segunda-feira 26 2016

PF prende Palocci em etapa que investiga favorecimento a Lula

Polícia Federal deflagrou a 35ª fase da operação

A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira, na 35ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci. Chefe da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no primeiro mandato de Dilma, Palocci é suspeito de atuar diretamente como intermediário dos interesses da Odebrecht, a maior empreiteira do país e cujo diretor-presidente, Marcelo Odebrecht, está atrás das grades desde junho do ano passado.
Considerada uma das fases mais importantes da Lava Jato, a nova etapa das investigações sobre o petrolão apura também supostos favorecimentos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele próprio já réu em dois processos relacionados ao escândalo de corrupção na Petrobras, por meio do Setor de Operações Estruturadas, considerado um departamento da propina da Odebrecht. As suspeitas de novas benesses em favor de Lula teriam intermediação do pecuarista José Carlos Bumlai, já preso na Lava Jato. Investigadores que atuam no caso estimam que este flanco da apuração superaria o que foi descoberto de Lula sobre o tríplex no Guarujá e sobre o sítio de Atibaia. Os novos indicativos envolvem um prédio que seria destinado ao ex-presidente.
Batizada de Operação Omertà, em referência ao pacto de silêncio dos mafiosos, a 35ª fase da Lava Jato nesta segunda-feira recolheu evidências de que Palocci atuou deliberadamente para garantir que o Grupo Odebrecht conseguisse contratos com o poder público. Em troca, dizem os investigadores, o ex-ministro e seu grupo eram agraciados com propina. A atuação de Palocci foi monitorada, por exemplo, na negociação de uma medida provisória que proporcionaria benefícios fiscais, no aumento da linha de crédito junto ao BNDES para a Odebrecht fechar negócios na África e em uma interferência na licitação para a compra de 21 navios sonda para exploração da camada pré-sal.
Em agosto, VEJA revelou que, em suas negociações para a colaboração premiada, o ex-marqueteiro petista João Santana se dispôs a dizer aos investigadores do petrolão como os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega – Mantega foi alvo da 34ª fase da Lava Jato na última semana – haviam se encarregado de negociar o caixa paralelo na campanha de Dilma em 2014. Palocci é o personagem principal de um dos capítulos da delação de João Santana. Nele, além da “conta” que o ex-ministro detinha com empresas investigadas no petrolão, Palocci seria delatado ao lado do braço-direito Juscelino Dourado, que distribuía parte do dinheiro do caixa dois.
Estão sendo cumpridas ordens judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
No ano passado, a Polícia Federal havia aberto inquérito para apurar a participação de Antonio Palocci no escândalo do petrolão. Em acordo de delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que, em 2010, o doleiro Alberto Youssef intermediou, em nome de Palocci, propina de 2 milhões de reais para a campanha de Dilma. Os valores deveriam ser retirados da propina de 2% cobrada pelo Partido Progressista (PP) em contratos com a Petrobras. “No ano de 2010, [Paulo Roberto] acredita que quando Antonio Palocci já não ocupava nenhum cargo no governo federal, recebeu uma solicitação, por meio de Alberto Youssef, para que fossem liberados 2 milhões de reais do caixa do PP, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff”, diz trecho da delação do ex-diretor da petroleira.

sábado 24 2016

the doors - love me two times e outras...





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15 dicas de flores, arbustos e folhagens para uma casa perfumada


Perfume de gardênia, fragrância de dama-da-noite sob a luz da lua ou cheiro de lavanda no ar. As opções para quem deseja ter um jardim perfumado são muitas, e as possibilidades variam de acordo com fatores como o espaço disponível, a quantidade de sol que bate no local escolhido e a fertilidade do solo.
Para ajudar a transformar o sonho dos perfumes de um belo jardim em realidade, separamos algumas dicas de arbustos, folhagens e flores que podem fazer bonito no quintal da sua casa, na entrada do prédio ou na varanda do seu apartamento. Dê preferência às espécies nativas da flora brasileira ou àquelas que têm mais longevidade e garantem um canto sempre verde.
Astromélia
De origem brasileira e sulamericana, é a segunda flor mais vendida do Brasil — atrás apenas da rosa — e se destaca por ter várias colorações. A Astromélia lembra um lírio e, cultivada sob o sol, tem potencial imponente: a planta chega a ficar com 1,20 metro de altura (opção para quem quer um jardim mais recheado, com flores e folhagens de diferentes alturas e volumes).
Lavanda
Planta de menor porte, a lavanda pode compor um canteiro maior ou ser protagonista para quem não tem tanto espaço. Precisa de aproximadamente três horas de sol diárias, e é nesses momentos em que o cheiro de suas espigas de flores azuis e roxas se destacam. Costuma florescer na primavera.

Dama-da-noite
Conhecida por exalar seu cheiro somente ao anoitecer, a Dama pode ser colocada à meia-sombra e tem um perfume bem marcante, porém, por ser uma planta tóxica, não recomendamos o plantio em casas com crianças e animais. Costuma florir entre primavera e verão, e tem porte entre médio e grande.
Camarão Rosa
Pequenina e colorida, combina flores arrocheadas com brácteas vermelhas (um tipo de estrutura semelhante à flor). Também nativa do Brasil, é uma boa opção para as varandas de apartamentos, pois não precisa de muito sol para florescer.
Samambaia
Como são resistentes, gostam de meia-sombra e demandam menos cuidados que as plantas delicadas, são uma opção popular para quem tem pouco espaço ou quer começar e não sabe por onde. Deixe a terra sempre úmida, mas evite água em excesso ou acumulada no pratinho.
Hera-estrela
Também conhecida como trepadeira, é uma folhagem de fácil manutenção. Como não gosta de solo encharcado, umas três regas distribuídas pela semana costumam bastar.
Begônia sempre-florida
O nome já indica: como dá flores em todos os períodos do ano, a begônia é uma boa opção para quem gosta de cores no ambiente. Ela é brasileira e gosta de sol, mas também se dá bem na meia-sombra.


Catléia-de-harrison
Originária da Serra do Japi, em São Paulo, é um tipo de orquídea — e, como tal, adora um xaxim. Pequena e delicada, costuma ter entre 30 e 40 cm e não faz questão de ter contato direto ao sol.
Espada-de-são-jorge
É ótima opção para quem tem a vida corrida. Resistente a várias condições de luz, não precisa de muita água e possui grande variedade de folhas para compor um jardim (com variação entre a planta grande ou a de tamanho mini, por exemplo)
Brinco-de-princesa
Com origem na América do Sul e considerada símbolo no Rio Grande do Sul, tem flores pendentes que variam entre o roxo e o vermelho.  Tem um aroma adocicado, que atrai os beija-flores!
Flor-de-outubro
Cacto nativo do Sul do Brasil e parente da flor-de-maio, é uma suculenta pequenina que pede pouca água (uma vez por semana é o suficiente). As flores são lindas: grandes e rosadas.
Afelandra
Apelidada de zebra por conta da folhagem verde e branca, é volumosa e pode chegar a mais de um metro de altura. Também é de origem brasileira e, quando floresce, é um show a parte.
Alpínia
Muito usada quando se deseja dar ares tropicais a um jardim, se destaca pelo contraste entre folhas verde-escuras e brácteas de um vermelho bem vivo. Pede muita luz e água, e não é indicada para climas frios.
Gardênia
Se você gostaria de ter arbustos maciços para dar volume ao seu jardim ou pensa em fazer uma cerca viva, as gardênias são excelente opção. Cherosíssimas, com folhas brilhantes e flores brancas, pode chegar a 2m de altura.
Sempre-viva

A cara do cerrado brasileiro, as sempre-vivas têm flores minúsculas e caules grandes — você já deve tê-la encontrado em arranjos ou em feiras de artesanato. Aproveite e ajude o meio-ambiente: algumas das espécies dela estão ameaçadas de extinção.

sexta-feira 23 2016

Em palestra, Moro defende “excepcionalidade relativa” no combate à corrupção


Moro diz que Justiça Criminal do Brasil não tem tradição de enfrentar a corrupção sistêmica
Juiz responsável pelos processos da Lava Jato proferiu palestra em Novo Hamburgo
sergio-moro-palestra
O juiz federal Sérgio Moro afirmou na noite desta quarta-feira, durante palestra, em Novo Hamburgo, que a sociedade brasileira necessita adotar uma agenda de superação e enfrentamento da corrupção sistêmica. Para ele, além do endurecimento da atuação da Justiça Criminal, o Legislativo precisa aprovar medidas que reforcem a punição e facilitem a produção das provas. Também disse que o Executivo é responsável por implementar medidas de controle e transparência dos contratos públicos.

Moro, que é responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, e que desmontou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou centenas de milhões de reais na Petrobras, fez palestra sobre o “Enfrentamento da corrupção sistêmica” no Teatro da Feevale. O evento foi promovido pela Fecomércio-RS, Rádio ABC, Grupo Sinos e Sindilojas Novo Hamburgo.

De acordo com Moro, quanto mais impunidade mais haverá corrupção. “A Justiça Criminal brasileira não tem a tradição do enfrentamento à corrupção sistêmica. Claro que existem direitos fundamentais a serem respeitados, mas a Justiça Criminal precisa ser firme”, afirmou. “Há que ter uma abordagem pragmática da presunção de inocência.”

Ele admitiu que este tipo de atuação tem recebido muitas críticas. “Falam do excesso de prisões cautelares. Mas diante de um quadro de corrupção sistêmica, deve existir um quadro de relativa excepcionalidade. Há necessidade de remédios mais amargos. Remédios excepcionais para frear este círculo vicioso”, revelou. Moro exaltou a quebra do paradigma que permitia que pessoas poderosas jamais encontrassem uma resposta da Justiça.”

O juiz federal foi recebido como celebridade. Foi aplaudido de pé, pessoas filmavam e tentavam tirar fotos do palco a todo o momento.http://www.ocafezinho.com/2016/09/23/em-palestra-moro-defende-excepcionalidade-relativa-no-combate-a-corrupcao/

quarta-feira 21 2016

Emenda que daria anistia a crimes de caixa 2 segue sem autoria assumida


Nenhum deputado admite saber quem colocou o projeto na pauta de votações da Câmara. O risco do projeto voltar a plenário é grande.

Emenda que daria anistia a crimes de caixa 2 segue sem autoria assumida
Nenhum deputado admite saber quem colocou o projeto na pauta de votações da Câmara. O risco do projeto voltar a plenário é grande.


Mistério em Brasília. Quem foi o autor da emenda que pretendia conceder anistia aos políticos que se beneficiaram de dinheiro de caixa 2 nas eleições passadas? Quem se movimentou pra colocar isso na pauta de votações da Câmara? Nenhum deputado admite saber. Mas o risco do projeto voltar a plenário é grande.
O projeto que teria a emenda para anistiar quem praticou caixa 2, pelo regimento, ainda pode voltar à pauta da Câmara. Mas o que mais se ouviu no Congresso nesta terça-feira (20) foi que é difícil, agora, alguém levantar esse assunto de novo, porque a repercussão foi muito negativa.
Os deputados repetiram que representantes dos maiores partidos - PSDB, DEM, PP, PR, PT e PMDB - estavam na articulação para aliviar a barra de quem, no passado, recebeu doação eleitoral sem declarar. Parlamentares afirmaram que isso tinha o aval do presidente da Câmara, Rodrigo Maia e disseram que já havia um acerto com o Senado. Rodrigo Maia e Renan Calheiros negaram: "Eu não participei em nenhum momento e não participaria", disse Renan. "Eu não estava na presidência ontem. Havia o pedido de muitos líderes pra pautar este tema, eu apenas disse o seguinte: se os líderes quisessem pautar, essa é uma decisão que cabia aos que estava presidindo a casa. E eu disse que, se fosse para votar o texto que foi apresentado nas dez medidas contra a corrupção, do Ministério Público, que é um texto objetivo e claro, que no meu ponto de vista não havia problema", afirma Rodrigo Maia.
O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur, que presidiu a sessão de segunda-feira (19), também deu explicações: "Eu desconheço o projeto, eu não sei o que tava dentro desse projeto. Pode ser bom, pode ser ruim pra casa, pode ser bom, pode ser ruim pro Brasil, eu desconheço o projeto! A minha função era colocar pra votar".
O assunto repercutiu na sessão da comissão especial da Câmara, que analisa as dez propostas contra a corrupção sugeridas pelo Ministério Público e que teve a assinatura de mais de dois milhões de brasileiros. O relator da comissão, deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS), afirmou que não há mais espaço para se falar em anistiar quem já fez caixa 2: "No dia 10 de outubro, nós teremos uma sessão da comissão especificamente pra discutir a criminalização do caixa 2, dentro da proposta feita pelo Ministério Público Federal e nós não vamos sair desse trilho, não. Isso não tem como voltar. Ninguém vai aceitar. Esse assunto vai ser resolvido com as dez medidas de combate à corrupção.