sexta-feira 05 2012

Encontrada estrela com órbita mais curta ao redor de buraco negro no centro da galáxia


Astronomia

Descoberta pode ajudar a comprovar teoria da relatividade, que prevê que a gravidade do buraco negro altera o espaço-tempo ao seu redor

telescópios
Os dois telescópios Keck, no Havaí, observam o centro de nossa galáxia, em busca de estrelas. Eles usam laseres para criar estrelas artificias no céu, a fim de medir a distorção visual criada pela atmosfera e corrigir seus efeitos (Ethan Tweedie Photography)
No centro de nossa galáxia existe um buraco negro incrivelmente grande — sua massa é até quatro milhões de vezes maior que a do Sol. Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science relata a descoberta de uma nova estrela que gira em volta desse buraco negro, chamada S0-102. Seu período orbital é o mais curto de uma estrela em volta deste buraco negro já registrado até agora: ela demora 11,5 anos para dar uma volta completa. Antes disso, a menor órbita conhecida ao redor do buraco negro era a da estrela S0-2, que durava 16 anos. Segundo os astrônomos a descoberta deve ajudar a testar a teoria da relatividade formulada por Einstein, que prevê como a gravidade deforma o espaço-tempo.
Prof. Andrea Ghez / UCLA / Keck Telescopes
órbitas
Imagem criada a partir dos dados obtidos pelos telescópios Keck. Embora várias estrelas possam ser vistas, somente duas delas tem suas órbitas completamente traçadas. A órbita da S0-2 aparece em vermelho, enquanto a da S0-102 aparece na cor verde.
Embora o buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia não possa ser visto diretamente pelos pesquisadores, ele pode ser detectado a partir das estrelas que giram em sua volta. Por isso mesmo, a equipe da Universidade da Califórnia responsável pela pesquisa estuda a região há mais de 17 anos, usando os telescópios do Observatório W. M. Keck, instalados no Havaí. Eles procuram principalmente por astros com órbitas menores do que 20 anos, pois essas seriam mais afetadas pela gravidade do buraco negro.
No início da década de 90, eles descobriram a estrela S0-2, que detinha até agora o recorde de menor período orbital. Ela foi a primeira estrela a ter 100% de sua órbita ao redor do buraco negro traçada, possibilitando uma análise detalhada de sua trajetória. Até a descoberta da S0-102, os pesquisadores não haviam conseguido descrever mais de 40% da órbita de nenhuma outra estrela. "É muito gratificante encontrar essas duas estrelas orbitando o buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia em um tempo tão curto", disse Andrea Ghez, pesquisadora da Universidade da Califórnia que estuda mais de 3.000 estrelas que giram em volta do buraco negro – a maioria delas com órbitas de mais de 30 anos.
Com o conhecimento sobre a órbita da S0-102, os astrônomos esperam poder testar diversas teorias da física. "Agora começou um novo jogo, em termos dos experimentos que podemos realizar para entender como os buracos negros crescem ao longo do tempo, o papel desses buracos negros supermassivos no centro das galáxias e se a teoria da relatividade de Einstein é válida perto de buracos negros, onde ela nunca foi testada antes”, diz Ghez. Os pesquisadores precisavam conhecer a órbita completa de pelos menos duas estrelas próximas para medir os efeitos da gravidade do buraco negro na geometria do espaço-tempo. Agora que já possuem esses dados, o próximo passo é traçar como  essa enorme gravidade afeta a órbita e a luz emitida pelas estrelas. A partir disso, poderão concluir se Einstein estava ou não correto.
 

Saiba mais

TEORIA DA RELATIVIDADE
A Teoria da Relatividade foi desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein no início do século XX. Ela pode ser dividida em campos: a relatividade restrita e a geral. A relatividade restrita diz que a velocidade da luz medida no vácuo é a mesma sob qualquer referencial de observação. Mesmo que um objeto esteja se afastando ou se aproximando, a velocidade relativa da luz não muda. Para que a velocidade seja sempre a mesma, há uma dilatação no tempo.

A relatividade geral adiciona gravidade à relatividade restrita. Ela diz que o espaço e o tempo são uma coisa só. É como se ele fosse uma grande superfície elástica. Planetas colocados sobre essa superfície "afundam" o plano por causa de sua massa ou velocidade. À medida que um satélite, por exemplo, se move na direção de um planeta, ele cai em direção ao astro por causa dessa deformação. Se o espaço-tempo for uma espécie de superfície que se estica com a presença de objetos pesados, isso significa que o tempo passa mais devagar nas proximidades desses objetos.

SUS fornecerá remédios para psoríase e falta de vitamina H


Medicamentos

Medicamentos serão oferecidos em até 180 dias a partir desta quinta-feira

Psoríase: lesões podem cobrir de 3% a 10% do corpo
Psoríase: lesões podem cobrir de 3% a 10% do corpo (Thinkstock)
O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu duas novas drogas na Relação Nacional de Medicamentos (Rename). Uma delas é o clobetasol, indicado para tratar pacientes com psoríase, uma doença crônica da pele caracterizada pela presença de manchas vermelhas e espessas. A outra é a biotina, remédio destinado para pessoas que têm deficiência em vitamina H (ou biotinidase), condição cujos sintomas podem incluir redução da força muscular, perda temporária ou completa dos movimentos e da sensibilidade.
A decisão, tomada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Ministério da Saúde, foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU). O SUS estipulou o prazo máximo de 180 dias — ou seja, até abril de 2013 — para que esses remédios passem a ser oferecidos na rede pública.
O clobetasol não é, porém, o primeiro medicamento para tratamento de psoríase que o SUS oferece. As drogas inclusas na rede pública para casos não graves da doença, todas de uso tópico, são a dexametasona, o ácido salicílico, o alcatrão e o calcipotriol. Em relação à condição grave, são oferecidos os medicamentos ciclosporina, metotrexato, sulfassalazina e o leflunomida. No entanto, a oferta varia de acordo com as secretarias de saúde de cada estado do país. Essa doença, que atinge entre 1% e 3% da população mundial, é autoimune, crônica e não contagiosa. Ela se caracteriza por inflamações da pele que causam manchas vermelhas, espessas e descamativas que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. 
A biotina passará a ser o primeiro remédio oferecido pelo SUS para tratar a deficiência em vitamina H. O problema, que atinge cerca de 3.200 brasileiros, é uma doença genética que ocorre quando uma pessoa não consegue metabolizar esse composto, que é uma das vitaminas do complexo B. Os sintomas clínicos mais comuns da condição incluem a perda de força muscular, sonolência, convulsões e falta de equilíbrio. A biotina, segundo o Ministério da Saúde, é capaz de reverter esses efeitos.
Ampliação — No mesmo dia, o Ministério da Saúde também publicou a ampliação do uso de três medicamentos para diferentes doenças. Ou seja, são novas aplicações para remédios que já são oferecidos pelo SUS. São eles a sildenafila, que agora passa a ser indicada a pacientes com esclerose sistêmica; o naproxeno, agora para espondilite ancilosante; e o tacrolimo, agora para síndrome nefrótica primária. O órgão estima que o impacto dessas inclusões para o próximo ano será de R$ 7 milhões

Dieta rica em proteína e com restrição a carboidratos prejudica saúde cardíaca da mulher


Alimentação

Esse tipo de alimentação, que ajuda a emagrecer, aumenta o risco de problema cardiovascular

carne vermelha
Mulheres que comem muita proteína, que vem de alimentos como ovo e carne, e pouco carboidrato pode prejudicar saúde cardíaca (Thinkstock)
Mulheres que comem muita proteína e pouco carboidrato, como aconselham algumas dietas famosas, entre elas a do Dr. Atkins  têm maiores riscos de sofrer uma doença cardiovascular. É o que concluiu um estudo feito na Suécia por uma equipe internacional de pesquisadores e publicado nesta terça-feira na revista British Medical Journal (BMJ).
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Low carbohydrate-high protein diet and incidence of cardiovascular diseases in Swedish women: prospective cohort study

Onde foi divulgada: revista British Medical Journal (BMJ)

Quem fez: Pagona Lagiou, Sven Sandin, Marie Lof, Dimitrios Trichopoulos, Hans-Olov Adami e Elisabete Weiderpass

Instituição: Universidade de Harvard, EUA; Instituto Karolinska, Suécia, e outros

Dados de amostragem: 43.396 mulheres de 30 a 49 anos

Resultado: Uma dieta pobre em carboidratos e com muita proteína pode elevar em até 60% o risco de um evento cardiovascular entre mulheres, e aumentar em 28% o número de casos de doenças cardiovasculares
O estudo acompanhou, durante 15 anos, aproximadamente 44.000 mulheres suecas com idades entre 30 e 49 anos. Ao longo desse período, as participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e estilo de vida, e os pesquisadores mediram a quantidade de carboidratos e proteínas consumidos por elas. Ao final do trabalho, foram registrados 1.270 eventos cardiovasculares.
Os resultados indicaram que, comparadas às mulheres que consumiam mais carboidratos, aquelas que comiam menos carboidratos e mais proteína apresentaram um risco até 60% maior de sofrer um evento cardiovascular. Esse risco pode ser menor dependendo da alimentação de cada uma.
Em termos absolutos, a pesquisa mostrou que alimentação baseada em proteínas acrescentou cinco casos de problemas cardiovasculares por 10.000 mulheres. Os autores do estudo explicam que, embora em números absolutos esse aumento pareça pequeno, ele é preocupante, pois esse tipo de dieta é seguido por grande parte das mulheres jovens.



Prejuízos são maiores — Segundo os pesquisadores, no entanto, os resultados não anulam o fato de que esse tipo de alimentação tem benefícios a curto prazo, especialmente em relação ao controle do peso e à resistência à insulina. Ainda assim, pesquisadores avaliam que os benefícios a curto prazo não compensam os prejuízos à saúde cardiovascular.

Dieta com baixa carga glicêmica é melhor para manutenção do peso


Dieta

Esse padrão de alimentação se mostrou mais eficaz e saudável do que dietas que restringem gorduras ou carboidratos

Hábito alimentar: consumo elevado de fibras pode proteger mulher contra o câncer de mama
Alimentos ricos em fibra: com baixa carga glicêmica, eles melhoram a saúde de obesos e diminuem riscos de doenças crônicas (Thinkstock)
Pesquisadores americanos observaram como três tipos diferentes de dieta contribuem para a manutenção do peso entre pessoas com obesidade que conseguiram emagrecer. Segundo os resultados, uma dieta que reduz a carga glicêmica no sangue pode ser a melhor alternativa em comparação com uma alimentação que restrinja gordura ou então carboidratos. O estudo desenvolvido no Hospital Brigham and Women, que é vinculado à Universidade de Harvard, foi divulgado nesta quarta-feira no periódico The Journal  of the American Medical Association (JAMA).

As três dietas do estudo:

DIETA COM BAIXA CARGA GLICÊMICA
Evita alimentos que aumentam rapidamente as taxas de açúcar no sangue, como carboidratos processados, açúcar branco, frutas em calda enlatadas, farinha branca, batatas e pães, por exemplo. Dá preferência a alimentos integrais, ricos em fibras. As calorias totais são distribuídas da seguinte forma: 40% de carboidratos; 40% de gordura; e 20% de proteína.
DIETA COM RESTRIÇÃO A CARBOIDRATOS
Restringe a quantidade de qualquer tipo de carboidrato e aumenta o consumo de proteínas. Das calorias totais dessa dieta, apenas 10% são carboidratos; 60% gorduras saudáveis; e 30% proteínas.
DIETA COM RESTRIÇÃO A GORDURAS
Evita gordura e dá preferência a grãos integrais, frutas e vegetais. As calorias totais são distribuídas em: 60% de carboidratos; 20% de gordura; e 20% de proteínas.
De acordo com o artigo, são poucas as pessoas que conseguem manter o peso após terem conseguido emagrecer. Os autores citam dados do Observatório Nacional de Exames em Saúde e Nutrição (NHANES, na sigla em inglês) de 2006, que indicam que apenas um em cada seis adultos que perde peso é capaz conservá-lo por ao menos um mês e meio. Segundo os pesquisadores, além da falta de motivação ou de adesão às dietas e atividades físicas, as adaptações biológicas do organismo após a redução do peso também são responsáveis por essa dificuldade. Eles explicam que, muitas vezes, o emagrecimento provoca mudanças que fazem com que o corpo passe a gastar menos energia e o individuo sinta mais fome.
Para avaliar o efeito de cada dieta sobre a manutenção do peso dos indivíduos, a pesquisa selecionou um grupo de 21 adultos obesos ou com sobrepeso. Essas pessoas seguiram uma alimentação estabelecida pelos autores do estudo e, após conseguirem perder entre 10% e 15% de seu peso corporal, eles foram submetidos aos três tipos de dieta. Em ordem aleatória, todos os participantes seguiram as dietas propostas durante quatro semanas cada uma.
Gasto calórico — Os pesquisadores observaram que o maior gasto calórico foi obtido com a dieta que restringe os carboidratos. No entanto, ela também foi associada a um maior risco de resistência à insulina e doenças cardiovasculares. Embora um pouco menor, a alimentação de baixa carga glicêmica também se mostrou benéfica em relação ao gasto das calorias e ainda teve efeitos positivos sobre os sintomas da síndrome metabólica, como hipertensão e colesterol alto. Por outro lado, a dieta com pouca gordura foi a que proporcionou o menor gasto calórico entre os participantes.
“Essas descobertas sugerem que uma estratégia que reduza a carga glicêmica na alimentação, e não a gordura ou os carboidratos, é vantajosa para a manutenção do peso e para a prevenção de doenças cardiovasculares. Para se ter sucesso na manutenção do peso, o ideal é aliar uma alimentação que favoreça o organismo a queimar mais calorias junto a intervenções comportamentais e ambientais”, dizem os pesquisadores no artigo.

Dieta do Mediterrâneo previne a depressão, diz estudo


Alimentação

Pesquisadores espanhóis acreditam ter descoberto mais uma vantagem da famosa Dieta do Mediterrâneo: o combate à depressão. Eles concluíram que pessoas adeptas de uma alimentação rica em legumes, frutas e cereais, mas pobre em carne vermelha, são 30% menos propensas a desenvolver a doença. O estudo foi publicado na revista científica Journal of the American Medical Association.
Para o levantamento, foram analisados 10.094 adultos saudáveis pelo período de quatro anos e meio. Depois de responderem a questionários, os participantes foram examinados quanto a sua adesão à dieta, comumente associada e menores riscos cardíacos e de câncer. Os maiores adeptos foram homens, ex-fumantes, casados ou indivíduos mais velhos, disse a equipe da Universidade de Navarra e Las Palmas. Eles também se mostraram mais ativos fisicamente.
Ao final da pesquisa, foram identificados 480 novos casos de depressão - 156 em homens e 324 em mulheres. Os resultados foram considerados significativos por Miguel Martinez-Gonzales, da Universidade de Navarra. "Trinta por cento é uma grande redução no risco e isso pode ser muito importante ao se levar em conta o enorme fardo de doenças apresentadas pela depressão", disse o pesquisador, segundo a rede britânica BBC. Ele ressaltou, contudo, que mais estudos são necessários.

Dieta do Mediterrâneo pode entrar na lista de patrimônios culturais da Unesco


Alimentação

Desde 2003, o órgão agrega tradições orais, práticas sociais e festividades locais a prédios antigos e paisagens naturais

Dieta do Mediterrâneo
(Thinkstock)
A lista de patrimônios da humanidade da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) é, normalmente, relacionada a cidades antigas, templos gregos, monumentos religiosos ou até locais de uma beleza natural exuberante. Mas a mesma lista deve engrossar em novembro deste ano. A dieta do Mediterrâneo - com sua mistura de frutas, vegetais, peixe grelhado e azeite de oliva - pode integrar uma relação de patrimônios culturais “intangíveis”, lançada pela Unesco em 2003. A idéia é agregar tradições orais, artes performáticas, práticas sociais, rituais e festivais aos já tradicionais prédios e vistas naturais.
Se for aprovada em novembro, durante a votação em Nairóbi, capital do Quênia, a dieta irá se juntar às 178 experiências culturais já elencadas pelo órgão, que incluem desde o tango e os cantos dos pigmeus da África Central aos teatros de bonecos da Sicília e as canções pastorais da Sardenha. “Isso é um grande sucesso para o nosso país, nossa tradição gastronômica e nossa cultura”, afirmou Giancarlo Galan, ministro italiano da agricultura, ao jornal The Guardian. A primeira proposta de inclusão da dieta, no entanto, feita há quatro anos pela Itália, Grécia, Espanha e Marrocos, foi recusada.
A dieta do Mediterrâneo ganhou os holofotes do mundo no final do século 20, promovida desde o pós-guerra por escritores como Elizabeth David, autora do livro Mediterranean Food. Além de ajudar no equilíbrio da saúde e na longevidade, estudos apontam ainda que ela pode prevenir algumas doenças, como a depressão. “Na Itália de hoje os pais ainda estão em boa forma, mas seus filhos sofrem cada vez mais com a obesidade. Houve uma ruptura drástica nos hábitos alimentares entre as duas gerações”, comenta Rolando Manfredini, membro do grupo de agricultores italianos.

Especialista tira dúvidas sobre osteoporose


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A osteoporose é uma das maiores ameaças da terceira idade. A doença, que atinge dez milhões de pessoas no Brasil, provoca a perda de tecido ósseo, deixando os idosos mais vulneráveis a fraturas que podem levar à incapacitação e, em casos mais graves, à morte. Quem mais sofre com a doença são as mulheres, que representam o dobro das vítimas do sexo masculino. Depois da menopausa, a queda nos níveis de hormônios contribui para a perda da massa dos ossos. O médico Marcelo de Medeiros Pinheiro, chefe do ambulatório de reumatologia da Unifesp (Universidade Federal de SãoPaulo) fala sobre as melhores formas de prevenir a doença, dietas alternativas e qual tipo de exercício é recomendado a quem tem a doença.
Veja no link abaixo.