sexta-feira 01 2012

Supere o fim do relacionamento com essas dicas



Abrir espaço para o novo e se aproximar dos amigos é fundamental nesse momento

POR ESPECIALISTA

Chegar ao fim de um relacionamento amoroso e simplesmente virar a página não é fácil. Especialmente quando saímos machucadas e decepcionadas da relação. Após uma separação desse tipo, a primeira atitude para não adoecer é chorar, sofrer e lamentar a perda. Afinal, a separação não deixa de ser um luto. Luto no qual morre uma parte de nós, daquilo que fomos um dia para alguém e daquilo que alguém representou um dia para nós. 
Quantos enganos cometemos em nome do "felizes para sempre?" Um deles é acreditar que cabe a nós mulheres, fazer a relação dar certo. Muitas de nós mutilamos a pessoa que somos e nos tornamos um "outro alguém", deixando de lado a nossa espontaneidade e seguindo um script que não foi escrito por nós. 
Quando acontece o rompimento, só nos resta olhar para dentro de nós, procurar com muito carinho e dedicação aquela mulher do início da relação e ajudá-la a traçar um novo caminho, a efetuar novas escolhas. Algumas dicas e reflexões contribuem para o processo de virar a página e escrever uma nova história. 

Abra espaço

Uma das atitudes mais importantes a ser tomada é desocupar espaços mal utilizados, retirando literalmente as coisas velhas, que não são mais úteis, e abrindo espaço para que as novidades cheguem. Pode tratar-se de objetos, fotos, papéis, cartas, roupas. Enfim, tudo aquilo que é guardado há tempo, mas não possui mais nenhuma serventia. 
Essa atitude com os objetos nos ajuda também a efetuar uma limpeza na alma. Sobretudo, nos faz perceber que é possível decidir acerca do que desejamos que faça parte da nossa vida a partir de então e daquilo que não queremos mais. Nós temos esse direito. 

Escolha bem as amizades

Outro ponto fundamental, mas muito delicado, é descobrir que muitos daqueles que conviviam conosco e os quais considerávamos nossos amigos se mostram distantes e insensíveis à nossa dor. Alguns fazem comentários que mais nos afundam do que nos ajudam a levantar. 
Uma das atitudes mais importantes a ser tomada é desocupar espaços mal utilizados, retirando literalmente as coisas velhas, que não são mais úteis, e abrindo espaço para que as novidades cheguem.
Por isso, também é hora de escolher entre estar com pessoas que nos dizem palavras de amizade e de incentivo, e não mais conviver com pessoas que nos fazem sentir desencorajadas. Esse é um momento de reunir forças para nos levantarmos. Nenhuma força que nos empurre para baixo é bem-vinda. 
 Por falar em força, a busca de uma força espiritual nos ajuda a ter esperança, a caminhar de novo e a acreditar que tudo pode melhorar. A sensação de que não estamos sós e de que existe um poder superior que cuida de nós, nos dá conforto e segurança nos momentos mais difíceis.

Viva a vida

 Por fim, algo para lembrarmos sempre: não devemos ser espectadores da vida do "ex". Não existe pior lugar do que esse. É fundamental nos centrarmos na nossa vida: sonhar, fazer planos, viajar, dançar, fazer programas diferentes. Isso, sim, energiza a nossa vida novamente.
Praticar tudo isso não é fácil. É para mulheres que conseguem, em meio a tudo isso, ser corajosas, guerreiras e inteligentes, e para as quais sempre existe um novo caminho a ser percorrido. É impossível não ter medo de errar e de se machucar. Mas devemos lembrar que o mais valioso da vida é aquilo que é conquistado, mesmo com medo e incertezas. 
Portanto, sempre é tempo de olhar para frente, virar a página e escrever uma nova história. Que tal começar agora? 

Chico Buarque no Jô (1/3)

Chico Buarque no Jô (2/3)

Chico Buarque no Jô (3/3)

Festival Record 1967 - Roda Viva - Chico Buarque

quinta-feira 31 2012

Sem vacina ideal, aids deve se tornar uma doença crônica

Aids

Mesmo com tratamentos garantindo qualidade de vida aos soropositivos, o vírus HIV ainda mata quase 2 milhões de pessoas no mundo ao ano. O site de VEJA entrevistou especialistas para saber o quão perto estamos da cura

Vivian Carrer Elias
Aids: Tratamentos bons e mais informação do que nunca não deixam que a doença mate milhares todos os anos Aids: Tratamentos bons e mais informação do que nunca não deixam que a doença mate milhares todos os anos (Thinkstock)
Desde a descoberta do HIV, em 1981, a aids vem sendo combatida em duas frentes: a criação de medicamentos antirretrovirais capazes de inibir a reprodução do vírus e o desenvolvimento de vacinas que possam prevenir e, quem sabe, curar a doença.
A primeira frente tem sido bem-sucedida, apesar das limitações naturais dessa forma de terapia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2009, 33,3 milhões de pessoas ao redor do mundo viviam com o vírus HIV, e as mortes por aids, naquele ano, atingiram 1,8 milhão de portadores da doença — 1,1 milhão a menos que em 2000. No último dia 12 de outubro, um estudo publicado no periódico British Medical Journal revelou que a expectativa de vida entre pacientes ingleses com HIV, no período de 1996 a 2008, aumentou em 15 anos. O resultado positivo deve-se muito ao fato de os pacientes ingleses, assim como os brasileiros, terem amplo acesso aos antirretrovirais.
Na segunda frente, a das vacinas, sempre houve pouco o que comemorar. Ao longo do tempo, várias vacinas foram testadas. "Mas ou não funcionaram, ou protegeram muito pouco", afirma Esper Kallás, médico infectologista e coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia. A baixa proteção caracterizou os resultados da vacina RV 144, testada na Tailândia e cujos dados foram divulgados no final do ano de 2009. Após chegar à terceira fase de testes (o que tornou o estudo o mais extenso já feito), o estudo conseguiu proteger 26% dos voluntários de uma infecção, porcentagem considerada baixa.

O homem que se livrou HIV

No fim do ano de 2010, o mundo conheceu a história do americano Timothy Ray Brown, até então infectado pelo vírus HIV e que, depois de se submeter a um transplante de medula, deixou de apresentar o vírus no sangue. A notícia chamou a atenção de todos, mas logo ficou claro que se tratava de um caso extremamente particular e, infelizmente, ainda não acessível para todos.
Além de aids, Brown tinha leucemia, e foi por causa desta doença que o transplante foi realizado. O médico Gero Huetter selecionou um doador que, além de compatível com Brown, apresentava uma mutação do CCR5, que é a proteína que permite a entrada HIV nas células de defesa do nosso organismo. Sem ela, não há como o vírus infectar uma pessoa.
Três anos após o procedimento, Brown deixou de apresentar o vírus no sangue, sem mesmo utilizar o coquetel antirretroviral. Porém, os médicos ainda não consideram transplante de medula em pacientes soropositivos uma vez que vez que o procedimento é muito arriscado.
"Não vale a pena investir em uma vacina que protege nessa proporção. Embora 26% de proteção pudesse ser capaz de ajudar a situação na África, por exemplo, ainda existem medidas preventivas muito mais eficazes, como a circuncisão", afirma o infectologista e professor da Escola Paulista de Medicina, Ricardo Shobbie Diaz. Em julho de 2011, um estudo apresentado em conferência internacional sobre a aids, em Roma, revelou que essa cirurgia pode diminuir o risco de infecção de HIV em até 76%.
Esperança renovada — Após a última decepção, quase dois anos se passaram até que a comunidade médica voltasse a vibrar com uma nova pesquisa sobre vacina. Em setembro deste ano, o Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSCI) anunciou os resultados promissores da primeira fase clínica de testes de uma nova vacina em estudo publicado nos periódicos Vaccine e Journal of Virology.

Diferentemente da vacina testada na Tailândia, estudada somente para a prevenção da aids, os testes espanhóis também buscam dar uma função terapêutica à vacina — ou seja, pretendem usá-la para curar a doença. Os testes, feitos em pacientes saudáveis, demonstraram que 90% dos voluntários, após receberem a vacina, tiveram uma resposta imunológica eficaz. O próximo passo, segundo os cientistas, será testar a substância em pacientes infectados pelo vírus. "Provavelmente essa vacina, se os estudos avançarem, passará a ser usada para fins terapêuticos, e não na prevenção", afirma Diaz.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/sem-vacina-ideal-aids-deve-se-tornar-uma-doenca-cronica 

Brasil registra remédio que pode prevenir HIV

Saúde

Medicamento, que foi aprovado pela agência sanitária dos EUA no início do mês, não será usado imediatamente no Brasil

Medicamento Truvada
Truvada: Anvisa regitra remédio que prenive HIV (Divulgação)
O remédio Truvada, usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O antirretroviral é produzido pela Gilead e anteriormente já havia recebido o aval do Food and Drug Administration (FDA), agência sanitária dos Estados Unidos.

Saiba mais

TRUVADA
O Truvada, comercializado desde 2004, é a combinação de outras duas drogas mais antigas no combate do HIV, Emtriva e Viread. Os médicos normalmente receitam a medicação como parte de um coquetel que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances da aids se desenvolver.

A capacidade de prevenção do Truvada foi anunciada pela primeira vez em 2010 como um dos grandes avanços médicos na luta contra a epidemia de aids. Um estudo de três anos descobriu que doses diárias diminuíam o risco de infecção em homens saudáveis em 44%, quando acompanhados por orientação e o uso de preservativo.

Outro estudo descobriu que o Truvada reduziu a infecção em 75% para casais heterossexuais em que um dos parceiros tinha o HIV. O remédio já está no mercado para tratar a doença, mas sob a prescrição médica em casos específicos. A aprovação do FDA permitiria a empresa Gilead Sciences, dona da medicação, para vender a droga formalmente nas condições estabelecidas pelo órgão.
Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no país para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida. "O governo precisa discutir qual estratégia será adotada para o medicamento e chamar a sociedade para esse debate", diz Jorge Beloqui, do Grupo Incentivo à Vida de São Paulo.

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina na prevenção da aids. Isso permitiria que pessoas não contaminadas pudessem manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

O remédio já é usado em vários países no tratamento de pacientes com aids. Se a autorização for concedida pelo FDA, a fabricante poderá também indicar o remédio para prevenir a infecção. O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-registra-remedio-que-pode-prevenir-hiv--2