sábado 11 2016

Chubby Checker - Let's Twist Again (lyrics)



Dilma Rousseff será morta por João Vaccari Neto.


Mas ela não morrerá sozinha.
De acordo com a Veja, o plano do PT é aproveitar a delação de seu tesoureiro para arruinar também Michel Temer, envolvendo-o no financiamento ilegal da campanha de 2014.
O petista Afonso Florence, citado na Lava Jato, conversou com João Vaccari Neto na cadeia, para tentar acertar uma estratégia.
Ele confirmou à reportagem a visita ao tesoureiro do PT, mas negou que tivesse tratado de sua delação:
“O que eu tratei com ele foi sobre questões carcerárias, o banho de sol”.

sexta-feira 10 2016

Cacau é a ‘nova droga’ das festas eletrônicas

O cacau, consumido em forma de bebida, cápsula e até mesmo pó, tem sido usado em festas na Europa e nos Estados Unidos como um estimulante natural

O cacau é a nova droga recreativa da vez. De acordo com o site de notícias americano Ozy, a substância tem sido usada em festas eletrônicas onde o consumo de bebidas alcoólicas não é permitido, como a Lucid, realizada mensalmente em Berlim, na Alemanha. De acordo com seus usuários, a ingestão de cacau – na forma de pílula, bebida e até mesmo via nasal – excita o cérebro e provoca sensação de energia e disposição.
Na Lucid, o cacau amargo balinês é servido em bebidas misturadas com mel, xarope de agave e canela. Já a Morning Gloryville, uma empresa que organiza festas nos Estados Unidos e na Europa, abastece seus bares com bebidas à base de cacau e com a substância em cápsulas. A forma mais curiosa — ou estranha — de consumir o cacau é via nasal. O produto em pó pode ser encontrado na loja do belga Dominique Persoone. Ele inventou um dispositivo que ajuda a “inalar” o alimento, além de ter criado uma mistura inédita da substância com menta e gengibre.
Segundo os defensores, o cacau cru, além de ser uma substância lícita em todas as partes do mundo, é muito mais potente do que se imagina. Ele desencadearia uma onda de endorfina na corrente sanguínea, aumentando a sensação de euforia. Em seguida, o cacau reduziria a tensão corporal ao promover o relaxamento muscular. Além disso, a substância é cheia de flavonoides que,  de acordo com um estudo publicado recente no periódico científico American Journal of Clinical Nutrition, responsáveis por aumentar a circulação sanguínea e estimular o cérebro. Outra vantagem descrita pelos adeptos: ao contrário de outras drogas, o cacau não distorce a realidade. De acordo com Ruby May, organizadora da Lucid, ele apenas “amplifica” a experiência musical.
Por outro lado, segundo Catherine Kwik-Uribe, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Mars Symbioscience, empresa de tecnologia dedicada ao desenvolvimento de produtos com base científica,  embora o cacau puro contenha certos compostos que melhoram o humor, como a anandamida e feniletilamina, a quantidade deles na substância seria tão baixa que não teria qualquer influência direta sobre o humor. Ou seja, os efeitos “entorpecentes” citados seriam apenas um placebo.

Governo corta 4,3 mil cargos comissionados para economizar R$ 230 mi por ano


Ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, admitiu que cifra é baixa, mas ponderou que número de cargos comissionados também é pequeno sobre o total

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira(Ueslei Marcelino/Reuters)
O governo federal anunciou nesta sexta-feira o corte de 4.307 cargos e funções comissionados por meio de decreto, dentro de estratégia de sinalizar compromisso com o reequilíbrio das contas públicas. A medida deve gerar uma economia de 230 milhões de reais por ano.
Em coletiva de imprensa, o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, reconheceu que a cifra "é um valor baixo", mas ponderou que o número de cargos comissionados também é pequeno em relação ao total. Segundo Oliveira, a administração pública federal conta com aproximadamente 500 mil servidores ativos hoje, sendo que o valor total da folha, que inclui o pagamento a inativos, gira em torno de 250 bilhões de reais por ano.
O anúncio do corte reforça a intenção anunciada pelo presidente interino Michel Temer, quando assumiu o comando do Executivo. Também é divulgado após o governo receber duras críticas por sinalizar a necessidade de ajuste fiscal e, ao mesmo tempo, minimizar o impacto da aprovação recente pela Câmara dos Deputados de reajuste salarial a diversas categorias do funcionalismo público em meio à profunda recessão econômica.
Entram na conta dos cortes 881 cargos que já haviam sido reduzidos desde dezembro passado. Pelo decreto que deverá ser publicado ainda nesta sexta-feira, os postos e funções adicionais deverão ser suprimidos em um prazo de 30 dias. O decreto trará a especificação do número de cortes por Ministério, sendo que as pastas terão liberdade para determinar a eliminação dos postos.
Também presente na coletiva, o secretário de Gestão, Gleisson Rubin, disse que em termos porcentuais serão mais atingidos os ministérios que passaram por fusão dentro da mudança ministerial promovida por Temer: Ciência e Tecnologia com Comunicações, Transporte com Aviação Civil e Portos e Justiça com as pastas ligadas à cidadania.
Em outra frente, o Planejamento também anunciou que o governo irá transformar por meio de Medida Provisória 10.462 cargos de livre provimento em cargos exclusivos para concursados. Neste caso, explicou Oliveira, não deverá haver economia pois haverá apenas uma conversão e os cargos continuarão existindo. Hoje, cerca de 80% desses postos já são ocupados por servidores.
A alteração também não irá chegar aos níveis 5 e 6 dos cargos comissionados, os mais importantes e de salários mais altos. De acordo com Oliveira, isso acontece porque estas funções têm indicação política. O governo projeta que, com as mudanças, a administração federal ficará com 10.404 cargos comissionados, ante 24.250 atualmente.
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

terça-feira 07 2016

Janot pede prisão de Renan, Sarney e Jucá por tentarem barrar Lava Jato


Ministro Teori Zavascki está com o pedido há pelo menos uma semana, segundo jornal 'O Globo'

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante julgamento de afastamento do mandato de Eduardo Cunha como deputado federal, e da presidencia da Câmara dos Deputados, no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) - 05/05/2016
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot(Charles Sholl/Futura Press/Folhapress)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR) por tentarem barrar as investigações da Operação Lava Jato. A informação é da edição desta terça-feira do jornal O Globo.
No pedido, que está com o ministro Teori Zavascki há pelo menos uma semana, Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência da Casa. Os argumentos, de acordo com o jornal, são similares aos apresentados contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que o tirou da presidência da Casa e do mandato de deputado federal.
A trama contra a Lava Jato foi gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nas captações, Renan sugere mudar a lei para inibir a delação premiada, ao passo que Jucá descreve uma articulação política dele e de outros líderes para derrubar a presidente Dilma e, a partir daí, "estancar a sangria da Lava Jato".
Conforme revelado em VEJA desta semana, em seu acordo de delação premiada, Machado disse que distribuiu 60 milhões de reais em propina para peemedebistas durante os doze anos que esteve à frente da estatal, entre eles Renan, Sarney e Jucá - apenas ao ex-presidente da República, foram 19 milhões de reais. Machado também contou que guardava dinheiro no exterior para políticos, entre eles o presidente do Senado.
(Da redação)

sexta-feira 03 2016

PF prende ex-coordenador de Fiscalização da Receita na Operação Esfinge


Investigadores miram fraudes em contratos da Casa Moeda que podem ter faturado um valor superior a 6 bilhões de reais

Operação Esfinge da Polícia Federal
PF cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços dos alvos da Operação Esfinge (PF/Divulgação)
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Esfinge para desmantelar uma quadrilha que fraudava licitações em contratos públicos. Um dos principais alvos das diligências é o ex-coordenador-geral de Fiscalização da Receita Federal Marcelo Fisch e a sua mulher, que foram presos hoje, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Além das duas prisões preventivas, a PF cumpre cinco mandados de busca e apreensão em endereços dos integrantes do grupo em São Paulo e Brasília.
Segundo os investigadores, o contrato fraudulento foi firmado com a Casa da Moeda e chegou a faturar mais de 6 bilhões de reais nos últimos seis anos. A ação é um desdobramento da Operação Vícios, deflagrada em julho do ano passado. Um escritório de consultoria do bando teria recebido 70 milhões de reais sem prestar os serviços contratados.
A PF mira em um contrato do Sistema de Controle da Produção de Bebida (SICOBE), responsável pela instalação de equipamentos que controlam e contabilizam a fabricação de produtos de bebida fria (cerveja, refrigerante, suco, água mineral, entre outros) para evitar a sonegação de impostos. Vinculada ao Ministério da Fazenda, a Casa da Moeda é uma estatal que fabrica, entre outras atividades, cédulas de dinheiro. moedas, medalhas, selos, passaportes, bilhetes para metrô e ônibus, e carteiras de trabalho.
A operação é feita em conjunto com integrantes do Ministério da Fazenda e do Ministério Público Federal. Os suspeitos são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.
Em nota publicada no ano passado, quando foi desencadeada a Operação Vícios, a Casa da Moeda informou que foi a instituição, sob nova gestão, que identificou as irregularidades e passou o caso à Polícia Federal para a devida apuração. Segundo o texto, o contrato investigado foi firmado com a empresa Sicpa e tinha vigência até dezembro deste ano.

Lava Jato mira nos 100 maiores beneficiários da Lei Rouanet


Detalhes sobre os valores recebidos pelos beneficiários foi solicitado na última segunda-feira ao Ministério da Transparência

Movimentação na sede da Polícia Federal em Curitiba
Polícia Federal pediu detalhes sobre os cem maiores beneficiários da Lei Rouanet, que permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas(Vagner Rosário/VEJA.com)
A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba quer avançar agora sobre o financiamento de iniciativas culturais do país por meio da Lei Rouanet. O delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat encaminhou ofício ao Ministério da Transparência Fiscalização e Controle solicitando detalhes sobre os 100 maiores recebedores/captadores de recursos via Lei Rouanet nos últimos dez anos.
O pedido da PF foi enviado na última segunda-feira a Fabiano Silveira, que até aquele dia ainda ocupava a cadeira de ministro da Transparência - ele caiu após a divulgação de áudio em que aparece orientando investigados da Lava Jato.
A Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor, em 1991. A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas. Na prática, a Lei Rouanet permite, por exemplo, que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.
O delegado da PF pede ao Ministério da Transparência que detalhe os valores recebidos pelos 100 maiores beneficiários naquele período discriminando a origem (Fundo Nacional de Cultura ou Fundos de Investimento Cultural e Artístico), os responsáveis por aprovar a liberação de verbas e também se houve prestação de contas dos projetos aprovados.
O pedido do delegado da Lava Jato foi feito no inquérito principal da operação, aberto em 2013 para investigar quatro grupos de doleiros e que acabou revelando um grande esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais e áreas do governo federal envolvendo as maiores empreiteiras do país.
Na solicitação, o delegado não informa quais as suspeitas que estão sendo apuradas ou mesmo qual a linha de investigação que possa envolver iniciativas que captaram recursos via Lei Rouanet. O Ministério da Cultura informou apenas que não foi procurado pela PF.
(Com Estadão Conteúdo)