quarta-feira 28 2013

Facebook, Google e Microsoft se encontram com políticos brasileiros para discutir espionagem

Privacidade

Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional analisa o papel de empresas de tecnologia no monitoramento de dados feito pelos EUA

O jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian
O jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian  (Kin Cheung/AP)
Representantes de gigantes da tecnologia e internet como Google, Facebook, Microsoft e Twitter vão se reunir na próxima quinta-feira com representantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) para discutir o impacto da rede de espionagem internacional do governo dos Estados Unidos no Brasil. A audiência, requerida pelo presidente da comissão, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), tem como objetivo abrir as investigações sobre o papel dessas companhias no monitoramento de dados no país, como e-mails e ligações telefônicas.
Entre os representantes das empresas estão Bruno Magrani, gerente de relações governamentais do Facebook Brasil; Marcel Leonardi, diretor de políticas públicas do Google Brasil; Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter no Brasil; e Alexandre Esper, diretor-geral jurídico e de relações institucionais da Microsoft Brasil.
Na semana passada, a CRE ouviu o jornalista Glenn Greenwald, do jornal britânico The Guardian, responsável pelas matérias que revelaram a rede de espionagem. Ele reafirmou que o governo dos Estados Unidos monitora comunicações eletrônicas dentro e fora do país, com a justificativa de combater o terrorismo e garantir a segurança nacional. O objetivo, entretanto, de acordo com o jornalista, seria obter informações privilegiadas sobre acordos econômicos, estratégias políticas e competitividade industrial de outros países.
Durante a audiência pública, Greenwald disse aos parlamentares que as agências de inteligência americanas têm a capacidade de acessar todo o conteúdo das comunicações eletrônicas, como e-mails ou mensagens instantâneas. “O governo dos EUA quer eliminar a privacidade de todo o mundo”, disse o repórter na ocasião. As informações divulgadas foram obtidas com a ajuda do americano Edward Snowden, o ex-técnico da CIA responsável pelo vazamento de informações que trouxe à tona os programas secretos de vigilância do governo Obama que obteve asilo político na Rússia.
A reunião começa logo após a votação das emendas da CRE à Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2014, marcada para as 10 horas.

Brasil é o 7º país do mundo que mais solicita dados de usuários ao Facebook

Redes sociais

EUA lideram ranking divulgado pela companhia americana

Homens em frente a um logo do Facebook
Homens em frente a um logo do Facebook (Dado Ruvic/Reuters)
Os Estados Unidos foram o país que mais solicitou informação ao Facebook sobre seus usuários durante o primeiro semestre de 2013. Segundo relatório de transparência da companhia divulgado nesta terça-feira, o governo brasileiro aparece em sétimo lugar em número de requisições.
Entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, 74 países pediram informação sobre 37.954 contas de usuários. Do total de requisições, 53,9% foram dos Estados Unidos. O Facebook respondeu às solicitações do governo americano em 79% dos casos, mas não deu mais detalhes do tipo de conteúdo e motivação para a entrega dos dados.
Depois dos EUA, aparecem na lista Índia, Reino Unido, Itália, Alemanha, França, Brasil, Espanha. Austrália e Chile.
O Brasil teve 715 solicitações feitas para 857 contas. Segundo a empresa, somente 33% dos pedidos foram atendidos. As informações solicitadas, esclareceu a rede social, são na maior parte das vezes relacionadas a investigações criminais, como casos de roubos ou desaparecimentos.
O Facebook explicou como são processados os pedidos: "Levamos em conta nossos termos, a legislação aplicável e ainda exigimos uma descrição detalhada de bases factuais e legais para cada requisição. Contestamos quando encontramos deficiências legais ou quando identificamos que são muito amplas ou vagas."
Ao tornar público o relatório, o primeiro elaborado pela rede social com esse grau de detalhamento, a companhia explicou que o objetivo é mostrar aos usuários a natureza e alcance das solicitações, além do modo como lida com essas requisições.
O Facebook deu esse passo depois que Microsoft e Google tomaram atitudes semelhantes, no rastro da revelação de que as companhias do setor tecnológico colaboraram com as autoridades dos Estados Unidos, fornecendo informação sobre seus usuários.
No comunicado, o Facebook diz estar cobrando do governo americano mais transparência em relação a essas solicitações, incluindo dados sobre as requisições relacionadas à segurança nacional. 
(Com agência EFE)

PSDB quer explicações sobre propina de deputado petista

http://veja.abril.com.br/blog/politica/

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (PSDB-SP), protocolou nesta terça-feira requerimentos para ouvir o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, sobre o achaque que o deputado petista Vicente Cândido (PT-SP) fez ao conselheiro do órgão regulador, Marcelo Bechara. O caso foi revelado por VEJA no último fim de semana.
A atuação de Vicente Cândido incluiu proposta de propina para que o conselheiro atuasse dentro da Anatel para minimizar as multas impostas pela agência à companhia telefônica Oi. A empresa tem mais de 10 bilhões de reais em multa.
Entre os pedidos protocolados pelo PSDB nesta terça está ainda ofício à Corregedoria-Geral da Câmara para que seja apurado se o deputado Vicente Cândido quebrou o decoro parlamentar. “Nos governos do PT as agências de regulação foram aparelhadas e, não raro, são focos de corrupção. Isso é inadmissível”, disse Sampaio.
A proximidade da empresa Oi com o governo petista não é novidade. No fim de 2008, o então presidente Lula autorizou a compra da Brasil Telecom pela companhia em uma operação para a formação de uma suposta gigante nacional no setor de telecomunicações. O negócio não deslanchou, e o discurso nacionalista caiu por terra.
(Laryssa Borges, de Brasília)

Protesto no Rio termina em confronto e depredação

Por FELIPE WERNECK, estadao.com.br
Policiais militares usaram bombas de efeito moral, balas de borracha, paintball e até pedras para acabar com mais...



Protesto no Rio termina em confronto e depredação
"Jovem é ferida durante protesto no Rio"
Policiais militares usaram bombas de efeito moral, balas de borracha, paintball e até pedras para acabar com mais um protesto na noites desta terça-feira, 27, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, zona sul do Rio, onde fica o Palácio Guanabara, sede do governo estadual. O tumulto se alastrou pelo bairro e pelo menos cinco agências bancárias, uma concessionária da Volkswagen e abrigos de ônibus foram destruídos na Rua das Laranjeiras. Várias barricadas com lixo queimado e pregos de quatro pontas foram montadas para tentar impedir a aproximação de caminhonetes do Batalhão de Choque.
O confronto entre policiais e os cerca de 300 manifestantes, que mais uma vez protestavam contra o governador Sérgio Cabral (PMDB), começou por volta de 20h30, quando uma rapaz tentou impedir que PMs revistassem sua mochila. Houve tumulto e a grade de ferro que interditava a Pinheiro Machado na esquina com Álvaro Chaves, impedindo a aproximação do Palácio, foi empurrada. PMs usaram armas de paintball para marcar manifestantes, que lançaram pedras. Em seguida, caminhonetes com policiais do Choque começaram a perseguir "Black Blocs", que rapidamente montaram barricadas. Até um táxi que passava perto da Pinheiro Machado foi obrigado a retornar e usado como "escudo" por manifestantes.
Ainda na Pinheiro Machado, antes da chegada do Choque, houve uma guerra de pedras entre "Black Blocs" e PMs que usavam apenas armas de choque e de paintball. Pelo menos três jovens foram arrastados por PMs e agredidos com chutes e cassetetes. Além de pedras, manifestantes lançavam rojões. Os grupo de PMs que recolhia pedras para jogar nos militantes acabou recuando e voltou para se proteger na barreira policial. Depois, começou a caçada do Choque pelo bairro.
Antes do tumulto na rua do Palácio, quando os manifestantes ainda se agrupavam no Largo do Machado, uma menina que atravessava a praça foi atingida na testa por uma bala de borracha. A confusão começou quando PMs detiveram um ativista que estava sem documento. Alguns lançaram pedras e policiais jogaram uma bomba de efeito moral e atiraram balas de borracha. A menina atingida na testa, que seria estudante de direito da UFRJ, foi atendida por socorristas em um banco da praça.
Alguns manifestantes afirmaram ter recolhido cápsulas de projéteis no Cosme Velho, o que indica que policiais não teriam usado apenas armas consideradas não letais. PMs do Choque usavam toucas ninja e não estavam com identificação na farda. A reportagem do Estado estava ao lado de um menino negro com camisa do Botafogo quando um desses policiais veio na direção dele e disse em seu ouvido: "Você estava no Catete. Vou te pegar depois", possivelmente referindo-se ao protesto ocorrido no bairro na semana passada.
Um advogado que acompanhava a manifestação disse que pelo menos oito pessoas tinham sido detidas até as 22h30. Com o tumulto, várias ruas do bairro foram interditadas.

Falta 'traquejo' e 'humildade' ao governo Dilma, diz Campos

Política

No Programa do Ratinho, governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência disse temer a volta da inflação e pediu mais diálogo à presidente

Felipe Frazão
O governador de Pernambuco Eduardo Campos participa do Programa do Ratinho no SBT nesta terça-feira (27/08/2013)
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, participa do Programa do Ratinho, no SBT (Gabriela Biló/Futurapress)
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à Presidência nas eleições do ano que vem, disse nesta terça-feira que falta humildade e traquejo político ao governo da presidente Dilma Rousseff. Campos também afirmou que todos os candidatos têm chance de vitória nas eleições de 2014.
“Eu tenho muito respeito por Dilma, uma pessoa honrada, mas acho que às vezes a falta de traquejo político, de diálogo, é percebida pelos prefeitos e governadores. Acho que o governo precisa dialogar mais, ter humildade. Governar é um gesto de humildade. É construir consenso”, disse Campos, que gravou nesta terça-feira participação no Programa do Ratinho, do SBT.
Na entrevista, o governador também atacou a política econômica do governo Dilma. “Eu tenho medo da volta da inflação. Temos de ter cuidado. A inflação é um germe perigoso”, disse. Ele defendeu, no entanto, os programas federais Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos. “Tem que chamar médico de onde vier”, disse.
Corrida - Campos disse ser difícil apontar alguém sem chances de vencer atualmente. “Eu acho que todos podem estar dentro. A eleição não está definida. O quadro econômico e o quadro dos partidos ainda não estão definidos. Tem muita gente falando em trocar de partido. Esse movimento [de manifestações nas ruas] vai ter influência sobre 2014. A eleição está completamente em aberto, está zerada.”
O governador evitou, no entanto, assumir a pré-candidatura e voltou a dizer que o lançamento de candidato próprio do PSB "será decidido no ano que vem". Para ele no entanto, é "natural" que militantes divulguem seu nome, porque o calendário eleitoral começa agora em setembro.


"O partido sabe qual é o tamanho da minha disposição. A confiança da base partidária eu sei que tenho, agora mais que disposição eu tenho responsabilidade. Sei a situação que o país vive e que a gente precisa ter muita responsabilidade com o futuro do país. Tudo o que construímos nos últimos 30 anos, democracia, estabilidade e um olhar sobre a desigualdade, não pode ser colocado em risco por ambição de quem quer que seja."

Eu tenho um sonho (realista)


Martin Luther King no concreto
O meu sonho é humildemente menos atraente e menos comovente que o de Martin Luther King.
Ele foi um pastor da humanidade (e não apenas de negros oprimidos pela segregação e racismo), dotado de uma retórica extraordinária. Há exatamente 50 anos, 28 de agosto de 1963, no discurso em Washington, Martin Luther King precisava sonhar alto, com as coisas tão desoladoras lá embaixo, no sul dos EUA, quando a polícia racista literalmente soltava os cachorros contra manifestantes pelos direitos civis.
Contra a cachorrada racista, Luther King sonhava que seus quatro filhos um dia “viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter”. O perfeito sonho pós-racial é inatingível, embora faça bem ser embalado pelas palavras de Luther King.
A vida é uma realidade de tantas identidades raciais, étnicas, nacionais, religiosas, classistas e sexuais. Eu apenas sonho com mais tolerância na aceitação das diferenças, das rivalidades e das múltiplas identidades. Temos nossas tribos, nossos times, nossas lealdades, nossos grupos de interesse para fazer pressão e aumentar o nosso quinhão.
Em 50 anos, graças a pessoas sábias e abnegadas como Martin Luther King, a sociedade americana deu saltos qualitativos e quantitativos para que as pessoas sejam menos julgadas pela cor de sua pele e negros tenham um lugar mais digno sob o sol.  Há ainda racismo dos brancos e racismo reverso, mas não sou chegado em histrionismos (a indústria da exploração racial tem várias cores e tonalidades). Enquanto Martin Luther King discursava em Washington e cachorros estavam soltos, o racismo era tolerável. O fato é que hoje em dia ser abertamente racista é uma atitude social inaceitável. Diferenças, porém, persistem.
Basta ver as distintas percepções em recentes pesquisas nos EUA. A maioria dos brancos acredita que a missão está cumprida e o sonho de Martin Luther King foi atingido. Esta é a percepção da minoria dos negros. Há indicadores fantásticos do avanço da minoria negra. O mais óbvio é Barack Obama na Casa Branca. Desde os anos 60, o índice de pobreza dos negros caiu de 42% para 28%. A disparidade de renda entre brancos e negros, no entanto, aumentou.
Aqui a conversa, claro, politiza. Para uns, os programas sociais arquitetados nos anos 60 ainda são necessários; para outros, o foco deve ser na responsabilidade individual dos negros, pois a marcha guiada pelo governo e seus programas sociais deve acabar. No debate sobre distribuição de poder e recursos, os canais de representação estão bem definidos.
Na expressão de Ross Douthat, colunista (conservador) do New York Times, o Partido Republicano é veículo da identidade branca, enquanto o Partido Democrata é veículo de clientelismo, não apenas de negros, mas de outras minorias. Está aí a prova da dificuldade de construção de uma sociedade pós-racial, embora racismo não seja mais aceitável.
Douthat e outros lembram que patologias sociais consideradas “problemas negros”, como alto nível de desemprego, especialmente entre homens jovens, e desagregação familiar, estão disseminadas em outros setores da sociedade, tornando especialmente necessárias reformas carcerárias e educacionais.
Uma resposta de setores marginalizados é o ressentimento. Negros e latinos acusam conservadores de estarem empenhados em suprimir o voto de minorias e reduzir programas sociais. Já setores remediados da classe trabalhadora branca, ao longo dos últimos 30 anos, abraçaram o Partido Republicano, repudiando os democratas, vistos como estimuladores de privilégios de minorias. O país é mais diverso, o que significa mais desafios para a acomodação e distribuição de recursos e de poder. As minorias avançam e setores brancos se sentem acuados.
Por conveniências eleitorais e amarras ideológicas, os dois partidos preservam suas agendas. A polarização política no país dificulta a construção de pontes, embora elas existam na busca destas reformas, com alguns pontos de convergência entre um  conservador e branco, como o governador do Texas, Rick Perry,  e o negro liberal Erick Holder, ministro da Justiça.
Barack Obama é herdeiro de alguns sonhos concretizados desde o discurso de Martin Luther King. lmpossível para ele será deixar o legado de pastor de uma sociedade pós-racial, como vaidosamente ambicionou. Mas um presidente, filho de mãe branca do Kansas e do pai negro do Quênia, discursando no aniversário dos 50 anos do “I Have a Dream” já é uma boa realidade.
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/

Fuja da obesidade


Quando o assunto é perder peso, existem muitos erros comuns que cometemos, ou mesmo mitos em que caímos e nos impedem de ter sucesso. Veja quais são eles e aprenda a evitá-los

Maçã e sanduíche na balança - Foto Getty Images

Ignorar as calorias totais da dieta

"A alimentação desequilibrada é um dos principais fatores relacionados à obesidade", afirma a educadora física e doutoranda em nutrição Ana Dâmaso, coordenadora do Grupo de Estudo da Obesidade (GEO) da Unifesp. Segundo ela, quando este fator está associado ao excesso de peso, tona-se necessária a reeducação alimentar. Tudo começa estabelecendo um limite máximo de calorias que podem ser consumidas diariamente. "Uma pessoa acima do peso provavelmente ingere muito mais calorias do que seu metabolismo é capaz de queimar", afirma a especialista. Para isso, procure um bom nutricionista que possa elaborar um cardápio individual.
Mulher comendo salada - Foto Getty Images

Fazer escolhas pouco saudáveis à mesa

Bobagem ficar dentro das calorias previstas para o dia se os alimentos que você consome têm valor nutricional nulo. De acordo com a educadora física Ana, gorduras e açúcares são os grupos de alimentos mais presentes na alimentação do paciente com obesidade. Aprender a montar um prato colorido com muitas frutas, legumes e verduras, e uma parcela menor de carboidratos e proteínas, faz parte da reeducação alimentar. "Com o tempo, os pacientes percebem que não é preciso passar fome ou comer alimentos sem graça para perder peso", explica.
Homem sentado - Foto Getty Images

Manter o sedentarismo

"Exercícios físicos são uma das principais estratégias terapêuticas não medicamentosas para combater a obesidade", diz a educadora física Ana. Segundo a especialista, atualmente exercícios valem por remédio. O método mais eficaz para perder peso é combinar exercícios aeróbios, como a caminhada, com exercícios resistidos, com a musculação. "Juntos, eles não só combatem a obesidade, como ainda ajudam no controle da síndrome metabólica e da esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado)", explica. Antes de iniciar o treino, procure um profissional para não realizar movimentos incorretos ou exagerar na dose, o que pode gerar lesões.
Mulher ansiosa - Foto Getty Images

Perder o controle da ansiedade

A obesidade é uma doença multifatorial e, na maior parte dos casos, está ligada a disfunções emocionais. "Grande parte dos pacientes sofre de ansiedade, estresse e outros problemas que podem levar à compulsão alimentar, por exemplo", afirma o endocrinologista Marcos Antonio Tambascia, professor da Unicamp. Por isso, incluir um terapeuta comportamental no tratamento da obesidade pode ser fundamental para alcançar o sucesso.
Homem acendendo cigarro - Foto Getty Images

Adotar outros hábitos prejudiciais

"Principalmente pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica são mais propensos a adotar outros hábitos prejudiciais para compensar o prazer que deixaram de ter por não poder comer compulsivamente", afirma o endocrinologista Marcos. Segundo ele, é comum pacientes começarem a fumar e beber ao tentar seguir uma alimentação saudável. Por outro lado, alguns pacientes se sentem estimulados a mudar completamente de vida quando dão início ao tratamento da obesidade. Assim, começam a praticar exercícios, investem na reeducação alimentar e, de quebra, ainda adotam outros hábitos saudáveis como medida de prevenção da saúde.
Mulher comendo bolo - Foto Getty Images

Retomar os erros após a perda de peso

O paciente com tendência a ter obesidade não pode vacilar. Hábitos saudáveis adotados para perder peso devem ser mantidos mesmo após alcançar a meta. "Muitos pacientes acabam retomando os quilos perdidos porque deixam a disciplina de lado com o tempo", diz o endocrinologista Marcos. Segundo ele, comer bem, praticar exercícios e fazer check-ups no médico regularmente deveriam ser regra na vida de todas as pessoas durante a vida inteira. No caso de pessoas com tendência a desenvolver a doença, entretanto, a medida se torna ainda mais relevante e não segui-la pode trazer consequências mais imediatas, como a desnutrição e a volta da obesidade.
Homem medindo a pressão arterial - Foto Getty Images

Resistir a tratamentos mais agressivos

"A cirurgia bariátrica nunca é a primeira opção de tratamento para pessoas com obesidade", afirma o endocrinologista Marcos. Mas indivíduos com índice de massa corpórea (IMC) maior do que 40 ou com IMC maior do que 30 e tendência a desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes, geralmente recebem indicação para a intervenção cirúrgica. Isso porque, neste caso, a necessidade de perder peso é imediata. Além disso, disciplina para mudar hábitos de vida nem sempre é o suficiente para vencer essa doença crônica. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.