quarta-feira 27 2013

Pearl Jam - Come Back (live @ Arena di Verona 26th September 2006)


Simplesmente, linda canção, linda voz...

O que acontece com o corpo de quem caminha

Do sol no Brasil para o sol na Austrália



Thinkstock
Quem errar essa resposta é filhote de canguru: qual é a capital da Austrália? Errou.
Por que não saber um pouco mais sobre esse país que recebe tantos brasileiros, moradores e turistas, e é tão ensolarado quanto o nosso?
A Austrália foi colonizada, a partir de 1780, pelos ingleses, povo de pele muito clara. Hoje, mais de dois séculos depois, a maioria da população tem pele bem branca. E a combinação desse tipo de pele com sol intenso resultou na maior incidência de câncer de pele do mundo.
Achei interessante conversar com alguém que vive no país para contar um pouco como é estar debaixo de tanto sol. Desse jeito, podemos comparar a Austrália com a nossa realidade aqui no Brasil. Conversei com um amigo, Edilson Adib Antonio (o Beleza), um brasileiro que mora há 7 anos em Sydney, junto com a mulher Ursula e o filho pequeno Santiago.
O assunto câncer de pele é muito comentado aí na Austrália?Bastante. Segundo as propagandas na TV, 2 em cada 3 pessoas vão ser diagnosticadas com câncer de pele quando estiverem na faixa dos 70 anos.
Como são as campanhas de esclarecimento sobre câncer de pele na Austrália?São muitas ações de TV, campanhas na praia, cartazes em todos os locais públicos. Recebemos informações e dicas de proteção e prevenção no nosso dia a dia. E as crianças na escola também recebem informações.
Você e sua família usam filtro solar no dia a dia?O uso de filtro solar é muito comum aqui na Austrália e se tornou uma coisa natural quando alguém sai de casa. Com minha família não é diferente: tenho um filho de 1 ano e 3 meses e antes de sair de casa o coitadinho já está todo brilhando. Usamos filtro com FPS 30, como a maioria das pessoas que conheço. 
Que tipo de proteção solar você usa, além do filtro?Eu trabalho na rua, então preciso do kit completo: filtro solar, boné tipo legionário, óculos de sol e, muitas vezes, quando tenho que ficar várias horas exposto ao sol, uso uma camisa de manga comprida feita de um tecido leve, mas que protege do sol. Eu não tenho uma camisa especial com proteção UVA e UVB.
Vocês recebem alguma orientação quanto à proteção solar do seu filho?Orientação direta não, mas ninguém aqui na Austrália pode dizer que não sabe sobre os problemas causados pelo sol, porque a quantidade de campanhas falando sobre a prevenção de câncer de pele é enorme. No primeiro dia de creche do meu filho nós recebemos uma lista com artigos que temos que providenciar. E alguns itens são obrigatórios, entre eles filtro solar e chapéu.
Sei que ali as professoras passam filtro nas crianças a cada duas horas quando elas estão brincado ao ar livre. Sempre que chegamos para buscar meu filho, as crianças do lado de fora da classe estão usando chapéu. Todos tomam muito cuidado com isso.
Com que roupa os australianos vão à praia?Quando vão à praia, os australianos usam roupas bem parecidas com as dos brasileiros. Nada de especial ou diferente.
Alguma coisa interessante sobre esse assunto que você gostaria de acrescentar?O governo australiano é bem dedicado ao assunto da proteção solar. Para se ter uma ideia: eu descobri há alguns anos que, se uma pessoa trabalha exposta ao sol, tem o direito de colocar na declaração de imposto de renda anual o gasto com filtro solar.
Ah, a capital? Camberra.
Por Lucia Mandel
http://veja.abril.com.br/blog/estetica-saude/corpo/do-sol-no-brasil-para-o-sol-na-australia/

Após tumulto, pastor Feliciano expulsa manifestante


Congresso

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara enfrentou novo tumulto e teve de acionar a Polícia Legislativa para conter os protestos

Marcela Mattos e Gabriel Castro, de Brasília
Marco Feliciano durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Marco Feliciano durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados ( Alan Marques/Folhapress)
Na terceira sessão à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado-pastor Marco Feliciano (PSC-SP) voltou a enfrentar protestos nesta quarta-feira, teve de expulsar um manifestante e acabou restringindo a presença de público para evitar novo tumulto. A audiência pública desta quarta foi convocada para debater a contaminação por chumbo na cidade de Santo Amaro da Purificação, na Bahia.

Desta vez, a confusão começou porque um manifestante chamou Feliciano de racista. Irritado, o deputado acionou a Polícia Legislativa da Câmara: “Aquele senhor de barba me chamou de racista. Ele tem que sair preso daqui. Tem que provar que eu sou racista. Racismo é crime”, disse. A determinação foi atendida, mas provocou tumulto generalizado porque o grupo que protestava tentou impedir que o rapaz fosse detido. O manifestante foi retirado do plenário pela segurança e liberado em seguida.

Com a sessão novamente inviabilizada, Feliciano determinou a suspensão por cinco minutos da reunião, tempo destinado para realizar a troca de plenário. Em seguida, determinou que a participação na reunião seria restrita a convidados da audiência pública e imprensa. "Isso é direitos humanos, vocês não representam os direitos humanos. Aqui é a casa do povo, não de badernas", afirmou.

Pressão - Pastor da Igreja Assembleia de Deus e deputado federal de primeiro mandato, Marco Feliciano enfrenta a resistência de militantes dos movimentos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), que tumultuaram as três sessões da comissão que ele tentou presidir até agora, insuflados por parlamentares do PSOL e do PT. A pressão contra o pastor tem um forte componente político: os partidos de esquerda, que tradicionalmente reivindicam o comando da comissão, abriram mão do posto neste ano, mas não aceitam a indicação de um pastor evangélico para a cadeira. No caso do PT, especialmente, a sigla não pleiteou a presidência do colegiado para ter o direito de chefiar comissões consideradas mais nobres, como a de Constituição e Justiça (CCJ). Ou seja, pelo acordo fechado previamente entre os partidos, a presidência da Comissão de Direitos Humanos é cota da bancada do PSC e cabe ao partido escolher seu representante, o que torna a indicação de Feliciano legítima.

O grupo de parlamentares de siglas de esquerda e militantes dos movimentos LGBT acusam o pastor de ter dado declarações racistas e homofóbicas. Desde então, Feliciano tem enfrentado transtornos nos corredores do Congresso, anda escoltado por seguranças e tem sido impedido de comandar as atividades da comissão. Ele também virou alvo de ataques nas redes sociais.

Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), passou a atuar pessoalmente para tentar apeá-lo do posto. Feliciano, entretanto, permanece irredutível. Para que o pastor seja substituído, ele terá de renunciar ao cargo, ou seja, só sairá por vontade própria.

'Maior ataque cibernético da História' atinge internet em todo o mundo


Por BBC-- BBC Brasil
Briga entre grupo antispam e empresa que abriga sites deflagra série de ataques que poderia afetar bancos e emails.

'Maior ataque cibernético da História' atinge internet em todo o mundo
"AP"
A internet ficou mais lenta ao redor do mundo nesta quarta-feira devido ao que especialistas em segurança chamaram de maior ciberataque da História.
Uma briga entre um grupo que luta contra o avanço do spam e uma empresa que abriga sites deflagrou ataques cibernéticos que atingiram a estrutura central da rede.
O episódio teve impacto em serviços como o Netflix - e especialistas temem que possa causar problemas em bancos e serviços de email. Cinco polícias nacionais de combate a crimes cibernéticos estão investigando os ataques.
O grupo Spamhaus, que tem bases em Londres e Genebra, é uma organização sem fins lucrativos que tenta ajudar provedores de email a filtrar spams e outros conteúdos indesejados.
Para conseguir seu objetivo, o grupo mantém uma lista de endereços que devem ser bloqueados - uma base de dados de servidores conhecidos por serem usados para fins escusos na internet.
Recentemente, o Spamhaus bloqueou servidores mantidos pelo Cyberbunker, uma empresa holandesa que abriga sites de qualquer natureza, com qualquer conteúdo - à exceção de pornografia ou material relacionado a terrorismo.
Sven Olaf Kamphuis, que diz ser um porta-voz da Cyberbynker, disse em mensagem que o Spamhaus estava abusando de seu poder, e não deveria ser autorizado a decidir 'o que acontece e o que nao acontece na internet'.
O Spamhaus acusa a Cyberbunker de estar por trás dos ataques, em cooperação com 'gangues criminosas' do Leste da Europa e da Rússia.
A Cyberbunker não respondeu à BBC quando contactada de forma direta.
'Trabalho imenso'
Steve Linford, executivo-chefe do Spamhaus, disse à BBC que a escala do ataque não tem precedentes.
'Estamos sofrendo este ciberataque por ao menos uma semana'. 'Mas estamos funcionando, não conseguiram nos derrubar. Nosso engenheiros estão fazendo um trabalho imenso em manter-nos de pe. Este tipo de ataque derruba praticamente qualquer coisa'.
Linford disse à BBC que o ataque estava sendo investigado por cinco polícias cibernéticas no mundo, mas afirmou que não poderia dar mais detalhes, já que as polícias envolvidas temem se alvos de ataques também.
Os autores da ofensiva usaram uma tática conhecida como Negação Distribuída de Serviço (DDoS, na sigla em inglês), que inunda o alvo com enormes quantidades de tráfego, em uma tentativa de deixá-lo inacessível.
Os servidores do Spamhaus foram escolhidos como alvo.
Linford disse ainda que o poder do ataque é grande o suficiente para derrubar uma estrutura de internet governamental.
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terça-feira 26 2013

'A união homossexual não é normal', diz candidato à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara


Entrevista

"Nós" votamos e nos tornamos prisioneiros de nossos votos!! 

Além de afirmar que os africanos carregam uma maldição desde os tempos de Noé, pastor Marco Feliciano também tentou derrubar a decisão do STF que permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo

Laryssa Borges, de Brasília
Deputado (Pastor) Marco Antônio Feliciano PSC/SP
Deputado (Pastor) Marco Antônio Feliciano PSC/SP (Diógenis Santos/Agência Câmara )
Considerada uma das comissões que produzem os debates mais acalorados da Câmara, a Comissão de Direitos Humanos será palco de novo embate nesta terça-feira, quando o PSC (Partido Social Cristão) indicar o deputado Marco Feliciano, de 40 anos, para presidir o colegiado. Pastor da Assembleia de Deus, Feliciano não é um homem de meias palavras. Nos últimos tempos, provocou confusão ao afirmar que os africanos carregam uma maldição desde os tempos de Noé. Também ganhou a pecha de homofóbico ao apresentar um projeto para tentar derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a união entre pessoas do mesmo sexo.

É uma pena que um tema tão amplo e relevante quanto o dos direitos humanos possa se ver limitado à discussão – que tende a se tornar caricata e estéril – entre um prócer do PSC e integrantes do bloco de partidos de esquerda, que há tempos indicam o seu presidente. Porém, na partilha das comissões temáticas, coube ao PSC, que tem 16 deputados e apoia o governo Dilma Rousseff, o comando da comissão. O deputado conversou nesta segunda com o site de VEJA. Leia trechos da entrevista.
O senhor disse em plenário viver um “tempo de caça às bruxas” sobre questões homossexuais. Acha que o Congresso representa todos os setores da sociedade brasileira? Não temos democracia aqui. A democracia só funciona para uma parte desse grupo que se diz minoria. Minoria, entretanto, é quem não tem vez, não tem voz, não tem acesso a trabalho, não consegue estudar. Onde o grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) se encaixa nisso? Eles se escondem atrás de um rótulo de minoria, não para buscar direitos, mas privilégios.

Mas eles não têm direito a defender as causas que considerem adequadas? Entre os projetos de lei que eles querem ver aprovados está a instituição de cotas dentro das universidades públicas. Se não começar a segurar um pouco esse tipo de iniciativa gay, em breve não haverá mais controle. Daqui a pouco vão criar dentro do Brasil uma nova raça, uma raça superior.

O senhor já foi acusado de racismo. Houve uma polêmica com a cantora Preta Gil, que não fui eu que comecei [o deputado Jair Bolsonaro disse ao programa humorístico CQC que seus filhos não namorariam negros porque não haviam sido criados em um “ambiente de promiscuidade”]. Um ativista do movimento negro me provocou e perguntou o que eu achava. Disse que repousava sobre o continente africano, até na África do Sul, com população branca, uma maldição patriarcal. Mas repare no meu cabelo. Somos todos descendentes de negros.

Não acha que suas posições religiosas comprometeriam suas funções na Comissão de Direitos Humanos? A comissão discute exatamente como garantir melhores condições para setores considerados excluídos. Existe um protecionismo exacerbado com o movimento LGBT. O medo deles é que eu comece a revirar a caixa de Pandora e ver onde as verbas foram investidas, se houve direcionamento. Não tenho problemas em discutir assuntos ligados à homossexualidade. Eles é que não dão direito ao contraditório. Não os xingo de nenhuma palavra. As palavras obscurantista, fundamentalista e desgraçado foram usadas por eles contra mim.
O senhor não acha que os homossexuais sofrem perseguição? Quando homossexuais são feridos, mortos ou quando sofrem qualquer tipo de preconceito, aí é uma questão de direitos humanos. Mas também me preocupo, por exemplo, com os brasileiros presos no exterior por estarem ilegais. Ninguém pergunta pelos direitos deles.

Mas o senhor fala em medo da causa gay? Nosso medo é só esse: união homossexual não é normal. O reto não foi feito para ser penetrado. Não haveria condição de dar sequência à nossa raça. Agora, o que se faz dentro de quatro paredes não me diz respeito.

Medo de quê? Deveria haver posições menos radicais na comunidade LGBT. Os gays destroem qualquer pessoa que se levante contra eles.

Por que o senhor apresentou um projeto para sustar a decisão do STF favorável à união civil de homossexuais? O casamento gay fere os direitos da Igreja. Apresentei uma proposta de plebiscito sobre a união civil. Pergunte se o grupo de direitos dos gays aceitou. Por que não posso defender o meu plebiscito? Falo por parábolas: certa vez havia animais correndo de um fogo na floresta e um beija-flor trazia uma gota d’água no bico e ia tentar apagar o fogo. Faço a minha parte. Nosso país é conservador.

PSC mantém pastor na Comissão de Direitos Humanos


Congresso

Executiva Nacional e bancada do PSC reafirmaram que o deputado-pastor seguirá no comando da comissão; presidente da Câmara quer a renúncia

"Nós" elegemos e ao mesmo tempo, nos fazemos prisioneiros de nossas escolhas!
Marcela Mattos, de Brasília
Marco Feliciano durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Marco Feliciano durante reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados ( Alan Marques/Folhapress)
Pressionado pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o PSC reafirmou nesta terça-feira que manterá o deputado-pastor Marco Feliciano (SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Em anúncio feito pelo vice-presidente da legenda, Everaldo Pereira, a bancada e a Executiva Nacional do PSC defenderam a permanência de Feliciano no cargo.
Na semana passada, dirigentes do PSC combinaram com o presidente da Casa que buscariam uma solução para o impasse. O prazo estipulado por Alves, que classificou a manutenção de Feliciano no posto como “insustentável”, terminava nesta terça-feira. No entanto, Feliciano se mantém irredutível.

Após a reunião desta terça, que durou pouco mais de uma hora, a bancada justificou a permanência de Feliciano com base em um histórico da aliança com o PT, que agora pressiona pela saída do pastor do cargo. Os dirigentes do PSC argumentaram que já apoiaram o PT em diversas eleições, incluindo a presidente Dilma Rousseff, em 2010.
Com base no memorial, o vice-presidente argumentou que a legenda “não segrega, não exclui e não discrimina ninguém”. Everaldo Pereira também saiu em defesa de Feliciano, criticado por grupos ligados ao movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) e por parlamentares do PT e do PSOL. “Qualquer um pode deslizar nas palavras, pode errar. Informamos que o PSC não abre mão da indicação.”
Feliciano acompanhou a reunião e não quis dar entrevistas. Questionado se permanecerá no comando da comissão, limitou-se a dizer: “É só olhar o meu rosto”.
Informado da decisão do PSC de manter Feliciano no cargo, Henrique Alves ficou surpreso. “Não era essa a indicação da semana passada.” Declaradamente favorável à renúncia de Feliciano, o presidente da Câmara esperava outro posicionamento da executiva do partido. “A indicação era buscar uma solução que harmonizasse a Casa e a sua Comissão de Direitos Humanos.”