quarta-feira 23 2013

Pesquisa mostra que o seio envelhece mais rapidamente do que o resto do corpo

Genética

Novo relógio biológico, baseado no DNA, determina a idade de órgãos e tecidos do organismo

Câncer de mama
Câncer de mama: o tecido dos seios é de dois a três anos mais velho do que o do resto do corpo. Descoberta pode ajudar a explicar por que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. (Thinkstock)
Rugas e cabelos brancos não são os únicos sinais de envelhecimento. Cientistas desenvolveram um novo método para medir a idade de células, tecidos e órgãos humanos. E descobriram que o corpo envelhece em ritmos diferentes. O tecido dos seios das mulheres, por exemplo, é de dois a três anos mais velho do que o do resto do organismo. Ao comparar tumores a tecidos saudáveis, essa diferença pulou para 36 anos.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: DNA methylation age of human tissues and cell types

Onde foi divulgada: periódico Genome Biology

Quem fez: Steve Horvath

Instituição: Universidade da Califórnia, EUA

Dados de amostragem: 8.000 amostras de 51 tipos de tecidos e células de diversas partes do corpo

Resultado: Horvath criou um relógio capaz de medir a idade de diferentes células, tecidos e órgãos do corpo. Com isso, ele descobriu que o tecido dos seios das mulheres é dois ou três anos “mais velho” do que seu organismo. Já em relação a tumores, essa diferença é de, em média, 36 anos
Mecanismos para avaliar a idade, denominados relógios biológicos, já haviam sido desenvolvidos em estudos anteriores. Os pesquisadores se baseavam em dados colhidos da saliva, nas taxas de hormônios ou no estudo dos telômeros – extremidades dos cromossomos, que encurtam ao longo do tempo – para determinar a idade de um organismo.
Relógio preciso – O novo dispositivo é o primeiro a medir separadamente e com precisão a idade de diferentes células e tecidos de uma mesma pessoa. Steve Horvath, professor de genética da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, desenvolveu o dispositivo com base na metilação do DNA, um processo natural que altera quimicamente o material genético. O mecanismo é essencial para desenvolver e diferenciar as células em suas diversas funções.
Para criar o relógio, Horvath analisou cerca de 8.000 amostras de 51 tipos de tecidos e células de diversas partes do corpo. Ele então mapeou como a idade afeta a metilação desde antes do nascimento até os 101 anos. O estudo resultou em um relógio composto de 353 marcadores, que variam de acordo com a idade e englobam todo o organismo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira, no periódico Genome Biology.
Seios –  O pesquisador testou a precisão do relógio em alguns tecidos e, para sua surpresa, a idade biológica apontada correspondia à cronológica. Mas enquanto a maior parte das amostras seguiu essa correspondência, algumas apresentaram divergências significativas. O tecido dos seios femininos, por exemplo, revelou-se de dois a três anos mais velho do que o do resto do organismo. Para o autor, esse resultado pode ajudar a esclarecer por que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres.
Em caso de tumores, a diferença é ainda maior. "Se a mulher tiver câncer de mama, o tecido saudável ao redor do tumor será cerca de 12 anos mais velho", afirma. Já os tecidos com tumor mostraram-se, em média, 36 anos mais velhos do que os saudáveis.
Revertendo o relógio – Horvath mostrou ainda que é possível reverter o envelhecimento a partir do desenvolvimento de células-tronco pluripotentes. Elas são criadas a partir da reprogramação de células adultas, que voltam a ter capacidade de se diferenciar em qualquer célula do organismo, como no estágio embrionário. "Minha pesquisa revelou que o processo de transformação em uma célula-tronco pluripotente faz o relógio celular voltar para o zero", afirmou o cientista.


A velocidade do relógio também varia. Ele se acelera do nascimento até a adolescência e se torna constante por volta dos 20 anos. Para Horvath, uma grande questão a ser respondida com pesquisas futuras é se esse relógio controla o envelhecimento, o que o tornaria um marcador importante desse processo.

É ético ferver as lagostas vivas?

Animais

Novo estudo desmente a ideia de que esses animais não são capazes de sentir dor. A descoberta pode impactar desde a gastronomia até a pesquisa científica

Juliana Santos
lagosta na panela
Lagosta na panela: vale o sofrimento em nome da alta gastronomia? (Thinkstock)
Na última quarta-feira, um estudo publicado no Journal of Experimental Biology reacendeu um debate que é caro tanto a biólogos quanto a defensores dos direitos dos animais e apreciadores da alta gastronomia: os crustáceos, em especial as lagostas, são capazes de sentir dor? 
A resposta é importante porque crustáceos, como lagostas e caranguejos, são os ingredientes principais de diversos pratos e iguarias consumidos pelo mundo afora. Métodos comuns de preparo desses animais incluem atirá-los em água fervente ou arrancar partes deles, tudo isso enquanto ainda estão vivos. Em restaurantes, é comum que os crustáceos fiquem em aquários, para serem escolhidos pelo consumidor e, assim, consumidos ainda frescos.
Pois o estudo, realizado com caranguejos-verdes (Carcinus maenas), concluiu que esses animais são capazes de sentir dor. "Bilhões de crustáceos são capturados ou criados para atender à demanda da indústria agroalimentar. Em comparação com os mamíferos, eles não gozam de quase nenhuma proteção sob a única presunção de que não podem sentir dor. Nossas pesquisas sugerem o contrário", resumiu Bob Elwood, biólogo da Universidade Queen's em Belfast,  na Irlanda.
Durante o experimento, noventa caranguejos foram colocados, um de cada vez, em um tanque iluminado, no qual havia dois abrigos, simulando os locais escuros entre as pedras nos quais eles costumam se esconder quando estão na natureza. Quando escolhiam um dos abrigos, localizados em pontas opostas, metade dos animais recebeu um choque. Depois de algum tempo de descanso, eles foram colocados de volta no tanque. A maioria deles escolheu novamente o mesmo abrigo, o que os fez levar outro choque. A partir da terceira vez em que foram colocados no tanque, porém, e nas outras sete que se seguiram, a maior parte dos caranguejos escolheu o outro abrigo, de modo que deixaram de receber os choques.
"Tendo vivenciado choques duas vezes, os caranguejos aprenderam a evitar o abrigo no qual eles recebiam o choque. Eles se mostraram dispostos a desistir de seu esconderijo natural para evitar uma possível fonte de dor", disse Elwood.
De acordo com o pesquisador, o estudo foi realizado de forma a impedir que a nocicepção, uma espécie de reflexo desses animais, que não envolve uma sensação desagradável, fosse confundida com a dor. Elwood, que já realizou estudos com outras espécies de crustáceos, acredita que as conclusões se aplicam a todos eles — inclusive as lagostas.
"Meu objetivo tem sido descobrir se as reações desses animais são meramente causadas por um reflexo ou se elas são mais prolongadas e envolvem o 'cérebro', de modo que não podem ser simples reflexos. O primeiro estudo mostrou que camarões, ao ter uma das antenas ferida com produtos químicos, passam um longo tempo esfregando-a, mas esse processo é reduzido quando um anestésico local é aplicado. O segundo estudo mostrou que o caranguejo-ermitão (Paguroidea) ao receber choques dentro de suas conchas, sai dela, mas tem tendência maior a sair de um tipo de concha que não aprecia tanto. Esse tipo de comportamento envolve o cérebro, não pode ser um reflexo", disse Elwood ao site de VEJA.
Festival medieval — É comum que as preocupações dos defensores dos direitos dos animais estejam voltadas para bichos parecidos com humanos, principalmente mamíferos. Por estarem mais distantes dessa imagem, pouco se costuma pensar no bem-estar dos crustáceos durante a preparação de receitas.
Em 2003, o renomado escritor e ensaísta americano David Foster Wallace (que se suicidou em 2008) voltou-se ao tema, curiosamente recrutado pela principal revista de gastronomia dos Estados Unidos, a Gourmet Magazine. As questões éticas e filosóficas que decorrem da ciência de que esses animais sentem dor e sofrem durante o processo pelo qual passam para chegar ao prato foi abordada em um longo e intenso texto intitulado "Pense na lagosta", que integra o livro Consider the Lobster and Other Essays (Pense na lagosta e outros ensaios, em tradução livre) lançado em 2005 pela editora Little, Brown and Co. O texto em português faz parte do recém-lançado livro Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo (Companhia das Letras).
No artigo que dá nome ao livro, Wallace compara o Festival da Lagosta do Maine, evento popular nos Estados Unidos, em que uma imensa panela ferve até 100 lagostas de uma só vez, a "um circo romano ou um festival de torturas medievais."
Mas, como ele mesmo admite, seu maior argumento não é teórico, mas prático. Trata-se da reação da lagosta ao ser fervida, descrita com clareza pelo autor: "Quando é despejada do seu recipiente para dentro do tacho fumegante, às vezes a lagosta tenta se segurar nas bordas do recipiente ou até mesmo enganchar as garras na beira do tacho como uma pessoa dependurada de um telhado, tentando não cair. Pior ainda é quando a lagosta fica imersa por completo. Mesmo que o sujeito tampe o tacho e saia de perto, normalmente é possível ouvir a tampa chacoalhando e rangendo enquanto a lagosta tenta empurrá-la. Ou escutar as garras da criatura raspando o interior do tacho enquanto se debate. Em outras palavras, a lagosta apresenta um comportamento muito parecido com o que eu ou você apresentaríamos se fôssemos atirados em água fervente (com a óbvia exceção dos gritos)”. 
Wallace prossegue: "Tente imaginar um Festival da Carne do Nebraska cujas festividades incluíssem caminhões estacionando e gado sendo descarregado por uma rampa para em seguida ser abatido diante do público no Maior Matadouro do Mundo ou coisa parecida – seria impossível."
"Sistema nervoso simples" — Segundo o texto do escritor americano, durante o festival do Maine o Conselho de Fomento à Lagosta, uma instituição local, distribuía um encarte que explicava, entre outras coisas, que as lagostas não sentem dor por terem um sistema nervoso muito simples.
O estudo publicado no Journal of Experimental Biology nesta quarta-feira não é o primeiro a demonstrar que os crustáceos sentem dor. Muitos estudos fazem coro com Wallace ao afirmar que boa parte do embasamento neurológico dessa afirmação é imprecisa.
Para os pesquisadores da área, um dos grandes problemas de definir se os animais sentem dor é saber primeiro o que é dor. Também é preciso saber se, além de sentir dor, esses animais têm consciência da dor. "Em termos de bem-estar animal, o que importa é a consciência da dor, porque se ele tem isso ele sofre, e se ele sofre a gente tem que tratá-lo de um jeito que evite qualquer tipo de sofrimento", afirma Gilson Volpato, especialista em bem-estar animal e professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu.
"Mas como saber que um animal não humano tem consciência da dor? Os estudos conseguem evidencias de que eles reagem de um jeito ou de outro, que foi o que o estudo de Elwood mostrou: algumas evidências que, para serem aceitas, requerem a aceitação da premissa de que esses animais devem estar sentido dor”, afirma ele.
Para Volpato, a dor nos animais é um importante sinalizador de que algo é ruim e deve ser evitado. "É difícil pensar em um organismo vivo que não sinta dor. Ele faria, sem perceber, coisas que iriam prejudicar a sua chance de sobrevivência", diz.
A ideia de que animais como crustáceos e outros invertebrados não sentem dor tem origem na grande diferença entre os humanos e esses animais. "É o problema de familiaridade", afirma Ashley Byrne, ativista do Peta (People for the Ethical Treatment of Animals. Em português, Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). "Alguns animais são mais familiares para nós, como cachorros e gatos. Nós entendemos os sinais que eles dão quando sentem dor, a reação deles é mais parecida com a nossa. Mas animais marinhos frequentemente reagem de forma que não é familiar. Alguns peixes, por exemplo, mudam de cor.  Como crustáceos e peixes são menos parecidos com os seres humanos e outros mamíferos, as pessoas supõem coisas que não são baseadas na ciência.”
Apesar do debate científico sobre o assunto ainda não estar superado, estudos recentes apontam para a resposta positiva em relação à presença de dor. “No estado atual das pesquisas, faz mais sentido assumir que eles sentem dor do que o contrário. Darwin não provou a seleção natural, mas ele reuniu evidências suficientes para que as pessoas achassem que o discurso era fundamentado. As evidências são favoráveis a que os crustáceos sintam dor. Mesmo que algumas pessoas digam que eles não têm certas regiões do cérebro necessárias para sentir isso, estão falando em comparação com um modelo de mamíferos”, diz Volpato.
Ética de pesquisa – Não são apenas os cozinheiros que "não pensam na lagosta" (para inverter o título do ensaio de David Foster Wallace). Pesquisas científicas realizadas com essas espécies geralmente não precisam passar pela aprovação de uma comissão que avalia os cuidados com os animais.
A Diretriz Brasileira de Prática para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos e Didáticos (DBPA) e a Lei nº 11794, de 2008, que estabelece procedimentos para o uso científico de animais, considera como animal qualquer vertebrado vivo não humano, das espécies classificadas no filo Chordata, subfilo Vertebrata. “Isso significa que a legislação em vigor no Brasil não é relativa a animais invertebrados (como os caranguejos e insetos), mas apenas a espécies pertencentes aos grupos dos peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos”, afirma Marcelo Pinheiro, biólogo marinho da Unesp São Vicente.
Volpato, que realiza diversas pesquisas com peixes, explica que, apesar de ser aplicada a todos os vertebrados, a legislação é muito mais voltada para mamíferos. “É o mesmo que dizer que a legislação de diretos humanos só vale para pessoas que não são índias”, diz.
Para o pesquisador, a intensificação da luta pelos direitos dos animais, que ocorre desde a década de 90, apesar de ser positiva, gerou situações contraditórias. "Se eu vou fazer uma pesquisa com peixes, tenho que passar por uma comissão que vai avaliar cada procedimento ao qual o animal será submetido, mas se eu sou pescador, posso fazer os peixes sofrerem à vontade." Ele explica que mesmo pescarias nas quais os peixes são devolvidos ao mar depois de fisgados são prejudiciais, pois causam sofrimento aos animais apenas para o entretenimento.
"Quando se trabalha com produção animal você tem que entender que é necessário matar alguns animais para alimento. Mas a gente deve causar o mínimo de sofrimento possível. Só que existe sofrimento desnecessário", afirma.

"Nenhum país do mundo proíbe pesquisas com animais"


Ética

Marcelo Morales, especialista em experimentação animal, explica que testes com cães são intermediários entre estudos com camundongos e humanos

Juliana Santos

A ação dos ativistas que resgataram na madrugada desta sexta-feira cães utilizados como cobaias em estudos científicos no Instituto Royal, em São Roque (SP), comoveu a opinião pública. Mas, do ponto de vista da ciência, testes com animais – desde que de acordo com as normas éticas – são necessários para garantir que os medicamentos cheguem com segurança ao ser humano.
"Experimentos com cães são uma ponte entre as primeiras pesquisas, geralmente feitas com roedores, e estudos com humanos", explica o médico Marcelo Morales, coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea). "Nenhum país do mundo proíbe pesquisas com animais." 
Para Morales, o episódio do Instituto Royal é preocupante. "Esses animais não são de companhia. Eles foram criados dentro de biotérios, ou seja, locais onde são conservados para serem posteriormente utilizados em experimentos científicos", afirma. Os bichos, segundo Morales, correm o risco de serem infectados pelo ambiente externo, pois podem não possuir as mesmas defesas dos animais domésticos.
A ação colocou em risco os próprios participantes, uma vez que as cobaias poderiam estar infectadas com vírus ou bactérias causadoras de doenças em humanos. O ato prejudicou também as pesquisas que estavam sendo realizadas. "Anos de estudo e milhões de reais investidos foram jogados fora, infelizmente", diz Morales.
Beagle – O beagle é considerado uma raça padrão para pesquisas científicas. O repertório de estudos com eles é grande. "Cientistas preferem trabalhar com raças cuja resposta já é conhecida", afirma Francisco Javier Hernandez Blazquez, vice-diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.
Outro motivo para a ampla utilização do beagle é o fato da raça ter uma genética estável, com pequena variação entre indivíduos. Essa característica permite que o pesquisador tenha mais certeza de que o resultado obtido na pesquisa decorreu da droga testada, e não de alguma alteração daquele animal específico em relação à sua raça.
Bem-estar – A regulamentação das pesquisas com animais foi feita no Brasil em 2008. Desde então, os laboratórios precisam submeter o projeto à regulamentação de um conselho de ética antes de dar início ao estudo. Especialistas avaliarão a necessidade do uso do animal, alternativas à sua utilização e formas de minimizar seu sofrimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse tipo de avaliação ética das pesquisas está aposentando os experimentos que se utilizam de chimpanzés.
"A legislação do mundo inteiro, inclusive do Brasil, impõe que os cientistas forneçam as melhores condições possíveis aos bichos", diz Gilson Volpato, especialista em bem-estar animal e professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu.
Para o pesquisador usar um animal em um experimento ou em uma aula prática, explica Volpato, é preciso que a cobaia permaneça em um laboratório limpo e agradável. Se o procedimento for machucar o bicho, é recomendável não fazê-lo. "Ninguém hoje quer causar sofrimento às cobaias, nem barrar avanço da ciência", diz Volpato.
Cosméticos – A pressão pelo fim do uso de animais em experiências científicas recai não apenas sobre a indústria farmêutica, mas também sobre a cosmética. Na União Europeia, os testes animais para a produção de cosméticos são proibidos desde 2009. Já no Brasil, Morales explica que a legislação não diferencia medicamentos de produtos de beleza. Porém, os cosméticos apresentam uma gama maior de métodos que tornam possível, em muitos casos, evitar o uso dos animais.
Algumas dessas alternativas incluem ovos de galinha embrionados ou um tipo de pele artificial, utilizados para estudos de irritabilidade. “Acredito que os medicamentos estão em primeiro plano, mas nós precisamos ter segurança em ambos os casos. Uma tinta de cabelo pode causar uma reação alérgica e leva à morte, assim como um medicamento”, afirma o médico.

Senado aprova lei que obriga planos a custear tratamento de câncer

Saúde Suplementar

Texto segue para sanção e entrará em vigor após 180 dias

Gabriel Castro
O texto inclui gastos com atendimento ambulatorial, quimioterapia e medicamentos
O texto inclui gastos com atendimento ambulatorial, quimioterapia e medicamentos (Moreira Mariz/Agência Senado)
O Senado aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que inclui os tratamentos de câncer entre as coberturas obrigatórias dos planos de saúde. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, segue para sanção presidencial. Depois disso, a nova regra entrará em vigor em 180 dias. 
O texto abarca, entre outros itens, gastos com atendimento ambulatorial, quimioterapia, medicação ingerida por via oral e medicamentos usados para conter os efeitos adversos do tratamento – inclusive para atendimento domiciliar, que hoje corresponde a 40% do total dos tratamentos de câncer.
Uma norma semelhante já havia sido estabelecida por uma resolução da Agência Nacional de Saúde, mas agora a obrigatoriedade passa a ter força de lei. A votação, em caráter simbólico, teve resultado unânime.


"Hoje é o dia mais importante do meu mandato. Só por esse projeto teria valido a pena a eleição para senadora", disse a senadora Ana Amélia (PP-RS), a autora da proposta, durante a votação.

Em SP, Roberto Cavalli elogia brasileira e alfineta colega

veja.com

No Brasil para o lançamento de coleção feita para a rede C&A, o italiano exaltou a modelo Adriana Lima e criticou um estilista local que, segundo ele, o copia

Raquel Carneiro
Coletiva de imprensa do lançamento da coleção da C&A em parceria com o estilista Roberto Cavalli, no Hotel Fasano, em São Paulo
Coletiva de imprensa do lançamento da coleção da C&A em parceria com o estilista Roberto Cavalli, no Hotel Fasano, em São Paulo - Caio Duran/AgNews
O estilista italiano Roberto Cavalli chegou a São Paulo nesta terça-feira para o lançamento de uma coleção assinada por ele para a rede de fast fashion C&A. Bem humorado e galante, Cavalli praticamente vez juras de amor à mulher brasileira, durante encontro com a imprensa no Hotel Fasano, no bairro de Cerqueira César, mas também aproveitou a ocasião para dar uma alfinetada em um colega brasileiro de corte e costura.
Conhecido por sua paixão pelas mulheres, inspiração central para as suas sensuais criações, Cavalli disse – várias vezes – que a brasileira é sua favorita. “As mulheres daqui têm algo de diferente. Elas são mais sexy, mais que as italianas. Eu até fico tímido perto de uma brasileira”, disse o estilista. Fã confesso da modelo Adriana Lima, Cavalli a citou diversas vezes e assumiu que ela é o seu ideal de perfeição.

A paixão que dedica às mulheres, no entanto, não se repete na sua relação com a moda local. Cavalli assumiu não conhecer quase nada da produção brasileira, exceto por um estilista que, segundo ele, o copia. O italiano não citou ninguém especificamente, mas entre os jornalistas presentes ao evento circulou o nome de Carlos Miele, que apresenta um estilo parecido com o de Cavalli e faz sucesso fora do Brasil. “Até prefiro não conhecer muito a moda daqui, pois, para mim, a mulher brasileira só deveria usar design italiano”, disse Cavalli, aproveitando aqui para fazer propaganda em causa própria.

Fast fashion – A parceria com a C&A chega a 47 lojas da rede em território nacional a partir do dia 5 de novembro. A coleção terá 57 modelos, entre roupas e acessórios. Esta é a quarta empreitada internacional da marca, que já teve coleções assinadas por Stella McCartney, Anne Fontaine e Daniella Helayel, da marca Issa – além de Gisele Bündchen, gaúcha de carreira internacional. E é a segunda investida do estilista em varejo popular: antes, ele desenvolveu roupas para a sueca H&M.

“Minhas roupas são muito caras. Com uma coleção como essa, qualquer garota pode ter uma peça Roberto Cavalli”, afirmou o estilista. O conhecido DNA de Cavalli, presente na sua luxuosa linha principal, pode ser reconhecido na linha popular, que apresenta padronagem do tipoanimal print, cartela de cores fortes e tecidos finos e bem trabalhados, como seda pura, cotton alfaiataria e jersey de seda.

Os preços das peças variam entre 39,90 reais e 799 reais, uma pechincha, em comparação com os exorbitantes valores das roupas principais, como vestidos, por exemplo, que custam de 8 000 a 10 000 dólares. 

terça-feira 22 2013

Autobiografia de Courtney Love terá drogas, Kurt Cobain e vida de stripper

Gente

Ao contrário do que alguns artistas brasileiros gostam de fazer, a cantora não deixará de fora nenhuma história de sua tumultuada vida pessoal

A roqueira americana Courtney Love (620)
A cantora americana Courtney Love (Getty Images)
Courtney Love está se preparando para lançar, nos próximos meses, a sua autobiografia e, ao contrário do que alguns artistas brasileiros gostam de fazer, não deixará de fora nenhuma história de sua tumultuada vida pessoal. Detalhes sobre o livro surgiram nesta segunda-feira com o aparecimento de uma página sobre a obra no site de comércio eletrônico Amazon. 
Segundo o site, o livro terá 400 páginas e contará "toda a história de sua vida", incluindo relatos sobre a relação turbulenta com os pais hippies, o período durante o qual trabalhou como stripper, os problemas com drogas e sua versão sobre o "romance trágico" com Kurt Cobain e os relacionamentos com Billy Corgan (da banda Smashing Pumpkins), Trent Reznor (do grupo Nine Inch Nails) e o ator Edward Norton. 


Na Amazon, o livro está com lançamento previsto para 15 de dezembro. Mas, segundo a revista americana Rolling Stone, a editora Macmillan Publishers afirma que o volume só estará disponível no início de 2014. No primeiro semestre, Courtney contou à revista Rolling Stoneestar se inspirando na biografia Só Garotos, de Patti Smith, para escrever suas memórias. E completou que também tentou buscar ideias em Vida, de Keith Richards, mas desistiu. "Era longo demais, eu não terminei", disse ela.

Votação amanhã - projeto que autoriza a publicação de biografias não autorizadas.

veja.com

Henrique Alves: sugestão aceita
Henrique Alves: sugestão aceita
Henrique Eduardo Alves propôs e os líderes partidários acabam de aceitar em reunião votar em plenário amanhã o projeto que autoriza a publicação de biografias não autorizadas.
O projeto do deputado Newton Lima (PT-SP) modifica o art. 20 do atual Código Civil brasileiro para garantir a divulgação de imagens e informações biográficas sobre pessoas de notoriedade pública, cuja trajetória pessoal tenha dimensão pública ou cuja vida esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade.
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/camara-decide-votar-amanha-projeto-de-biografias/