domingo 04 2013

Sete mitos e verdades sobre as mudanças climáticas

Por Portal EcoD



Sete mitos e verdades sobre as mudanças climáticas
Quando se fala em alterações climáticas o que não faltam são previsões futuras e teorias. Mas será que de fato as mudanças existem? O jornal i de Portugal publicou um FAQ (perguntas frequentes), sobre o assunto, para tirar algumas dúvidas que ainda prevalecem.
Todas as questões foram formuladas por 50 leitores do jornal i e respondidas por especialistas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1. O clima já mudou antes
Verdade. E continuará a mudar de forma natural, já que o clima terrestre é influenciado por variações da órbita terrestre, variações da posição do eixo da Terra, flutuações da atividade solar e da atividade vulcânica (arrefecimento). No entanto, as atividades humanas – por exemplo, as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a desflorestamento – são responsáveis por alterar o balanço radiativo do sistema terrestre e dessa forma têm uma influência sobre o clima.
2. Não há consenso sobre impacto do homem nas mudanças climáticas
Errado. Há consenso científico e todos os estudos feitos sobre o assunto nas últimas décadas apontam para valores bem acima dos 90% de concordância entre os especialistas nas diferentes áreas do ambiente e alterações climáticas. Cerca de 97 em cada 100 especialistas apontam as atividades humanas como causas das alterações climáticas. Além do consenso entre cientistas, existe ainda um consenso nos dados encontrados sobre essa influência.
3. Temperatura e CO2 sobem ao mesmo ritmo
Errado. Dióxido sobe depois. Este ponto é normalmente ilustrado pela seguinte ideia: durante a saída das últimas eras glaciares o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) não antecedeu a subida da temperatura, mas aparentemente seguiu-se a esta com um intervalo entre 200 e 1000 anos (dados encontrados por cientistas que estudam o clima e as alterações climáticas). Logo, um aumento do CO2 não poderia ter provocado a subida das temperaturas.
De fato, quando a Terra sai de uma era glaciar, o aquecimento é iniciado pelas alterações na órbita terrestre e não pelo aumento inicial do CO2. Este aquecimento amplifica a liberação natural de CO2 pelos oceanos, que, por sua vez, amplifica o aquecimento da atmosfera promovendo a mistura deste gás na atmosfera e a expansão desse aquecimento por todo o planeta. A estes fenômenos dá–se o nome de retroação positiva. Os mesmos estudos indicam que cerca de 90% do aquecimento global ocorre após o aumento dos níveis de CO2. Aliás, esta é uma das razões a qual se sabe que alterar a composição da atmosfera através da libertação de GEE (naturalmente ou pelos seres humanos) irá provocar um aumento das temperaturas médias globais.
4. Há relação entre catástrofes naturais e aquecimeno global
Certo. As indicações científicas de que a intensidade dos eventos extremos está aumentando devido às alterações climáticas que são cada vez mais fortes. O que não significa que todos os eventos extremos sejam causados ou diretamente relacionados com estas alterações. Um evento extremo é um acontecimento raro num determinado local ou período do ano.
Apesar de toda a incerteza e de muitas vezes existir alguma confusão entre o que é a ocorrência destes fenômenos e os danos que causam (o mesmo evento extremo pode causar danos diferentes consoante a área que atinge), os estudos científicos sobre o assunto apontam para um aumento da intensidade destes eventos e, em alguns casos, também para um aumento da sua ocorrência.
5. O CO2 é alimento para plantas
Verdade. Mas irrelevante para a discussão. A resposta das plantas ao excesso de CO2 é sensível a uma variedade de fatores (idade, genética, fenótipos, altura do anos, nutrientes, entre outros). Aliás, está demonstrado que um aumento da concentração de CO2 promove na maior parte das situações um maior crescimento das plantas até um determinado limite a partir do qual se torna negativo. O aumento global de CO2 é muitas vezes designado uma “gigantesca experiência biológica” que os seres humanos estão a conduzir na Terra.
6. O sol está ficando mais quente
Errado, pelo menos desde 1978. O sol tem registado uma tendência de arrefecimento desde 1978. Ainda assim, existem algumas incertezas neste ponto, dado que as medições mais exaustivas começam precisamente no final dessa década e ainda permanecem dúvidas quanto à melhor metodologia de análise.
Os cientistas estão de acordo que a atividade solar parece estar regulada por períodos de 11 anos, os chamados ciclos solares. De acordo com as últimas previsões da Nasa, atualizadas no início de julho, o pico do atual ciclo solar (número 24) deverá ser atingido durante este verão. Contudo, está descartado a possibilidade das grandes descargas de radiação interferirem na comunicações por satélite ou outro equipamento espacial. Estima-se que este pico seja o menos intenso desde 1906.
7. O aquecimento provoca aumento do CO2
Verdade. Não esquecer que o aumento do CO2 provoca aquecimento, que por sua vez provoca aumento de CO2, que por seu turno aumenta o aquecimento.

Mad Max estava certo: O mundo mais quente é também mais violento

Por Portal EcoD



Mad Max estava certo: O mundo mais quente é também mais violento
Um futuro de barbáries devido às mudanças climáticas era previsto pela obra do australiano George Miller, em 1979, no primeiro longa-metragem da trilogia Mad Max, muito conhecido do mundo dos vídeo-games. Talvez Miller já previsse o que a ciência nos diria hoje: o aumento da temperatura pode incitar o comportamento agressivo nas pessoas.
Três pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, reuniram índices de violência e dados climáticos de diversos países (inclusive o Brasil), compararam e concluíram que episódios de violentos como homicídio, assalto, estupro e violência doméstica podem aumentar até 16% em relação aos índices atuais caso a temperatura do mundo suba os 4º C previstos pelos climatologistas.
As previsões são para os próximos 50 anos, segundo um artigo publicado na quinta-feira, dia 1º de agosto, pela revista Science.
Os motivos
O documento "apresenta um forte argumento para os efeitos da rápida mudança climática sobre a violência", destacou ao Los Angeles Times Craig A. Anderson, um professor de psicologia que estuda violência. "Há evidências consideráveis de que quando as pessoas estão desconfortavelmente quentes, elas se tornam mais agressivas fisicamente. Elas tendem a interpretar pequenos aborrecimentos como sendo mais graves e provocações intencionais do que em temperaturas confortáveis", afirmou.
"O resultado é alarmante", enfatizou o co-autor da pesquisa, Marshall Burke, estudante da UC pós-graduação que pesquisa como as mudanças climáticas afeta a segurança alimentar. "No entanto, se tivermos nosso agir em conjunto e mitigar mudanças climáticas futuras ... os efeitos serão muito menores."
Uma explicação tradicional é que o clima muda economias agrárias. "As pessoas estão mais propensas a pegar em armas, quando a economia se deteriora", destacou o líder do estudo, Solomon Hsiang.
Previsões
Os cientistas chegam a informar que até 2050 os números de guerras e distúrbios civis podem aumentar 56%, devido à temperatura mais quente ou mesmo por padrões extremos de chuva previstos.
A pesquisa reuniu 45 estudos e está voltada para os padrões de violências existentes no Brasil, China, Alemanha e Estados Unidos, informou o The Guardian.
E não pensem que se trata de calores extremos. Pequenos aumentos podem incitar as invasões de terra no Brasil, a violência doméstica na Austrália e na Índia, e o aumento de assalto e assassinatos nos Estados Unidos e na Tanzânia.

Startup cria pote com bloqueio automático para evitar comer fora de hora

Por Portal EcoD



Startup cria pote com bloqueio automático para evitar comer fora de hora
Sabe aquela pessoa que compra compulsivamente com o cartão de crédito? E aquela outra que não pode ver um pote de doce que vai logo abrindo a tampa para comer os chocolates, sem controle algum? Uma startup norte-americana criou um recipiente plástico com bloqueio programado. Assim, o proprietário só consegue abrir o pote depois do tempo determinado no timer, segundo informou o site Springwise.
Com o pote criado por David Krippendorf, o usuário pode guardar celulares, brinquedos, controle de videogame e até cartões de crédito. A startup atingiu a meta no site de financiamento coletivoKickstarter e conseguiu US$ 41.991 (cerca de R$ 80 mil) para dar início à produção.
O funcionamento do Kitchen Safe é simples. Depois de colocar o alimento no pote e fechar a tampa, é preciso definir o tempo de bloqueio no timer. E o pote só é desbloqueado quando o cronômetro chegar a zero.
Os alimentos ou qualquer outro produto podem ficar trancados de um minuto a dez dias. No site da empresa é possível encomendar o produto, vendido a US$ 39,95 (cerca de R$ 40). As entregas começam em setembro.

"Temos conhecimento e tecnologia para um crescimento sustentável", afirma Fritjof Capra

Por Portal EcoD



"Temos conhecimento e tecnologia para um crescimento sustentável", afirma Fritjof Capra
"É preciso observar a habilidade da natureza de sustentar a vida". Esta é a opinião do físico e escritor austríaco Fritjof Capra, que encerrou na sexta-feira, 2 de agosto, a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Direito Socioambiental e Sustentável, realizado em Curitiba.
Segundo o autor de O Tao da Física, entre outras obras mundialmente conhecidas, a sobrevivência da humanidade nas próximas décadas vai depender da alfabetização ecológica dos políticos, empresários e da população como um todo, "que deve se dar em todos os níveis da escola". Capra ressaltou também a necessidade de que os países busquem o equilíbrio entre crescimento econômico e responsabilidade socioambiental. "É preciso observar a habilidade da natureza de sustentar a vida", destacou.
O pensador enfatizou a importância de se conter o consumo excessivo e reduzir a diferença entre ricos e pobres. Ele criticou o modelo que mede o desempenho das nações a partir dos resultados econômicos da produção, sem levar em conta os custos sociais e ambientais. Capra também rotulou como 'mau crescimento' ou 'crescimento quantitativo', em contraponto ao 'crescimento qualitativo', que, segundo ele, busca o equilíbrio, não emite poluentes, recicla e é mais eficiente.
"Temos conhecimento e tecnologia para um crescimento sustentável", ponderou. Capra salientou a importância do uso de fontes de energias não poluentes e renováveis e alertou para a necessidade de se reduzir em 80% a emissão de gases do efeito estufa para que não haja um colapso global.

Oito atitudes para tornar sua vida mais sustentável sem gastar nada

Por Portal EcoD



Oito atitudes para tornar sua vida mais sustentável sem gastar nada
Quando se pensa em sustentabilidade há quem imagine que é preciso ter painéis solares em casa ou uma série de gadgets que reduzem o consumo, no entanto, demandam grandes investimentos. Mas o EcoD já provou que é possível tornar sua vida mais amiga do meio ambiente de maneira muito simples. Veja oito atitudes para torná-la mais sustentável sem precisar comprar nada:
1. Separe a comida dos demais “lixos”
O ideal é que sua casa não gerasse desperdícios de alimentos tendo em vista que muita gente passa fome no mundo. Mas sempre há uma sobra, então, separe uma vasilha só para colocar a comida. O material orgânico é o que mais dificulta a reciclagem e aumenta as chances de plásticos e papéis irem para aterros, ao invés de serem novamente matéria-prima.
2. Leve seus sacos
O recomendável é reduzir ao máximo o consumo de plástico, mas se você sempre o utiliza e pega no supermercado, guarde o que já tem e leve para a próxima vez que for comprar uma fruta na quitanda da rua ou mesmo o pão.
3. Tire o carregador da tomada
Muita gente faz isso quando termina de carregar o celular ou a bateria do eletrônico: deixa o carregador na tomada. Ruim para o mundo e para seu bolso, pois a energia elétrica continua sendo consumida.
4. Lave os pratos logo após usá-los
Não espere a sujeira do almoço ou do suco secar para lavar os pratos, isso vai requerer mais sabão e mais água para a limpeza. E não esqueça de desligar a torneira durante o tempo de esfregação. Se você fica com “preguiça” após o almoço, jogue um pouco de água antes do descanso nos recipientes e depois volte para lavar, aproveitando esta água que ficou, assim os resíduos serão retirados mais facilmente.
5. Coloque sua impressora no modo frente e verso
No mínimo você vai reduzir pela metade o número de folhas de papel-ofício ao colocar sua impressora no modo frente e verso. Lembrando que os papéis são provenientes das árvores...
6. Leve seu copo
Tenha um copo em sua bolsa. Você pode evitar os descartáveis do seu trabalho, de sua escola ou faculdade, somente com estas atitudes. As ruas e os oceanos agradecerão.
7. Pense bem antes de jogar fora
Não se trata de tornar-se um “acumulador”, mas de enxergar novas possibilidades de uso para os recipientes que a própria indústria já nos fornece. Assim, no lugar da compra de uma vasilha para acomodar alimentos, você pode criar novas com vasos de produtos que já adquiridos.
8. Desligue as luzes quando sair
Esta dica é tão simples, mas ainda há quem esqueça a luz do quarto ligada quando sai.

Dos portos para o consumidor: quatro shoppings feitos de contêineres

Por Portal EcoD



Dos portos para o consumidor: quatro shoppings feitos de contêineres
Tendência cada vez maior em todo o mundo, a utilização de contêineres como estruturas já foi motivo para diversas matérias aqui no EcoD. Dessa vez, listamos quatro centros de compras cujas edificações reaproveitam esse tipo de material, que em vias normais estaria abandonado nos portos ou mesmo descartado no meio ambiente.
Uma vez agrupados, os contêineres podem acomodar lojas. No Brasil a franquia Container Ecology Store, por exemplo, já possui mais de 100 lojas em praticamente todos os estados do país e algumas no exterior, como na Espanha.
Veja shoppings de diferentes países feitos desta maneira:
Boxpark - Londres
Considerado o primeiro shopping pop up do mundo, ou seja, um tipo de loja que abre em um lugar e depois vai para outro shopping, o Boxprak está situado atualmente em Shoreditch, Londres, num antigo galpão de estocagem da empresa local de trem, que não era usado há 40 anos. É formado por 60 contêineres e tem lojas de marcas consagradas com Diesel, Puma, Levi’s e Lacoste.
Dordoy Bazaar - Quirguistão
Enquanto o Boxpark tem marcas consagradas, um shopping feito com a mesma ideia volta-se para o público popular de Bisqueque, no Quirguistão (país da Ásia Central, ex-integrante da antiga União Soviética). Esse centro comercial é um dos maiores da Ásia: estima-se que tenha 7 mil contêineres e um quilômetro de extensão. O estabelecimento funciona como principal portão de entrada dos bens de consumo que chegam da China, Cazaquistão, Rússia e Uzbequistão, segundo o Inhabitat.
Cashel Mall
Em Christchurch, na Nova Zelândia, um shopping center foi totalmente construído com contêineres reciclados, colocados lado a lado. O Cashel Mall é um complexo temporário, edificado depois dos terremotos que assolaram a Austrália em 2011. O shopping tem 27 lojas, entre restaurantes, cafés, lojas de roupa ou de presentes. O aspeto exterior é bastante agradável, já que cada contêiner foi pintado com cores diferentes e bem vivas.
Xiangxiangxiang
Este shopping é feito com 35 contêineres reaproveitados, e está localizado na zona turística de Tianxia Duchenghuang, na China. Com espaços exteriores e interiores para trabalhar e relaxar, o espaço integra locais para venda de artesanatos tradicionais e lojas convencionais. O centro comercial é todo inspirado nos incensos e os consumidores podem participar de ritos tradicionais e sentirem uma atmosfera toda perfumada com cheiros de plantas.

"Bolsa-sushi" quer contribuir para eliminação de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais

Por Portal EcoD



"Bolsa-sushi" quer contribuir para eliminação de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais
A proibição do uso dos sacos plásticos em estabelecimentos varejistas em Oregon (Estados Unidos) e o fato de ter que utilizar a bolsa da namorada como opção para ir às compras, motivaram em Garret Loveall a criação da Sushi Sack, nome popular da July Nine, uma sacola unissex e multiuso que pode ser utilizada tanto socialmente, quanto para carregar compras em supermercados, por exemplo.
A Sushi Sack, que é feita de couro vegetal e nylon, ganhou este apelido porque permite o dobramento da sacola, de forma que sua alça de couro seja encaixada, ganhando o formato de um sushi. A opção de dobra permite que a bolsa fique compacta, facilitando o seu deslocamento.
A bolsa possui dois tamanhos: 18" e 24", além da opção de 11 cores. Atualmente, há poucos exemplares do material, pois a ideia é nova e estava em fase de análises. Para tornar o projeto amplo, Loveall cadastrou a iniciativa no site de financiamento coletivo Kick Starter, com o objetivo de alcançar dez mil dólares (cerca de R$ 20 mil) para a ampliação do negócio.
Até o fechamento deste post, o projeto já atingiu a arrecadação de cerca de 21 mil dólares, com 663 apoiadores, em apenas 9 dias. Mas até o dia 26 de agosto Loveall poderá conseguir mais investidores.
A bolsa tem a expressão "Made in América" gravada na alça para enfatizar que a produção dela é feita no continente. Além disso, a criação levou o nome de July Nine em homenagem a rua mais larga do mundo, localizada em Buenos Aires, na Argentina.