A menor cidade do mundo, Hum, com uma população de apenas 28 habitantes. A cidade foi fundada no século XI e, como a maioria das cidades medievais muradas, Hum desenvolveu-se apenas dentro dos muros. É interessantíssimo poder andar entre as ruelas e casas de pedra e ver como as pessoas viviam antigamente. Hum parece mesmo uma cidade cenográfica, e é muito maluco pensar que algumas pessoas ainda vivem ali, como que paradas no tempo.
Hum é conhecida por ser a menor cidade do mundo, com uma população de apenas 28 habitantes. A cidade foi fundada no século XI e não mudou muito desde então. Murada, como a maioria das cidades medievais, Humdesenvolveu-se apenas dentro dos muros. Do lado de fora existe apenas um estacionamento e uma loja de souvenir, já do lado de dentro é possível passear por uma cidade medieval com ruelas estreitas e casas de pedra.
A cidade medieval de Hum é inteirinha feita de pedra, das casas as ruas.
Para entrar na cidade é preciso atravessar os portões que foram construídos para proteger a antiga cidade, mas segundo os habitantes eles nunca precisaram ser fechados. Hum é tão peculiar que alguns a consideram um museu a céu aberto, para conhecer a cidade toda basta 45 minutos e a visita vale muito a pena. A cidade está localizada na região da Ístria, a 7 km de Roč e a 14 km de Buzet.
Para entrar na menor cidade do mundo é preciso atravessar os portões que a guardam, mas não se preocupe, eles estão sempre abertos. Na pequena estrada que leva à cidade de Hum é possível ver algumas esculturas em pedra bem diferentes. Elas são, na verdade, uma representação do alfabeto glagolítico que é o mais antigo dos alfabetos eslavos. Originalmente considerava-se que o alfabeto era constituído de 41 letras, mas durante os anos essa quantidade foi sofrendo alterações. Das 41 letras glagolíticas originais, 24 derivam, provavelmente, de grafemas medievais do alfabeto grego.
Em toda a região da Ístria e, principalmente em Hum, é possível ver inscrições no antigo alfabeto glagolítico.
O glagolítico foi muito utilizado na região da Ístria e, por isso, diversas inscrições podem ser vistas em Hum. Inclusive, nas lojas de souvenir é comum ter colares, anéis e acessórios em glagolítico.
Gabiroba (Campomanesia xanthocarpa) é uma planta de origem brasileira, cujo nome é originado da língua guarani, que quer dizer, árvore da casca amarga. Ela é conhecida popularmente por gabirobeira, guabiroba, guavirova, guabiroba-miúda e guabiroba-da-mata.
Conheça a Gabiroba
A gabirobeira se divide em gabiroba-do-cerrado e gabiroba-da mata. A primeira é uma planta arbustiva, que varia de 0,20 a 1,50 metros de altura. A gabiroba da mata pode alcançar até 15 metros de altura.
A planta possui ciclo perene, pouco exigente em relação ao solo, sendo resistente a diferentes climas e estiagens. Suas folhas são lisas ou ásperas e variam de verde-claro a verde-escuro. Possui flor hermafrodita, de coloração que varia do branco ao creme.
Seus frutos adocicados são arredondados, aparecem geralmente de outubro a dezembro e estragam com facilidade. A polpa é esverdeada, suculenta e possui grande quantidade de sementes. Propaga-se por sementes ou mudas.
Propriedades da Gabiroba
Ela é rica em carboidratos, proteínas, sais minerais, niacina e vitaminas C e do complexo B. Ela possui propriedades terapêuticas tais como adstringente, antidiarreica, antigripal, anti-inflamatória, por isso ela é usada na medicina popular em várias regiões brasileiras.
Onde encontrar a gabiroba?
A gabirobeira é encontrada em pomares caseiros e principalmente nas matas da bacia dos rios dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em mercados, feiras livres e em sites que comercializam mudas e plantas.
As plantas medicinais não substituem o acompanhamento médico e em altas doses podem ser prejudiciais à saúde.
Utilização da Gabiroba
Seu consumo regular, de forma moderada, auxilia no alívio de diarreia e disenteria. Auxilia na prevenção de gripe, no tratamento de cãibras e males do trato urinário.
A infusão de suas folhas, em banhos de imersão, atua como um excelente relaxante muscular, ajudando a aliviar dores no corpo. A casca da árvore, em forma de chá, auxilia no tratamento de problemas como cistite e uretrite.
A gabiroba pode ser consumida in natura ou na forma de sucos, sorvetes, picolés, mousses, saladas de frutas e sobremesas.
Basta uma boa caminhada por uma mata fechada ou no meio de uma floresta para ter certeza do bem estar e da tranquilidade que os ares e odores do verde nos trazem. Cientistas da escola de medicina Nippon, em Tóquio, confirmaram objetivamente o que nosso corpo nos diz: sentir o cheiro da natureza pode diminuir dramaticamente a pressão do corpo humano e ainda estimular moléculas que combatem doenças diversas como o câncer.
Segundo o estudo, assim que os odores da floresta adentram o nosso organismo, os níveis de estresse e irritação diminuem-se imediatamente. A exposição mais prolongada e intensa ao cheiro do verde pode reduzir portanto a pressão arterial e fortalecer a imunidade dos corpos.
O cientista Qing Li criou dentro da escola o centro de pesquisa International Society of Nature and Forest Medicine, que visa aplicar a aromaterapia baseada no odor das florestas como tratamentos alternativos. Efeito similar ocorre quando simplesmente olhamos às florestas – mesmo que em fotografias – mas o estudo de Li aponta efeito especialmente eficiente quando utilizados os odores.
Se muitas vezes a ciência é fundamental para descobrir e inventar melhorias para nossas vidas, outras vezes sua tarefa é somente confirmar aquilo que a sabedoria popular e ancestral já sabe: dar uma volta em meio ao verde e respirar fundo faz um enorme bem para nossos corpos. Torna-se mais evidente que salvar a natureza é uma questão imediata de saúde pública.
Redução do estresse e melhora do humor são alguns dos benefícios dessa lista de alimentos
Alguns alimentos têm a capacidade de melhorar a saúde física e emocional. Isso porque ativam a produção de serotonina (o hormônio da felicidade) e endorfina (o responsável pela redução do estresse e o aumento do prazer).
Além disso, são alimentos que ajudam de forma geral a regular o sono e controlar o estresse. A lista é variada, indo desde os que podem ser consumidos no almoço ou jantar, aos que se encaixam nos lanches entre as refeições ou mesmo na sobremesa.
Você não quer experimentá-los? Confira a lista completa e os benefícios de cada um:
1. Peixe
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, pessoas com baixos níveis de ácidos graxos e ômega-3 ficam mau-humoradas com frequência e têm maior risco de depressão. Este nutriente deve ser consumido através de alimentos, como peixes, já que o corpo humano não o produz por si só.
2. Nozes
Ter baixos níveis de selênio em seu corpo pode significar irritabilidade, insônia e depressão. Portanto, as nozes são altamente recomendadas para aumentar o seu humor, pois contêm uma grande quantidade de selênio.
3. Alimentos ricos em vitamina B12
Juntas, as vitaminas do “complexo B” desempenham um papel importante no humor. Especialmente a vitamina B12, que se destaca por dar energia, reduzir o cansaço e acalmar a mente. Alguns alimentos que são fontes dessa vitamina: moluscos e ostras, carne, fígado, queijo e ovos.
4. Bananas
As bananas são cheias de nutrientes, fibras e minerais, e dão ao corpo um grande impulso energético. Além disso, contêm triptofano, que ajudam a produzir serotonina e relaxam o sistema nervoso.
5. Comida picante
Os alimentos picantes contêm uma boa quantidade de um composto químico chamado capsaicina que, quando entra em contato com suas papilas gustativas, envia sinais para o cérebro, que libera endorfina, causando sensação de euforia e disposição.
6. Cerejas
Além de ser um ativador de serotonina, as cerejas também produzem endorfina, dopamina e norepinefrina no corpo. Esses elementos ajudam a lidar com a irritabilidade, melhoram a qualidade do sono e aumentam a tolerância à dor.
7. Chocolate
O chocolate estimula a produção de endorfina no corpo e aumenta a serotonina no cérebro. Mas é necessário consumir com moderação. Caso contrário, ele pode realmente causar vício e levar a mais problemas de ansiedade ou aumento de peso.
8. Abacaxi
A fruta contém compostos que estimulam a produção de serotonina, excelente para a saúde física e mental. Melhora a concentração, problemas de insônia e ajuda a combater o mau humor.
9. Alimentos ricos em zinco
Uma deficiência de zinco pode levar à depressão e ao estresse. Alimentos com zinco ajudam o corpo a absorver proteínas e carboidratos, ao mesmo tempo em que dá energia. Algumas opções: amendoins, abóbora e sementes de abóbora, fígado, espinafre, cogumelos, leite e produtos lácteos, grãos inteiros, feijões.
10. Macarrão
Os carboidratos ajudam a equilibrar o humor. As massas são nutritivas e ajudam a passar por um dia atarefado. Também é baixa em colesterol, possui alto teor de fibras e tem a capacidade de regular os níveis de açúcar no sangue.
Uma mistura equilibrada de todos os alimentos mencionados, além da prática de exercícios físicos diariamente, é essencial para ser mais feliz e saudável. Se nenhum desses alimentos ajudar, ou se for algum caso mais sério, é importante buscar ajuda profissional.
Nativo da Ilha do Marajó, o fruto amazônico é utilizado na produção de doces, sorvetes, sucos, geleias e licores
Após o avanço do consumo do açaí e do cupuaçu por todo o país, o bacuri (Platonia insignis) é considerado um dos próximos frutos a romper as fronteiras da Região Amazônica, onde é típico da vegetação local. A rota para abastecer o território nacional, no entanto, exige aumento da área manejada e de plantio, cuja produção atual ainda é insuficiente para atender à demanda interna.
Se depender do alto valor que o bacuri chega ao varejo dos Estados do Norte, em torno de R$ 42 o quilo da polpa em supermercados de Belém (PA), por exemplo, não vai faltar interesse de produtores agrícolas de outras partes do Brasil. Fora da área de ocorrência espontânea, a faixa dos litorais do Nordeste e do Sudeste é considerada preferencial para o cultivo da fruteira.
De tamanho e peso variáveis, indo de 200 gramas a 1,4 quilo, o bacuri é um fruto agridoce que serve para a produção de doces, sorvetes, sucos, geleias e licores. Rico em potássio, fósforo e cálcio, também pode ser consumido in natura. A casca do bacuri tem aproveitamento na culinária regional e o óleo, extraído das sementes, como anti-inflamatório e cicatrizante na medicina popular, além da indústria de cosméticos, graças à fartura de ácido palmítico em sua composição.
No passado, o bacurizeiro foi mais importante como fornecedor de madeira resistente para a construção de embarcações e casas. Frondosa, a árvore, ao crescer naturalmente, pode atingir até mais de 30 metros de altura, com tronco de 2 metros de diâmetro, e levar até mais de dez anos para frutificar. Contudo, a cultura tem condições de se adaptar à agricultura familiar.
Por meio da técnica de enxertia e manejo adequado, a fruteira tem o tamanho reduzido e condições de iniciar a produção com 4 a 5 anos de idade, tornando-se mais viável como opção de complemento de renda para pequenos agricultores. Vale destacar a necessidade de trabalhar com diferentes clones na área para assegurar a variabilidade genética e a conversão de flores em frutos.
Onde é nativo – a árvore é oriunda da Ilha do Marajó, na foz do Rio Amazonas, até o Piauí, seguindo a costa do Pará e do Maranhão –, o bacurizeiro é encontrado em baixa densidade na mata virgem. Porém, na vegetação secundária, existem milhares de exemplares jovens por hectare, facilitando a transformação de capoeiras em pomares da fruteira.
Também é vista como planta muito adequada para recompor Áreas de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente, como recomenda o novo Código Florestal brasileiro.
Nas áreas onde não ocorrem rebrotamentos de bacurizeiros, recomenda-se o seu plantio com mudas ou semeadura direta de sementes no campo.
Mãos à obra
>>> INÍCIO Certifique-se em contar com mais de um tipo de bacurizeiro na área onde se pretende realizar o manejo, aproveitando os rebrotamentos. Como as mudas da planta não são facilmente encontradas no mercado, devido ao longo tempo requerido para a germinação, é importante adquirir as sementes durante o curto período de safra, que vai de janeiro a abril.
>>> AMBIENTE O bacurizeiro prefere clima quente e úmido, com temperaturas médias anuais entre 24 ºC e 27 ºC, umidade relativa do ar entre 71% e 88% e quantidade de chuva na faixa de 1.300 a 3.100 milímetros. Assim, pode ser cultivado em toda zona tropical úmida, com exceção das regiões de altitude elevada, pois as baixas temperaturas podem comprometer o crescimento e o desenvolvimento da planta.
>>> PLANTIO Indicado no início da estação das chuvas, pode ser realizado com mudas produzidas em sacos de plástico de 18 centímetros de largura e 35 centímetros de altura. Se direto no campo, coloque três sementes em covas de 15 centímetros de diâmetro por 8 centímetros de profundidade, distanciadas entre si de 7 em 7 metros. Não é necessário adubar até que as plantas atinjam 30 centímetros de altura. A enxertia no campo, por meio do método de garfagem no topo para frutificação mais cedo e reprodução integral das características da planta-mãe, ocorre quando as plantas estão com 40 a 60 centímetros de altura. O bacurizeiro aceita todos os tipos de solo, desde que seja profundo e de boa drenagem.
ESPAÇAMENTO É indicado 10 por 10 metros em culturas oriundas de brotações de raízes e 7 por 7 metros de mudas enxertadas. A medida de cada cova para a planta é de 40 x 40 x 40 centímetros.
>>> ADUBAÇÃO Após dois meses do plantio, aplique 50 gramas da fórmula 18-18-18 a cada 60 dias durante o primeiro ano. Nos dois anos seguintes, use 200 gramas da mesma formulação no início, meio e fim do período de chuvas, sendo que na primeira parcela adicione de 15 a 20 litros de esterco de bovino, ou cama de aviário, e mais 100 gramas de FTE (micronutrientes). No quarto ano, repita as aplicações nas mesmas datas, utilizando a fórmula 10-28-20. Aumente o volume das três parcelas juntas para 850 gramas, com acréscimo de 350 gramas de cloreto de potássio, quando os bacurizeiros atingirem produtividade acima de 200 frutos.
>>> PRODUÇÃO Leva de quatro a cinco anos em plantios realizados com mudas enxertadas e mais de dez anos caso a propagação tenha sido feita por semente. Em uma mesma área, plante dez clones diferentes para garantir a variabilidade de grãos de pólen e a conversão de flores em frutos.
Solo: profundo e de boa drenagem
Clima: quente e úmido
Área mínima: pode ser plantado em sítios e chácaras
Colheita: quatro anos após o plantio de mudas enxertadas e mais de 10 anos em plantas oriundas de sementes
Custo: R$ 10 é o preço da muda de semente e R$ 20 o da enxertada
Onde comprar: a maioria dos viveiristas da Amazônia produz mudas em grandes quantidades e por encomenda, mas também há geralmente mudas em estoque para áreas menores; no Pará, podem ser adquiridas no Viveiro São Francisco, tels.(91) 3788-0096 e (91) 9628-3285, e na Amazonflora, amazonflora@amazonflora.com.br
Mais informações: a Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), recebe visitas de interessados no assunto
*José Edmar Urano de Carvalho, Antônio José Elias Amorim de Menezes e Alfredo Homma são pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, Tv. Dr. Enéas Pinheiro, s/no, Belém, PA, Caixa Postal 48, CEP 66095-100, tel. (91) 3204-1000