sexta-feira 06 2013

Morre Nelson Mandela; agora o CNA precisa deixar nascer a África do Sul

Nelson Mandela
Nelson Mandela morreu. E uma África do Sul ainda está por nascer. Não que ele não tenha feito um trabalho gigantesco. Todas as homenagens são justas. Pertencia a um aparelho chamado Congresso Nacional Africano, o partido que centralizou o luta contra a delinquência moral do apartheid e que, no poder, se transformou numa formidável máquina de assalto ao Estado. A questão se torna particularmente complicada porque o partido traz consigo a densidade moral da histórica luta contra o regime racista, de que ele se tornou a expressão máxima.
A biografia de Mandela está aí, em toda parte. Não vou repisar o que todo mundo já leu, já sabe ou pode acessar num clique. Vamos lá. Qual foi o grande acerto de Nelson Mandela? Ter, a partir de um determinado momento, percebido que a luta pacífica — sem jamais ter desmobilizado seus partidários — era o melhor caminho. Ele fez, sim, parte de um grupo que se dedicava a ações violentas e a sabotagens — e por isso foi preso e condenado à prisão perpétua.
O CNA tinha o seu braço armado, o Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), também conhecido como MK. Oficialmente ao menos, até a libertação de Mandela, o MK jamais renunciou à luta armada, mas o líder, mesmo na cadeia, percebeu que aquela era a pior escolha. A mística, no entanto, continuou. Abaixo há um vídeo de 2006, sete anos depois de ele ter deixado a Presidência, em que ainda canta o hino do MK. A letra fala por si: eles dizem se orgulhar de matar os brancos.


Era só memória de um tempo apenas. Na década de 80, o concerto das nações não podia mais admitir um regime oficialmente racista. Da cadeia, contrariando as alas mais radicais do CNA, o ex-guerrilheiro passou a negociar com o governo a transição pacífica. Libertado em fevereiro de 1990, elege-se presidente em 1994, cumpre o mandato até 1999 e deixa o poder, recusando a reeleição, o que teria conseguido sem esforço.
No governo, em vez de promover a revanche contra os brancos, Mandela investiu no entendimento. Sabia que a eventual perseguição à minoria poderia representar o caos econômico para o país. Preferiu investir na paz, não na guerra. Criou a Comissão da Verdade e da Reconciliação para que se contasse a história do período, não para perseguir os antigos poderosos. Crimes cometidos por pessoas ligadas ao próprio CNA também foram tornados públicos, como os cometidos por Winnie Mandela, sua ex-mulher, depois tornada inimiga política.
O Mandela da paz, assim, se tornou uma figura política realmente gigantesca. A África do Sul poderia ter involuído, num primeiro momento, para uma guerra contra os brancos e, depois, para uma guerra entre os próprios negros, separados por etnias e ideologias. Foi o que aconteceu, por exemplo, em Moçambique e, especialmente, Angola. Mandela percebeu que a luta na África do Sul tinha características diferentes de uma guerra contra um colonialismo decadente, excrescente e anacrônico. Era outra coisa. Não havia um país estrangeiro fazendo escolhas em lugar dos sul-africanos. Certamente passou poucas e boas na prisão, mas o fato é que, ao ser retirado da rota das várias derivações do marxismo armado que se espalharam pela África — o movimento que levou, por exemplo, Che Guevara ao Congo —, teve a oportunidade de sonhar outro sonho, em parte realizado.
Além do símbolo
A África do Sul baniu, evidentemente, todas as leis discriminatórias. Segue sendo o país mais rico e desenvolvido do continente e o único que aderiu, no que concerne às instituições, a um regime realmente democrático. Se alguém da minoria branca vencer a eleição vai governar o país — assim como Obama, pertencente a uma minoria de 13% nos EUA, governa os EUA.
Ocorre que não há chance de um branco vencer a disputa no país. É compreensível. O apartheid ainda está vivo na memória. O problema é outro: é impossível que um candidato desvinculado do CNA vença a eleição. O partido, que nunca foi muito ortodoxo em matéria de moralidade, tornou-se uma máquina gigantesca, que tem o pleno domínio de todas as instituições do Estado. É impossível fazer negócio no país sem, como direi?, pagar um tributo extra a alguma autoridade do CNA.
No ranking dos países considerados mais corruptos — ou em que há a percepção de corrupção —, elaborado pela Transparência Internacional, a África do Sul está junto com o Brasil: em 72º lugar. Numa escala de zero (totalmente corrupto) a 100 (livre da corrupção), os dois países obtiveram a mesma nota: 42.
Quando um partido se torna de tal sorte hegemônico — e o apartheid é que acabou sendo o grande estímulo à hegemonia exercida pelo CNA —, as forças políticas já não lutam para convencer a sociedade , mas para controlar esse aparelho. É o que PT sonha realizar no Brasil — em parte, já realiza. Por isso investe na fábula ridícula do “nós” contra “eles”. O petismo pretende ser, assim, o nosso CNA, e seus “negros” seria a “maioria discriminada”…
O apartheid político e racial é uma realidade superada. Acabou. Os brancos que eventualmente sonham com o status anterior não têm voz relevante. A questão agora é saber como a sociedade sul-africana vai controlar a máquina corrupta do CNA. Mandela não teve tempo de se ocupar no assunto na Presidência. Ao encerrar o seu mandato, permaneceu como um símbolo, uma referência, mas sem força para pôr o partido nos trilhos. A tensão social no país, que também é notavelmente violento, é gigantesca. Em agosto do ano passado, um confronto entre mineiros em greve, todos negros, e policiais, todos negros, fez 44 mortos. A violência urbana é proverbial pela crueldade dos crimes cometidos.
Por incrível que pareça, com o fim do apartheid, aumentou a desigualdade social no país — abrindo-se também um valo entre negros e negros —, e caiu a expectativa de vida em razão da violência brutal e da AIDS. O país atentou muito tarde para o risco da doença. O atual presidente, Jacob Zuma, que tem três mulheres e confessou ter um filho com uma amante, chegou a admitir que manteve relações sem proteção com uma mulher que sabia contaminada. Em seguida, afirmou, tomou um banho. Ele não acreditava, então, que o vírus fosse o responsável pela doença e sugeriu que era coisa só de homossexuais. A África do Sul entrou muito tarde no combate à Aids e a doença virou um flagelo no país. 
O grande desafio da África do Sul, hoje e nas próximas décadas, será se livrar do poder acachapante do CNA; será, em suma, criar forças políticas as mais distintas, que possam garantir a alternância de poder — não a alternância entre negros e brancos, mas aquela que existe entre os que divergem. Ou negros não divergem de negros?
Essa poderá ser uma luta mais longa do que a travada contra o apartheid. 
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/morre-nelson-mandela-agora-o-cna-precisa-deixar-nascer-a-africa-do-sul/

Reações à morte de Nelson Mandela

"Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai. Apesar de sabermos que esse dia chegaria, nada pode diminuir nosso sentimento de profunda perda" (Jacob Zuma)


Jacob Zuma, presidente da África do Sul

"Nelson Mandela conseguiu mais do que poderia se esperar de qualquer homem. Hoje ele foi para casa" (Barack Obama)

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos

"Uma grande luz se apagou no mundo. Nelson Mandela foi um herói do nosso tempo" (David Cameron)

David Cameron, primeiro-ministro inglês

"A morte de Nelson Mandela torna o mundo mais pobre de referências de coragem, dignidade e obstinação na defesa das causas justas" (Joaquim Barbosa)

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal

"Nelson Mandela foi um gigante da justiça e de uma humanidade inspiradora" (Ban Ki-moon)

Ban Ki-moon, secretário geral das Nações Unidas

"O exemplo de Mandela guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo" (Dilma Rousseff)

Dilma Rousseff, presidente do Brasil

"Mandela foi o líder mais impressionante entre todos que já conheci. Sua altivez, seu antirracismo e sua generosidade ajudaram decisivamente a terminar com o apartheid" (FHC)

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil e membro do grupo The Elders

"A história vai lembrar de Nelson Mandela como um campeão da dignidade humana e da liberdade, da paz e da reconciliação" (Bill Clinton)

Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos

"Mandela foi um herói para todos aqueles que prezam pela liberdade e dignidade humana. Seu legado continua conosco" (Morgan Freeman)

Morgan Freeman, ator que interpretou Nelson Mandela no filme Invictus (2009).

"Ele nos fez ter orgulho de sermos africanos. Nos ensinou a andar de cabeça erguida. Deus seja louvado" (Desmond Tutu)

Desmond Tutu, ex-arcebispo da África do Sul 

"Seu maior legado é ter conseguido romper com o conflito do passado para chegar à paz" (Frederik Willem de Klerk)

Frederik Willem de Klerk, ex-presidente da África do Sul

"Perdi um grande amigo. Nelson Mandela segue como uma fonte de inspiração para todos nós" (Kofi Annan)


Kofi Annan, ganhador do prêmio Nobel da Paz e ex-secretário geral da Onu. 

"Foi um herói para mim, um amigo e um companheiro na luta pelo povo e pela paz no mundo" (Pelé)

Edson Arantes do Nascimento, pelo Twitter

"Quis dar um abraço no mundo quando soube da morte de Mandela" (Whoopi Goldberg)

Whoopi Goldberg, atriz americana

"Ele era o pai de seu povo, um homem de visão, um defensor da liberdade que rejeitava a violência" (Benjamin Netanyahu)

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

"O povo da África do Sul e os defensores dos direitos humanos perderam um grande líder" (Jimmy Carter)

Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos e membro do grupo The Elders

Funeral de Mandela será desafio logístico para África do Sul

Memória

Planos do governo preveem cerimônias em vários locais, ao longo de vários dias. Rivalidades familiares podem criar obstáculos no planejamento

Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, em 1996
A despedida ao ícone da luta contra o apartheid será o maior evento da história da África do Sul. A TV estatal SABC já avisou que fará a cobertura ao vivo de todos os atos relacionados à morte de Nelson Mandela “nas próximas duas semanas”. O presidente Jacob Zuma, ao anunciar a morte em um pronunciamento transmitido pela televisão, disse que Madiba “terá funerais de Estado” e que as bandeiras do país permanecerão a meio mastro a partir desta sexta-feira até a realização do enterro.
Frases: "A coragem não é a ausência do medo, mas a sua superação."
A rede americana CNN informou que haverá cerimônias públicas e privadas em homenagem ao prêmio Nobel da Paz, que morreu nesta quinta-feira, aos 95 anos. Segundo a CNN, o corpo será encaminhado a um hospital militar para ser embalsamado. A TV também cita, em sua página na internet, a organização de uma cerimônia fúnebre no estádio Soccer City, em Johannesburgo, onde foi disputada a final da Copa do Mundo de 2010. Citando fontes do governo sul-africano, acrescenta que o corpo será levado para a sede do governo em Pretória e, finalmente, para Qunu. Mandela nunca deu instruções exatas para seu funeral. Apenas indicou o desejo de ter uma cerimônia singela nesta aldeia para a qual se mudou quando ainda era criança.
A estrutura prevista para a despedida ao líder sul-africano, porém, passa longe da simplicidade. O jornal britânico The Guardian destaca que o funeral de Mandela deverá rivalizar com o do papa João Paulo II em 2005, ao qual compareceram cinco reis, seis rainhas, setenta presidentes e primeiros-ministros, além de 2 milhões de fiéis. Às cerimônias dedicadas a Mandela, todos os ex-presidentes americanos vivos devem comparecer, além de chefes de estado e muitas celebridades.
“Tudo isso significa um planejamento sem precedentes e um pesadelo de segurança para a África do Sul”, destaca o jornal, citando um documento do governo sul-africano que prevê atividades para um período de doze dias. “Apesar de o documento ter sido elaborado mais de um ano atrás e possa ter sido revisto, é uma amostra de como as autoridades se prepararam para um momento único”.
Um ex-diplomata americano baseado em Johannesburgo comparou o trabalho que o funeral vai exigir ao que seria necessário para organizar “as cerimônias de abertura e encerramento da Copa do Mundo simultaneamente, junto com um evento de tomada de posse presidencial e a coroação de um monarca”. “O governo sul-africano vai enfrentar um desafio logístico gigantesco”, ressaltou J Brooks Spector.
Disputa – Além da questão logística, ainda há dúvidas sobre o local onde o corpo de Mandela será, de fato, sepultado. A questão foi alvo de discussão entre os familiares do ex-presidente há meses, desafiando o tabu existente na tribo xhosa de que não se deve discutir a morte de uma pessoa enquanto ela ainda está viva.
No período mais crítico para Madiba durante os três meses em que ficou internado em Pretória, entre junho e setembro, foi convocada uma reunião familiar para decidir sobre o funeral. Uma das alternativas analisadas foi colocar o corpo em um museu, para servir de lugar de peregrinação – o que iria contra o que Mandela sempre disse e escreveu sobre sua aversão à tentativa de mitificá-lo.
A aldeia Natal de Mandela, Mvezo, também poderia ser uma alternativa. Mas o local já foi alvo de disputa entre os familiares do ex-presidente. Isso porque, em 2011, os restos mortais de três filhos do prêmio Nobel foram misteriosamente transferidos de Qunu para Mvezo (a distância entre as duas localidades é de aproximadamente 40 quilômetros). O neto mais velho, Mandla, foi acusado de ter roubado os corpos para assegurar que Nelson Mandela fosse enterrado na aldeia – o que atrairia turistas para a região. Parentes entraram na Justiça e conseguiram uma ordem para que os restos mortais retornassem a Qunu.
A CNN afirma que uma aeronave militar vai levar o corpo do líder sul-africano na próxima semana, “provavelmente sexta-feira ou sábado”, para Qunu. A pequena aldeia está se preparando há meses para receber os visitantes – até mesmo novas estradas foram construídas.
O governo sul-africano criou uma página na internet específica para publicar os avisos relacionados ao funeral de Mandela. Por enquanto, o texto diz apenas que cerimônias serão realizadas em vários locais “para dar a todos a oportunidade de participar”. 

10 curiosidades sobre a Lua

Filha da Terra


Novos estudos científicos indicam que a Terra pode ser mãe solteira da Lua. No ano passado, dois estudos desafiaram a teoria mais aceita, de que uma colisão gigantesca entre a Terra e um objeto do tamanho de Marte teria dado origem à Lua há 4,5 bilhões de anos. O nome do suposto “pai” seria Theia. Mas a análise química de amostras da Lua coletadas durante a missão Apollo, na década de 1970, indicou que o material do qual a Lua é feita veio apenas da Terra.

Gelo lunar

No meio do ano passado, após analisar imagens da Lua obtidas pela sonda Lunar Reconnaissence Orbiter, da Nasa, um grupo de pesquisadores afirmou que poderia existir gelo na superfície da cratera Shackleton, próxima ao polo sul do satélite natural da Terra. Devido ao intenso brilho no interior da cratera, os pesquisadores estimaram que ela poderia ser composta por até 22% de gelo. Meses depois, pesquisadores da Nasa reforçaram a hipótese da existência de gelo na cratera, mas baixaram a estimativa para 10%. A cratera Shackleton é considerada pela agência espacial americana uma candidata a funcionar como base lunar no futuro, caso seja confirmada a presença de gelo.

Naufrágio do Titanic

Um estudo sobre o naufrágio do Titanic culpou até a lua pelo ocorrido. Segundo uma pesquisa americana, um raro alinhamento do Sol e da Lua, quatro meses antes do acidente que matou mais de 1.500 pessoas, teria desprendido um grande número de icebergs, que acabaram entrando na rota do transatlântico. O alinhamento entre os dois astros teria reforçado a atração gravitacional, produzindo marés altíssimas. Assim, os astrônomos chegaram à conclusão de que a maré excepcionalmente alta de janeiro de 1912 teria desencalhado icebergs da Groenlândia, que se deslocaram rumo ao sul pelas correntes oceânicas, tendo tempo suficiente para chegar às rotas de navegação do Titanic.

Irmã menor

Bilhões de anos atrás, a Terra pode ter tido duas luas em sua órbita. Segundo essa teoria, a “irmã” menor teria sido incorporada à Lua após uma colisão. Tal fenômeno poderia explicar a superfície acidentada e as diferenças entre as duas faces do satélite. A face clara, voltada para a Terra, tem uma superfície relativamente suave e plana. Já a escura, que não pode ser avistada da Terra, tem montanhas que chegam a 3.000 metros de altura e crateras profundas. A hipótese está à espera de novas provas para ser confirmada.

Mais jovem

Um estudo de 2011 fez a Lua rejuvenescer 100 milhões de anos. A análise de uma rocha lunar trazida à Terra pela missão Apollo 16, em 1972, mostrou que o satélite pode ter se formado mais tarde do que se pensava. Os cientistas admitem, contudo, que as amostras podem não representar a parte mais antiga da crosta da Lua e que novos estudos seriam necessários para reescrever a certidão de nascimento do satélite.

Plantação de legumes

O ambicioso programa espacial da China pretende, entre outros projetos, levar uma missão tripulada à Lua no futuro – algo que, até hoje, foi feito apenas pelos Estados Unidos. Um dos estudos que estão sendo desenvolvidos com esse objetivo inclui o cultivo de legumes no espaço. Em um experimento realizado em Pequim, quatro tipos diferentes de vegetais cresceram em uma cabine de 300 metros cúbicos, cujo objetivo é permitir que os astronautas produzam as próprias reservas de ar, água e alimentos durante as missões. Segundo a agência espacial chinesa, o sistema foi construído em 2011, utiliza plantas e algas e deve ser empregado em bases na Lua ou em Marte.

Mistério da aurora boeral

A Nasa lançou em setembro deste ano a sonda Explorador de Atmosfera e Poeira Lunar (Ladee, na sigla em inglês) para tentar resolver um mistério lunar que já dura mais de 40 anos. Na última expedição tripulada à Lua, a Apollo 17, os astronautas relataram ter visto um brilho no horizonte lunar logo antes do nascer do Sol, semelhante à aurora boreal. O fenômeno, esboçado no caderno de Eugene Cernan (imagem acima), comandante da missão, surpreendeu os cientistas, já que a Lua não tem uma atmosfera espessa o suficiente para refletir a luz do Sol dessa maneira. A sonda vai testar a teoria elaborada pelos cientistas segundo a qual o misterioso fenômeno é efeito da poeira lunar, eletricamente carregada, em suspensão.

Mesma água

Uma pesquisa deste ano descobriu que a água da Lua tem a mesma origem que a presente na Terra. Ambas teriam sido trazidas por pequenos meteoritos chamados condritos carbonácios, que atingiram a região cerca de 100 milhões de anos após a formação do Sistema Solar. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisar a composição química de rochas lunares coletadas durante as missões Apollo 15 e 17, realizadas no começo da década de 1970, e perceber que ela era semelhante à da água encontrada na Terra e nos meteoritos.

Lua azul

O famoso fenômeno conhecido como Lua Azul não tem nada a ver com a cor do satélite — e sequer é considerado um evento astronômico. A Lua Azul ocorre a cada dois anos e sete meses, e significa apenas a ocorrência de uma segunda lua cheia em um mesmo mês. Ela acontece por uma falta de sincronia entre o calendário lunar e o gregoriano, adotado na maior parte do mundo. Enquanto o calendário de fases da Lua dura 29,5 dias, o gregoriano tem meses de 30 ou 31 dias – com exceção de fevereiro. Essa diferença de dias provoca o fenômeno.

Encolhe e estica

Estudos mostraram que a Lua está encolhendo e sua crosta, se esticando. O encolhimento do astro ocorre devido ao resfriamento de seu núcleo. Segundo estudos, desde sua formação, a distância entre o centro do satélite e sua superfície diminuiu aproximadamente 91 metros, o equivalente ao comprimento de um campo de futebol. Imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter mostraram também que, em algumas regiões, a crosta da Lua está se separando.

Nasa planeja cultivar vegetais na Lua em 2015

Espaço

A agência espacial americana vai enviar para o satélite uma pequena estufa com sementes de nabo, agrião e manjericão

lua água vento solar
"Se as plantas sobreviverem, nós provavelmente também sobreviveremos”, disse a Nasa, em comunicado (Stockbyte)
A Nasa vai dar o primeiro passo para que, no futuro, o homem permaneça por períodos mais longos no espaço. Em 2015, a agência espacial americana vai enviar para a Lua uma pequena estufa, onde serão cultivadas sementes de nabo, agrião e manjericão.
"Se plantas sobreviverem, nós provavelmente também sobreviveremos", disse a Nasa, em comunicado. A Câmara Lunar de Crescimento de Plantas (Lunar Plant Growth Chamber, em inglês) será levada ao satélite de "carona" com a nave espacial que vencer o concurso Lunar X-Prize, do Google, em 2015.
Após o pouso, as sementes serão regadas com água e crescerão sobre um filtro de papel com nutrientes dissolvidos, dentro da câmara, durante cinco a dez dias. Serão cultivadas cem sementes de agrião, dez de manjericão e dez de nabo.
"Recém-germinadas, as plantas são tão sensíveis quanto o homem, ou mais, às condições ambientais", continuou o comunicado. "O material genético dos vegetais, tal qual o humano, pode ser danificado pela radiação."
Solo lunar – Nenhuma semente será cultivada diretamente no solo lunar, que carece de nutrientes necessários ao crescimento das plantas. Lá não existe, por exemplo, o material orgânico decomposto que enriquece o solo terrestre. Além disso, os níveis de radiação na Lua são muito mais intensos do que o da Terra, já que o satélite não possui uma atmosfera que detenha os raios mais danosos do Sol.
Na superfície da Lua as temperaturas variam, em um mesmo dia, de -173 graus Celsius a 100 graus Celsius, e o ciclo de luz e sombra que regula a fotossínteses está sujeito ao fato que o dia lunar tem duração de 28 dias terrestres.
Os brotos serão fotografados em intervalos regulares com resolução suficiente para comparar o crescimento dos vegetais lunares com plantas cultivadas na Terra, em condições parecidas.

Valdemar e mais três mensaleiros se entregam no DF

Mensalão

Valdemar Costa Neto, Bispo Rodrigues, Pedro Corrêa e Vinicius Samarane começarão a cumprir pena pela condenação no julgamento do mensalão

Laryssa Borges e Gabriel Castro, de Brasília
Pedro Correa, Valdemar Costa Neto, Bispo Rodrigues
A CAMINHO DA PAPUDA – Os ex-deputados Pedro Corrêa, Valdemar Costa Neto e Bispo Rodrigues (ABr)
A Polícia Federal confirmou que os quatro mensaleiros cujas prisões foram decretadas nesta quinta-feira já estão sob a custódia do Estado e passarão a noite no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde outros onze condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) já cumprem suas penas. Os ex-deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Bispo Rodrigues se apresentaram diretamente na Papuda. Mais cedo, o deputado cassado Pedro Corrêa (PP-PE) e o ex-dirigente do Banco Rural Vinícius Samarane se entregaram na sede da PF em Brasília.
Por volta das 16h30, a PF confirmou ter recebido as ordens de prisão contra os quatro condenados no julgamento do mensalão. Apenas Samarane cumprirá a sentença em regime fechado – pena de oito anos, nove meses e dez dias. Os outros três começarão as penas em regime semiaberto.
No fim da tarde, a Vara de Execuções Penais do DF recebeu as cartas de sentença referentes aos quatro mensaleiros. Os documentos informam a sentença de condenação e a reincidência ou não do condenado e contêm cópias da denúncia, do acórdão de condenação e do trânsito em julgado (término) do processo.
Com as prisões de hoje, falta ao STF determinar o início da execução das penas do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que entrou com pedido de prisão domiciliar e aguarda decisão da Justiça. Também esperam para iniciar o cumprimento das penas o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) e o advogado Rogério Tolentino, braço direito do empresário Marcos Valério. Os dois ainda não tiveram o trânsito em julgado decretado pela Corte.
Renúncia – Assim que teve a ordem de prisão decretada, Valdemar oficializou a renúncia ao mandato na Câmara, repetindo a cena de 2005, no auge do escândalo do mensalão. Há oito anos, a renúncia livrou Valdemar de um eventual processo de cassação e permitiu seu retorno ao cenário político. Mesmo sendo apontado como um dos envolvidos no maior esquema de corrupção do país, conseguiu se reeleger em 2006 e em 2010. Dessa vez, no entanto, a renúncia só evita um desgaste ainda maior com a Casa. De acordo com a Lei da Ficha Limpa, o parlamentar somente vai retomar seus direitos políticos em 15 anos, já que o período de oito anos de inelegibilidade começa a ser contado após o cumprimento da pena. Ou seja: Valdemar somente voltaria à cena política com 80 anos.   
O anúncio oficial foi feito pelo deputado federal Luciano Castro (PR-RR), que leu a carta de renúncia no plenário da Câmara. De acordo com o líder do PR, Anthony Garotinho (PR), Valdemar a entregou há cerca de dez dias no gabinete da liderança do partido. No documento, ele afirma que, embora a Constituição lhe garanta o direito de exercício ao mandato até o fim de eventual processo de cassação, não cogita “impor ao parlamento a oportunidade de mais um constrangimento institucional”. 
Condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Valdemar foi apontado como um dos integrantes do esquema de recebimento de propina em troca de apoio político ao governo Lula. De acordo com denúncia do Ministério Público, o parlamentar recebeu 8,8 milhões de reais do valerioduto e usou uma empresa fantasma para disfarçar a origem dos recursos. 
O suplente direto de Valdemar é Helcio Silva (PT), vice-prefeito de Mauá, que já sinalizou que não deve assumir o cargo, tendo já recusado o posto quando lhe foi oferecida a vaga de José Genoino (PT-SP). O próximo da lista é Gustavo Petta (PCdoB), ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Petta atualmente é vereador de Campinas, mas estuda largar o posto para assumir a cadeira na Câmara.

quinta-feira 05 2013

Frases de Nelson Mandela



Opressão

"Um homem que tira a liberdade do outro é um prisioneiro do ódio, ele está trancado atrás da barreira do preconceito e da intolerância. O oprimido e o opressor, igualmente, têm sua humanidade roubada." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Coragem

"A coragem não é a ausência do medo, mas a sua superação." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Conciliação

"Se você quer a paz com o seu inimigo, você precisa trabalhar com ele. Então, ele se tornará um parceiro." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Reconstrução

"O tempo de curar as feridas chegou. O momento de erguer pontes sobre os abismos que nos separavam chegou. O tempo de construir já está aqui." - Discurso de posse, maio de 1994

Bondade

"Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma combinação formidável." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Educação

"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." - Em palestra na Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo, julho de 2003

Liderança

"Um líder é como um pastor. Ele fica atrás do rebanho, deixando os mais ágeis irem à frente, sendo seguidos pelos outros, que não percebem que, desde o início, todos eles estão sendo guiados de trás." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Amor e ódio

"Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, de sua origem ou de sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender a amar." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Superação

"A maior virtude na vida não está em nunca cair, mas em se reerguer a cada queda." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Democracia

"A democracia se baseia no princípio da maioria. Ao mesmo tempo, a democracia também exige que os direitos das minorias sejam resguardados." - Discurso inaugural da Presidência, maio de 1994

Mudanças

"Não há nada como retornar para um lugar que permanece sem mudanças, para descobrir como você mesmo mudou." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995

Persistência

"Depois de ter escalado uma grande montanha, apenas descobrimos que existem muitas outras a serem escaladas." - Do livro Longo Caminho para a Liberdade, de 1995