quarta-feira 02 2013

Dormir menos que seis horas eleva risco de AVC

Sono

Hábito pode desencadear fatores de risco para problemas cardiovasculares

Poucas horas de sono pode ser precursor de outros fatores de risco para problemas cardiovasculares (Thinkstock)
Dormir menos do que seis horas por noite aumenta as chances de um derrame cerebral mesmo entre adultos que não apresentam fatores de risco comuns para doenças cardiovasculares, como excesso de peso ou histórico do problema na família. Essa é a conclusão de um novo estudo apresentado nesta segunda-feira no SLEEP 2012, o encontro anual das Sociedades de Sono Associadas (APSS, na sigla em inglês), na cidade americana de Boston.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Short sleep predicts stroke symptoms in persons of normal weight

Onde foi divulgada: SLEEP 2012, congresso sobre o sono em Boston, EUA

Quem fez: Megan Ruiter e equipe

Instituição: Universidade de Alabama, Estados Unidos

Dados de amostragem: 5.666 adultos

Resultado: Dormir menos do que seis horas por noite aumenta incidência de acidente vascular cerebral (AVC) mesmo em pessoas com peso normal e sem histório de problemas cardiovasculares
Nesse trabalho, pesquisadores da Universidade de Alabama, nos Estados Unidos, acompanharam 5.666 participantes por três anos. Quando a pesquisa começou, nenhuma dessas pessoas havia sofrido algum evento cardiovascular ou apresentava sintomas de derrame ou risco de apneia do sono.
Ao final do estudo, a equipe encontrou uma forte associação entre os indivíduos que tinham o hábito de dormir menos do que seis horas por noite e incidência de sintomas de derrame cerebral. A relação encontrada não foi diferente entre pessoas com excesso de peso e com peso normal. “Nós especulamos que dormir pouco possa ser um precursor de fatores de risco tradicionais para doenças cardiovasculares, e uma vez que uma pessoa passe a ter esses outros fatores de risco, eles se tornam mais expressivos do que a restrição do sono sozinha”, diz Megan Ruiter, uma das autoras da pesquisa.
De acordo com o estudo, esses resultados devem incentivar a realização de outras pesquisas sobre o assunto para que a população se sensibilize com o impacto do sono restrito sobre a saúde do coração.
"Comportamentos relacionados ao sono podem ser modificados com abordagens cognitivas e comportamentais, assim como com intervenções com medicamentos. Nossas conclusões podem servir como uma base preliminar para o uso de terapias para o sono para evitar eventos cardiovasculares", afirma Ruiter.

Dormir mal pode elevar risco de diabetes e obesidade

Sono

Estudo observou que falta de sono adequado desacelera o ritmo do metabolismo e leva ao ganho de peso

Falta de sono
Dormir mal desacelera metabolismo, podendo levar ao ganho de peso e dabetes (Stockbyte/Thinkstock)
Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine reforça a constatação de que dormir pouco ou de maneira inconstante é prejudicial à saúde. Segundo os pesquisadores, que são do Hospital Brigham and Women, instituição afiliada à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, quantidade e qualidade do sono podem elevar o risco de uma pessoa desenvolver diabetes e obesidade.
CONHEÇA A PESQUISA

Onde foi divulgada: revista Science Translational Medicine

Quem fez: Orfeu Buxton e equipe

Instituição: Brigham and Women's Hospital (BWH)

Dados de amostragem: 21 participantes

Resultado: Quando os participantes tiveram a rotina de sono prolongado interrompida e, consequentemente, o relógio biológico alterado, houve uma diminuição do ritmo metabólico em repouso dessas pessoas. De acordo com os autores do estudo, essa redução pode desencadear um ganho de peso de até 4,5 quilos ao ano.
Embora outros trabalhos já tenham estabelecido essa relação, eles foram feitos a curto prazo ou com base em estudos epidemiológicos. Essa nova pesquisa, no entanto, examinou diretamente os participantes em um ambiente controlado e durante um extenso período de tempo.
Para isso, os 21 participantes do estudo, todos saudáveis, ficaram hospedados durante seis semanas em um ambiente completamente controlado. Os pesquisadores controlaram a quantidade de horas e em que momento esses indivíduos dormiam, além de outros fatores como hábitos alimentares e atividades físicas.
No início da pesquisa, os participantes obtiveram a quantidade de sono considerada ideal, ou seja, de cerca de dez horas por noite. 

Depois, e ao longo de três semanas, eles passaram a dormir durante 5,6 horas ao dia, sendo que podiam dormir em qualquer horário, tanto de dia quanto de noite, e mais de uma vez ao dia. Com isso, eles simulavam a rotina de uma pessoa que trabalha em diferentes turnos. Nessa etapa do estudo, por muitas vezes os participantes tentaram dormir em horários incomuns para seu relógio biológico. Na última fase da pesquisa, os indivíduos tiveram nove noites de sono para conseguirem recuperar seus horários habituais de sono.
Resultados — Os pesquisadores observaram que quando os participantes tiveram a rotina de sono prolongado interrompida e, consequentemente, o relógio biológico alterado, houve uma diminuição do ritmo metabólico em repouso dessas pessoas. De acordo com os autores do estudo, essa redução pode desencadear um ganho de peso de até 4,5 quilos ao ano sem a alteração da prática de atividade física ou dos hábitos alimentares. Com isso, há o risco do aumento de glicose e resistência à insulina no organismo, fatores que podem levar ao diabetes.
"Esses resultados sugerem que pessoas que trabalham durante a noite e que têm alterado seu relógio biológico, por exemplo, são muito mais propensas a progredir para o diabetes do que as que trabalham de dia", diz Orfeu Buxton, um dos autores do estudo. Buxton explica que, muitas vezes, os trabalhadores noturnos têm dificuldade em dormir durante o dia, podendo enfrentar problemas de sono reduzido. “É clara a evidência de que dormir o suficiente e, de preferência, à noite é importante para a saúde".

Dormir pouco - ou muito - aumenta a chance de desenvolver doenças do coração, obesidade e diabetes

Sono

Nova pesquisa mostra que pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia podem desenvolver uma série de doenças crônicas

Dormir pode ajudar no aperfeiçoamento de algumas habilidades, mas cientistas não sabem se isso ocorre às custas de outras
Segundo pesquisadores, poucas horas de sono costumam causar problemas psicológicos como ansiedade, stress e depressão, além de favorecer a obesidade. Isso pode acarretar em uma série de doenças crônicas (iStockphoto)
Um novo estudo realizado por pesquisadores americanos encontrou uma relação entre o pouco ou muito tempo de sono e uma série de problemas crônicos de saúde. Segundo os cientistas, pessoas que dormem menos de seis ou mais de dez horas por dia têm maiores chances de desenvolver doença coronariana, diabetes, AVC, ansiedade e obesidade. O estudo foi realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, agência responsável por realizar pesquisas de saúde pública que possam embasar decisões do governo, e publicado na revista SLEEP.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Sleep Duration and Chronic Diseases among US Adults Age 45 Years and Older: Evidence From the 2010 Behavioral Risk Factor Surveillance System

Onde foi divulgada: periódico SLEEP

Quem fez: Janet Croft, entre outros

Instituição: Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Estados Unidos

Dados de amostragem: 54.000 americanos com 45 anos ou mais

Resultado: Os pesquisadores descobriram que as pessoas que dormiam menos de seis ou mais de dez horas por noite tinham maiores chances de apresentar sofrimento mental ou obesidade, o que aumentava suas chances de desenvolver diabetes, AVC e doença coronária
Uma série de pesquisas já tentou medir a relação entre os problemas de sono e doenças como AVC e diabetes. Dessa vez, no entanto, os pesquisadores pretenderam analisar como os dois maiores problemas causados pela falta de sono — obesidade e ansiedade — poderiam se relacionar com uma série de doenças crônicas que atingem a população. "Algumas das relações que existem entre o sono não saudável e as doenças crônicas podem ser parcialmente explicadas pelo sofrimento mental frequente causado por esse problema, além do ganho de peso que costuma acontecer entre esses pacientes", diz Janet Croft, pesquisadora do CDC e uma dos autoras do estudo.
Para chegar ao resultado, os cientistas analisaram a saúde de 54.000 americanos com 45 anos ou mais. Quase um terço dos participantes (31%) afirmaram que dormiam poucas horas por dia, ou seja, que não costumavam ter mais de seis horas de sono. Mais de 64% dos participantes afirmaram que tinham um sono ideal e apenas 4% disseram que dormiam demais — mais de dez horas por noite.
Como resultado, os pesquisadores descobriram que os voluntários que dormiam poucas horas registravam um índice maior de obesidade e sofrimento mental, caracterizado por um período grande de ansiedade, stress e depressão. Além disso, eles possuíam uma maior prevalência de doença coronariana , AVC e diabetes do que os indivíduos com horas normais de sono.
Já os voluntários que dormiam muito tiveram índices semelhantes de obesidade e sofrimento mental em comparação aos que dormiam pouco, mas apresentaram quantidades ainda maiores de doença coronária, AVC e diabetes. “Dormir mais não significa necessariamente que você está dormindo bem. É importante entender que tanto a quantidade quanto a qualidade de sono impactam a saúde", afirma Safwan Badr, presidente da Academia Americana para Medicina do Sono.  "Um estilo de vida saudável e equilibrado não se limita a dieta e exercícios; quando e como você dorme é tão importante quanto o que você come ou como se exercita."


Os pesquisadores sugerem que os pacientes que sofrem de alguma dessas doenças crônicas procure, além do tratamento adequado, um médico que possa avaliar seus padrões de sono. "É fundamental que os adultos busquem ter de sete a nove horas de sono por noite para receber seus benefícios de saúde, mas isso é especialmente verdadeiro para aqueles que possuem alguma dessas condições crônicas. Doenças comuns do sono — incluindo a apneia e insônia — ocorrem com frequência entre essas pessoas e podem dificultar sua capacidade de dormir tranquilamente", diz Badr.

PT mantém obstrução à minirreforma eleitoral e PMDB ameaça Mais Médicos

Congresso

Líder do PMDB na Câmara ameaça obstruir todas as votações da próxima semana, caso reforma não seja votada; na pauta estará a MP do programa da vez do governo Dilma

Marcela Mattos, de Brasília
Deputado Eduardo Cunha PMDB/RJ
Apesar do atrito, Cunha nega batalha entre partidos (Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara)
O embate criado entre o PT e o PMDB em torno da minirreforma eleitoral pode atingir a votação da medida provisória que cria o programa Mais Médicos, um projeto-chave para o governo por seu forte componente eleitoral. Diante da obstrução dos petistas em aprovar a matéria de autoria do senador peemedebista Romero Jucá (RR), o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), anunciou que vai propor à bancada obstruir todas as votações da próxima semana caso a matéria não seja votada. Aprovada pela comissão especial na terça-feira, a MP dos Médicos deve chegar ao plenário na semana que vem.
"O PMDB entende que essa matéria não se esgotará na próxima semana, e não votaremos qualquer outra matéria se o projeto não for analisado. Isso inclui a possibilidade de obstrução à MP dos Mais Médicos”, anunciou Cunha na tribuna.
Desde a semana passada, o PT articula para enterrar a proposta que traz poucas mudanças práticas ao sistema eleitoral. O texto sugere, entre outros pontos, a limitação no número de cabos eleitorais nas campanhas e a proibição da veiculação de propaganda eleitoral – faixas, placas ou pinturas – em bens particulares. Por outro lado, o texto dá mais liberdade para a exposição de candidatos nos meios de comunicação e nas redes sociais.
A matéria deixa de fora as principais reivindicações dos petistas, que ainda insistem na realização de um plebiscito e querem aprovar o financiamento público de campanha e o voto em lista. Já o PMDB, que encampou o projeto, argumenta que as mudanças, apesar de pequenas, já poderiam ser aplicadas nas eleições de 2014.
Líder da segunda maior bancada da Câmara, Eduardo Cunha afirmou que só vai votar a MP dos Médicos se houver um acordo para colocar a minirreforma em pauta. O parlamentar insiste em aprovar as mudanças e aplicá-las já no próximo pleito. Ele argumenta que as propostas do projeto não contemplam a regra da anterioridade eleitoral, que determina que as novas regras eleitorais só serão aplicadas caso entrem em vigor pelo menos um ano antes das eleições. Esse prazo se esgota em 5 de outubro.
Batalha – Cunha nega querer travar uma nova batalha com o governo, conforme fez durante a votação da medida provisória que estabelece um novo marco regulatório para os portos. “Ninguém está contra o governo. Isso é contra o PT. É só o PT parar de obstruir”, afirmou o deputado ao site de VEJA.
Anunciada após a onda de manifestações de junho, a MP dos Médicos foi aprovada nesta terça-feira pela comissão especial criada para discutir o tema. O texto aprovado estabelece a importação de médicos estrangeiros sem a exigência do exame de revalidação do diploma e também prevê que o registro dos profissionais que não se formaram no país será concedido pelo Ministério da Saúde – hoje essa é uma responsabilidade dos conselhos regionais. 


A matéria tem de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até o dia 5 de novembro para não perder a validade. 

O carnaval do Rio de 1964 no olhar do fotógrafo Willy Rizzo

Willy Rizzo

Famoso fotógrafo de artistas, celebridades, personagens da política e da moda, o italiano Willy Rizzo (1928-2013) fez uma carreira brilhante como fotógrafo da revista Paris Match nos anos 1950, época de grande  efervescência do fotojornalismo mundial.
Rizzo fez grandes reportagens, principalmente na África e Ásia, e ilustrou muitas capas da Paris Match. Neste post, mostramos algumas imagens feitas por Rizzo no carnaval carioca de 1964. Este mesmo material está na exposição Rio de Janeiro par Willy Rizzo, em Paris até o dia 1 de novembro.
Alexandre Belém
1.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
2.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
3.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
4.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
5.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
6.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
7.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
8.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
9.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
10.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
11.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
12.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
13.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
14.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
15.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
16.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
17.  Elsa Martinelli, atriz italiana e esposa de Rizzo, carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
18.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
19.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)
20.  Carnaval no Rio de Janeiro, 1964. (Willy Rizzo/Paris Match/Getty Images)

Comissão do Senado rejeita fim do voto obrigatório

veja.com

Texto de Pedro Taques foi barrado por 16 votos a 6, mas tema voltará à pauta

Gabriel Castro, de Brasília
Teclado da urna eletrônica
Tema do voto facultativo deve voltar à pauta da CCJ na semana que vem (Divulgação)
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, nesta quarta-feira, um projeto que implementava o voto facultativo em todas as eleições do país. O relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT), favorável à proposta de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), foi rejeitado por 16 votos a 6.
"Ou nós chegamos à conclusão de que o cidadão brasileiro está preparado para fazer opções ou vamos continuar numa atitude paternalista de que o cidadão precisa ser tutelado por aquele que é mais inteligente", disse Taques, ao defender o projeto.
Mas a maioria dos parlamentares se opôs à mudança: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou que o Brasil ainda precisa progredir antes de tornar o voto facultativo: "As democracias avançadas e consolidadas têm uma sociedade civil muito forte", afirmou o parlamentar.
Pedro Simon (PMDB-RS) também votou contra a proposta. Para ele, o fim da obrigatoriedade tornaria possível manobras eleitorais ilegítimas, especialmente em cidades onde o eleitorado é pequeno. "Por que abrir um precedente desses?", questionou.


Apesar do resultado desta quarta-feira, o tema deve voltar à pauta da CCJ na semana que vem, quando a comissão pode votar uma PEC que retira a menção ao voto obrigatório da Constituição, o que permitiria a discussão do tema apenas por meio da legislação eleitoral. Com isso, uma eventual mudança no regime de voto se tornaria mais fácil.

Índios quebram vidraça da Câmara e fecham Esplanada


Protesto de ’ndios contra a PEC 215 em Bras’liaUm grupo de indígenas voltou a causar tumulto no Congresso Nacional nesta quarta-feira e quebrou uma vidraça ao tentar invadir a Câmara dos Deputados.
Após a confusão, o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), se reuniu com dez indígenas. Na ocasião, eles entregaram um manifesto ao presidente interino da Casa e pediram a anulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 215, que transfere a competência de demarcação de terras do Executivo para o Legislativo. Do lado de fora do Congresso, os indígenas que não participaram do encontro fecharam as seis vias do Eixo Monumental, causando transtorno.
Em abril, índios de diversas etnias invadiram o plenário da Câmara também para manifestar contra o projeto. O episódio levou ao endurecimento das regras de acesso à Casa, como restrição na quantidade de visitantes e no acesso aos principais locais do prédio.
(Marcela Mattos, de Brasília)