castanha do Pará, uma grande fonte);
    - Zinco (nozes, frango, feijão, etc.);
    - Betacaroteno (cenoura, mamão, abóbora, vegetal verde escuro, etc.);
    - Licopeno (tomate, melancia, goiaba, etc.);
    - Antocianina (açaí, berinjela, cebola roxa, repolho roxo, etc.);
    - Flavonoides (uva, cebola, chá verde, cacau, etc.).

Manifestação no Rio tem 2 mil perto da casa de Cabral

Por VINICIUS NEDER E FELIPE WERNECK, estadao.com.br
Uma passeata que começou com 300 manifestantes em Copacabana terminou, cinco quilômetros adiante, com cerca de...

Uma passeata que começou com 300 manifestantes em Copacabana terminou, cinco quilômetros adiante, com cerca de 2.000 pessoas concentradas próximo à casa do governador Sergio Cabral (PMDB). No início, no percurso pela orla carioca, predominaram as críticas contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que restringe poderes de investigação do Ministério Público, pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação. No fim, prevaleceram críticas ao governador e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB).
O protesto começou às 16 horas e até o início da noite não havia sido registrado nenhum incidente. O quarteirão onde está localizado o prédio do governador, numa rua transversal à praia, foi isolado e protegido por um contingente de certa de 200 policiais militares.
Durante a passeata, os manifestantes pediam o apoio dos moradores. Em resposta, moradores dos apartamentos em frente à praia de Ipanema e Leblon (um dos metros quadrados mais caros do País), acendiam e apagavam as luzes. O clima, em geral, foi festivo.
Quando a passeata chegou a Ipanema, pouco antes de 18 horas, os manifestantes tomaram a pista da Avenida Vieira Souto próxima aos prédios, que, diferentemente da pista junto à praia, não estava interditada. Agentes da CET-Rio agiram então para fechar ao trânsito toda a orla.
Pouco depois, na chegada da passeata ao local onde um grupo de cerca de 20 jovens montou acampamento desde a noite de sexta-feira, em ato de protesto contra o governador, um dos acampados discursou com um megafone. Pregou a não violência, pediu que os protestos sejam pacíficos e emendou reivindicando investigação sobre suposto envolvimento do governador Cabral com o escândalo no qual a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish, ocupou o centro de investigações sobre superfaturamento de obras.
O discurso foi recebido por um coro de manifestantes com palavras de ordem contra o governador e depois, com todos cantando o Hino Nacional. Foram entoados cantos chamando Cabral de ditador, chamando os policiais que faziam a proteção do bloqueio para passar para lado dos manifestantes e fazendo alusão ao fato de o governador estar em Paris.
A assessoria de Cabral, contudo, negou que o governador esteja fora do País. Não foi confirmado se ele estaria em casa, pois, segundo a assessoria, Cabral não tinha agenda pública neste fim de semana. À noite, a assessoria do Palácio Guanabara distribuiu uma nota sucinta do governador: "As pessoas têm o direito de se manifestar, desde que de forma pacífica".
Durante o dia, restaurantes e supermercados de Copacabana foram protegidos por tapumes de madeira para evitar depredações durante a manifestação. O shopping Rio Sul, próximo ao túnel que liga Botafogo a Copacabana, anunciou na véspera que não abriria no domingo, por causa da manifestação.

Passeata no Rio de Janeiro reúne 2 mil pessoas

 Por Vinicius Neder e Felipe Werneck, estadao.com.br
Críticas foram contra a PEC 37 e pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação

Uma passeata que começou com 300 manifestantes em Copacabana e terminou, cinco quilômetros adiante, com cerca de 2.000 pessoas concentradas próximo à casa do governador Sergio Cabral (PMDB), percorreu a orla carioca com diversas palavras de ordem. No início, predominaram as críticas contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que restringe poderes de investigação do Ministério Público, pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação. No fim, prevaleceram críticas ao governador e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB).
O protesto começou às 16 horas e até o início da noite não havia sido registrado nenhum incidente. O quarteirão onde está localizado o prédio do governador, numa rua transversal à praia, foi isolado e protegido por um contingente de certa de 200 policiais militares.
Durante a passeata, os manifestantes pediam o apoio dos moradores. Em resposta, moradores dos apartamentos em frente à praia de Ipanema e Leblon (um dos metros quadrados mais caros do País), acendiam e apagavam as luzes. O clima, em geral, foi festivo e as manifestações, diversas. Havia cartazes contra e a à favor da presidente Dilma Rousseff, mas poucos.
Um manifestante carregava cartaz contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Muitos levavam cartazes contra o deputado Marcos Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O presidente da Associação Nacional de Militares do Brasil, Marcelo Machado, carregava uma faixa com a frase "Forças Armadas prontas com o povo" e disse que seu objetivo era mostrar que os militares apoiam o povo.Segundo ele, o repúdio à PEC 37 é o mais importante dos assuntos em pauta. "Ela pode inibir a investigação sobre a corrupção".
Quando a passeata chegou a Ipanema, pouco antes de 18 horas, os manifestantes tomaram a pista da Avenida Vieira Souto próxima aos prédios, que, diferentemente da pista junto à praia, não estava interditada. Agentes da CET-Rio afiram então para fechar ao trânsito toda a orla.
Pouco depois, na chegada da passeata ao local onde um grupo de cerca de 20 jovens montou acampamento desde a noite de sexta-feira, em ato de protesto contra o governador, um dos acampados discursou com um megafone. Pregou a não violência, pediu que os protestos sejam pacíficos e emendou reivindicando investigação sobre suposto envolvimento do governador Cabral com o escândalo no qual a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish, ocupou o centro de investigações sobre superfaturamento de obras.
O discurso foi recebido por um coro de manifestantes com palavras de ordem contra o governador e depois, com todos cantando o Hino Nacional. Foram entoados cantos chamando Cabral de ditador, chamando os policiais que faziam a proteção do bloqueio para passar para lado dos manifestantes e fazendo alusão ao fato de o governador estar em Paris.
A assessoria de Cabral, contudo, negou que o governador esteja fora do País. Não foi confirmado se ele estaria em casa, pois, segundo a assessoria, Cabral não tinha agenda pública neste fim de semana. Já no Leblon, Cibele Clauver e sua filha, Maria Clauver, moradoras do Leblon, carregavam um cartaz escrito "Não PEC, amém". Cibele criticou o foco excessivo na figura de Cabral no fim da passeata. "Escolhi esse tema (contra a PEC 37), mas o importante é repensar o País".
Durante o dia, restaurantes e supermercados de Copacabana foram protegidos por tapumes de madeira para evitar depredações durante a manifestação. O shopping Rio Sul, próximo ao túnel que liga Botafogo a Copacabana, anunciou na véspera que não abriria no domingo, por causa da manifestação.