sexta-feira 06 2015

Os Normais - Episódio 1 - Todos São Normais









Mercado se frustra com indicação de Bendine: 'será mais do mesmo'

Troca de cadeiras

Ações da Petrobras despencam na BM&FBovespa, repercutindo decepção do mercado com a entrada do ex-presidente do BB na presidência da estatal

Marília Carrera e Naiara Infante Bertão
Aldemir Bendine renunciou nesta tarde de sexta à presidÊncia do Banco do Brasil
Aldemir Bendine renunciou nesta tarde de sexta à presidÊncia do Banco do Brasil (Luis Ushirobira/Valor /Folhapress)
A indicação de Aldemir Bendine não foi bem recebida pelos investidores nesta sexta-feira. Ex-presidente do Banco do Brasil, o executivo assume a presidência da Petrobras no lugar de Graça Foster, que renunciou na última quarta-feira. O nome de Bendine acaba de ser confirmado pela estatal, mas desde o início da manhã desta sexta o mercado já reage negativamente. As ações da Petrobras fecharam em queda de mais de 7%, depois de subirem quase 20% ao longo da semana, na expectativa de um nome alinhado com o mercado. Para analistas ouvidos pelo site de VEJA, a sensação é de frustração. "Definitivamente, não é 'super-homem' que estava nas contas do mercado", diz Roberto Altenhofen, analista da Empiricus. "Embora sob a égide de 'banqueiro', não é um nome de mercado. O Banco do Brasil é uma estatal, recente alvo de ingerência política sob sua gestão."
A ligação de Bendine com o governo – ele é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – é um dos pontos que mais pesam contra o executivo na opinião de analistas. "Para o mercado, trocou-se seis por meia dúzia. Ficou mais do mesmo", diz Celson Plácido, estrategista-chefe da XP Investimentos. "Não estou discutindo a pessoa em si, mas o perfil de proximidade com o governo. Ele não é isento; a influência do governo permanece", completou. A avaliação dos especialistas é de que os outros nomes que estavam na mesa eram muito mais fortes em termos de governança corporativa, blindagem de ingerência política e orientação pró-mercado, no sentido de recuperar a credibilidade da empresa. Até a tarde de quinta-feira, circulavam os nomes de Murilo Ferreira (atual presidente da Vale), Roger Agnelli (ex-Vale), Henrique Meirelles (ex-BC) e Paulo Leme (Goldman Sachs).
Os analistas admitem, porém, que seria muito difícil um executivo com as características esperadas pelo mercado aceitar prontamente assumir a direção de uma empresa cuja presidente renunciou há apenas dois dias, e que ainda não se tem claro qual o tamanho do rombo contábil resultado das denúncias de corrupção da Operação Lava Jato. 
Na avaliação de Flávio Conde, consultor da Gradual Investimentos, uma opção mais equilibrada seria designar Bendine apenas como presidente interino até que a empresa divulgue seu balanço financeiro do quarto trimestre, já com ajustes contábeis decorrentes das perdas com corrupção. A empresa é obrigada a publicar o resultado de outubro a dezembro até o fim de março, pelas regras brasileiras do mercado de capitais. "Os ajustes vão ter de ocorrer no balanço do quatro trimestre e quem assiná-lo vai ter uma responsabilidade civil, ou seja, pode ser processado em função dos ajustes", explica. Ele acredita que governo possa estar negociando um nome de mais peso nos bastidores, que substituiria Bendine daqui um tempo. 
Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos, alerta que as ações da Petrobras podem cair ainda mais se o novo presidente não transmitir confiança às agências de classificação de risco, que colocaram a estatal a um passo de perder o grau de investimento. Além dos problemas de confiança, a Petrobras precisa publicar um balanço financeiro do ano de 2014 já auditado para garantir aos investidores transparência. Caso isso não ocorra, os investidores podem contestar a dívida da empresa, obrigando-a a pagar antecipadamente mais de 100 bilhões de reais em títulos. Se isso acontecer, a Petrobras enfrentará dificuldades sérias para captar dinheiro para seus projetos e até para manter a saúde de seu caixa operacional. "A atenção agora se volta para as agências de classificação de risco. Este será o grande ponto de atenção na semana que vem", acredita Pereira.

Hilário! Dep. reproduz na Câmara áudio de Dilma com falsas promessas e deixa petistas desesperados Em sessão hilária





quinta-feira 05 2015

Jorge Grespan | A crítica da economia política em Marx | IV Curso Livre ...

Os Normais - Episódio 1 - Todos São Normais





Renan e desmascarado por Aécio




Aécio Neves X Renan Calheiros 
O PSDB havia indicado o nome de Paulo Bauer (PSDB-SC) para ocupar o cargo com base no princípio de proporcionalidade, que assegura às bancadas indicações baseadas no tamanho das mesmas. Quando PMDB e PT orquestraram uma candidatura para concorrer com a indicação tucana, o clima esquentou.
Renan resolveu colocar em votação a escolha do cargo. Por trás desse gesto houve uma articulação de PMDB e PT para que todos aqueles que haviam votado em Renan para presidente do Senado escolhessem Vicentinho Alves (PR-TO) como forma de impedir a indicação do PSDB. Foi por causa disso que Aécio resolveu discutir com o presidente da Casa.
No bate boca com Renan, Aécio retira a bancada do PSDB do plenário e afirma que o presidente representa somente os senadores que o elegeram.
Não haverá nenhum senador do PSDB e do PSB na Mesa diretora e muito provavelmente nas comissões

Ficou tudo do jeito que o diabo gosta!

PT recebeu US$ 200 milhões em propinas no petrolão, estima delator

Justiça

Pagamento envolveu 90 contratos de obras de grande porte entre a Petrobras, empresas coligadas e consórcios de empreiteiras, afirmou Pedro Barusco

Laryssa Borges, de Brasília, e Daniel Haidar
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras (Divulgação)
O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco afirmou à Justiça Federal, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu entre 150 milhões de dólares e 200 milhões de dólares em propina entre 2003 e 2013 por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras.
“Durante o período em que foi gerente executivo de Engenharia da Petrobras, subordinado ao diretor de Serviços, Renato de Souza Duque, entre fevereiro de 2003 a março de 2011, houve pagamento de propinas em favor do declarante [Barusco] e de Renato Duque, bem como em favor de João Vaccari Neto”, diz trecho do depoimento de Barusco.
O pagamento envolveu 90 contratos de obras de grande porte entre a Petrobras, empresas coligadas e consórcios de empreiteiras. Os contratos estavam vinculados às diretorias de Abastecimento, Gás e Energia e Exploração e Produção. No rateio da propina, normalmente era cobrado 2% do valor do contrato, sendo que 1% era administrado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, e o outro 1% era repartido entre o PT e diretores da Petrobras, incluindo Renato Duque e Jorge Zelada, da Área Internacional da petroleira.​
O delator detalhou a atuação de grandes operadores com atuação na Diretoria de Serviços. Um dos delatados foi o lobista Júlio Faerman, representante da holandesa SBM no Brasil. Segundo Barusco, Duque pediu a Faerman 300.000 dólares para a campanha do PT em 2010, “provavelmente a pedido de Vaccari”.
Mesmo  após a saída de Duque e de Barusco da estatal, o propinoduto continuou ativo até fevereiro de 2014, admitiu o delator. Entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, ele foi diretor de operações da Sete Brasil, uma empresa com participação societária da Petrobras, de bancos e de fundos de pensão. Barusco contou ainda que "soube que João Vaccari, em nome do PT, recebeu do estaleiro Keppel Fels a quantia de 4.523.000,00 dólares a título de propina".