segunda-feira 05 2017

Negócio para você comprar e vender milhas muda mercado de viagens


Conheça a história do empreendedor por trás da empresa mineira que movimenta mais de 4 bilhões de milhas aéreas no Brasil

Todos nós merecemos férias. Mas os custos de viajar de avião são tão proibitivos que, enquanto um americano viaja, em média duas vezes por ano, o brasileiro faz uma viagem a cada quatro anos.
Por outro lado, todo ano, cerca de 25 bilhões de milhas aéreas e 50 bilhões de pontos de cartão de crédito que poderiam ser trocados por passagens expiram por falta de uso.
Para conectar esses dois mundos, surgiu a MaxMilhas: uma plataforma online nascida em Belo Horizonte de compra de passagens aéreas e venda de milhas que já movimentou mais de 4 bilhões de milhas, transformando a vida de milhares de pessoas pelo caminho.
Por trás desse negócio está Max Oliveira, empreendedor mineiro que começou vivendo na pele o problema que, meses depois, viraria seu negócio.

A passagem aérea nunca comprada que levou o empreendedor mais longe

Max sempre viajou muito: já chegou a morar em Belo Horizonte, São Paulo e Vitória. Um dia, comprando uma passagem aérea de Vitória para BH, para visitar a namorada, o site apresentou um problema e o pagamento não foi realizado. Ele teve que reiniciar a compra, mas, nesse meio tempo, a passagem passou de R$ 100 para R$ 500,00.
“Tinha achado os 500 reais um absurdo e acabei não viajando. Acho que se eu não fosse pão-duro não existiria a MaxMilhas. Todo empreendedor é muito inconformado. Se não fosse essa indignação, a MaxMilhas nunca teria nascido.”
O que Max observou é que o valor da passagem em milhas não tinha mudado. O problema é que ele não tinha nenhum crédito para usar. Pensou em ligar para os amigos pedindo, mas percebeu que seria uma situação estranha.
Foi aí que veio a ideia: e se existisse uma plataforma em que as pessoas que têm milhas estivessem dispostas a vender a quem precisa viajar? “Eu não pensava em abrir um negócio, por isso contava pra todo mundo.”
Nessas conversas, Max só tinha a hipótese de que as pessoas gostariam de vender suas milhas. O que ia se confirmando cada vez que ele falava com alguém. Sem saber, essas conversas eram formas de validar com o público de interesse se o negócio que ele imaginava tinha demanda real e as pessoas estariam dispostas a pagar por ele.
Porém, ele não era especialista em milhas. Até então, sua única experiência com milhas era de uma viagem que fez para o exterior, usando os pontos do seu tio. O que não impediu o empreendedor de perseguir essa ideia.

Fazendo check-in no mundo para entender a que veio

A inspiração mais forte de Max está no seu próprio nascimento. Sua mãe deu à luz muito nova, quando tinha apenas 18 anos de idade. E, desde pequeno, ele sempre se esforçou para provar que fazia sentido ter vindo ao mundo, que sua existência tinha um significado maior.
Começou se dedicando ao esporte: desde a adolescência jogava futebol, praticava judô e até bateu recorde fazendo atletismo no colégio em que estudou nos Estados Unidos, durante o high school.
De lá, estudou engenharia e fez carreira nas duas maiores empresas privadas do Brasil: a Ambev e a Vale, como engenheiro de produção. Até então, seus planos eram trabalhar muito para um dia se tornar diretor.
Mas um dia, enquanto lia uma reportagem na Revista Época, deparou-se com outra figura que também influenciaria sua vida, mesmo que à distância: Jorge Paulo Lemann. Pela reportagem, Max passou a conhecer a trajetória do empreendedor e suas conquistas, o que fez ele refletir sobre o que um homem é capaz de realizar.
Na época, Max vivia um grande conflito de cultura na Vale, onde trabalhava. Não eram as pessoas, nem o trabalho que incomodavam o futuro empreendedor: era o modo de tomar decisões, e a política que envolvia todos os cargos da companhia.
“Até então, quando ouvia na faculdade que precisava encontrar uma empresa com valores parecidos com o meu, pensava que era besteira. A gente brincava que o único valor que importava era o do contracheque mesmo. Mas, conforme o tempo foi passando, comecei a achar sem graça um dia me tornar diretor.”
“Quando eu era menino, era muito sonhador. Escrevia música desde pequeno, já tive uma banda no colégio, me dedicava muito aos esportes. Mas, quando você vira adulto, tem que parar de sonhar, passar na faculdade, encontrar um emprego, fazer carreira…Eu via que tinha parado de sonhar e me perguntava: poxa, quando eu chegar no fim da vida, o que vão falar sobre mim?”
A trajetória empreendedora de Lemann acabou servindo de inspiração para quem Max um dia queria se tornar. “Quero que digam que eu vim ao mundo e mudei a vida das pessoas de forma significativa, pessoas que eu nem conheço.”
Essa foi a motivação que fez Max trazer aquela ideia da plataforma de milhas para o mundo real.

Pilotando o novo negócio

No início, o projeto não passava de um hobby. Max conta que, como não acreditava muito se aquilo daria certo, trabalhava nele à noite e nos finais de semana, enquanto trabalhava na Vale e ainda estudava para fazer um MBA no exterior.
A plataforma não passava de um Power Point interativo que tirava a dúvida das pessoas e indicava como o processo de troca das milhas poderia ser feito. O que hoje chamamos de MVP, para Max, era empreender na raça.
“Nossa meta era vender uma viagem por dia. Se nós conseguíssemos impactar a vida de uma pessoa todo dia, já valia a pena.”

Companheiros de bordo

Mas, para criar uma empresa de tecnologia quando a matéria na faculdade que mais teve dificuldades foi programação de computadores, era preciso ir atrás de um sócio. E ali estava o lado positivo de contar para todo mundo sua ideia.
Max encontrou dois parceiros: Conrado Abreu, que cuidava do lado operacional do negócio, e Hiran César, que era responsável pela tecnologia. Enquanto o primeiro era irmão de consideração de Max, o segundo chegou até ele por indicação de um amigo.
“Eu não conhecia ele e chamei para ser sócio. Era como conhecer alguém na balada, achar legal e já propor casamento e filhos.”
Como em todo casamento pode haver o divórcio, e a relação não durou tanto. Em 2014, o sócio saiu do negócio e Max continuou ao lado de Conrado, dividindo as responsabilidades da empresa.

O Day1 da MaxMilhas

Seis meses depois de dar o start, em julho de 2013, Max aproveitou as férias da Vale para viajar a São Paulo e fazer networking.
Voltou inspirado com as possibilidades que encontrava para o futuro da MaxMilhas e com o crescimento contínuo, mesmo que ainda tímido, no número de vendas.
Foi no primeiro dia de volta das férias, durante um feedback com a sua gerente, que ele pediu demissão. Era hora de se dedicar inteiramente para a MaxMilhas.
“No outro dia, peguei o carro e fui dirigindo de Vitória para BH, voltando para casa. Percebi que o site começou a ter muitas vendas. A média era de 5 por dia e estávamos com 30. Parecia mesmo que aquela tinha sido a decisão certa.”
“Porém, quando cheguei em casa, fui analisar de perto os números e levei um susto: descobri que aquele resultado era fruto de uma fraude. Estávamos sendo vítimas de um golpe. Foi ali que aprendi pela primeira vez como empreender é uma montanha-russa. Horas antes eu estava entusiasmado e radiante com a decisão de sair da Vale, e depois tudo já estava diferente.”

Passada a turbulência, o negócio decolou

No final daquele mesmo ano, a MaxMilhas ganhou o prêmio INFO Start como a startup do ano. E o mais inusitado é que, até ganhar esse prêmio, o Max não tinha ideia de que sua empresa era uma startup.
Sua bagagem de engenharia na Ambev e na Vale nunca o colocaram em contato com o ecossistema empreendedor. Foi a partir dali que ele traçou um paralelo entre o conceito de manufatura enxuta que viu nas fábricas que atuou e o de startup enxuta, de Eric Ries, para profissionalizar a gestão do negócio.
Em 2014, foi acelerado pela 21212 Digital Accelerator, onde encontrou uma comunidade com a qual poderia trocar, aprender e que apresentou a ele a Endeavor.
Enquanto ele crescia, participava de diferentes programas de apoio e mentoria. Começou no programa Startup Network; logo depois, participou do Scale-Up Minas Gerais e, agora, acaba de se tornar Empreendedor Endeavor, aprovado no Painel Internacional no Painel Internacional de Seleção (ISP) da Endeavor.
De todas as mentorias, uma das que mais marcou foi a de Ronaldo Cunha, padrinho do empreendedor durante o programa Scale-Up Minas. O ex-CMO da Netshoes, compartilhando muito da experiência que tinha, sempre provocava o empreendedor com a pergunta:
– E aí, quando vocês vão se tornar uma empresa de 1 bilhão?
“Eu achava que já pensava grande e ele me dizia pra pensar maior ainda”, conta Max. “Não era pelo faturamento em si, mas pelos recursos necessários para criar um negócio que revolucione o mercado. Uma empresa de 10, 100 milhões não tem um poder transformador tão grande quanto uma de 1 bilhão.”
É por isso que hoje o sonho grande de Max não é apenas consolidar um novo segmento de mercado, mas, principalmente, liderá-lo. “Quando digo isso na empresa, as pessoas ficam achando que sou louco. Mas eu quero levar isso para o resto do mundo. Nós sabemos que não existe um modelo de negócios assim nos EUA, na China, na Europa…”
O que eu quero é um dia olhar para trás e ver de maneira clara que existiu uma era pré e pós MaxMilhas no mercado de passagens aéreas.

A altitude do sonho é grande, mas a rota é segura

“O que me guiou foi a vontade de fazer acontecer. Não lembro de termos feito um planejamento em longo prazo, com foco nos resultados. Era muito mais vontade e execução, do que fé.”
E se o objetivo de Max, ao iniciar esse negócio, era impactar a vida das pessoas, algumas histórias já mostram que isso está se realizando.
Como a do casal que convidou o empreendedor a se tornar padrinho de casamento deles. Isso porque o relacionamento a distância dos dois, durante o namoro, só foi possível por conta do preço baixo das passagens aéreas que eles compravam pelo site.
Outro exemplo legal é o do pai que enviou um e-mail para o time contando que, graças a eles, ele pôde assistir ao nascimento do seu filho. Sua esposa tinha entrado em trabalho de parto antecipado, enquanto ele viajava, e o preço das passagens aéreas estava muito alto, por conta da urgência. As milhas de outra pessoa, que ele nem conhecia, acabaram sendo usadas para ele viajar.
Essa visão de impacto não está associada apenas aos clientes, mas também aos 90 funcionários da empresa.
“Hoje, todo mundo da MaxMilhas ganha 20 mil milhas pra viajar nas férias. Tinha gente que nunca tinha viajado de avião, então a gente proporciona a essa gente a experiência que os nossos clientes também têm, para que entendam o impacto daquilo que fazemos todos os dias.”
“No começo, eu não acreditava muito que aquela ideia poderia ser um negócio, muito menos com a visão de horizonte e impacto que temos hoje. Mas, de certa forma, sempre fui guiado por uma frase: ‘se não existisse impossível, até onde você conseguiria ir?’. Ouvi isso na Endeavor e carrego comigo desde então. Se não der certo, eu vou menos longe; mas ainda assim, vai ser muito mais alto do que um dia pensei em chegar.”
http://exame.abril.com.br/pme/como-este-negocio-mudou-o-mercado-de-milhas-no-pais/

domingo 04 2017

O DEUS de SPINOZA



“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade
fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo
o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,
no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,
de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar
a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar,
que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida,
que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada,
terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste,
se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias
teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui,
que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza

sábado 03 2017

Por que a Vigilância Sanitária fecha alguns restaurantes?

Em busca de maior comodidade e praticidade no dia a dia, grande parte dos brasileiros tem se alimentado cada vez mais fora de casa. Apesar deste aumento de consumo ter impulsionado a abertura de novos restaurantes, a desconfiança dos consumidores cresceu diante dos relatos de interdições feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Em 2014, o Ministério da Saúde e a ANVISA apontaram que apenas 38% de dois mil restaurantes pesquisados estão de acordo com as normas da vigilância. O estudo ouviu estabelecimentos distribuídos por 26 cidades brasileiras. Entre os itens analisados estão o controle de temperatura, condição de higienização, utilização de água potável e prevenção de contaminação.

Presença de Insetos e roedores, alimentos mal armazenados, vencidos e a falta de limpeza no local são os motivos mais comuns que levam a Vigilância Sanitária fechar esses estabelecimentos. Grande parte destas falhas acontece por falta de capacitação dos manipuladores de alimentos ou até mesmo da ausência de estrutura para armazenagem de produtos perecíveis.

Como evitar que a Vigilância Sanitária feche seu restaurante

Administrar um restaurante pode parecer uma tarefa simples, mas existe uma série de exigências que precisam ser cumpridas para que seu negócio não corra o risco de ser fechado. Se você quer garantir uma boa avaliação do órgão público, é preciso primeiramente seguir regulamentações, como leis sanitárias e trabalhistas, código de postura e zoneamento do município (regras municipais), normas de segurança e bombeiros (proteção e central de gás).
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Estabelecimentos como hotéis, bares, cafés, restaurantes e fast foods devem prestar atenção em outros fatores que são os campeões para a interdição, como a falta de higiene do local, as más condições de armazenagem dos alimentos, ausência do alvará de funcionamento, licença da vigilância, produtos vencidos e sem identificação ou procedência.
Outro ponto primordial para o bom funcionamento de um negócio está no treinamento da equipe. É importante que o gestor invista em cursos profissionalizantes para motivar os funcionários a trabalharem em um ambiente que siga os conceitos de manipulação e segurança de alimentos em todas as etapas do processo. Uma boa dica sem custo é o treinamento online de manipulação de alimentos oferecido pela ANVISA, onde o colaborador pode realizar de qualquer lugar que estiver, e recebe um certificado se atingir a nota mínima.

Como seguir as práticas da Vigilância Sanitária em seu restaurante?

Além da capacitação profissional, os estabelecimentos devem seguir alguns requisitos primordiais que vão de encontro com as normas da ANVISA, como a manutenção e higienização das instalações, dos equipamentos e utensílios, o controle da água de abastecimento, controle de pragas urbanas, o descarte de resíduos e a garantia do alimento preparado.
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Quando o assunto é higiene, os uniformes também têm papel fundamental. É recomendável que eles sejam da cor branca, para que a sujeira seja notada com facilidade. Esta é uma das funções do avental: proteger o uniforme principal. Não devemos nos esquecer dos calçados emborrachados, das luvas e toucas.
Porém, para não correr o risco de ficar na mira da Vigilância Sanitária, a saída é procurar uma empresa responsável por gestão e segurança de alimentos, para que seu estabelecimento esteja com a documentação e estrutura em ordem.
Tem alguma dúvida sobre como deixar seu restaurante de acordo com as normas da ANVISA? Deixe seu comentário, pois queremos saber quais são as suas dúvidas. Acompanhe nosso blog e saiba tudo sobre gestão de qualidade e segurança de alimentos.


Teremos o maior prazer em te dar todas as instruções para que seu Fast Food e restaurante atenda 100% da documentação exigida pela Vigilância Sanitária.

Exames obrigatórios para manipuladores de alimentos

EXAMES OBRIGATÓRIOS PARA MANIPULADORES DE ALIMENTOS

Manipular alimentos não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Afinal, quando se tem um restaurante, transmitir Doenças Transmitidas por Alimentos, as famosas DTAs, aos consumidores pode resultar em um sério problema de saúde pública. Por isso, é de extrema importância ficar atento à saúde de cada funcionário de seu estabelecimento e a melhor maneira disso acontecer é fazer exames periodicamente, pois, somente assim é possível identificar com antecedência qualquer condição inadequada que impeça que o contratado exerça sua devida função.
Além disso, esta é uma maneira de assegura-los e garantir a integridade física de cada um, evitando futuras complicações. Nesta matéria te contaremos quais exames precisam ser realizados pelos os manipuladores de alimentos e sua periodicidade. Continue lendo para descobrir!

O que é PCMSO e PPRA?

O QUE É PCMSO E PPRA?
Os dois programas estão relacionados com a saúde e a segurança das colaboradores. Esses programas são obrigatórios a todas as empresas conforme as legislação do Ministério do Trabalho, NR 7 e NR 9, respectivamente.
O PPRA é o Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais e seu objetivo é localizar riscos existentes de acordo com as atividades realizadas no estabelecimento, e apresentar recursos de controle, ou seja, o PPRA estabelece um sistema de prevenção para garantir a preservação da saúde e, claro, da integridade de cada trabalhador, já que o ambiente de trabalho pode oferecer diversos riscos.
Após a identificação dos riscos conforme as atividades é necessário implementar: o PCMSO, que é o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e tem a função de identificar quais exames de saúde cada colaborador precisa realizar conforme a função exercida. Todo empregador precisa ficar atento e não deixar de exigir esse controle.
Vale ressaltar que os exames devem ser solicitados por um médico especialista em medicina do trabalho: só ele é capaz de identificar todas as exigências necessárias. Alguns dos exames são: admissionalperiódicoretorno ao trabalhomudança de função e demissional.
Ambos os programas devem ser realizados anualmente, já que eles se complementam. Entenda: o PPRA identifica os riscos existentes e propõe medidas de controle. Já o PCMSO descreve quais exames de saúdes serão necessários par controlar os efeitos dos riscos expostos.
Resumindo: é necessário que os trabalhadores que mantêm contato com alimentos realizem exames médicos e laboratoriais antes de iniciar suas atividades e, periodicamente, após tê-las iniciado. Além disso, exames também devem ser realizados quando o funcionário estiver com suspeita de alguma infecção.

Quais são os exames exigidos pela Anvisa?

QUAIS SÃO OS EXAMES EXIGIDOS PELA ANVISA?
Atualmente, a legislação sanitária municipal, a Portaria 2619/11 recomenda: Os exames de coprocultura e o coproparasitólogico, que devem ser realizados semestralmente para aqueles que manipulem diretamente os alimentos ou participem diretamente da distribuição e oferta de refeições e anualmente para aqueles envolvidos exclusivamente com atividades nas quais os alimentos encontrem-se totalmente embalados.
Os Atestados de Saúde Ocupacional – ASOs com indicação da realização dos exames laboratoriais de coprocultura e coproparasitológico ou cópia destes, devem permanecer no local de trabalho.
A Legislação sanitária Federal, a Resolução RDC 216/04 recomenda: O controle da saúde dos manipuladores deve ser registrado e realizado de acordo com a legislação específica.

Afinal, qual a periodicidade desses exames?

AFINAL, QUAL A PERIODICIDADE DESSES EXAMES?
Vale ressaltar que a periodicidade varia de acordo com cada região. No município de São Paulo é necessário realizar os exames semestralmente, já fora do município é preciso realiza-los anualmente.

O que acontece se não forem realizados?

O QUE ACONTECE SE NÃO FOREM REALIZADOS?
Lembre-se! Segundo a Legislação, o estabelecimento/empresa que obtiver qualquer pendência ou não realizar esses exames obrigatórios em seus funcionários poderá pagar algumas multas e também será autuado junto aos órgãos fiscalizadores. Portanto, não deixe de exigi-los e garanta a proteção do seu negócio!
Você exige esses exames dos seus funcionários? Acredita que eles fazem diferença para a integridade do seu estabelecimento? Nós queremos saber! Não se esqueça de seguir nosso blog para ficar por dentro das principais noticias!
Para maiores orientações, contá-te nos.

NORMAS REGULAMENTADORAS - SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO


As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.
O não cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho acarretará ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente.
Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento de suas obrigações com a segurança do trabalho.
As Normas Regulamentadoras vigentes estão listadas adiante (clique no link para acessar a respectiva norma):
  • NR 01 - Disposições Gerais
  • NR 02 - Inspeção Prévia
  • NR 03 - Embargo ou Interdição
  • NR 04 - Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho
  • NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
  • NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI
  • NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
  • NR 08 - Edificações
  • NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
  • NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
  • NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
  • NR 12 - Máquinas e Equipamentos
  • NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
  • NR 14 - Fornos
  • NR 15 - Atividades e Operações Insalubres
  • NR 16 - Atividades e Operações Perigosas
  • NR 17 - Ergonomia
  • NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
  • NR 19 - Explosivos
  • NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
  • NR 21 - Trabalho a Céu Aberto
  • NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
  • NR 23 - Proteção Contra Incêndios
  • NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
  • NR 25 - Resíduos Industriais
  • NR 26 - Sinalização de Segurança
  • NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB (Revogada pela Portaria GM n.º 262/2008)
  • NR 28 - Fiscalização e Penalidades
  • NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
  • NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
  • NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura
  • NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde
  • NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados
  • NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval
  • NR 35 - Trabalho em Altura  
  • NR 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados               
  • NRR 1 - Disposições Gerais (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
  • NRR 2 - Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
  • NRR 3 Comissão Interna De Prevenção De Acidentes Do Trabalho Rural (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
  • NRR 4 - Equipamento De Proteção Individual - EPI(Revogada pela Portaria MTE 191/2008)
  • NRR 5 - Produtos Químicos (Revogada pela Portaria MTE 191/2008)

O que é PCMSO e PPRA?

O que é PCMSO e PPRA?
Os dois programas estão relacionados com a saúde e a segurança das colaboradores. Esses programas são obrigatórios a todas as empresas conforme as legislação do Ministério do Trabalho, NR 7 e NR 9, respectivamente.
O PPRA é o Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais e seu objetivo é localizar riscos existentes de acordo com as atividades realizadas no estabelecimento, e apresentar recursos de controle, ou seja, o PPRA estabelece um sistema de prevenção para garantir a preservação da saúde e, claro, da integridade de cada trabalhador, já que o ambiente de trabalho pode oferecer diversos riscos.
Após a identificação dos riscos conforme as atividades é necessário implementar: o PCMSO, que é o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e tem a função de identificar quais exames de saúde cada colaborador precisa realizar conforme a função exercida. Todo empregador precisa ficar atento e não deixar de exigir esse controle.
Vale ressaltar que os exames devem ser solicitados por um médico especialista em medicina do trabalho: só ele é capaz de identificar todas as exigências necessárias. Alguns dos exames são: admissionalperiódicoretorno ao trabalhomudança de função e demissional.
Ambos os programas devem ser realizados anualmente, já que eles se complementam. Entenda: o PPRA identifica os riscos existentes e propõe medidas de controle. Já o PCMSO descreve quais exames de saúdes serão necessários par controlar os efeitos dos riscos expostos.
Resumindo: é necessário que os trabalhadores que mantêm contato com alimentos realizem exames médicos e laboratoriais antes de iniciar suas atividades e, periodicamente, após tê-las iniciado. Além disso, exames também devem ser realizados quando o funcionário estiver com suspeita de alguma infecção.

Quais são os exames exigidos pela Anvisa?

Atualmente, a legislação sanitária municipal, a Portaria 2619/11 recomenda: Os exames de coprocultura e o coproparasitólogico, que devem ser realizados semestralmente para aqueles que manipulem diretamente os alimentos ou participem diretamente da distribuição e oferta de refeições e anualmente para aqueles envolvidos exclusivamente com atividades nas quais os alimentos encontrem-se totalmente embalados.
Os Atestados de Saúde Ocupacional – ASOs com indicação da realização dos exames laboratoriais de coprocultura e coproparasitológico ou cópia destes, devem permanecer no local de trabalho.
A Legislação sanitária Federal, a Resolução RDC 216/04 recomenda: O controle da saúde dos manipuladores deve ser registrado e realizado de acordo com a legislação específica.

Afinal, qual a periodicidade desses exames?

Vale ressaltar que a periodicidade varia de acordo com cada região. No município de São Paulo é necessário realizar os exames semestralmente, já fora do município é preciso realiza-los anualmente.

O que acontece se não forem realizados?

Lembre-se! Segundo a Legislação, o estabelecimento/empresa que obtiver qualquer pendência ou não realizar esses exames obrigatórios em seus funcionários poderá pagar algumas multas e também será autuado junto aos órgãos fiscalizadores. Portanto, não deixe de exigi-los e garanta a proteção do seu negócio!
Você exige esses exames dos seus funcionários? Acredita que eles fazem diferença para a integridade do seu estabelecimento? Nós queremos saber! Não se esqueça de seguir nosso blog para ficar por dentro das principais noticias!
Legislação do Ministério do trabalho e Emprego.

Estamos à disposição para quaisquer orientação sobre as normas regulamentadoras do MTE.
E-mail: contato@higienopolissaudeocupacional.com

quinta-feira 01 2017

5 sinais indicativos de que você está desperdiçando seu tempo com ele

Convenhamos: os homens podem cativar com um sorriso deslumbrante ou uma piscadela.
Mas, como você sabe se está desperdiçando seu tempo com ele?
Conversamos com algumas mulheres que já passaram por situações em que estavam desperdiçando seu tempo com seus companheiros e fizemos uma lista com 5 sinais que mostram que você também pode estar desperdiçando o seu tempo com ele.
Confira a seguir e lembre-se: sempre há tempo de reverter situações que não te agradam e recomeçar.

5 sinais que você está desperdiçando seu tempo com ele

1. Vocês ainda não saíram de fato

Um dos maiores sinais que podem indicar que você está desperdiçando seu tempo com ele é se vocês ainda não saíram de fato.
Se você o conheceu há poucos dias, é claro, dê tempo ao tempo. Por outro lado, se vocês já estão trocando mensagens há muito tempo mas até agora ele não te convidou para sair, talvez seja a hora de você convidar. Se você ouvir um não, é sinal de que você realmente estava desperdiçando seu tempo. Parta para outra.

2. Você descobre que ele ainda está saindo com sua ex

É saudável ser cordial com nossos ex-namorados ou ex-namoradas, mas manter um contato muito próximo, sair com eles, comprar presentes e passar ocasiões importantes juntos, bem, isso é uma grande bandeira vermelha e pode indicar que você está desperdiçando seu tempo com ele.

3. Você não se sente querida por ele

Seu companheiro precisa gostar de você de verdade, assim como você também precisa gostar dele, naturalmente.
Se você não se sentia muito querida enquanto ele ainda estava saindo uma vez ou outra com a ex, isso precisa ter mudado. Caso não tenha mudado, você pode estar desperdiçando seu tempo com uma pessoa que só quer se divertir.
Repare se ele ri com você, se ele compartilha as coisas dele com você e se ele quer que você esteja perto dele em momentos importantes. Se a resposta para todos esses questionamentos for não, desista!
Você não se sente querida por ele

4. Você não se sente confortável ou autêntica quando está perto dele

Você já esteve – ou está – em um relacionamento onde você não se sente confortável ou autêntica ao lado dele? Atenção: 99,9% de chances desse não ser o relacionamento certo.
Normalmente, você percebe que está desperdiçando seu tempo em um relacionamento que não te levará a lugar nenhum quando você não pode mais ser você mesma. Além de desperdiçar seu tempo, você pode estar fazendo parte de uma relação de exploração. Fique atenta.

5. Você não sabe quase nada sobre ele

Se o seu relacionamento com ele é mais físico do que emocional ou se ele é construído em torno de você falar sobre si mesma e ele apenas ficar sentado ouvindo, essa é mais uma bandeira vermelha. Ambos devem contribuir para o relacionamento. Caso contrário, você pode estar desperdiçando seu tempo.
Um relacionamento nunca pode ser uma via de mão única. Se você perceber que não sabe quase nada sobre ele, talvez seja a hora de terminar e partir para outra.

terça-feira 30 2017

Como os países honestos se previnem contra Temers e Cunhas


O Brasil é um ambiente perfeito para transformar a política em crime organizado. Entenda por quê. E saiba como os países mais limpos mantêm a casa em ordem.

No final de abril, o Senado aprovou um projeto de lei que torna mais rígidas as punições por abuso de autoridade de juízes e promotores. “Cheira a retaliação”, escreveu o representante no Brasil da ONG Transparência Internacional, Bruno Brandão, em seu relatório sobre o Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Para Bruno, a medida é uma amostra do quanto a falcatrua está entranhada na gestão pública, em todos os níveis. Boa parte dos brasileiros concorda: o índice avalia a “sensação de corrupção” entre os habitantes de 176 países, e sua versão mais recente apresenta o Brasil em 79o lugar, com 40 pontos – a escala varia de zero (altamente corrupto) a 100 (muito transparente). Nações com menos de 50 pontos, segundo a instituição, sofrem de “corrupção endêmica”.
A corrupção também é o segundo fator mais problemático para os negócios no País, atrás apenas de impostos, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. Além de afastar capital privado, ela custa caro. Um estudo da Fiesp projeta que, anualmente, até 2,3% do produto interno bruto seja perdido com atos irregulares. Considerando o PIB do ano passado (R$ 6,3 trilhões), temos que R$ 140 bilhões podem ter ido para o ralo por essa via em 2016. Isso dá praticamente o déficit da Previdência em 2016, que foi de R$ 151 bilhões.
Nosso terreno fértil para a corrupção começa a ser arado na corrida eleitoral. Historicamente, quem banca campanhas são empresas que, em troca, ganham políticos prontinhos para legislar em nome delas. De quebra, esses mesmos políticos enriquecem ao longo do processo – já que boa parte do caixa 2 nem vai para pagar campanha: é puro suborno, na forma de imóveis, dólares e contas no exterior recheadas de francos suíços.
Nas eleições de 2014, empresas foram responsáveis por R$ 3 bilhões dos R$ 4,35 bilhões arrecadados por partidos e candidatos. Isso só “no oficial”, fora caixa 2. As doações de pessoas jurídicas foram proibidas em 2015. Bela medida, mas menos eficiente do que parece. No pleito de 2016, o primeiro sem dinheiro oficial de empresas, o TSE encontrou indícios de irregularidades que chegam a R$ 1,3 bilhão dos R$ 3,4 bilhões arrecadados. Foram doações de gente morta, desempregada, valores acima da renda… Fora o caixa 2.
No Canadá (9o no ranking do IPC), a coisa é bem diferente. O financiamento de campanhas é feito com recursos públicos, seja por doações de pessoas físicas dedutíveis do imposto de renda, a até 75% do valor doado, seja por reembolso de despesas por parte do governo, de até 60%. Claro que destinar dinheiro público para campanhas é algo polêmico – é grana que poderia curar doentes e educar crianças. Por outro lado, não há dúvida: o sistema tira da equação interesses privados.
Outro velho amigo da corrupção é a troca de cargos em estatais por apoio político. Mas dá para coibir isso sem ter de vender tudo para a iniciativa privada. Quem ensina é a Nova Zelândia (1o lugar no ranking): o país conta com um “Ministério das Estatais”. Ligado ao Tesouro neozelandês, ele é responsável por escolher membros dos conselhos das estatais de serviço postal, estradas de ferro, eletricidade etc. E também fiscaliza os executivos, em parceria com órgãos de controle do Estado.
Licitações
“Licitação”, no Brasil, é uma palavra que poderia ser dicionarizada como sinônimo de corrupção. A Lei de Licitações, que deveria assegurar contratos a preços racionais estipulados por empresas idôneas, é cheia de buracos. Se a empresa não consegue entregar o prometido pelo preço combinado no prazo estabelecido, ao fim do contrato o governo pode fazer um outro termo, ajustando datas e valores. E a prática é quase universal. Em novembro, o Tribunal de Contas da União divulgou o resultado de auditorias realizadas entre agosto de 2015 e setembro de 2016. Entre as 126 obras fiscalizadas, 77 apresentaram problemas, de descumprimento do cronograma e do orçamento original a superfaturamento curto e grosso.
Uma das formas de evitar isso é bastante óbvia: tirar do jogo das licitações empresas sujas ou com executivos condenados por suborno, fraude e afins. É assim na Dinamarca, que divide o primeiro lugar no ranking do IPC com a Nova Zelândia. Aqui, não. Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, suspensas de licitações desde 2014 por conta da Lava Jato, tecem um acordo com as autoridades para voltar a levantar obras públicas. 
Foro privilegiado
Se você, político, acabou pego com a boca na botija, não precisa se preocupar tanto. Você sabe que, dependendo do seu cargo, ainda tem o foro privilegiado, que permite aos nossos homens e mulheres públicos serem julgados exclusivamente por instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Supremo Tribunal de Justiça e Tribunais Regionais de Justiça. São 45,3 mil políticos beneficiados: ministros de Estado, deputados, senadores, juízes, prefeitos. Em alguns Estados, até vereadores.
Parte do problema do foro privilegiado é que as altas instâncias são alérgicas a condenar políticos pilantras. Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas mostra que, das 404 ações penais concluídas no Supremo entre 2011 e o início de 2016, 68% prescreveram ou empacaram (que é quando o STF espera o acusado deixar seu cargo público para remeter o caso às instâncias inferiores). Condenações mesmo, perpetradas pelo STF, ocorreram só em 0,74% dos casos – três das 404 ações. 
Se a política fosse o Banco Imobiliário, seria como tirar a carta de saída livre da prisão, e ministros do STF sabem disso. Um levantamento feito pelo ministro Luís Roberto Barroso mostra que o Supremo leva, em média, 565 dias para aceitar uma denúncia. Em despacho encaminhado à ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, ele afirma: “O sistema é feito para não funcionar”.
No Reino Unido (10o no ranking), nem existe foro privilegiado. Primeiro-ministro e parlamentares são julgados por tribunais comuns. O Supremo deles serve basicamente como corte de recursos. Enquanto isso, por aqui, a população já sabe citar mais nomes de membros do STF do que da Seleção Brasileira. Coisas de um país duro de funcionar, e que deveria observar melhor os bons exemplos que existem fora de suas fronteiras.