segunda-feira 17 2013

Acompanhe as manifestações pelo Brasil nesta segunda-feira

Cidades

Manifestantes realizam a quinta passeata pelas ruas da capital paulista; protestos ocorrem em diversas cidades do país, como Rio e Brasília

São Paulo - Manifestantes se reúnem no Largo da Batata para protestar contra o aumento das passagens do transporte público

Protestos pelo país

Acompanhe passo a passo as manifestações pelo Brasil nesta segunda-feira
  1. 18:00 - São Paulo - De acordo com a PM, o protesto na capital paulista reúne 30.000 pessoas pelas ruas. A expectativa é que o grupo se dividirá em diferentes rotas. Por enquanto, o clima é pacífico.
  2. 17h52 – Rio de Janeiro - Manifestantes a caminho do centro do Rio lotam as duas linhas do metrô. Com cartazes e gritos de “sem violência”, a maior parte dos jovens desembarca na Uruguaiana e estações próximas da avenida Presidente Vargas, que tem uma das pistas fechadas e já está lotada com o protesto.
  3. 17h50 – Rio de Janeiro - Começou há pouco a manifestação na Candelária. Trabalhadores dos escritórios da região lançam papel picado das janelas. Os manifestantes repetem gritos de “vem pra rua” e “sem violência”. As ruas que dão acesso às avenidas Presidente Vargas e Rio Branco têm grande movimento. Até o momento, não há registro de tumultos ou confrontos com policiais.
  4. 17:50 - São Paulo - A multidão decide se dividir: um grupo do Movimento Passe Livre seguirá para a Marginal Pinheiros, e a outra ala marchará pela Avenida Faria Lima. Já o PSTU pede que seus militantes caminhem até a Avenida Paulista. Neste momento, o número de pessoas nas ruas ultrapassa 5.000, segundo estimativa da PM.
    1. 17:30 - Belo Horizonte - Manifestantes também marcham na capital mineira.
    2. 17:28 - Brasília - A segurança do Palácio do Planalto está cercando com grades o prédio onde funciona a Presidência da República. A manifestação desce a Esplanada dos Ministérios e passará pela pela Praça dos Três Poderes.
      1. 17:15 - Brasília - O protesto ocupa três faixas do Eixo Monumental e reúne cerca de 2.000 pessoas, segundo a PM. 
      2. 17:10 - São Paulo - De acordo com a Polícia Militar, o ato na capital paulista reúne cerca de 2.000 pessoas neste momento.
        1. 17:07 - São Paulo - Pistas da Avenida Faria Lima estão fechadas nos dois sentidos. Militantes portando bandeiras e camisetas de partidos radicais de esquerda (PSOL, PSTU, PCO e PCR) começam a chegar.
        2. 17:00 - São Paulo - Manifestantes se concentram no Largo da Batata, na Zona Oeste. É pequena a presença de policiais neste momento.

ISSO ACONTECE COM O CONSENTIMENTO DE GOVERNANTES TIRÂNICOS COM CAPA DE DEMOCRATAS!

Aqui, no Brasil!

Manifestantes só divulgarão trajeto de passeata após concentração no Largo da Batata

 Por Luciano Bottini Filho, estadao.com.br
Esse foi o acordo fechado nesta manhã com a Secretaria de Segurança; segundo secretário, balas de borracha não serão usadas

Manifestantes só divulgarão trajeto de passeata após concentração no Largo da Batata
"Intregrantes do Movimento Passe Livre dão entrevista após reunião na Secretaria de Segurança"
SÃO PAULO - O trajeto do próximo ato do Movimento Passe Livre (MPL) nesta segunda-feira, 17, só será decidido na concentração dos manifestantes no Largo da Batata, às 17h. Após uma reunião dos ativistas com o secretário de Segurança, Fernando Grella Vieira, ficou acordado que a PM respeitaria o percurso definido pelo movimento, sem garantia que grandes vias, como a Avenida Paulista, não sejam invadidas. "Isso é uma decisão política, cabe aos manifestantes decidir onde irão se manifestar. A gente vai acompanhar o comando-geral da polícia durante o trajeto e impedir que haja repressão policial", diz o estudante Matheus Plais, que participou das negociações.
Pelo acordo feito com a Secretaria de Segurança na manhã desta segunda, os ativistas vão informar à PM qual será o caminho da passeata depois de deliberarem entre os próprios integrantes do movimento no Largo da Batata. Oficiais vão acompanhar as lideranças do MPL para evitar distúrbios e ações de vândalos.
"Espero que o secretário cumpra o seu acordo de não agredir", disse Mayara Vivian, uma das militantes presentes na Secretaria de Segurança nesta manhã. "Acho triste, em um País que se diz democrático, que quem nos receba é o secretário de Segurança Pública e não o de Transportes. Nosso objetivo é revogar as tarifas, o que a gente está pedindo uma revogação do aumento".
Em uma entrevista coletiva nesta segunda, Grella confirmou que a tropa de choque estará apenas "à disposição" como de costume e não haverá uma predisposição para o confronto. Ele garantiu que balas de borracha não serão usadas, mas gás de pimenta e bombas de efeito moral não estão descartados, dentro do uso escalonado de forças de contenção em distúrbios civis. "O trajeto só será divulgado apenas na saída do movimento", afirmou Grella. "O movimento aceitou a disponibilização pela Polícia Militar da presença e do acompanhamento de oficiais com rádio para acompanhar as lideranças e ir monitorando o encaminhamento dos trabalhos".
Grella disse que a manifestação será pacífica e que toda a intervenção policial será localizada em cada ato de vandalismo. A ordem é não usar a dispersão geral de ativistas durante alguma ocorrência - apenas os envolvidos em atos de violência serão reprimidos.
O secretário declarou que os abusos verificados por ambas a partes começaram a ser apurados. Os PMs flagrados agindo de forma violenta em fotos e vídeos, como o soldado que bateu em um vidro de uma viatura, já são alvo de processos na Corregedoria da PM. Segundo Grella, esse policial alega que removia um vidro de uma janela que já estava quebrada.
Ministério Público - O promotor de Habitação e Urbanismo, Maurício Antonio Ribeiro Lopes, disse que o Ministério Público quer "descobrir todo o sistema remuneratório da rede de transporte coletivo da cidade de São Paulo". "Se não é uma caixa-preta, é muito perto disso", afirmou na saída da reunião. Segundo o promotor, o MP vai requisitar ao município nesta segunda as planilhas de cálculo tarifas e os estudos completos sobre os reajustes nos últimos anos.

Apoio em Dublin - Manifestação em apoio aos protestos brasileiros reúne 2 mil pessoas em Dublin

Manifestação em apoio aos protestos brasileiros reúne 2 mil pessoas em Dublin - 1 (© Carolina Moreira AE)

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram em Dublin, na Irlanda, no domingo, 16, para demonstrar apoio às manifestações contra a tarifa de ônibus no Brasil

Manifestação em apoio aos protestos brasileiros reúne 2 mil pessoas em Dublin - 1 (© Carolina Moreira AE)

Manifestantes foram à avenida O'Connell Street com os rostos pintados de verde e amarelo e bandeiras do Brasil

Manifestação em apoio aos protestos brasileiros reúne 2 mil pessoas em Dublin - 1 (© Carolina Moreira AE)

O ato começou às 13h e terminou às 15h, depois de os participantes se sentarem no canteiro central da avenida, levantarem seus cartazes e cantarem o Hino Nacional
Manifestação em apoio aos protestos brasileiros reúne 2 mil pessoas em Dublin - 1 (© Carolina Moreira AE)

Manifestantes protestaram em inglês e português, pedindo paz e mais respeito aos movimentos sociais no Brasil: 'Chega de violência, nós queremos paz'

Mais de 37 mil participarão de protestos fora do Brasil

 Por FERNANDO NAKAGAWA E ALTAMIRO SILVA JUNIOR, CORRESPONDENTES, estadao.com.br
As manifestações estão sendo organizadas nas redes sociais em apoio aos protestos em São Paulo e Rio de Janeiro

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Mais de 37 mil pessoas já confirmaram presença nos protestos organizados por brasileiros nesta semana em quase 50 cidades ao redor do planeta. As manifestações estão sendo organizadas nas redes sociais em apoio aos protestos em São Paulo e Rio de Janeiro realizados inicialmente contra o aumento do preço da tarifa nos transportes públicos e, agora, também contra a repressão policial e pela liberdade de manifestação.
Os protestos que começaram no fim de semana no exterior acontecerão ao longo da semana, especialmente amanhã, 18. Apenas entre hoje e amanhã, 37 cidades no mundo têm protestos organizados por brasileiros. Na maior parte dos casos, as manifestações estão sendo marcadas em frente às representações diplomáticas do Brasil.
Por enquanto, a cidade com maior número de confirmações é Londres, onde quase 5 mil pessoas já confirmaram presença pelo Facebook para o protesto na terça-feira à tarde em Trafalgar Square, no centro de Londres, próximo à Embaixada do Brasil. Na página do evento, os organizadores dizem que o País passa por uma crise e que em muitas cidades pessoas estão indo à rua para protestar contra o aumento do custo do transporte, que "é muito caro e longe do ideal". Além disso, os organizadores reclamam que a população é tratada com violência pela polícia e que a "mídia tradicional não cobre as manifestações ou deturpa os protestos".
A adesão também é grande em Paris, que já tem mais de 4 mil pessoas confirmadas para o protesto no sábado, 22 de junho. Madri, Barcelona, Lisboa e Buenos Aires também têm protestos programados para os próximos dias e cerca de 2 mil pessoas confirmadas, cada.
Outras cidades com manifestações organizadas são Genebra (Suíça), Gold Cost (Austrália), Haia (Holanda), Lima (Peru), Rosário (Argentina), Seul (Coreia do Sul) e Tóquio (Japão).
Veja imagens dos protestos que já aconteceram em São Paulo:

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)


Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)


Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

COVARDES!!
Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)


Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)


COVARDES!!
Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

COVARDES!!!

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

SENHOR GOVERNADOR, ISSO PODE? COVARDE!!

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

Protestos contra aumento da tarifa do transporte público em São Paulo - 1 (© Alex Silva AE)

SUPER DEMONSTRAÇÃO DE TIRANIA!!

Palco de novo protesto em São Paulo, Largo da Batata amanhece com pedras, blocos e paus


Noelle Marques
Do UOL, em São Paulo

Blocos de concreto e madeira são colocados em local de concentração de protesto em SP9 fotos

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17.jun.2013 - Materiais de construção como blocos de concreto, pisos de cerâmica, barras de ferro e pedaços de madeira foram colocados em locais de livre acesso às pessoas horas antes da manifestação do Movimento Passe Livre, que pede a revogação do aumento da tarifa dos transportes públicos em São Paulo, marcada para as 17h desta segunda-feira (17). Os materiais pertencem à execução de complementação das obras do largo da Batata e entorno, e, segundo a assessoria da Prefeitura de São Paulo, até o momento não há qualquer informação sobre a retirada dos objetos do local. No Facebook, ativistas classificam a ação como uma "armadilha" para atrapalhar a manifestação Noelle Marques/UOL
Horas antes da manifestação que pede a revogação do aumento da tarifa dos transportes públicos em São Paulo, marcada para as 17h desta segunda-feira (17) no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, a reportagem do UOL percorreu a região e constatou a presença de materiais de construção em locais de livre acesso à população. Os materiais, como blocos de concreto, pisos de cerâmica e pedaços de madeira, serão usados nas obras de complementação do Largo da Batata e entorno. 
Segundo a assessoria da Prefeitura de São Paulo, até o momento não há qualquer informação sobre a retirada dos objetos do local.
Mais de 240 mil pessoas confirmaram, pelo Facebook, participação no quinto ato de hoje. Alguns ativistas acreditam que a presença dos objetos no local pode ser uma armadilha para levar os manifestantes à agressão e justificar a reação da polícia, por isso, no evento criado na rede social, a orientação é para ninguém tocar no material e tomarem cuidado com a "cilada". O grupo pede que não haja violência e sugere que as pessoas levem flores para a manifestação.
Por garantia, a estação Faria Lima, que fica perto do ponto de concentração do protesto, foi cercada por tapumes. De acordo com a concessionária Via Quatro, que administra a única linha privatizada de Metrô da capital, a medida é preventiva.
O protesto da última quinta-feira (13) foi o mais violento. Em entrevista no domingo (16), a SSP afirmou que a tropa de choque não será acionada, e que pessoas não serão presas se levarem vinagre.
Já os manifestantes disseram que vão filmar e denunciar a repressão dos PMs durante a próxima passeata. As denúncias de abuso policial, principalmente de oficiais infiltrados na manifestação para "criar tumulto e quebra-quebra para culpar o movimento" serão levadas pelo grupo à corregedoria da PM.
Na manifestação de quinta-feira, a PM mobilizou grande aparato, com tanques blindados, helicópteros e até a cavalaria. Além da Tropa de Choque, policiais da Rota e da Força Tática atuaram na repressão, totalizando efetivo de 900 homens.
Segundo relato da repórter do UOL, Janaina Garcia, a polícia atirou indiscriminadamente contra manifestantes, transeuntes e jornalista a trabalho.
De acordo com a polícia, 241 pessoas foram detidas, sendo que cerca de 40, antes mesmo de o protesto começar. Manifestantes e jornalistas que carregavam vinagre --como o repórter Piero Locatelli, da revista "Carta Capital"-- para reduzir os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo foram detidos, sob a alegação da PM de que o produto pode ser usado para fabricar 
Segundo o Movimento Passe Livre, pelo menos cem ficaram feridos. Entre os feridos, sete são jornalistas da Folha de S.Paulo. A repórter Giuliana Vallone, da TV Folha, foi atingida no olho por uma bala de borracha disparada por policiais militares da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). O fotógrafo Sérgio Silva, da agência Futura Press, foi atingido por uma bala de borracha no olho e ainda se recupera de uma cirurgia. Ele corre o risco de perder a visão.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que está "sempre aberto ao diálogo, mas não é possível permitir atos de vandalismo". Alckmin se negou a dizer que houve excessos da PM.
Já o prefeito Fernando Haddad (PT), disse que "não ficou bem" para a PM a repressão aplicada durante o protesto. Ele destacou que o reajuste de R$ 0,20 na tarifa de ônibus foi o menor reajuste dos últimos tempos, e se disse disposto a "explorar alternativas" para o aumento.

CONFIRA OS QUATRO DIAS DE PROTESTO EM IMAGENS

  • Policial atinge cinegrafista com spray de pimenta
  • PM agride clientes de um bar na avenida Paulista
  • Policial atira bombas contra manifestantes
  • Cartaz faz referência à música Cálice, de Chico Buarque, escrita durante a ditadura
  • Manifestantes se ajoelham para tentar se proteger de ação policial
  • Mulher anda de bicicleta em meio a confronto entre policiais e manifestantes
  • Garota segura flor enquanto usa orelhão pichado durante protesto
  • Mulher é ferida na cabeça ao passar por confronto entre polícia e manifestantes
  • Policial atira contra manifestantes em rua do centro de São Paulo
  • Vídeo mostra policial quebrando o vidro do próprio carro da polícia em SP
  • Manifestante faz sinal da paz para policiais
  • Policial Militar aponta arma para se defender de agressores
  • Manifestantes se ajoelham diante de PMs durante protesto na avenida Paulista
  • Policial tanta apagar fogo provocado por manifestantes
  • Manifestantes fazem fogueira durante protesto contra o aumento das passagens
  • Manifestantes tomam a avenida Paulista no segundo protesto
  • Multidão participa do primeiro protesto contra a aumento na tarifa de ônibus