- orgulho e, acima de tudo, com total liberdade sem que nada nos aperte.
- "Se precisa Forçar, é porque Não é o seu Tamanho (anéis, sapatos, relacionamentos…)"
- Se precisa Forçar, é porque Não é o seu Tamanho (anéis, sapatos, relacionamentos…) feridas emocionais, cicatrizar feridas emocionais, Bem-estar, relacionamentos, relacionamento disfuncional
- Se precisa forçar, é porque não é o seu tamanho. Esta afirmação é válida para qualquer elemento que de alguma forma tenha que encaixar com você, sejam peças de vestimenta ou relacionamentos, amizades, etc. Imagino que a grande maioria dos leitores se identificarão com essa situação na qual você vê uma peça de roupa que gosta, entra para perguntar e respondem que o seu tamanho está esgotado. Então você pede um tamanho maior ou menor, para ver se dá certo.
- Muitas vezes nos empenhamos para que uma determinada coisa se encaixe a nós e não percebemos que, na verdade, está nos machucando.
- A inércia, as mensagens prejudiciais que a sociedade nos envia, as expectativas, as oportunidades… Tudo isso, traduzido em um relacionamento disfuncional, só pode ter um resultado: a dor.
- O que origina isto é a falta de amor. Mas não qualquer tipo de amor, e sim o amor próprio especificamente. É um verdadeiro triunfo abrir os olhos para perceber que os bons sentimentos nunca se acompanham de submissão.
- O amor não deve ser mendigado
- O amor não deve ser mendigado, nem implorado. Se a pessoa não gostar de você, se empenhar para que goste é um suicídio emocional garantido. Não se pode esperar que aconteça um milagre e que o amor apareça. Muito menos podemos manter essas expectativas às custas da nossa saúde emocional e da nossa liberdade.
- Nisto, a educação que recebemos tem muita culpa. Por exemplo, estamos cansados de filmes que fomentam a dependência e que atribuem a qualquer relacionamento a capacidade de superar qualquer tipo de obstáculo. Isto não funciona assim.
- Um relacionamento que aperta e dói está impedindo você de crescer e está oprimindo a sua capacidade de respirar livremente.
- É quase tão simples como se estivermos nos afogando, é preciso sair da água. Agora, sair de um relacionamento tortuoso normalmente não é fácil e dá muito medo…
- Cicatrizar as feridas que foram geradas tentando forçar o relacionamento
- Existe uma realidade muito bonita com relação as pérolas que nos ajuda a ilustrar como podemos curar as feridas que surgiram de um relacionamento amoroso ou de uma amizade forçada. Vejamos como é isto…
- A primeira coisa a saber é que uma ostra que não foi ferida de alguma forma não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. As pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejada no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.
- Na parte interna da ostra encontra-se uma substâncias lustrosa chamada de nácar. Quando um grão de areia penetra nela, as células de nácar começam a trabalhar e o cobrem com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, forma-se uma linda pérola. Sabendo disto, podemos nos apropriar deste processo em forma de metáfora.
- Cicatrizar as feridas não é nada fácil, mas é o único caminho que ajuda a fechar uma dolorosa etapa de nossas vidas.
- Que o mundo vem abaixo, que estamos tocando fundo, que não vamos conseguir estabilizar a própria vida sem a presença dessa pessoa ou desse grupo de relacionamentos que tanto importava… Todas estas sensações são normais em situações de adversidade emocional.
- Contudo, esta mesma “fraqueza” que tanto nos assusta pode ser usada para nos fortalecer. Para ilustrar isto vamos lançar mão da técnica chamada de Kintsugi que os japoneses usam para reparar peças quebradas. Esta consiste em recompor os pedaços das peças de cerâmica quebradas com ouro, de tal forma que o que estava quebrado agora se transforma na parte mais bela e forte do objeto em questão.
- Se lançarmos mão da sabedoria oriental para compreender isto, entendemos que aquilo que nos fez sofrer também nos proporciona valor. E mais, a beleza das nossas feridas dependerá do que produzirmos em nosso interior e de como trabalharmos as nossas dores.
- Atendendo a isto, é bom colocarmos empenho em bordar com ouro as lágrimas nas nossas vestimentas, aceitar a necessidade de fechar círculos, dizer adeus e não se complicar demais tentando vez após vez fazer caber um vestido que não serve.
- Tentar reescrever um livro com uma história que já se mostrou sem futuro em outras ocasiões é enganar a si mesmo. Por isso precisamos ser conscientes de que uma ferida não consegue se curar se estamos emaranhados nela de forma constante.
- Talvez fiquem as cicatrizes, sim, mas sempre poderemos exibi-las com orgulho e, acima de tudo, com total liberdade sem que nada nos aperte.
- http://www.saudecuriosa.com.br/se-precisa-forcar-e-porque-nao-e-o-seu-tamanho-aneis-sapatos-relacionamentos/
São Paulo - Steve Rogers era um rapaz franzino, de saúde tão debilitada que acabou sendo recusado pelo Exército americano quando tentou se alistar.
Mas estava disposto a qualquer coisa para ajudar seu país a derrotar os nazistas na 2ª Guerra Mundial. Sua determinação era tanta que ele até topou servir de cobaia num experimento científico.
Aplicaram-lhe um soro misterioso. Submeteram-no a radiação. E pronto. Como num passe de mágica, o fracote virou um sujeito fortão, incrivelmente ágil e dono de poderes sobre-humanos.
Foi assim que surgiu o Capitão América, um dos mais populares heróis das histórias em quadrinhos.
Os nazistas também tentaram criar supersoldados, só que na vida real. Em vez de soro e radiação, eles bombavam seus combatentes com metanfetaminas - drogas químicas extremamente fortes que estimulam o sistema nervoso central.
Calcula-se que, entre 1939 e 1945, cerca de 200 milhões de pílulas de Pervitin - um composto à base de metanfetamina - tenham sido distribuídas entre as tropas alemãs que lutavam na 2ª Guerra.
Elas deixavam os soldados de Hitler ligadaços, sem sono, sem fome e sem sede. O poder de concentração aumentava, assim como a capacidade de resistir à dor.
E a autoconfiança ia lá para cima. A bem da verdade: os combatentes aliados também consumiam estimulantes, mas em quantidade bem menor.
Foi fazendo uso indiscriminado desse tipo de substância que as Forças Armadas alemãs invadiram de maneira avassaladora a Polônia, a Holanda, a Bélgica e a França na fase inicial do conflito.
Efeitos colaterais
O Pervitin não foi originalmente desenvolvido para fins militares. A droga foi sintetizada em 1938, por um laboratório farmacêutico chamado Temmler, e rapidamente se transformou num sucesso de vendas entre a população civil da Alemanha.
Não demorou, contudo, para que seus efeitos estimulantes chamassem a atenção de gente ligada à máquina de guerra nazista.
Em agosto de 1939, o médico Otto Ranke, da Academia de Medicina Militar de Berlim, decidiu testar a substância em 90 estudantes universitários.
Concluiu o estudo convencido de que ela poderia ajudar os alemães a vencer a guerra.
Os primeiros a consumi-la numa frente de batalha foram motoristas que participaram da invasão da Polônia.
Logo depois, as pílulas passaram a ser distribuídas sem qualquer restrição entre as tropas alemãs em todos os fronts.
"Apenas no curto período entre abril e julho de 1940, mais de 35 milhões de comprimidos foram despachados para o Exército e a Força Aérea", diz o criminologista alemão Wolf Kemper, autor do livro Nazis on Speed (em tradução livre, "Nazistas a Milhão", inédito no Brasil). Segundo Kemper, cada pílula continha 3 miligramas de substância ativa.
O Alto-Comando recomendava que a droga fosse consumida com alguma moderação: um ou dois comprimidos "apenas quando necessário", para manter os soldados acordados. Mas, no calor dos combates cada vez mais longos e intensos, ninguém seguia essa orientação.
Afinal, os efeitos do Pervitin eram rápidos e extremamente revigorantes, como descreveu um oficial alemão em seu diário no ano de 1942.
Segundo o relato, um grupo de 500 soldados nazistas estava a ponto de se render aos soviéticos no front oriental.
Era janeiro, auge do inverno, e a temperatura batia na casa dos 30 graus negativos. Um a um, os combatentes alemães largavam suas armas e sucumbiam à exaustão.
Foi quando o comandante ordenou ao médico da tropa que distribuísse Pervitin à vontade.
"Meia hora depois", escreveu o oficial anônimo, "os homens já se sentiam bem melhores. Começaram a marchar novamente, recobraram o vigor e escaparam do cerco".
O problema é que, como toda droga à base de metanfetamina, o Pervitin frequentemente levava à dependência e provocava efeitos colaterais severos, ainda que consumido com a "moderação" recomendada.
Surtos psicóticos tornaram-se relativamente comuns, assim como os casos de transpiração excessiva e disfunção do sistema circulatório.
Alguns soldados chegaram a morrer em decorrência do consumo excessivo - vítimas de paradas cardiorrespiratórias ou ataques fulminantes do coração.
Nada disso, porém, foi suficiente para que a droga fosse banida ou, pelo menos, tivesse seu consumo controlado.
E o pior: da metade para o fim da 2ª Guerra, os combatentes enviados para as frentes de batalha eram cada vez mais jovens.
Não se sabe quantos ficaram dependentes de Pervitin até a rendição alemã, em 1945. Provavelmente foram milhares. Talvez tenham sido milhões.
Pílulas de cocaína
Um estudo recente publicado pela Associação de Médicos da Alemanha revelou que, além de distribuir Pervitin entre seus soldados, o regime nazista produziu outro tipo de estimulante químico para uso em combate.
Batizada de DI-X, a droga levava cocaína na composição e teve sua eficiência testada em prisioneiros de Sachsenhausen, um campo de concentração ao norte de Berlim.
"A ideia era redefinir os limites da resistência humana", diz Kemper. "Num dos testes em Sachsenhausen, os prisioneiros usados como cobaias caminharam mais de 100 quilômetros depois de receber a substância, sem ter um só minuto de descanso e carregando mais de 20 quilos nas costas."
A DI-X foi desenvolvida em março de 1944 pelo farmacologista Gerhard Orzechowski, a pedido de Hellmuth Heye, vice-almirante da Marinha alemã.
A DI-X foi desenvolvida em março de 1944 pelo farmacologista Gerhard Orzechowski, a pedido de Hellmuth Heye, vice-almirante da Marinha alemã.
Segundo Kemper, cada pílula continha 5 miligramas de cocaína, 3 miligramas de metanfetamina e 5 miligramas de Eukodal, um analgésico derivado da morfina.
O plano era distribuí-la em quantidades ainda maiores do que fora feito com o Pervitin, sobretudo entre os soldados das linhas de frente.
Mas não houve tempo para isso. Com a invasão da Normandia por tropas americanas em junho daquele mesmo ano e o avanço soviético no front oriental, as forças de 3º Reich rapidamente entraram em colapso.
Menos de um ano depois, Hitler se suicidaria, e a Alemanha se renderia incondicionalmente às forças aliadas.
As balas preferidas do Führer
Hitler também era usuário de Pervitin, a droga à base de metanfetamina distribuída aos soldados alemães para que lutassem com mais vigor.
Pelo menos, é isso o que diz a neurologista Virna Teixeira, especializada em dependência química pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Segundo Teixeira, o médico particular do Führer, Theodor Morell, costumava aplicar-lhe uma mistura injetável de glicose e Pervitin sempre ele precisava de um "estímulo" - como nos dias em que fazia longos discursos.
"Nos 2 ou 3 últimos anos de vida, Hitler passou a usar metanfetaminas diariamente", afirma a neurologista. "Pode-se dizer, portanto, que ele era um dependente."
Teixeira acredita que vários problemas de saúde enfrentados pelo ditador alemão eram decorrentes do uso regular de Pervitin.
Teixeira acredita que vários problemas de saúde enfrentados pelo ditador alemão eram decorrentes do uso regular de Pervitin.
Hitler teve duas hepatites e sofria de hipertensão - enfermidades que, de acordo com a neurologista, podem ser provocadas por metanfetaminas.
"Hoje, sabemos que, entre os efeitos colaterais dessas substâncias, destacam-se taquicardia, elevação da pressão arterial, arritmias, hepatites tóxicas e acidentes cardiovasculares, entre outros."
Usuários contínuos de metanfetaminas, segundo Teixeira, também correm mais risco de desenvolver o mal de Parkinson. "E Hitler apresentava claros sinais dessa doença na fase final de sua vida."

