sexta-feira 04 2012

Justiça obriga Garotinho a retirar foto de blog

Política

Deputado do PR divulga, há uma semana, imagens de viagem do governador Sérgio Cabral na companhia do dono da Delta, Fernando Cavendish

Deputado Anthony Garotinho PR/RJ Deputado Anthony Garotinho PR/RJ (Leonardo Prado/Agência Câmara)
A Justiça do Rio determinou nesta quinta que o ex-governador Anthony Garotinho retire de seu blog, no prazo de 48 horas, as imagens de Jordana Kfuri Cavendish. Mulher de Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, ela morreu em um acidente de helicóptero ocorrido em Trancoso, na Bahia em junho de 2011.
O blog de Garotinho exibe imagens em foto e vídeo de Jordana ao lado de Cavendish e do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), em viagens pela Europa. O advogado Armando Miceli Filho ajuizou ação em nome do pai de Jordana, Dario Kfuri, pedindo à Justiça que determine a retirada das imagens e o pagamento de indenização pelo uso não autorizado delas.
A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido de indenização, mas determinou a retirada das imagens, sob pena de multa de R$ 500 mil, a ser pago por Garotinho caso exceda o prazo de 48 horas para retirar as imagens. Se a punição for aplicada, o valor será devolvido ao ex-governador quando ele cumprir a decisão.
No blog, Garotinho lamentou ter usado a imagem de Jordana. "Todavia algumas situações são fatos jornalísticos contundentes e reveladores", afirmou.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/justica-obriga-garotinho-a-retirar-foto-de-blog 

Marconi, é só mostrar os cheques da venda da casa

Marconi, é só mostrar os cheques da venda da casa Foto: Edição 247

Reportagens do 247 de ontem e de O Estado de S. Paulo de hoje deixam claro: para não passar de mentiroso, o governador de Goiás, Marconi Perillo, precisará responder algumas questões sobre a negociação da casa onde Carlinhos Cachoeira foi preso e que era sua. Como colaboração para o esclarecimento dos fatos, veja aqui 11 pontos desta história muito mal contada

03 de Maio de 2012 às 23:22
247 – Reportagem de hoje do jornal O Estado de S. Paulo confirma informação publicada em primeira mão ontem pelo 247: a história contada pelo governador Marconi Perillo (PSDB) e pelo empresário Walter Paulo sobre a compra e venda da casa onde o contraventor Carlinhos Cachoeira foi preso simplesmente não bate. Mas há um jeito de resolver o impasse: basta o governador apresentar cópias dos três cheques que diz ter recebido pela venda da casa.
“Outro problema para Perillo, surgido com a divulgação da escritura, está na contradição entre suas próprias palavras e o que indica o documento. Em entrevista ao jornal O Popular, de Goiânia, em março, o governador afirmou ter vendido a propriedade ao empresário Walter Paulo Santiago, proprietário da Faculdade Padrão. Walter confirmou a compra. Mas a escritura registra a empresa Mestra Administração e Participações Ltda., representada pelo sócio Ecio Antônio Ribeiro, como sendo a compradora. Ou Walter e Marconi mentiram ou Ecio é laranja de Walter”, anotou o 247 no final da tarde de ontem.
“Embora o governador afirme que vendeu a casa para o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão - que por sua vez confirmou a compra do imóvel em entrevista ao jornal O Popular, de Goiânia -, a Mestra Administração e Participações não tem nem nunca teve Walter Paulo em seu quadro societário”, afirma o Estadão.
Outra reportagem do 247 contou as motivações para o negócio que agora coloca o governador em xeque: “A história da negociação da casa de Marconi Perillo (PSDB) para o contraventor Carlinhos Cachoeira carrega ingredientes que vão muito além de uma fria negociação comercial. Esta, talvez, seja apenas a história mal contada – por eles, porque pelo 247 ela começou a ser verdadeiramente desvendada com a revelação da escritura que mostra que ou tem laranja nas entrelinhas, ou mentira de pernas curtas.”
Com as revelações, ficam em aberto algumas questões:
01 – O governador Marconi Perillo vai mostrar as cópias dos três cheques que diz ter recebido de Walter Paulo na venda da casa, informando qual o valor de cada um, quando foi depositado e onde (conta de quem)?
02 – Mas, se a casa foi passada para o nome da empresa Mestra, por que Marconi recebeu os cheques de Walter Paulo?
03 – Seria a Mestra uma empresa laranja de Walter Paulo? Ou haveria outra razão para ele ter declarado ser de fato o comprador da casa? Nesse caso, qual seria essa razão?
04 – Ou não foi de Walter Paulo que Marconi recebeu os cheques? Sendo assim, de quem eram?
05 – A venda foi declarada no Imposto de Renda? O governador vai mostrar também cópia de seu IR?
06 – Quem é Ecio Antonio Ribeiro, verdadeiro – pelo menos legalmente – comprador da casa?
07 – Por que Ecio Antonio Ribeiro permitiu que Cachoeira morasse na casa que comprou? Havia contrato de aluguel?
08 – Por que o pagamento da casa foi feito antes mesmo da assinatura do documento de venda?
09 – Por que na escritura consta que o pagamento foi feito em espécie, ou seja, em dinheiro, se Marconi Perillo fala que recebeu três cheques?
10 – Por que a venda foi registrada no 1º Tabelionato de Notas e Registro de Imóveis da comarca de Trindade, e não em Goiânia, cidade da casa, ou Aparecida de Goiânia, sede da Mestra? Há alguma ligação entre o governador e o dono do cartório?
11 – Se Wladimir Garcez era o corretor do negócio, qual foi o papel de Jaime Rincon?

Agora, é aguardar as respostas e esclarecimentos.

Abaixo, a reportagem do Estadão:
Dados contradizem versão de Perillo para venda de casa em Goiânia 
Walter Paulo, apontado como comprador, nunca foi sócio da empresa que adquiriu imóvel
Fernando Gallo, enviado especial de O Estado de S. Paulo
GOIÂNIA - A empresa que comprou a casa do governador Marconi Perillo (PSDB), em Goiânia (GO), na qual foi preso o contraventor Carlinhos Cachoeira, está em nome de supostos laranjas. Embora o governador afirme que vendeu a casa para o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão - que por sua vez confirmou a compra do imóvel em entrevista ao jornal O Popular, de Goiânia -, a Mestra Administração e Participações não tem nem nunca teve Walter Paulo em seu quadro societário.
Quando o imóvel foi vendido, a empresa estava em nome de Sejana Martins, Fernando Gomes Cardoso e Ecio Antônio Ribeiro. Sejana saiu da sociedade dois dias depois da venda da casa, e Fernando em dezembro último. Só Ecio permanece como dono da empresa. Sejana é diretora da Faculdade Padrão.
Em entrevista concedida no dia 2 de março ao jornal goiano, Perillo afirmou: "Isso a gente espalha para os amigos, pede ajuda. Aí o Wladimir (Garcêz, ex-vereador) entrou em contato. Quando fui passar a escritura, ele me informou que seria Walter Paulo o comprador. Eu nem falei com ele (Walter). O dono do cartório trouxe os documentos para eu assinar e depois levou ao comprador. Recebi os três cheques e fui fazendo os depósitos, como combinado".
Walter Paulo, por sua vez, afirmou no dia seguinte ao mesmo jornal: "Foi feito o negócio direitinho, peguei a escritura. Eu sabia que a casa era do governador, mas nunca falei com ele sobre isso. O senhor Wladimir é que fez os contatos. O governador assinou honestamente e a casa é minha". Desde a entrevista, nem Paulo nem seu advogado atendem à imprensa.
A Mestra Administração e Participações tem sede na cidade de Aparecida de Goiânia. Conforme o registro de imóveis, ela comprou a casa de Perillo pelo valor de R$ 1,4 milhão no dia 13 de julho de 2011, um dia após o contraventor Carlinhos Cachoeira e o ex-vereador Wladimir Garcêz serem flagrados tratando da venda de uma casa.
Na conversa, gravada pela Polícia Federal durante a operação Monte Carlo, Garcêz diz a Cachoeira que iria se encontrar com Jayme Rincón - presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras e tesoureiro de Perillo na campanha de 2010 - em um shopping em Alphaville. Segundo a PF, Cachoeira diz ao ex-vereador para pegar "o dinheiro urgente".
O governador Marconi Perillo já confirmou que tratou da casa com Garcêz, mas negou que a venda fosse para Cachoeira.
'O dono era Paulo'. Marconi Perillo afirmou, por nota, que "a informação que chegou a ele era que o dono era Walter Paulo". "Vendi a residência e passei a escritura. A informação que chegou a mim pelo corretor é a de que o comprador era o sr. Walter Paulo. Recebi o dono do cartório, assinei a escritura e dei por encerrado o assunto", afirmou o governador. Ele reafirma a versão de que recebeu três cheques pela casa.
O Estado tentou contato com Walter Paulo. Seu advogado não atendeu às ligações. No escritório de advocacia, um funcionário disse que iria informar Paulo sobre o contato, e que este retornaria "se houvesse algum interesse".
A reportagem do Estado também ligou para o celular de Sejana e para o escritório onde ela trabalha, mas a secretária informou que ela não estava e retornaria a ligação, o que não ocorreu. Fernando Gomes Cardoso e Ecio Ribeiro não foram localizados.
http://brasil247.com/pt/247/brasil/57647/Marconi-%C3%A9-s%C3%B3-mostrar-os-cheques-da-venda-da-casa.htm 

PSDB prepara requerimento para ouvir Sérgio Cabral na CPI do Cachoeira

Corrupção

Integrante da comissão, deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) acolheu pedido da bancada fluminense para que governador explique relações com a Delta

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro
Sérgio Cabral e Fernando Cavendish em Paris Sérgio Cabral e Fernando Cavendish em Paris (Reprodução)
“Há uma ausência de postura e seriedade, o que implica na necessidade de o governador se explicar. Não tem essa de o PMDB blindar Sérgio Cabral. Uma blindagem seria uma confissão profunda”, avaliou Leite
Representante tucano na CPI do Cachoeira, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) deve apresentar na quarta-feira um requerimento para ouvir na comissão o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a respeito das relações do governo do estado com a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish. A decisão foi tomada em acordo com a bancada tucana do Rio, da qual faz parte o pré-candidato à prefeitura da capital, deputado Otávio Leite.

Depois da divulgação de imagens que mostram a proximidade de Cabral e seus secretários com Cavendish, a bancada tucana do Rio formalizou a Francischini o pedido para que o governador fosse interrogado. Francischini acolheu o pedido. “Desenhamos o requerimento hoje. Ele acolheu nossa proposta”, explicou Otávio Leite, ao site de VEJA.

“Há uma ausência de postura e seriedade, o que implica na necessidade de o governador se explicar. Não tem essa de o PMDB blindar Sérgio Cabral. Uma blindagem seria uma confissão profunda”, avaliou Leite.

Desde a última sexta-feira, as relações de amizade entre Cabral e Cavendish – que não era negada pelo governador – tornou-se incômoda. Inimigo político de Cabral, o deputado e ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) passou a divulgar em seu blog fotos e vídeos de Cabral com o dono da Delta em viagens a Paris, com direito a restaurantes caros e até a um show da banda U2. Sérgio Cabral lamentou, na noite de segunda-feira, que as imagens, como acredita, tenham sido “retiradas do computador de uma pessoa morta”. A referência é a Jordana Kfouri, mulher de Cavendish, morta na queda de um helicóptero no ano passado.

PMDB em alerta – O crescente envolvimento de Sérgio Cabral no escândalo cria um problema para o PMDB. Até então, o partido não tinha se empenhado em ocupar posições de destaque na comissão, como o PT, preocupado com o avanço das investigações sobre os governos petistas. Nesta terça-feira, no entanto, o aumento da pressão por uma possível convocação de Sérgio Cabral mobilizou a cúpula do partido. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) teria uma reunião com o presidente licenciado da Casa, José Sarney, e com o deputado Vital do Rêgo (PB), presidente da comissão, para decidir como a questão será conduzida a partir de quarta-feira.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/psdb-prepara-requerimento-para-ouvir-sergio-cabral-na-cpi-do-cachoeira 

Gravação mostra deputado pedindo a mulher que aborte

Política

Por Vannildo Mendes
Brasília - Uma gravação de três minutos, divulgada no Youtube, mostra o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) pressionando uma mulher a abortar o filho supostamente dele. O diálogo entre os dois é áspero e a mulher, identificada como Josy, recusa-se a fazer o aborto e cobra de Jordy que lhe dê apoio durante a gestação.
No momento mais tenso, Josy argumenta: "Tu estás pensando que a minha vida é fácil, que eu vou pegar, chegar contigo e dizer `Tá bom, eu vou fazer o aborto?'". O deputado retruca: "Eu não tô dizendo que é uma decisão fácil, mas é uma decisão, Josy". A discussão prossegue e Jordy promete pagar as custas do aborto e até psicólogo para ela "superar o trauma". Sem acordo, ele tenta o argumento decisivo: "Josy, eu não tenho a menor condição! Eu pago três pensões. Isso é uma loucura!"
Josy insiste que tem dúvidas e medo, e diz que sua decisão é manter a gravidez. "Preciso saber se vou ter seu apoio, se tiver de carregar o bebê nove meses na barriga", diz ela. O deputado tenta sua última cartada. "Uma criança é pro resto da vida, eu não tenho condições, Josy. Eu não tenho tempo nem de cuidar dos meus filhos que já estão aí". Jordy é candidato a prefeito de Belém.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), informou que o órgão só levará o caso à análise se for provocado por um partido, por entidade civil ou por alguma decisão judicial. Segundo ele, o conselho nunca julgou um parlamentar por esse tipo de situação, embora aborto seja crime com pena de um a três anos de detenção prevista no Código Penal.
Para o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder da bancada evangélica no Congresso, trata-se de um episódio típico da vida privada, que nada tem a ver com a atuação parlamentar. Mas o castigo de Jordy, independentemente de processo no conselho, já está dado. "A essa altura já abortaram a candidatura dele", ironizou o deputado, autor de uma proposta de emenda constitucional que torna o crime de aborto cláusula da Carta Magna.

Em nota, o deputado assume que a voz do áudio é sua mas alega que o diálogo mostra apenas seu cuidado com a gravidez, "não sobre abortar o filho". Ele disse que a mulher, uma namorada casual, entrou com ação de alimentos "gravídicos" pedindo 40% de seus vencimentos, negada pela justiça. Informou ainda que moveu ação para comprovação de paternidade por meio de exame de DNA.
O deputado revelou que tem cinco filhos e participa ativamente da vida de todos. Mas explicou que é separado, "portanto solteiro" e por isso tem direito a se relacionar com mulheres maiores de idade. Atualmente com 26 anos, Josy está no oitavo mês de gravidez. "Esse relacionamento foi fortuito, mas tenho notas fiscais que demonstram que, desde o inicio, mesmo não tendo certeza se o filho é meu, venho ajudando", garantiu. Ele disse que comprou carrinho de bebê e bercinho, além de pagar o plano de saúde da mãe.

CPI terá 'bunker' antivazamento

Congresso

Sala adaptada, com três computadores e segurança rígida, será o único local de consulta a documentos sigilosos sobre quadrilha de Carlinhos Cachoeira

Gabriel Castro
Presidente da CPI, Vital do Rego quer evitar vazamentos: "Era minha maior dificuldade" Presidente da CPI, Vital do Rego quer evitar vazamentos: "Era minha maior dificuldade" (Agência Senado)
O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), montou um esquema de guerra para impedir o vazamento de informações sigilosas que estão em poder da Comissão Parlamentar de Inquérito. A pedido dele, o  Senado remodelou uma sala que, a partir de segunda-feira, servirá como local de consulta aos dois inquéritos que correm em segredo e tratam da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. O espaço terá três cabines, cada uma com um computador.
Para consultar o material, que está disponível apenas em meio digital, os parlamentares terão de assinar um termo de confidencialidade e precisarão abrir mão de qualquer aparelho eletrônico, inclusive celulares. Deputados e senadores terão à disposição apenas lápis e papel, e não poderão imprimir qualquer trecho dos documentos. E apenas os parlamentares terão acesso à sala: funcionários não poderão checar as informações dos inquéritos.
O "bunker" será monitorado por câmeras e os computadores não terão acesso à internet. A ideia é deixar as cabines disponíveis nos dias de semana, das 8 horas às 22 horas. Vital do Rêgo diz que o regimento do Senado sobre sigilo de informações era antiquado, e afirma que não quer repetir os erros de outras CPIs em que houve vazamentos."Era a minha maior dificuldade, haja vista o insucesso das CPIs mais recentes e as obrigações que eu tenho de guardar o sigilo jurídico", explica o senador.
Reunião - A CPI terá à disposição dois inquéritos que estão sob segredo de Justiça. Um deles, o resultado da operação Monte Carlo, já vazou na internet. Mas o da operação Vegas permanece em segredo. Nesta quarta-feira, a manutenção do segredo foi tema de discussão na reunião da CPI. Alguns parlamentares, como Pedro Taques (PDT-MT), alegam que os parlamentares não podem ser punidos se vazarem documentos confidenciais. Já o senador Fernando Collor (PTB-AL) defendeu um modelo rígido de manutenção do segredo - e aproveitou para atacar a imprensa livre.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cpi-tera-bunker-antivazamento 

Leréia parabeniza Cachoeira pelos 49 anos

Política

Deputado é investigado pela Câmara dos Deputados e pelo Supremo Tribunal Federal por ligações com bicheiro Carlinhos Cachoeira

Carlos Alberto Leréia: "Cachoeira é meu amigo pessoal" Carlos Alberto Leréia: "Cachoeira é meu amigo pessoal" (Beto Oliveira/Agência Câmara)
Investigado pela Corregedoria da Câmara e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ligações com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) fez um pronunciamento no plenário da Câmara, nesta quinta-feira, para comunicar que pediria para ser ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o esquema montado pelo contraventor.
Leréia aproveitou o fato de Carlinhos Cachoeira completar 49 anos nesta quinta para lembrar a data e reafirmar que é amigo do contraventor. "Todos têm acompanhado que meu nome é citado várias vezes como o de uma pessoa que falou frequentemente com o senhor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que, por sinal, faz aniversário hoje. Está preso na Papuda, faz 49 anos e é meu amigo pessoal", disse Lereia.
Decisão - Em seguida, ele fez um comunicado à Câmara: "Eu gostaria de comunicar a esta Casa que tomei a decisão de manifestar oficialmente ao senhor presidente da CPI, senador Vital do Rego, e ao nobre relator, deputado Odair Cunha, meu interesse em imediatamente dar minhas explicações a respeito do que tem sido noticiado pela imprensa."
Logo depois, Leréia avisou que iria ao protocolo da CPI registrar sua decisão de depor perante a CPI. Avisou ainda que não assinou o requerimento de convocação da CPI para investigar Cachoeira encabeçado pelo deputado Protógenes Queiroz (PcdoB-SP) por saber que o parlamentar "tinha ligação com a turma lá" - Protógenes usou o araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, em operações que comandou, quando era delegado da PF. Dadá está preso. Segundo Leréia, a atual CPI, criada por senadores e deputados, teve o apoio e a assinatura dele.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/lereia-parabeniza-cachoeira-pelos-49-anos 

Novo inquérito-bomba


Gurgel: nova bomba
Vital do Rêgo, presidente da CPI mista do Cachoeira, recebeu do procurador-geral, Roberto Gurgel, uma informação destinada a mexer com a já nervosa Brasília das últimas semanas.
Gurgel informou que, na sexta-feira passada, enviou à Justiça um novo inquérito que investiga a jogatina (e, claro, Carlinhos Cachoeira) – não é nem a Operação Monte Carlo e nem a Las Vegas, ressalte-se.
Nele, também por meio de grampos, sairiam chamuscados quatro ministros do STF, onze do STJ e vários deputados.
(Atualização, à 0h56. O senador Vital do Rêgo enviou o seguinte e-mail:  “Prezado jornalista Lauro Jardim, para dirimir quaisquer dúvidas, em respeito à sua prestigiada coluna e em razão do meu ofício, informo-lhe que no encontro com o Procurador Roberto Gurgel não recebi qualquer informação sobre novo inquérito ou pessoas e titularidades envolvidas”. A coluna mantém a informação publicada)
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/novo-inquerito-bomba-assusta-brasilia/