domingo 28 2012

Goldie Hawn sai de casa sem maquiagem e fica quase irreconhecível


Gente

Goldie Hawn ao natural e produzida
Goldie Hawn ao natural e produzida (Reprodução/Huffington Post e Stephen Lovekin/Getty Images)
A caça às celebridades em "estado natural" é um dos ramos mais cruéis da indústria de fofocas. Seu alvo são as imperfeições de gente bela e talentosa. O propósito é satisfazer os baixos instintos de quem acompanha os famosos - embora muitas vezes objetivos "filosóficos" como mostrar que todos são humanos e que todos envelhecem sejam mencionados. A vítima mais recente da indiscrição dos fotógrafos foi a atriz americana Goldie Hawn. O site The Huffington Post publicou foto da atriz sem maquiagem e apontou a passagem do tempo para a protagonista de A Morte lhe Cai Bem (1992), de 66 anos. Vista em outra foto, tirada em abril, durante o jantar de gala dos correspondentes estrangeiros na Casa Branca, Goldie parece outra pessoa. A publicação, como é de costume, ofereceu uma moral para a história: até as celebridades, disse o texto, têm seus dias de briga com o espelho.

Descoberto o mais antigo enterro real maia na Mesoamérica


Arqueologia

Figura de abutre encontrada entre artefatos na Guatemala indica que a tumba teria sido feita para um governante ou importante líder religioso

Contas de jade encontradas na tumba real
Peças de jade encontradas na tumba real na Guatemala (AFP)
Arqueólogos guatemaltecos anunciaram nesta quinta-feira a descoberta de uma tumba real maia que pode ser a mais antiga da Mesoamérica (região que engloba o sul do México e os territórios da Guatemala, El Salvador, Belize e algumas partes da Nicarágua, Honduras e Costa Rica). No parque arqueológico Tak'alik Ab'aj, a cerca de 200 quilômetros da capital do país, Cidade da Guatemala, foram encontrados adereços -- como braceletes e colares -- e peças em miniatura de jade azul que teriam pertencido a um governante ou líder religioso dos primeiros anos da civilização maia. De acordo com o arqueólogo Miguel Orrego, do Instituto de Antropologia e Historia de Guatemala, a tumba data de 700 a 400 antes de Cristo.
Entre os objetos de jade, foi encontrado um colar no qual estava retratada uma figura humana com cabeça de abutre. Em razão disso, o governante recebeu o nome de K’utz Chaman, que em maia quer dizer “avô abutre”. O colar com a figura de abutre indica que a pessoa enterrada era um ajaw, um governante, porque o símbolo representava poder e status econômico e era entregue a anciãos respeitados. Não havia ossos no local, os quais provavelmente se desintegraram ao longo dos séculos. Os arqueólogos calcularam a data por exames de radiocarbono.
"Este enterro se situa no amanhecer da era maia, razão pela qual pode ser considerado o mais antigo enterro real com um enxoval tão sofisticado encontrado na Mesoamérica", afirmou Christa Schieber, também antropóloga do Instituto de Antropologia e História da Guatemala.
A costa sul guatemalteca foi habitada a princípio por olmecas, cultura que entrou em declínio por volta de 400 a.C, quando os maias estavam começando se desenvolver.  
Pelo período em que viveu, o "avô abutre" pode ter sido “uma ponte entre as duas culturas”, de acordo com Orrego. Isso porque ele pode ter sido o primeiro a introduzir elementos característicos da cultura maia, como a construção de pirâmides e a representação de famílias reais. 
Os maias chegaram a dominar uma área da América Central que englobava os atuais territórios de Honduras ao centro do México entre 250 e 800 depois de Cristo.

Três orientações para a semana do Enem



Diminua o ritmo de estudo

Para Alessandra Venturi, coordenadora pedagógica do Cursinho da Poli, é hora de desacelerar, mesclando turnos dedicados a revisão do conteúdo e momentos de relaxamento. Confira abaixo outras orientações:
1. Revise conteúdos
O que não foi aprendido ao longo do ano dificilmente será assimilado na última semana. Por isso, a regra agora é revisar conteúdos já conhecidos. Isso deve aumentar a confiança do estudante. Se fizer o contrário, tentando reter informações novas, ele provavelmente se sentirá inseguro e achará que não sabe nada.

2. Diminua o ritmo de estudo
Ainda que o foco seja apenas revisão, é importante não exagerar:
- dedique no máximo 50 minutos a cada disciplina
- faça intervalos de 10 minutos a cada 50 minutos de estudo
- evite jornadas muito extensas, comuns na reta final de exames: dedique-se no máximo cinco horas por dia. De preferência, divida o estudo entre os períodos da manhã e da tarde
3. Visite o local da prova
Para evitar atropelos na hora da prova, escolha um dia da semana para visitar o local onde fará o exame. Faça todo o trajeto que de fato será utilizado no dia da avaliação. O mesmo vale para o meio de transporte: quem pretende ir de ônibus para a prova, deve simular o trajeto de ônibus (raciocínio idêntico serve para quem vai de carro, a pé etc.). Informe-se ainda sobre eventuais alterações no tráfego de veículos aos finais de semana, tendo em mente que o Enem ocorre no sábado e domingo. Preocupar-se com isso agora é fundamental. Lembre-se de que, todos os anos, muitos candidatos chegam atrasados e ficam de fora da avaliação: a organização não permite a entrada de ninguém após o horário determinado.

Controle stress e ansiedade

O psicólogo Alexandre Maia, autor do livro Preparo Emocional para Passar em Provas e Concursos, dá orientações para manter o equilíbrio:
1. Faça exercícios físicos
Ansiedade é um sentimento crescente faltando uma semana para as provas. A melhor forma de aliviar a tensão é colocar o corpo em movimento. Os estudantes habituados a realizar atividades físicas devem manter a rotina. Para os sedentários, a orientação é simples: caminhe ao menos três vezes na semana – cada passeio deve durar ao menos 30 minutos.
2. Durma bem
Noites bem dormidas são essenciais para renovar mente e corpo para os momentos de vigília. Para evitar a temida insônia, valem três orientações antes de ir para a cama à noite:
- tome um banho morno
- encerre os estudos três horas antes de se deitar
- entre o fim dos estudos e a hora de ir para cama, realize atividades prazerosas (game, TV etc.)
3. Exercite a respiração
Quando nos sentimos muito ansiosos ou receosos, como às vésperas do Enem, descuidamos de algumas rotinas essenciais ao equilíbrio. É o caso da respiração: os mais agitados chegam a desenvolver até uma respiração ofegante em situações extremas. Uma forma de buscar o equilíbrio é exercitar a respiração. Basta sentar-se em um lugar tranquilo e, em seguida, inspirar e expirar o ar pausadamente durante 20 ou 30 vezes. O exercício pode ser realizado duas vezes ao dia.
4.  Divirta-se, mas sem excessos
Relaxar é a palavra de ordem para sexta-feira, véspera do Enem. Nesse dia, vale passear com o cachorro, ir ao cinema, ao parque ou a algum restaurante de sua preferência. Ir à balada não é uma boa ideia: agitação em excesso pode prejudicar corpo e mente.

Cuide da alimentação e garanta energia para provas

A nutricionista Patrícia Frenhani, professora da PUC-Campinas, indica cardápios para evitar sonolência e garantir energia:
1. Alimente-se a cada três horas
Realizar longos jejuns prejudica o raciocínio e pode provocar tonturas – tudo o que estudante não quer às vésperas do exame. A recomendação, neste caso, é comer a cada três horas, totalizando cinco refeições diárias: café da manhã, lanche matinal, almoço, lanche vespertino e jantar. Confira sugestões de cardápio para cada uma das refeições:
café da manha: leite ou iogurte desnatado, pão integral com queijo branco magro
lanche da manhã: barra de cereal ou fruta ou suco
almoço: arroz integral, feijão, carne magra (de preferência frango ou peixe), legumes e salada. Massa integral é uma boa opção
lanche vespertino: fruta ou suco
jantar: siga as mesmas orientações do almoço
2. Coma frutas e cereais
Para combater a ansiedade e auxiliar no raciocínio, inclua na dieta alimentos que contêm vitaminas do complexo B, como cereais, pães e bolos integrais, leite, vegetais e frutas.
3. Beba muito líquido
O ideal é ingerir cerca de dois litros de água por dia – o que representa de oito a dez corpos. Sucos naturais de fruta e água de coco também são recomendados. Refrigerantes, vale lembrar, provocam sensação de estufamento e devem ser evitados nesta fase.
4. Evite bebidas estimulantes
Às vésperas da prova, muitos estudantes abusam de bebidas estimulantes, como energéticos e café. É um erro. Em doses excessivas, as bebidas causam insônia e podem inclusive aumentar a ansiedade.


Enem: use os dias que antecedem a prova a seu favor


Ensino médio

Reduza a carga de estudo, cuide da alimentação e do sono e controle a ansiedade. Essas são algumas das orientações dos especialistas

Lecticia Maggi
Adolescente estudando
Especialistas indicam o que estudar e como manter a calma na última semana antes do Enem (Thinkstock)
No próximo fim de semana, quase 6 milhões de estudantes enfrentarão o desafio acadêmico do ano: o Enem. Depois de tanta preparação, não vale a pena descuidar de detalhes. Por isso, VEJA.com ouviu professores, psicólogos, nutricionistas e até advogados para saber quais os cuidados necessários nos dias que antecedem a avaliação – e no próprio fim de semana do exame. Eles lembram o que é imprescindível levar no dia da prova, dão orientações para aumentar a concentração e cuidar da alimentação e do sono (as informações estão no quadro abaixo) e ensinam até o que fazer caso a organização da avaliação apresente problemas, como já ocorreu em edições passadas. Confira o calendário da publicação desses temas:
segunda-feira: como usar a sua nota no Enem
terça-feira: o que fazer caso ocorram problemas de organização do exame
quarta-feira: regras da prova que você não pode esquecer
sexta-feira: orientações para os dias de prova
Para colher as melhores orientações, foram ouvidos a professora Alessandra Venturi, coordenadora pedagógica do Cursinho da Poli, a nutricionista Patrícia Frenhani, professora da PUC/Campinas, e o psicólogo Alexandre Maia, autor do livro Preparo Emocional para Passar em Provas e Concursos. Eles concordam que a ansiedade, fruto da pressão por bons resultados, cresce de forma exponencial nesta semana, mas avisam que é possível trabalhar para combater esse processo e buscar o equilíbrio – chave para o bom desempenho. "É preciso preparar-se para suportar a ansiedade", resume Maia. Confira a seguir as orientações. 

Habilidade matemática está relacionada à capacidade intuitiva de estimar área e quantidade


Pesquisa

Pesquisa mostra que pessoas que se saíram melhor em testes intuitivos, nos quais tinham que estimar valores, tiveram melhores resultados em exercícios formais de matemática

Matemática
Matemática: A relação entre a capacidade intuitiva e habilidades formais pode explicar porque algumas pessoas têm mais dificuldade para aprender essa matéria na escola (Thinkstock)
A habilidade matemática dos seres humanos pode estar relacionada com uma capacidade inata de estimar quantidades, que também está presente em animais. É o que mostra uma pesquisa realizada na Universidade de Emory, nos Estados Unidos, e publicada online na edição desta semana da Proceedings of the Nacional Academy of Sciences of the United States of America(PNAS).
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Nonsymbolic number and cumulative area representations contribute shared and unique variance to symbolic math competence

Onde foi divulgada: Proceedings of the Nacional Academy of Sciences of the United States of America (PNAS)

Quem fez: Stella F. Lourenço, Justin W. Bonny, Edmund P. Fernandez e Sonia Rao

Instituição: Universidade de Emory

Dados de amostragem: 65 estudantes universitários

Resultado: As pessoas que se saíram melhor na hora de estimar quantidades tiveram notas mais altas nos exercícios de aritmética, enquanto os que foram melhor no teste de área tiveram melhores resultados com os exercícios de geometria.  
Até hoje, diversos estudos mostraram que tanto seres humanos quanto animais possuem uma capacidade de estimar a quantidade e o tamanho de objetos sem fazer contas ou medições. Nos seres humanos essa capacidade se manifesta muito cedo, desde recém-nascidos.
Elizabeth Brannon, pesquisadora da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, estudou essa habilidade em bebês e macacos. Em um teste realizado com bebês, duas sequências de imagens eram mostradas a eles simultaneamente. Em ambas, pontinhos pretos mudavam de posição à medida que as imagens passavam. A diferença era que em uma delas havia sempre a mesma quantidade de pontos, e na outra a quantidade ia aumentando e diminuindo. Os estudo mostrou que, após um curto espaço de tempo, o bebê começa a olhar apenas para a sequência em que a quantidade de números muda. De acordo com Elizabeth, isso demonstra que os eles são capazes de perceber as mudanças na quantidade de elementos nas imagens.





Segundo Elizabeth, essa habilidade já foi descrita também em pombos, ratos, galinhas, macacos e até peixes. Para ela, uma possível explicação para o surgimento dessa habilidade vem de tempos remotos, quando os indivíduos precisavam estimar o tamanho de um bando inimigo para saber se valia a pena ou não travar uma disputa com ele.
Apenas humanos – Apesar de compartilharmos essa característica inata com os animais, a capacidade de utilizar a matemática simbólica, ou seja, com conceitos e operações, é restrita aos humanos. 
A pesquisa desenvolvida na Universidade de Emory mostrou que essa capacidade intuitiva, denominada sistema de aproximação numérica (approximate number system – ANS), está relacionada com a competência matemática. Para isso, foram realizados três tipos de testes. No primeiro, 65 estudantes universitários estimaram, entre dois conjuntos, qual era maior em número e área. Eles também responderam uma série de exercícios avançados de aritmética e geometria e, por último, exercícios de linguagem, sem nenhuma relação com matemática ou conceitos numéricos.
Os resultados mostraram uma relação entre a ANS e os resultados nos testes formais de exatas. Além disso, os pesquisadores observaram que as pessoas que se saíram melhor na hora de estimar quantidades tiveram notas mais altas nos exercícios de aritmética, enquanto os que foram melhor no teste área tiveram melhores resultados com os exercícios de geometria.  
Controle – Os testes de linguagem foram realizados justamente por não terem nenhuma relação com a matemática, seja ela verbal ou não. Stella Lourenço, integrante do grupo de pesquisadores, explica que esses testes foram feitos para que a inteligência geral da pessoa pudesse ser desconsiderada na hora de medir os resultados da pesquisa. 
Isso significa que o objetivo era descobrir se a pessoa tinha ido bem no teste de matemática intuitiva e formal apenas por ter um alto nível de inteligência ou realmente devido à relação existente entre as duas competências. Como os resultados no teste de língua não seguiram um padrão, como ocorreu nos de matemática, os autores do estudo concluíram que os resultados se referiam realmente à habilidade matemática intuitiva relacionada à formal.
Perspectivas - Para a pesquisadora, essa relação entre a ANS e habilidades matemáticas específicas pode explicar porque algumas pessoas têm mais dificuldade para aprender matemática na escola. "Uma possibilidade é que as pessoas que têm representações não-verbais de quantidade e área menos precisas tenham mais dificuldade para aprender matemática. Talvez essa habilidade não-verbal não tenha sido plenamente desenvolvida nessas pessoas", disse Stella, ao site de VEJA.
Ela ainda afirma que os próximos passos da pesquisa já estão em andamento. Entre eles, está a realização de testes com crianças que ainda não tiveram contato com a matemática formal, da escola. "Nós queremos acompanhar o desenvolvimento dessas habilidades", diz.

MENSALÃO - As opções



Dirceu: quer ficar perto de casa
José Dirceu já discute com os mais próximos as opções. Qual é a melhor prisão, a mais adequada? Até agora, a escolha vem recaindo numa penitenciária de Campinas, que fica próxima de sua casa de campo em Vinhedo.
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/afinal-qual-a-prisao-mais-adequada-para-jose-dirceu/

Em São Paulo, uma eleição acirrada e o projeto político de Lula


Eleições 2012

Campanhas sacaram todas as armas, dando o tom hostil que marcou o segundo turno entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT)


O candidato à Prefeitura de SP José Serra (PSDB) vota no Colégio Santa Cruz, no Morumbi - Danilo Verpa/Folhapress
                 
























O paulistano vai às urnas neste domingo para escolher o prefeito da cidade após uma campanha de segundo turno marcada pelo clima hostil que predominou no horário eleitoral, nos debates e na campanha na rua. José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) concentraram suas campanhas em exibir ao eleitor os calcanhares de Aquiles do adversário, numa “guerra ética” declarada, além de confrontarem as realizações das gestões do PT e do PSDB em São Paulo.
Do lado tucano, Serra explorou a condenação de petistas no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), na semana seguinte à votação do primeiro turno das eleições municipais. Serra questionou a honestidade do partido e vinculou a figura de Haddad aos mensaleiros, afirmando que se o petista for eleito, os condenados voltarão à política em cargos na prefeitura. “Não vai ter desempregado do mensalão no meu governo”, afirmou Serra durante debate no SBT. No primeiro dia da propaganda eleitoral na TV, o tucano disse que ganhar a eleição em São Paulo é para o PT "ponto de honra para esconder o mensalão". Eleger Haddad em São Paulo é o projeto políEleiçõestico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano do julgamento do mensalão, que tentou evitar que coincidisse com o pleito municipal. Foi Lula quem impôs a candidatura de Haddad ao PT na capital paulista.
Serra também criticou a atuação de Haddad como ministro da Educação, afirmando que o petista foi o "pior ministro" do MEC, colocando em xeque sua capacidade gestora. Também houve menção ao kit gay – material didático anti-homofobia elaborado pelo MEC, mas vetado pela presidente Dilma Rousseff por pressão da bancada evangélica.
Para Haddad, o trunfo maior continuou sendo a renúncia de Serra em 2006, quando era prefeito de São Paulo, para concorrer ao governo do estado. Na campanha da TV, usou imagens do próprio Serra dizendo que não deixaria a prefeitura e também afirmando que não se candidataria ao pleito que agora disputa. A campanha também relacionou Serra a continuidade da gestão Kassab, mal avaliada pelo paulistano.
Saúde – Um dos principais temas do segundo turno foi a saúde, considerada a maior preocupação dos paulistanos. As campanhas petista e tucana travaram uma guerra de informação e contrainformação sobre a contratação de organizações sociais (OS) para a gestão de hospitais públicos.
Os tucanos entregaram em cinco bairros da periferia milhares de folhetos que acusam o PT de querer encerrar a parceria de entidades privadas com hospitais públicos. Em resposta, aliados e cabos eleitorais de Haddad passaram a visitar unidades de saúde para dizer a usuários e funcionários que a informação é falsa.
Na reta final, o Bilhete Único foi a bola da vez. Serra anunciou, na última semana antes da votação, uma proposta de ampliar os benefícios do bilhete, causando a reação de Haddad. O petista afirmou que se tratava de uma “cópia malfeita" do seu projeto de criar o Bilhete Único Mensal. Já Serra afirmou que o petista tem "inveja" de seu plano.
Vale lembrar que o tema é delicado, pois uma proposta mal elaborada de tarifa proporcional tirou da disputa Celso Russomanno, que liderou as pesquisas na maior parte do primeiro turno. O candidato derrotado decidiu não apoiar ninguém no segundo turno. Serra recebeu apoio de Soninha Francine (PPS) e Paulinho da Força (PDT), enquanto Haddad foi apoiado por Gabriel Chalita (PMDB). 
Nas pesquisas do segundo turno, Haddad aparece na frente nas três consultas divulgadas pelo Instituto Datafolha. Na última delas, a diferença era de 15 pontos, com Haddad registrando 49% das intenções de votos e Serra, 34%. Mas, a despeito dos números, é o paulistano quem decide o próximo a ocupar a cadeira de prefeito no quinto andar do Edifício Matarazzo. Serra venceu o primeiro turno com uma pequena diferença de Haddad – o tucano obteve 30,75% dos votos válidos, contra 28,99% do petista –, o que cria a expectativa de uma disputa que será decidida voto a voto.