quarta-feira 07 2012

Usuários de crack atravessam via expressa para fugir no Rio de Janeiro


Rio de Janeiro

Ação em cracolândia termina com correria de adultos e adolescentes pela Avenida Brasil

Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio abordam moradores de rua na favela Parque União
Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio abordam moradores de rua na favela Parque União(Divulgação/Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro)
A zona norte do Rio de Janeiro teve, na manhã desta quarta-feira, mais uma demonstração do poder de degradação do crack. Em uma operação para recolher moradores de rua, na favela Parque União, a chegada das equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) provocou correria e fuga de usuários da droga em meio aos carros que passavam em alta velocidade pela Avenida Brasil – uma das principais vias expressas de acesso ao centro da cidade.
A ação resultou no acolhimento de 50 pessoas, entre elas três adolescentes. A secretaria informou que participaram da ação 21 profissionais, entre psicólogos, assistentes sociais e educadores. Devido ao risco para as equipes e para os menores de idade que costuma estar nesses locais, foram chamados policiais do 22º BPM e da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Os recolhidos serão encaminhados para atendimento na rede do município. Os menores de idade diagnosticados como dependentes de crack, caso não tenham pais ou responsáveis identificados, podem ser encaminhados para internação compulsória.
Desde a ocupação da maior cracolândia do Rio, na região de Manguinhos, formaram-se novas aglomerações de usuários de crack em pontos principalmente da zona norte. O problema é agravado pela deficiência da rede pública de atendimento a dependentes químicos. O município não tem vagas para internação de adultos. Já o estado, que tinha 300 vagas em dois abrigos, tenta no momento criar uma nova estrutura, pois os contratos com os abrigos terminou sem que houvesse renovação.
O prefeito Eduardo Paes recebeu, em Brasília, apoio do ministro Alexandre Padilha, da Saúde, para criar um sistema de internação compulsória também de adultos.

Usuários de crack voltam às ruas após ação de acolhimento


Rio de Janeiro

Para fugir dos agentes da prefeitura na manhã desta quarta, dezenas correram entre os carros na Avenida Brasil, uma das mais movimentadas da cidade

Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio abordam moradores de rua na favela Parque União
Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio abordam moradores de rua na favela Parque União(Divulgação/Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro)
Para fugir de assistentes sociais da prefeitura na manhã desta quarta-feira, dezenas deusuários de crack atravessaram correndo as pistas da Avenida Brasil, uma das mais movimentadas do Rio de Janeiro. Eles corriam desesperados entre os carros tentando se esconder dos agentes. A abordagem aconteceu por volta das 7h30, quando muitos ainda dormiam embaixo de um viaduto na entrada da favela Parque União, zona norte. A operação acolheu 47 adultos - dos quais 29 já retornaram às ruas. Três adolescentes também foram retirados da cracolândia e encaminhados para internação compulsória em abrigos.
Na operação desta quarta, os usuários começaram a correr e a gritar ao perceberem a aproximação dos agentes. Com gritos de "olha o recolhimento", os viciados alertavam outros usuários e seguiam pelas vias, arriscando a vida na frente dos carros. Alguns chegaram a ameaçar motoristas que passavam pelas ruas no momento da fuga. Ao todo 21 agentes da Secretaria participaram da operação, que contou com o apoio de policiais civis e militares do Rio. 
As cenas se repetem desde o último dia 14 de outubro, quando as operações na região tiveram início após as polícias civil e militar ocuparem as favelas de Manguinhos e Jacarezinho, vizinhas ao Parque União, também na zona norte. Os usuários de crack se aglomeravam na entrada das favelas e acabaram expulsos pela presença ostensiva dos militares. Desde então, vivem em constante migração pelos bairros do entorno.

Oscar Niemeyer recebe alimentação por sonda no hospital


Rio de Janeiro

Arquiteto de 104 anos voltou a ser internado com quadro de desidratação

Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer (Bernardo Gutiérrez/Folhapress)
Oscar Niemeyer ainda não tem previsão de alta do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde voltou a ser internado no último dia 2 com quadro de desidratação.
Segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira, o arquiteto de 104 anos foi hospitalizado para receber hidratação e colocar uma sonda gástrica para alimentação.
O médico Fernando Gjorup, que assina o documento, diz que o estado clínico do paciente é estável. "Oscar Niemeyer está lúcido e respira sem a ajuda de aparelhos", completa a nota.
Desidratação também foi o que levou o arquiteto a ser internado no mês passado. Na ocasião, ele permaneceu por duas semanas no mesmo hospital, localizado na zona sul.

Bicicletas ergométricas


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Há um grande número de leitores com dúvidas em relação ao uso e à eficiência da bicicleta ergométrica. Recentemente respondi algumas, mas acho pertinente aprofundar um pouco a discussão. Afinal, são aparelhos bastante populares no uso doméstico. Fáceis de usar, menores e bem mais baratas que as esteiras.
Vale a pena usar?
Apesar de apresentar uma demanda cardiovascular e respiratória entre 10 e 15% inferior à corrida, pedalar é sem dúvida um excelente exercício aeróbico. E as bicicletas ergométricas são uma excelente alternativa para pessoas com sobrepeso e obesidade. E, em termos de gasto calórico, as estimativas são animadoras. São queimadas entre 350 e 600 calorias por hora de atividade, dependendo da bicicleta, do tamanho do praticante e da intensidade empregada.
Os modelos
Particularmente, eu prefiro correr, mas não há como negar que a bicicleta ergométrica facilita a vida de quem prefere se exercitar de forma prática, assistindo TV, ouvindo música ou lendo um livro. Há uma infinidade de modelos e marcas no mercado. Recomendo aquelas que ofereçam o ajuste de esforço magnético, pois tornam a pedalada mais suave e uniforme. Além disso, evita-se o desgaste mecânico e a troca de correias.
As mais conhecidas são a bicicleta vertical, a reclinada e a de spinning. A vertical é semelhante a uma bicicleta de passeio tradicional. Você senta em um pequeno banco, com as costas sem apoio e os pedais ficam posicionados.
As bicicletas reclinadas são indicadas para pessoas que estão acima do peso ou que sofrem de problema nas costas. Uma bicicleta ergométrica reclinada possui um assento de poltrona vertical com apoio para as costas, e os pedais ficam à frente – não embaixo. A desvantagem das reclinadas se encontra no preço (mais elevado) e na demanda cardiovascular e respiratória, um pouco inferior aos modelos verticais.
As bikes de spinning são bastantes populares em academias de ginástica, mas menos usadas em casa, pois são mais caras e exigem um conhecimento maior sobre o ajuste do selim, guidão, mesa e outros detalhes. No entanto, é sem dúvida a melhor opção para os que visam um condicionamento físico mais pronunciado.
Obervação: O ciclismo indoor (nome como a modalidade foi chamada) foi criado em 1995 nos EUA, pelo ciclista sul-africano Johnny G. O nome spinning é uma marca registrada, sendo um método de condicionamento físico utilizando a bicicleta ergométrica de ciclismo indoor.
Por Renato Dutra
http://veja.abril.com.br/blog/saude-chegada/treinamento/bicicletas-ergometricas/

As vantagens da musculação: força e saúde


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Nem sempre os exercícios aeróbios – nadar, caminhar, pedalar, correr – são os únicos responsáveis pela boa saúde. De acordo com uma recente revisão bibliográfica realizada por dois cientistas da universidade de Gainsville, Florida (EUA), o treinamento resistido (TR) – nome mais tecnicamente correto para a musculação -, traz muitos benefícios. Fiquei surpreso ao encontrar tantas descobertas que mostram que “puxar ferro” é uma atividade bastante importante para a saúde. Veja a seguir:
TR e longevidade: praticantes de corrida e outras modalidades que desenvolvem o condicionamento cardiorrespiratório vivem mais. A boa notícia é que o TR também oferece este ganho, sendo que a maioria dos estudos sobre TR encontraram que a força muscular é inversamente proporcional ao risco de desenvolver diversas doenças, inclusive a síndrome metabólica. 
TR e massa muscular: há uma boa quantidade de pesquisas indicando que o TR diminui ou impede a perda de massa muscular provocada pelo envelhecimento. Adultos perdem cerca de 0,46 kg de músculo por ano, a partir dos 50 anos. Isso sem mencionar os ganhos funcionais trazidos pelo TR, diminuindo ou prevenindo a incidência de osteoporose e as quedas, que resultam em fraturas, nos mais idosos.
TR e depressão: a literatura aponta que o TR alivia a ansiedade e a insônia em casos diagnosticados de depressão clínica. Isso acontece porque a musculação estimula a produção de testosterona e o GH (hormônio do crescimento) e inibe a síntese do cortisol, um hormônio que, em quantidades elevadas (situações de ansiedade, por exemplo). aumenta o stress, diminui as defesas do sistema imunológico e acentua o acúmulo de gordura no corpo.
TR e obesidade: as recomendações para prevenir ou tratar o sobrepeso e a obesidade enfatizam a adoção do exercício aeróbio. No entanto, muitos estudos apontam que o TR é bastante eficaz para elevar a taxa de metabolismo em repouso (o quanto de calorias o indivíduo queima sem fazer exercício), que diminui com a idade e está relacionado à perda de massa muscular. O TR diminui e interrompe esta perda e ainda promove o aumento da massa muscular, elevando o metabolismo em repouso. Ao acelerar o metabolismo, o processo de emagrecimento se torna mais rápido e facilitado. É comum pessoas que iniciaram um TR manterem o peso corporal, mas a maioria dos treinamentos resultam em redução da gordura corporal. O que parece fazer com que o peso permaneça inalterado é justamente o aumento da massa muscular. Em contrapartida, os programas que se baseiam somente em atividades cardiovasculares para emagrecimento causam diminuição da gordura corporal e do peso, sem exercer efeito significativo na massa muscular.
Por Renato Dutra
http://veja.abril.com.br/blog/saude-chegada/treinamento/as-vantagens-da-musculacao-forca-e-saude/

Caminhada emagrece? Depende


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Muita gente me pergunta se a caminhada é um bom método para emagrecer. Sim e não. Não é um bom método se a quantidade diária de caminhada for insuficiente para provocar um gasto calórico maior que a ingestão calórica do praticante. Sim, é um excelente método, desde que haja uma quantidade diária de passos igual ou superior a 10.000 e que a alimentação seja controlada e balanceada – preferencialmente supervisionada por um profissional da área de nutrição.
A armadilhaPara obter resultados satisfatórios, é essencial que o caminhante tenha um controle preciso sobre o número de passos diários. Do contrário, fica fácil cair na armadilha de achar que está se exercitando e exagerar na alimentação. E nesse caso, todos sabemos o que acontece, certo? Não é raro escutar de alguém que vem caminhando diariamente a frase clássica: “Estou andando 40 minutos, três vezes por semana, por que não consigo emagrecer?” Volto a afirmar, agir e pensar desta forma ingênua é cair na armadilha da caminhada. Se o objetivo realmente for emagrecer, então é absolutamente necessário ter um controle rígido sobre o número de passos e as calorias ingeridas diariamente.
Não desanimeO controle sobre o número de passos é mais simples do que se imagina – para isso existe o pedômetro. Há no mercado diversos modelos e variadas marcas. Esses aparelhos são voltados para contar o número de passos dados por um indivíduo. Para utilizá-lo basta prendê-lo na cintura e calibrar o tamanho da sua passada (ela varia de pessoa para pessoa) seguindo o manual do fabricante.
E, por experiência, eu afirmo que os números registrados no aparelho nos motivam a atingir patamares cada vez mais altos. Tenho monitorado algumas pessoas que alegam não ter “tempo” para se exercitar e minhas expectativas foram superadas pelos resultados alcançados. Pessoas que juravam não ter sequer 30 minutos diários para caminhar, hoje usam 15 ou 20 minutos que sobram na hora do almoço para andar ou fazer uma caminhada extra. Tem sido muito gratificante ouvir coisas como: “Professor, estou dando 11.000 passos, mas quero chegar nos 12.000.”
Eu mesmo venho andando um pouco mais e tenho me divertido com o uso deste aparelho. Os pedômetros vêm sendo objeto de diversas pesquisas e os resultados têm sido muito animadores. Indivíduos que mantiveram média superior a 5.000 passos diários obtiveram diminuição da pressão arterial, melhora nos índices de condicionamento físico, perda de peso e outros importantes benefícios à saúde.
Uma históriaPassei por uma experiência interessante recentemente. Estive ministrando uma palestra para estudantes de Odontologia e tive o prazer de conhecer o doutor Carlos de Paula Eduardo, diretor da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), um apaixonado por caminhada e adepto há mais de dez anos do pedômetro. Como tínhamos algum tempo antes da palestra, aproveitamos para….. caminhar. Durante o exercício, doutor Carlos falou do prazer que sente nos dias em que ultrapassa os 10.000 passos e que inclusive chega a utilizar os shopping centers para caminhar nos dias de muita chuva. Uma excelente idéia para muitos. Para finalizar, gostaria de sugerir a leitura de um estudo que reúne diversas pesquisas sobre os benefícios das caminhadas utilizando o pedômetro.

É possível retardar o envelhecimento?



(Foto: Thinkstock)
De todos os atributos físicos que declinam com o passar dos anos, a velocidade é o que mais se deteriora. Essa situação fica nítida quando colocamos um time de jogadores de 20 anos de idade para enfrentar uma equipe de atletas veteranos. Os arranques, as mudanças de direção executadas pelos jovens dão a impressão de que os mais velhos estão “grudados” no chão.
Só resta nos conformarmos? Ou será que há como lutar contra isso?
Primeiro, é preciso entender por que ficamos mais lentos à medida que envelhecemos. Um fator importante nessa queda de rendimento é a perda da massa muscular, um processo chamado sarcopenia. A maioria de nós terá uma diminuição de 10% dos tecidos musculares entre os 25 e 50 anos. Após os 80 anos, a redução chegará a 45%.
Para exemplificar esse declínio: o bíceps de um bebê possui cerca 500.000 fibras musculares, enquanto o de um homem de 80 anos terá somente 300.000.
À medida que envelhecemos, também diminuímos a produção do hormônio do crescimento (GH), o que reduz o nível de síntese de proteínas e diminui a capacidade de renovação celular. Nosso corpo tem basicamente dois tipos de fibras musculares, as de contração rápida (menos resistentes, porém potentes) e as de contração lenta (mais resistentes e bem menos potentes). Adivinhe qual o tipo que mais decai com a idade? As fibras de contração rápida. Por isso os especialistas dizem que é mais fácil manter a resistência do que a velocidade.
Durante muito tempo acreditou-se que as corridas de longa duração e baixa intensidade seriam ideais para cuidar da saúde na idade mais avançada. Hoje se sabem, no entanto (e isso já foi divulgado por Chegada), a liberação do hormônio GH é diretamente proporcional à intensidade do exercício. E o recrutamento das fibras de contração rápida também depende da intensidade do esforço.
Isso coloca em xeque a crença de que “velhinhos” não podem realizar atividades de muita explosão. Na verdade, é o contrário. Quanto mais idosos, mais necessitamos de estímulos explosivos para retardar o processo natural de envelhecimento.
Claro que os praticantes com mais idade precisam antes ser submetidos a todos os exames médicos e a um período de adaptação a protocolos de treino mais exigentes. Muitos estudos, porém, vêm testando idosos e com muito sucesso.
E há diversas possibilidades para que possamos imprimir um grau de esforço elevado e com menor impacto: bicicleta, hidroginástica e a natação são opções interessantes neste sentido.
Em resumo, não adianta atribuir toda a culpa pela deterioração da condição física à idade. O envelhecimento tem um papel importante nisso, claro, mas parte dessa queda é resultado da ausência de estímulos adequados. E é possível retardar esse processo. Basta acelerar – no treino – para desacelerar – na idade!
Fonte: Godfrey RJ, Madgwick Z, Whyte GP.The exercise-induced growth hormone response in athletes. Sports Med. 2003;33(8):599-613.