segunda-feira 08 2017

Entrevista a José Mujica. Ex Presidente de Uruguay (Vale muito assistir)





Encantada com a entrevista de PEPE MUJICA, Ex Presidente do Uruguay.
Este homem me encanta em muitos aspectos... Muito mais pelo o desapego...
mujica uruguai frases marcantes

domingo 07 2017

Associação de procuradores vê “ameaça” em fala de Lula


Em evento do PT, ex-presidente afirmou em tom irônico que, se não o prendessem logo, ele iria mandar prender os que falam mentiras contra ele

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) lamentou na noite deste sábado as declarações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o 6º Congresso Estadual do PT, em São Paulo. Em críticas direcionadas à imprensa e aos investigadores da Operação Lava Jato, o petista afirmou: “Amanhã o Lula vai ser preso. Faz dois anos que eu estou ouvindo isso. Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prende-los por mentiras”.

Em nota, o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, afirmou que a frase tem tom de ameaça e que “não é digna” de alguém que já foi presidente da República. “De resto, apenas lamentar a frase, que soa como ameaça, de que — supõe-se legitimamente que depois de mais uma vez eleito presidente — irá mandar prender os que investigam. Isto não irá deter qualquer agente de Estado ou a marcha serena e impessoal da Justiça, mas não é uma declaração digna de quem foi por oito anos o supremo mandatário do país”, disse Cavalcanti, no texto. “O ex-presidente sabe muito bem que chefes do executivo não ‘mandam prender’ ninguém em um estado de direito. A Justiça é que o faz”, acrescentou.

Após eleição, Macron traz mensagem de otimismo para a França


O próximo desafio do recém-eleito Emmanuel Macron são as eleições legislativas, marcadas para 11 de junho

O candidato independente Emmanuel Macron foi eleito por 66,06% dos votos. Marine Le Pen recebeu 33,94% de apoio no segundo turno das eleições na França neste domingo. Três dias antes da eleição que consagrou Macron o novo presidente da França, o escritor mais popular do país definiu assim o movimento do candidato centrista: “É uma terapia de grupo para converter a França ao otimismo”.
Para Michel Houellebecq, autor de “Submissão” e grande tradutor do mal-estar francês contemporâneo, Macron surge como uma cura para um país doente de pessimismo, “que se compara de maneira obsessiva com a Alemanha” para descobrir que não consegue ser como o vizinho.
No universo houellebequiano, o otimismo com a vitória de Macron traz em si o seu contrário, uma melancolia que reconhece que não há mais retorno ao passado da França industrializada. Eleger Macron é “aceitar a mundialização e fazer coisas diferentes de um smartphone. Somos bons no artesanato, na gastronomia, no turismo”, listou Houellebecq, no palco do programa Emission Politique, no tom depressivo de sempre. O otimismo francês dura poucas frases.
Nos cartazes fixados por todo o país, abaixo do olhar sério de Macron, o slogan “A França deve ser uma chance para cada pessoa” tinha ares de autoajuda, principalmente quando somada aos discursos emocionais do jovem candidato, poucas vezes vistos na sisuda política francesa. Emoção que chegou ao seu auge na tarde de 18 de fevereiro.
Em um comício na cidade de Toulon, Macron paralisou a multidão ao usar uma frase ícone de Charles de Gaulle: “Eu entendi vocês” disparou, em tom dramático, fazendo referência ao discurso feito pelo primeiro presidente da 5ª república em 4 de junho de 1958, na Argélia. Na ocasião, De Gaulle começou abriu a fala histórica com esta frase na intenção de acalmar a multidão que lhe assistia na Praça do Fórum de Argel em plena guerra pela independência da colônia.
Na versão de Macron, o célebre “Je vous ai compris” ganhou um complemento. “Eu entendi vocês. E eu amo vocês”, disparou, dando o toque emocional quase populista característico de sua retórica. Desde então, a França discute o que é o “Macronismo”, essa força que agora sobe ao poder.
“O macronismo tem sentido por um lado e eletricidade por outro”, na definição de François Lenglet, analista econômico da rede France2. O sentido, ele não tem dúvida, é liberal: “É o desenvolvimento da economia privada, é reduzir o estado. Um programa liberal clássico”, definiu, em análise após a vitória. O lado que forneceria a eletricidade seria o carisma e a proposta social, a “flexi-seguridade” escandinava, grande inspiração de Macron.

Primeiro desafio: eleição legislativa

Se por um lado falou ao coração dos franceses, Macron não abriu mão de algumas propostas altamente impopulares. O tema reforma trabalhista, que faz os franceses terem arrepios, esteve na linha de frente durante toda a campanha, sem constrangimento. O novo presidente é claro: é preciso tornar o atual modelo de emprego francês menos protetor para incluir os 10% de desempregados no mercado de trabalho. O fato de 65% dos eleitores terem dado seu voto por um candidato que quer mexer nesta instituição francesa que são os direitos trabalhistas é o maior sinal de que o país está mudando – e que Macron soube perceber isso.
A casca de banana que pode aparecer no caminho do novo governo e fazer o otimismo virar fúria tem data marcada para aparecer: 11 de junho, quando os franceses vão às urnas novamente eleger o novo parlamento. Os discursos de Marine Le Pen e do radical de esquerda Jean-Luc Mélenchon – que obteve quase 20% dos votos no primeiro turno – já mostram que as duas forças extremistas estão mobilizadas para compor uma forte oposição ao novo governo.
Mélenchon e seu movimento França Insubmissa deve constituir a maior resistência às reformas e já deixou claro que poderá repetir as cenas de protesto e pancadaria nas ruas das grandes cidades franceses verificadas no ano passado, quando François Hollande fez uma tímida mudança na lei trabalhista.

segunda-feira 01 2017

Sua vida pode ser incrível

Mas para acontecer isso você precisa se entregar de verdade aos seus projetos. Essa é a chave para ser o que você sempre sonhou.
Resultado de imagem para Sua vida pode ser incrível
Luiz Felipe Buff, 36, é descendente de quatro gerações de juristas. Aos 28 anos, ele se deu conta de que não gostava nem de ser advogado nem da sua vida em São Paulo. E tomou uma atitude radical: abandonou tudo e saiu em busca do que o faria realmente feliz.Ter essa coragem é fundamental para quem quer ter uma vida plena e com propósito.
Para o psicanalista Manoel Thomaz Carneiro, autor do livro “Pense Bem – Ideias para Reinventar a Vida” (Casa da Palavra), essa entrega faz toda a diferença. Viver “em pedaços” é justamente o que faz muita gente se sentir vazia. “Muitos estão no cinema e ao mesmo tempo no celular, já pensando no dia seguinte”, diz. “Uma vida incrível é aquela em que a pessoa está interessada e inteira.”

Buff encontrou o sentido da sua em um caiaque. Hoje, é instrutor de uma entidade que desenvolve liderança por meio de expedições em locais como Alasca e Patagônia. Nas horas vagas, realiza missões próprias. A próxima: remar por toda a costa brasileira. “Tenho paixão absoluta pelo que faço. Antes, era até difícil difícil voltar a São Paulo e conversar com os amigos. A maioria vivia reclamando, ricos e infelizes.

Buff lembra que foi uma “batalha” contrariar o desejo da família e que ficou inseguro no início. Sair da zona de conforto e assumir riscos é duro. Por isso mesmo é preciso ir com tudo. “Quando você se entrega totalmente, cresce muito”, diz.

Lembre-se de pessoas que você admira, sejam elas atletas, artistas, empreendedores… Por mais diferentes que sejam, é provável que tenham isso em comum: entregaram-se a algo de corpo e alma. E você? Vai viver pela metade?
http://super.abril.com.br/comportamento/ideia-2-nao-viva-pela-metade/

quarta-feira 19 2017

Moro desmente Requião sobre abuso de autoridade


Juiz da Lava Jato diz que é contra proposta do senador do PMDB, que atribuiu ao magistrado suposto apoio à alteração no substitutivo do projeto de lei

O juiz federal Sérgio Moro declarou que ‘é inverídica’ a afirmação de que foi consultado e concordou com a redação do parecer do projeto que altera a Lei de Abuso de Autoridade.
O relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), deve apresentar nesta quarta-feira, 19, novo parecer à Comissão de Constituição e Justiça. A redação teria se baseado nas sugestões do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e sido feita após consulta e aprovação de Moro.
O juiz da Lava Jato divulgou nota em que nega ter avalizado o substitutivo.
“Consta, no parecer do senador Requião sobre o projeto da lei de abuso de autoridade, afirmação de que eu, juiz Sérgio Moro, teria sido consultado e concordado com a redação por ele proposta para o parágrafo segundo do artigo 1 do substitutivo”, informou Moro.
“Isso, porém, não é verdadeiro, estando o Senador absolutamente equivocado pois não fui consultado e não concordo com a redação proposta.”
O juiz da Lava Jato chegou a ir ao Senado para apresentar suas divergências em relação à proposta. O projeto do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) abre brecha para que juízes e promotores sejam punidos pela interpretação da lei.
“Ninguém defende abuso de autoridade, mas a redação proposta no substitutivo do senador não contém salvaguardas suficientes para prevenir a criminalização da interpretação da lei e intimidara a atuação independente dos juízes.”
COM A PALAVRA, O JUIZ MORO
“Há duas semanas fui consultado acerca de alterações no substitutivo do senador Requião para o projeto na Lei de Abuso de Autoridade. Na ocasião, fui informado que basicamente teria sido acolhida a sugestão por mim apresentada e igualmente pelo procurador-geral da República, de que o projeto conteria norma estabelecendo que ‘não constituiria, por si só, crime de abuso de autoridade a divergência na interpretação da lei ou na avaliação de fatos e provas’.
Se o substitutivo apresentado pelo senador Requião agrega o condicionante ‘necessariamente razoável e fundamentada’, como afirma-se, esclareço que não fui consultado sobre essa redação específica e ela, por ser imprecisa, não atende a minha sugestão. Persiste, com ela, o risco à independência judicial. Ninguém é favorável ao abuso de autoridade, mas o juiz não pode ser punido por mera divergência na interpretação da lei, especialmente quando dela discordarem pessoas politicamente poderosas.
”http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/moro-desmente-requiao/

terça-feira 18 2017

Há um antes e um depois de Lula na corrupção nacional, capaz até de assustar Emílio Odebrecht


Há quem veja nas delações da Odebrecht e nas centenas de inquéritos delas decorrentes, tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) como na primeira instância, a confirmação de que toda a política nacional está corrompida. A disseminação da corrupção seria de tal ordem que já não teria muita serventia a identificação dos culpados. Com leves variações de tons, todos os políticos seriam igualmente culpados. Ou, como desejam alguns, todos seriam igualmente inocentes.
Como corolário desse duvidoso modo de ver as coisas – como se a deformação da política tivesse pouca relação com a atuação desonesta de pessoas concretas –, há quem entenda que as descobertas mais recentes da Lava Jato desfazem a impressão, tão forte nas primeiras etapas da operação, de que Lula e sua tigrada tiveram uma participação especial na corrupção no País. Eles seriam tão somente um elo a mais na corrente histórica de malfeitos. A responsabilidade por tanta roubalheira caberia, assim querem fazer crer, ao sistema político.
Longe de relativizar a responsabilidade do PT na crise ética da política, as revelações sobre os ilícitos da Odebrecht, delatados por seus diretores e executivos, confirmam e reforçam o papel deletério de Lula na política nacional. Seu papel foi decisivo e central para o abastardamento da vida política brasileira. Foi ele o autor intelectual e material do vil assassinato do interesse público nos dias que vivemos.
A corrupção levada a cabo nos anos do PT no governo federal não é mera continuidade de um sistema corrupto. Há um antes e um depois de Lula na corrupção nacional, capaz até de assustar Emílio Odebrecht. “O pessoal dele (de Lula) estava com a goela muito aberta. Estavam passando de jacaré para crocodilo”, disse o presidente do conselho de administração da empreiteira, em relato por escrito à Procuradoria-Geral da República.
É evidente que já existia corrupção antes de Lula da Silva chegar à Presidência da República. A novidade trazida pelo ex-sindicalista foi a transformação de todos os assuntos estatais em negócio privado. Sem exagero na expressão, Lula da Silva pôs o Estado à venda. A Odebrecht e outras empresas envolvidas no escândalo apenas compraram – sem nenhuma boa-fé – o que havia sido colocado na praça.
Ao perceber que todos os assuntos relativos ao governo federal poderiam gerar-lhe benefícios, pessoais ou ao Partido dos Trabalhadores, Lula da Silva procedeu como de costume e desandou a negociar. Com alta popularidade e situação econômica confortável – o País desfrutava então das reformas implementadas no governo anterior e das circunstâncias favoráveis da economia internacional –, Lula não pôs freios aos mais escusos tipos de acordo que sua tigrada fazia em seu nome, em nome do governo e em nome do partido, como restou provado no mensalão e no petrolão.
Lula da Silva serviu-se do tradicional discurso de esquerda, de ampliação da intervenção do Estado na economia, para gerar novas oportunidades de negócio à turma petista. São exemplos desse modo de proceder as políticas de conteúdo nacional e da participação obrigatória da Petrobrás nos blocos de exploração do pré-sal. Aquilo que era apresentado como defesa do interesse nacional nada mais era, como ficaria evidente depois, que uma intencional e bem articulada ampliação do Estado como balcão de negócios privados.
Lula não inventou a corrupção, mas criou uma forma bastante insólita de fazer negócios escusos. Transformou a bandalheira em política de Estado. Com isso, corruptos, velhos e novos, tiveram ganhos nos anos petistas que pareciam não ter limites. Não foi por acaso nem por patriotismo, por exemplo, que o governo petista estimulou as empreiteiras a expandir sua atuação para novas áreas, como a exploração de petróleo. Assim, incluía-se mais uma oportunidade ao portfólio de negociatas da tigrada de Lula.
Todos os inquéritos abertos a partir das delações da Odebrecht merecem especial diligência. Seria equívoco não pequeno, no entanto, achar que o envolvimento de tanta e diversificada gente nas falcatruas de alguma forma diminui a responsabilidade de Lula da Silva pelo que aí está. A magnitude dos ilícitos descobertos pela Lava Jato, da Odebrecht e de tantas outras empresas e pessoas, só foi possível graças à determinação de Lula da Silva de pôr o Estado à venda. Não lhe neguemos esse mérito.
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-responsabilidade-de-lula,70001739770