sexta-feira 23 2014

Suspeita contra Sarney no caso do Banco Santos chega ao STF

Justiça

Justiça Federal de SP encaminha ao Supremo pedido para investigar se Sarney recebeu informações privilegiadas do dono do banco, Edemar Cid Ferreira

Senador José Sarney (PMDB-AP), em Brasília
Senador José Sarney (PMDB-AP), em Brasília (Moreira Mariz/Ag. Senado)
A Justiça Federal de São Paulo encaminhou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos de uma investigação envolvendo o senador José Sarney (PMDB-AP), por suspeita de que tenha sido favorecido pelo dono do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira. O ministro José Dias Toffoli recebeu o inquérito e o encaminhou para análise do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.
Em fevereiro, o Ministério Público Federal em São Paulo apontou que há elementos suficientes para investigar se Sarney recebeu informações privilegiadas de Edemar Cid Ferreira, de quem é amigo há três décadas, para efetuar um saque no valor de 2 milhões de reais da conta que mantinha na instituição um dia antes de o Banco Central decretar a intervenção do Banco Santos. Como Sarney tem prerrogativa de foro, a investigação foi remetida ao STF.
A transação aconteceu em 2004. Na época, Sarney e Ferreira se encontraram em uma reunião não agendada na sala da Presidência do Senado pouco antes da intervenção imposta pelo BC. Ferreira foi condenado a 21 anos de prisão por crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, mas recorreu e nunca cumpriu pena.

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