quarta-feira 16 2013

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Epidemia de aids pode chegar ao fim em 2030, diz ONU

HIV

Segundo diretor da Unaids, novos tratamentos e métodos de prevenção podem fazer com que o número de casos da doença caia ainda mais no futuro

Luta contra a Aids: em 1196, o Brasil se tornou o primeiro país de renda média a ter uma política nacional contra a doença
Dados da Unaids mostram que o número de novas infecções anuais caiu 20% na última década (Thinkstock)
A luta contra a Aids entrou em uma nova fase - e já é possível vislumbrar o fim da epidemia em 2030, afirmou Luis Loures, diretor-executivo-adjunto da Unaids, programa da Organização das Nações Unidas destinado a combater a doença. "Eu penso que 2030 é uma meta viável para dizer que chegamos ao fim da epidemia. O HIV vai continuar existindo com um caso aqui e outro ali, mas não no nível epidêmico como temos hoje", disse Loures, durante um encontro com jornalistas no Panamá.
Segundo dados da Unaids, todos os anos são registradas 3 milhões de novas infecções com o HIV no mundo, provocando a morte de 1,7 milhão de pessoas anualmente. Mas, em decorrência dos avanços recentes no combate à doença, esse número pode estar prestes a mudar. "Podemos chegar ao fim da epidemia porque temos tratamento e forma de controlar as infecções. Estamos avançando, não há dúvidas", afirmou Loures, que está no Panamá para discutir com agências das Nações Unidas na América Latina novas estratégias para combater a doença.
Esse avanço recente na luta contra a doença ocorre graças a um acesso maior aos medicamentos e a uma queda considerável em seu custo. Há 20 anos, o tratamento anual para uma pessoa com HIV custava em média 17.000 dólares. Hoje, o custo é de apenas 150 dólares anuais, o que se deve, em grande parte, à introdução dos remédios genéricos. Além disso, as pessoas com o HIV iniciam os tratamentos cada vez mais cedo, o que retarda o aparecimento da doença.
Segundo a Unaids, o número de novas infecções anuais caiu 20% na última década e, em uma lista mais restrita de 25 países (13 deles da África subsaariana), caiu 50%. Além disso, em apenas 24 meses, o número de pessoas com acesso ao tratamento para o HIV aumentou 60%. Luis Loures afirmou que, apesar dos avanços, o desafio atual no combate à doença é atingir os grupos mais vulneráveis, como os homossexuais masculinos, trabalhadores sexuais e consumidores de drogas — que não têm um maior acesso aos tratamentos por medo de serem discriminados e criminalizados. "Se não conseguirmos controlar a epidemia nesses grupos, a aids continuará conosco", disse.
No final de 2011, 34 milhões de pessoas viviam com o HIV em todo o mundo, a maioria (69%) na África Subsaariana, onde um em cada 20 adultos vive com a doença.  Essa região africana é seguida pelo Caribe, Leste Europeu e Ásia central, onde em 2011, 1% dos adultos vivia com HIV.


(Com agência France-Presse)

Pacientes com HIV terão tratamento antecipado no Brasil

HIV

Ministério da Saúde pretende oferecer antirretrovirais a todos os adultos infectados, independentemente do estágio da doença. Com a mudança, prevista para ocorrer até o final deste ano, 100.000 novos pacientes deverão passar a tomar os medicamentos

Imagem do vírus HIV na corrente sanguínea: transplante de células-tronco pode ter curado dois pacientes infectados nos EUA, mas ainda não é possível confirmar que a cura realmente ocorreu
Imagem do HIV na corrente sanguínea: Estratégia de tratar todos os adultos infectados pelo vírus é adotada somente nos Estados Unidos e França (Thinkstock)
Pacientes adultos infectados pelo HIV terão o tratamento antecipado no Brasil. O Ministério da Saúde deve passar a oferecer a terapia com antirretrovirais assim que a infecção for identificada, qualquer que seja o estágio da doença. Hoje, essa estratégia é adotada somente pelos Estados Unidos e pela França. Com a mudança, prevista para acontecer até o final deste ano, a expectativa é a de que pelo menos 100.000 novos pacientes passem a fazer uso do remédio — atualmente, são 313.000.
Os antirretrovirais são o pilar do tratamento oferecido ao paciente com HIV. A terapia consiste na combinação de ao menos três medicamentos e, embora reduza drasticamente a presença do vírus no sangue, não consegue agir nos vírus que estão inativos no organismo e, portanto, não oferece a cura. Atualmente, no Brasil, o paciente infectado apenas recebe o tratamento quando a contagem de vírus e de células de defesa na corrente sanguínea chega a determinado ponto. 
O tratamento precoce tem dois objetivos. O primeiro deles é ampliar a proteção do paciente com HIV. Pesquisadores concluíram que a estratégia melhora de forma significativa a qualidade de vida do soropositivo, além do efeito protetor. A medida também tem um caráter de saúde pública: ao tomar o antirretroviral, os níveis de vírus no organismo são reduzidos de forma significativa, dificultando a contaminação do parceiro, no caso de relação sexual sem camisinha. "Ela (a camisinha) não impede, mas reduz a transmissão", diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Opções — Também está prevista para o final deste ano a incorporação no protocolo de uma nova droga produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O três em um combina os antirretrovirais tenofovir, lamivudina e efavirenz em apenas um comprimido. O remédio aguarda certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim que for liberado, o produto deverá ser indicado para pacientes no início de tratamento.
Padilha disse não haver, no momento, a estimativa de qual será o impacto no orçamento para ampliação da indicação do remédio. Atualmente, do 1,2 bilhão de reais reservado no orçamento para aids, 770 milhões são destinados para medicamentos. O ministério afirmou que, para o cálculo exato, é preciso saber qual será o preço da droga combinada, produzida pela Fiocruz.

Conservantes em cosméticos

veja.com

Thinkstock
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Você já se deu ao trabalho de ler os ingredientes dos seus cosméticos? Encarando as letras miúdas, o primeiro da lista até anima a continuar: aqua. Mas a animação fica por aí, porque o resto poucos entendem. No meio dessa lista está um grupo de ingredientes chamados de conservantes, cuja função é, justamente, conservar – e pelo que os produtos custam, eles não podem estragar rápido de jeito nenhum.
Para esclarecer um pouco mais sobre esse assunto, em letras não tão miúdas quanto as das embalagens, entrevistei a Dra. Maria Inês Harris, química especialista em cosméticos.
Por que o uso de conservantes em cosméticos?Cosméticos são ótimos meios para o crescimento de microrganismos. Os microrganismos alteram as propriedades dos cosméticos e podem ser prejudiciais ao usuário deles. Os conservantes têm ação antimicrobiana e são usados para minimizar a ação dos microrganismos.
Os conservantes podem ser prejudiciais à saúde?Sim, eles podem causar irritações e alergias. Uma vez que desenvolve a alergia, o consumidor passa a apresentar reação a qualquer produto que contenha o conservante ao qual foi sensibilizado, seja medicamento, cosmético ou tinta de parede. O problema é acentuado com o uso dos produtos de venda livre como os cosméticos, pois o consumidor, sem orientação, não é capaz de selecionar os produtos que não o agridem.
No grupo dos conservantes, muito se tem falado sobre os parabenos. O que são?Parabenos são uma classe de compostos químicos. Alguns estudos, bastante controversos,  mostraram a presença de parabenos em tecido de câncer de mama. Depois, alguns testes mostraram que eles poderiam ter efeito estrogênico (ou seja, o mesmo efeito que o hormônio feminino estrogênio). E aí começou uma forte campanha para sua retirada sem uma avaliação real do risco oferecido.
Há parabenos que são potencialmente perigosos, pois mostram algum efeito estrogênico que poderia, numa exposição contínua, levar a algum efeito indesejado. Não é o caso do metil parabeno, que não apresenta esse efeito, e do propil parabeno, que apresenta um efeito muito fraco. Eles oferecem excelentes margens de segurança se utilizados na quantidade mínima necessária para a ação antimicrobiana.
Mas o termo “parabeno” ficou marcado na imaginação do consumidor como um grande perigo, e então muitas empresas começaram a apelar para o uso de “paraben free” (sem parabeno), banindo todos os parabenos indiscriminadamente, por pura pressão do mercado. Realmente, não acredito que isso traga muitas vantagens.
Por quê?Apesar de haver casos de sensibilização reportados, os parabenos causam menos alergia, sensações de desconforto, como ardor e coceira, nas pessoas com pele sensível do que que outros conservantes. Deixou-se de usar os parabenos em muitos produtos e com isso a variedade de conservantes foi reduzida. Assim, as pessoas passaram a ter mais contato com conservantes que são mais alergênicos e hoje temos um aumento na taxa de pessoas sensibilizadas.
Como contornar essa situação?Eu, particularmente, condeno esse processo de “paraben free”. O que se deveria fazer, acredito, seria manter o metil e o propil parabeno e banir os outros parabenos. As marcas jamais deveriam usar poucos tipos de conservantes na mesma linha de produtos. Por exemplo, para fazer uma linha que tenha hidratante, creme anti-ageing, shampoo e condicionador, o fabricante deveria usar um conjunto de conservantes, alternando o conservante entre um produto e outro. Assim, evitaria expor o consumidor aos mesmos conservantes por muito tempo e em vários produtos.
Com todos esses problemas, existe uma alternativa aos conservantes?A alternativa ideal seria a fabricação de cosméticos “preservative free” (sem conservantes) ou “soft” (com menos conservantes), mas isso exige uma embalagem com tecnologia mais elaborada, que preserve melhor o produto, pois os conservantes são adicionados para manter o produto sem contaminação durante o uso. Embalagens com válvulas pump já diminuem um pouco a contaminação. Há também as válvulas pump protegidas, que filtram o ar antes que ele retorne ao frasco, e as embalagens airless, com válvula que não permite que o ar retorne ao frasco. O problema é que esses sistemas ainda são caros, e, como o consumidor não é capaz de reconhecer o benefício, tornaria o produto menos competitivo.
Por Lucia Mandel

Mascarados enfrentam policiais no Centro do Rio



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No Rio, fim da passeata foi a senha para o início da pancadaria

Rio de Janeiro

Sindicato comunicou, às 19h40, que estava encerrado o protesto de professores. Aviso coincidiu com o momento em que os mascarados – convidados pelo Sepe – começaram a baderna

Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - Uma viatura da polícia foi incendiada durante protesto de professores e integrantes do grupo Black Bloc, no centro - (15/10/2013)
Com adesão muito abaixo do esperado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), o protesto da noite de terça-feira no Rio teve, até as 19h40, o formato de uma manifestação legítima. Os sindicalistas demarcaram com precisão, neste horário, quando deveria começar a pancadaria. O aviso dado pelos carros de som de que o protesto estava “encerrado” coincidiu com estrondos ao redor da Cinelândia, enquanto professores batiam em retirada, como se pressentissem o perigo. Às 20h15 a situação era a baderna usual, com bombas de efeito moral lançadas pela Polícia Militar, coquetéis molotov e pedras jogados por manifestantes e correria generalizada.
A PM ficou concentrada nas vias ao redor da Cinelândia, mantendo distância dos manifestantes. A pancadaria começou quando um grupo liderado por mascarados começou a se deslocar em direção à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na Rua Primeiro de Março. Os manifestantes usaram os tapumes de madeira e metal, instalados para evitar depredações, como escudos para avançar contra os policiais. Em vários pontos do centro surgiram pequenos focos de incêndio. A fumaça do lixo queimado se misturava à das bombas de efeito moral lançadas pelos policiais. Logo o tumulto se espalhou por todo o entorno da Cinelândia, da Lapa e de vias em direção à Zona Sul.
Oficialmente, como já fez outras vezes, o Sepe diz não apoiar a violência e o vandalismo. Mas há uma semana o sindicato declarou “apoio incondicional” ao grupo Black Bloc – o que funcionou como uma carta branca para os manifestantes atuarem nos atos convocados pelos grevistas. O momento exato de “encerramento” pareceu um alerta para quem não estava a fim de participar do confronto – um “salve-se quem puder”. Não se pode dizer que os black blocs estavam “infiltrados” ou que se aproveitaram da manifestação. Ao longo da caminhada, os mascarados estavam lado a lado com os grevistas – ainda que, obviamente, grande parte deles não concorde com as práticas violentas.
O apoio dado aos black blocs pelo sindicato, por ser “incondicional”, obviamente endossa o incêndio de uma viatura da PM, na Glória; a destruição dos pontos de ônibus no Centro; as depredações pelo caminho e a destruição até das barreiras instaladas para proteger a Biblioteca Nacional, entre outros prédios depredados.
O Sepe, controlado pelo PSOL e pelo PSTU, tem empurrado os professores para uma situação perigosa. Já houve o aviso da prefeitura de que haverá corte de ponto dos faltosos – embora a decisão de descontar os dias parados nos salários dos grevistas tenha sido suspensa na noite desta terça-feira pelo ministro Luiz Fux.
A adesão à paralisação, segundo o município, não passa de 10% desde duas semanas atrás. Entre os grevistas, há aqueles em estágio probatório, ou seja, aprovados em concurso mas ainda sem estabilidade. São estes os primeiros notificados, por telegrama, para justificar a ausência. O comunicado é emitido para os que atingiram 30 faltas consecutivas. Para os profissionais com estabilidade, a demissão é um processo longo, que depende de um trâmite administrativo complexo. Mas para os profissionais em estágio probatório não é necessária sequer justificativa por parte do gestor público.
A primeira leva de comunicados seguiu por telegrama na segunda-feira, para 1 800 servidores efetivados e 2 700 em estágio probatório. Os notificados têm, agora, até quinta-feira para apresentar em suas unidades a justificativa por escrito para as ausências. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informa que um dos requisitos para a efetivação dos concursados é a assiduidade – ou seja, quem fez greve pode já estar demitido a essa altura. As próximas etapas, a partir do recebimento das justificativas, são o julgamento de cada caso pela comissão de avaliação de estágio e, no caso dos funcionários com estabilidade, um processo no âmbito da Secretaria de Administração.
No início da noite, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão da prefeitura do Rio de cortar o ponto dos grevistas. O ministro decidiu também convocar uma audiência de conciliação para resolver a questão. Os manifestantes festejam a decisão, que deixa a prefeitura de mãos atadas diante de um sindicato que não parece disposto a negociar.

Protestos pelo país - Dia do Professor

  1. 01:00 - Rio de Janeiro - Os protestos na capital fluminense terminam com ao menos 150 detidos, entre eles os manifestantes que ocupavam as escadarias da Câmara de Vereadores gritando palavras de ordem após os confrontos desta noite. O número oficial de pessoas levadas a delegacias, porém, não foi divulgado pela PM do Rio.
  2. 23:10 - Rio de Janeiro - A polícia começou a retirar os manifestantes que estavam na escadaria da Câmara Municipal. Após serem revistados, eles são conduzidos de ônibus para a 17ª DP, em São Cristóvão, para onde os detidos estão sendo levados. Até o momento, o balanço parcial da polícia indica ao menos 45 detidos nos protestos desta terça-feira no Rio. 
  3. 22:00 - Rio de Janeiro - A situação começa a ser controlada no Centro do Rio. Parte dos vândalos mascarados parece ter se dispersado, enquanto outros manifestantes voltam a se concentrar na escadaria da Câmara Municipal, gritando palavras de ordem.
  4. 21:45 – Belo Horizonte - Um grupo de mascarados depredou um ônibus com chutes e socos no fim da manifestação organizada nesta terça-feira, no Centro da capital mineira, como parte das celebrações do Dia do Professor. Um rapaz de 18 anos, identificado como Rayner Gonçalves, foi preso. Cerca de cem manifestantes, segundo a Polícia Militar, participaram do ato, que ocorreu de forma pacífica na maior parte do tempo. Dezenas de integrantes da tropa de choque e do Batalhão de Trânsito da PM, além de homens da Guarda Municipal, acompanhavam a ato. Os manifestantes fecharam o trânsito nas avenidas Afonso Pena e Amazonas, duas das principais da capital, e fizeram passeata até a sede da prefeitura. Mais de 1.200 pessoas confirmaram presença no protesto nas redes sociais, mas nem 10% compareceram. (Com Estadão Conteúdo)
  5. 21h35 - Rio de Janeiro - A Cinelândia foi transformada em praça de guerra. Os mascarados que insistem no confronto com a Polícia Militar se dispersam e voltam a se agrupar logo em seguida. Os agentes jogam bombas de gás lacrimogêneo, enquanto os manifestantes revidam com coquetéis molotov, pedras e outros objetos. Ainda há muito correria e fumaça pela região central da cidade. O Consulado dos Estados Unidos teve vidros quebrados e agências bancárias foram destruídas. Até agora, 16 pessoas foram detidas e levadas à 17ª DP (São Cristóvão). Entre as acusações estão desacato e saques.
  6. 21:20 - Rio de Janeiro - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu em caráter liminar o corte de ponto dos professores da rede municipal e estadual do Rio, em greve desde o dia 8 de agosto. Ele convocou, também, uma audiência de conciliação entre representantes dos educadores e dos governos para o dia 22, no STF.
  7. 21:08 - Rio de Janeiro - Jovens são revistados pela Polícia Militar por todo o Centro do Rio. Na escadaria da Câmara de Vereadores, nova confusão após a detenção de mais um manifestante. Ele estava sem máscara. Um grupo cercou os agentes que tentavam levar o garoto, que parece ser menor de idade. "Covardes", gritavam. Ainda não foi divulgado o balanço de detidos.
  8. 21:03 – São Paulo – Segundo a PM, 56 pessoas foram detidas durante a manifestação e encaminhadas para o 89ª DP, no Portal do Morumbi, na Zona Sul. Três policiais foram feridos e passam bem. 
  9. 20:53 - Rio de Janeiro - Manifestantes incendeiam uma viatura da Polícia Militar no Centro da cidade, e as chamas rapidamente ganham grandes proporções. Os bombeiros correm para o local para controlar o fogo, enquanto a PM também tenta se aproximar em grandes grupos. Mascarados correm, mas não deixam de jogar objetos e coquetéis molotov contra os agentes, e criar novos focos de incêndio. O confronto se espalha agora para bairros vizinhos, como o da Glória e a Lapa.
  10. 20:45 - Rio de Janeiro - Corpo de Bombeiros chega à Cinelândia para apagar os focos de incêndio espalhados pelos manifestantes - inclusive dentro de uma agência bancária. A fumaça das chamas se mistura à das bombas de gás lacrimogêneo jogado pelos policiais militares e de fabricação caseira atiradas pelos mascarados. Os black blocs que começam a se dispersar seguem para a Lapa, onde bares começam a fechar as portas, e para o Aterro do Flamengo.
  11. 20:36 – São Paulo – Um ônibus teve os vidros totalmente quebrados pelos manifestantes em São Paulo. Outros quatro veículos da Via Quatro, consórcio que administra a linha-4 Amarela do Metrô paulistano, também teve os vidros destruídos. A estação Butantã do metrô teve as paredes pichadas . A manifestação se dissipou.
  12. 20:30 - Rio de Janeiro - Falta luz em parte da Cinelândia, Centro do Rio. Ainda não se sabe se o corte foi proposital ou se ocorreu algum incidente em função do confronto entre policiais e manifestantes, que trocam bombas nas ruas da região. Há focos de incêndio provocados pelos manifestantes e a PM avança para conter os vândalos. Uma pessoa foi detida e houve tumulto em torno no veículo da PM para onde ela foi levada.
  13. 20:15 – Rio de Janeiro – Policiais entram em confronto com black blocs. O grupo que se concentrava na Câmara de Vereadores decidiu seguir em direção à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) – que tem sido palco das piores cenas de vandalismo na cidade. Os PMs, que até então estavam concentrados nas ruas laterais à Cinelândia, reagiram para impedir o avanço dos mascarados. Houve troca de bombas – de gás lacrimogêneo por parte da polícia e de fabricação caseira do lado dos manifestantes. Os black blocs carregavam ainda tapumes de metal e madeira retirados da fachada de prédios. A correria é generalizada.
  14. 20:10 – Rio de Janeiro – Camelôs já veem os constantes protestos no Centro do Rio como uma oportunidade. Na Rua Evaristo da Veiga, lateral da Câmara de Vereadores onde estão concentrados os black blocs, há barracas de pipoca, milho verde, churrasco e isopores com cerveja. Os professores mais velhos já deixaram o local, que agora reúne os mais jovens ao lado dos mascarados. Cordões de isolamento da Polícia Militar protegem o Quartel General e impedem que os manifestantes voltem para a Avenida Rio Branco.
  15. 19:50 - São Paulo - Após o confronto com a polícia, os mascarados tentaram se esconder no estacionamento da loja Tok & Stok, na Marginal do Pinheiros. A PM interrompeu o tráfego na via, cercou a loja e deteve dez pessoas.
  16. 19:40 – Rio de Janeiro – Pelo carro de som que acompanhou toda a manifestação, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) anuncia o fim do ato. O locutor agradece a presença de todos e afirma que os grevistas não vão ceder até terem suas reivindicações atendidas. “Vamos buscar o impossível”, afirmou, ao microfone. Parte do grupo começa a se dispersar. Os mais jovens continuam nas escadarias da Câmara e da Biblioteca Nacional. Separados da multidão, os black blocs correm para a lateral do prédio do Legislativo municipal. Há barulho de bombas e correria, mas ainda não foi registrado nenhum ato de vandalismo ou depredação.
  17. 19:37 – Rio de Janeiro – Termina a passeata dos professores no Rio. Todos os manifestantes chegaram ao destino final programado para o ato, na Cinelândia, Centro da cidade. A Polícia Militar aumentou sua estimativa de público de 5.000 para 7.000 pessoas, mas o sindicato fala em 10.000. O ato ganhou apoio de algumas pessoas que trabalham ao longo da Avenida Rio Branco e se juntaram ao movimento. Em frente à Câmara de Vereadores, houve discussão entre black blocs. Uma parte deles queria seguir até o Quartel General da Polícia Militar, mas venceu o grupo que optou por permanecer na escadaria do prédio. A segurança está reforçada em toda a região.

Tema do Filme Ao Mestre Com Carinho