domingo 10 2016

FÓRMULA EXTRA FORTE PARA ALISAR OS CABELOS EM CASA

FÓRMULA EXTRA FORTE PARA ALISAR OS CABELOS EM CASA
O tratamento caseiro com leite e maisena é indicado para todos os tipos de cabelos. Essa é uma maneira totalmente natural de hidratá-lo e deixa-lo maisbonito.

Modo de Preparo:

Misture o leite com a maisena em um recipiente, leve ao fogo e mexa bem ate desgrudar do fundo da panela, terminado coloque em um recipiente plástico adicione a ampola de semi-di-lino e aplique nos cabelos secos e deixe agir por 20 min, enxágue, se preferir enxágue primeiramente com condicionador, pois depois de passar a mistura seus cabelos vão ficar muito duro, logo após de passar o condicionador para facilitar em tirar a mistura lave normalmente com shampoo.
Seus cabelos vão ficar com o aspecto liso, super hidratado e com brilho.

Ingredientes

10 mandamentos para prolongar a vida

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Os russos e os turcos tem uma esperança média de vida de 67 anos. Os nigerianos e somalis, cerca de 47. Os europeus ocidentais cerca de 73 anos. Um grupo internacional de médicos, psicólogos e nutricionistas elaboraram 10 “mandamentos”, com os quais podemos prolongar a nossa vida e fazer dela mais saudável.
Não comer demasiado
Em vez de 2.500 calorias, tome só 1.500. Dessa forma estará dando menos trabalho às células, mas mantendo-as em actividade. As células renovam-se mais rápido, e o organismo torna-se mais resistente a doenças. Tente o equilíbrio: não coma nem muito e nem pouco.
O menu tem de ser compatível com a idade
As rugazinhas aparecem nas mulheres de 35 anos um pouco mais tarde se comerem fígados e mancaras (?). Para pessoas com mais de 40 anos será útil beta-caroteno(?). Depois dos 50 anos o cálcio concentra-se em menos quantidade nos ossos. (…) Para idades superiores a 40 anos é necessário selénio, (…) que permite aliviar o stress. Depois dos 50 anos, é aconselhável comer mais peixe, defendendo assim o coração e vasos sanguíneos.
Tente encontrar um trabalho apropriado
O trabalho ajuda a ficar mais jovem, como dizem os franceses. Quem não trabalha, parece 5 anos mais velho do aquele que trabalha. Algumas profissões ajudam a preservar a nossa juventude. Por exemplo a profissão de maestro, filósofo, pintor e padre.
Arranje um(a) companheiro(a) para a vida
O amor e o carinho são o melhor remédio contra o envelhecimento. Fazendo sexo duas vezes por semana (só!), a pessoa tem a aparência dum jovem de 14 anos. No momento do acto sexual, o organismo produz endorfinas, que são designadas como as hormonas da felicidade. E esta proporciona o fortalecimento do nosso sistema imunitário.
Ter o seu próprio ponto de vista
Uma pessoa consciente tem menos hipóteses de cair em depressão, do que uma pessoa passiva.
Pratique desporto
Mesmo praticando só 8 minutos de desporto por dia prolonga a vida. Durante o movimento liberta-se hormonas de crescimento, processo que termina aos 30 anos de idade.
Dormir num quarto fresco
Quem dorme num quarto de 17 ou 18 graus centígrados de temperatura, tem uma juventude prolongada. A razão é que, a troca de matérias no nosso corpo (?) e manifestação de nossas capacidades depende também da temperatura que nos rodeia.
Exceda-se!
De tempos a tempos exceda-se. Às vezes contrarie qualquer recomendação que se refira a uma vida saudável, coma algo apetecível. Ou se lhe agradou muito um vestido, uma bolsa ou uns sapatos, não é aconselhável nessa hora fazer economia.
Não guarde rancores
Quem é fechado e não se abre com ninguém, (…) é mais vulnerável a doenças, como tumores. De acordo com o resultado de testes internacionais, 64% dos interrogados, sofrem de cancro, por causa desse comportamento. (!)
Faça exercícios mentais.
De vez em quando decifre palavras cruzadas, participe em jogos colectivos que exijam capacidades mentais, estude línguas estrangeiras. Faça contas de cabeça. Forçando a cabeça a trabalhar, tardamos o processo da degradação da capacidade intelectual, ao mesmo tempo que activamos o coração, os sistemas circulatório e nervoso.
O que é preciso mesmo é levar a vida com otimismo e gozar cada dia como se fosse o último! Ou quase…

www.paraviverbem.com.br

sexta-feira 08 2016

A bala de prata do Tríplex

Laudo comprova que a ex-primeira-dama Marisa Letícia assinou acordo de compra da cobertura da família Lula no Guarujá

Pedro Marcondes de Moura
Desde que surgiram as suspeitas de ocultação de patrimônio, a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega que seja proprietária do tríplex no Guarujá. A cada nova prova, lança uma versão. E foram muitas tentativas para se livrar de investigações e denúncias de crimes, como lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Procuradores federais dizem que, nas próximas semanas, poderão usar o que chamam de “bala de prata do caso tríplex.” Até lá ficará pronta a perícia da proposta de adesão firmada pela ex-primeira-dama Marisa Letícia com a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), em abril de 2005, para aquisição de uma unidade no Condomínio Mar Cantábrico, renomeado Solaris. O documento foi apreendido na 22ª fase da Operação Lava Jato em busca e apreensão na entidade. Chamou a atenção dos investigadores o fato de o acordo de compra do imóvel estar rasurado no campo que indica o número da unidade. Em primeiro plano, lê-se 141 como o apartamento em que a família Lula investiu. Só que é possível ver que a inserção do número ocorreu em cima de outro: o 174. Era esta a identificação da cobertura que a família Lula nega ser dona. O apartamento foi renumerado depois para 164 por mudanças na planta. Há ainda outro rabisco no papel que tenta esconder a palavra tríplex. Os investigadores solicitaram uma perícia para evitar recursos da defesa. Na prática, a manipulação não deixa margens a dúvidas de que a ex-primeira-dama chegou a optar pelo tríplex.
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A pedido de ISTOÉ, o perito Ricardo Molina examinou o documento. No laudo, ele atesta que o número 141 foi escrito em cima de outro. “(A análise) não deixa dúvidas de que o número existente antes da rasura era 174”, afirma. Outros riscos no documento complicam a família Lula. “Trata-se de uma cobertura com garranchos não legíveis, ou seja, meros rabiscos cuja aparente intenção seria apenas de cobrir a escrita original. Apesar da intensidade dos rabiscos sobrepostos, fica evidente que a escrita original era a palavra “tríplex”. As letras “t”, “r”, “i” e “x” estão bem definidas. Ora, não existe qualquer outra palavra na língua portuguesa, que não seja “tríplex”, que combine esse conjunto de letra”, atesta. Para Molina, a análise do documento mostra que as alterações foram realizadas para mascarar propositalmente os escritos que se encontravam embaixo.
Para os investigadores, a rasura do termo de adesão comprova delito digno de pena de quatro anos de reclusão a quem tiver realizado e justifica até prisão preventiva. Eles acreditam que integrantes da Bancoop, cooperativa ligada ao PT, tentaram alterar a prova. Desde o começo, o ex-presidente evitou dizer que seu apartamento possuía um número. Afirmava que tinha apenas uma cota do empreendimento. Desmentido por depoimentos e entrevistas de proprietários em reportagem publicada por ISTOÉ em janeiro, o instituto que leva o nome de Lula lançou a nota “Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa”, em que declarou que o apartamento escolhido era o 141. Mesmo assim, não mostrou proposta de adesão do imóvel assinado. Mas por que, então, adulterar e não sumir com o documento ou fazer um novo? Se o termo sumisse, as suspeitas se ampliariam, já que a Bancoop mantém a documentação de outros imóveis. Criar outro seria arriscado.“Tratando-se de documento com número de série e já impregnado com visíveis marcas do tempo, uma falsificação recente deixaria marcas muito evidentes”, afirma o perito Molina. Na casa do ex-presidente Lula, a Polícia Federal apreendeu um termo de adesão em branco do tríplex.
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É DELA 
Apesar de negar, ex-primeira-dama Marisa Leticia assinou termo para adquirir o tríplex
Como ISTOÉ mostrou na última edição, a decisão da Justiça paulista de enviar a denúncia sobre o caso tríplex do Ministério Público paulista para a Justiça Federal do Paraná trouxe o compartilhamento de provas robustas. Os promotores pediram a prisão do ex-presidente, entre outros, pelos crimes de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica. Os depoimentos colhidos pelo Ministério Público indicam que a Bancoop alterou a numeração dos apartamentos para que a cobertura do tríplex tivesse vista para o mar. Confirmam que Lula visitou o apartamento. A ex-primeira também acompanhou as reformas de mais de R$ 700 mil pagas pela OAS do imóvel que diz nunca ter sido dela.
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quinta-feira 07 2016

Acordar cedo é equivalente a ser torturado, diz estudo

Talvez eu seja uma exceção, porque não tenho problema em acordar bem cedo, mas, pra muita gente, isso é um pesadelo insuportável.
Se você faz parte dessa turma, fique sabendo que temos uma notícia bombástica: acordar cedo demais não é tão bom como nossos pais, professores e chefes pensam. Pelo contrário, pode fazer mal.
Segundo o pesquisador Dr. Paul Kelley, da Universidade de Oxford, forçar as pessoas a trabalharem e estudarem antes das 10 horas da manhã é equivalente à tortura, podendo causar doenças, estresse e exaustão.
Uma pesquisa, publicada no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, afirma que antes dos 55 anos, o ritmo no dia a dia dos humanos é iniciado às 10h, então trabalhar ou estudar a partir das 9h pode causar grande ameaça ao humor e saúde mental.
A pesquisa realizada indica que crianças e adolescentes não estarão totalmente prontos para o aprendizado se acordarem antes das 8h30, com uma mudança de horário elas poderiam elevar seus resultados em cerca de 10%.
Isto se aplica também para prisões e hospitais. Eles acordam e dão comida para o pessoal, mesmo se eles não quiserem. Isso os deixa mais “dóceis” porque, devido ao sono, estão totalmente fora de si. A privação do sono é uma tortura, afirmou Dr. Kelley.
E para as pessoas que costumam dormir tarde e acordar cedo, a pesquisa afirma que para o nosso cérebro é basicamente como se estivéssemos bêbados. Dr. Kelley acredita que esse seja um dos maiores motivos da nossa sociedade atualmente ser tão estressada.
Segundo o especialista, é necessário fazer uma mudança global nos horários de trabalho e estudo, ajudando a sincronizar nossos relógios biológicos da forma “correta”. Bom dia!

Sono: a fonte da juventude

Uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua saúde é dormir bem. O sono evita doenças e é  fundamental para que você tenha uma vida mais longa

Você é daqueles que acha a vida curta demais para desperdiçar um terço dela na cama, dormindo? Pois esse raciocínio é tão sensato quanto o de um marinheiro que, ao detectar um furo no casco do barco, faz outro buraco para a água escoar para fora. Ou seja, só agrava o problema. Pesquisas recentes mostram que dormir, longe de ser um desperdício de tempo, prolonga o tempo de vida. Ou seja: quem dorme menos do que precisa vive menos.
Em primeiro lugar, é bom esclarecer que essa fórmula da juventude não tem nada a ver com a ladainha da sua avó, que obrigava você a dormir oito horas por dia. Esse tabu caiu faz tempo. O consenso médico atual diz que cada um sabe quanto sono precisa. Basta que o descanso seja de boa qualidade e suficiente. A medida é não haver sonolência no dia seguinte. Parece simples, certo? Afinal, dormir é grátis e não requer aprendizado.
Mas não é o que acontece. A falta de sono afeta tanta gente que já vem sendo chamada de epidemia. Só nos Estados Unidos, a privação de descanso afeta o trabalho de 160 milhões de pessoas, vítimas da pressão cultural pela redução do tempo que passam na cama. Nos últimos 100 anos, o homem moderno perdeu, em média, 90 minutos de sono por noite, roubados pela difusão da luz elétrica, pela industrialização, pelas longas jornadas de trabalho. Em 1910, dormia-se nove horas em média. Hoje, são 7,5 horas. Pode-se argumentar que, de lá para cá, a expectativa de vida dobrou. No Brasil, de 33,7 anos, em 1900, para 68 anos, em 1999. A verdade é que a evolução da expectativa de vida envolve outras variáveis, como a cura de doenças e a melhoria das condições sanitárias.
Isolado, porém, o sono é determinante para a longevidade, como comprova uma pesquisa publicada no ano passado por médicos da Universidade de Nagoya, Japão. Eles estudaram por 12 anos um grupo de 5 000 habitantes da cidade de Gifu. A pesquisa analisou apenas os hábitos de sono do grupo e revelou que o risco de morte para quem dorme menos de sete horas diárias é quase duas vezes maior que o das pessoas cujo descanso varia entre sete e dez horas.
"O sono é o mais importante indicador de quanto tempo uma pessoa viverá. Mais importante até que seus hábitos de risco, como tabagismo e sedentarismo, ou alguns níveis metabólicos vitais como pressão arterial e nível de colesterol no sangue", diz William Dement, fundador do primeiro centro de estudos do sono, na Universidade de Stanford, Estados Unidos.
"O sono desempenha uma função fundamental para o funcionamento do corpo", afirma o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Só que ninguém sabe que função é essa." Uma das hipóteses mais aceitas é que a razão de dormirmos é que poupamos energia durante o sono. Para vários cientistas, no entanto, dormir serve para o organismo refazer os estoques de proteínas e enzimas gastos durante o dia. Há ainda quem sustente que o corpo metaboliza alguma substância - que ainda não se sabe qual é - acumulada no período de vigília. Ou, simplesmente, que o sentido do sono é meramente ficar quieto para evitar chamar a atenção dos predadores. Ou seja, dormir seria apenas uma estratégia do tipo "fingir-se de morto".
O mecanismo que leva uma pessoa a dormir também permanece um mistério. O que faz com que você perca a consciência em um certo momento e mergulhe de cabeça no mundo de Morfeu? Uma enzima? Uma pane elétrica no cérebro? Ninguém sabe. Aliás, o tema é tão pouco conhecido que substâncias importantes envolvidas no ato de dormir foram descobertas há apenas três anos.O que se sabe é que o sono está relacionado a relógios biológicos com ciclos de 24 horas. Um desses gatilhos envolve a melatonina, hormônio indutor do sono produzido no cérebro principalmente à noite. Para alguns cientistas, é a melatonina que "diz" ao corpo quando é hora de dormir, o que dispara uma mudança no organismo. A temperatura corporal cai 1°C ou 2°C, o fluxo sangüíneo cerebral diminui e o metabolismo desacelera seu ritmo em cerca de 10%. Os músculos perdem aos poucos a tonicidade até ficarem flácidos. E o cérebro, longe de ficar "desligado", funciona a pleno vapor, mas de forma diferente, com ondas elétricas mais lentas.
"Mas o que torna o sono imprescindível é que alguns processos vitais, como a produção de determinados hormônios essenciais, só ocorrem quando estamos adormecidos", diz o biólogo Mário Pedrazzoli, pesquisador de Genética Molecular do Sono no Instituto do Sono, em São Paulo, e que trabalhou por dois anos no laboratório de Genética do Sono da Universidade de Stanford. Reduzir o tempo dedicado a esses processos é como não carregar direito a bateria do celular. O tempo de uso do aparelho - no caso, seu corpo - diminui.
"Um dos efeitos da redução do tempo de sono é o envelhecimento precoce", diz a biomédica Deborah Suchecki, também do Instituto do Sono, um dos maiores centros de estudos do tema no mundo, pertencente à Universidade Federal de São Paulo. O sono, por exemplo, facilita o metabolismo dos radicais livres - moléculas de oxigênio super-reativas resultantes da produção de energia nas células. Circulando pelo corpo, tais moléculas provocam desde envelhecimento celular até câncer. Pois bem. Privadas de sono, cobaias tiveram uma redução na concentração de glutationa, enzima que regula o metabolismo dos radicais livres. Menos enzima significa mais radicais livres e, portanto, envelhecimento e morte antecipados.
Em humanos, a privação de sono em jovens é o suficiente para fazê-los parecer velhinhos. É o que diz um estudo divulgado no ano passado por Eve van Cauter, médica da Universidade de Chicago. Onze rapazes saudáveis, com idades de 18 a 27 anos, foram proibidos de dormir mais de quatro horas por noite durante seis dias. Ao final do teste, seus metabolismos eram comparáveis aos de pessoas com mais de 60 anos. O nível de insulina no sangue caiu para níveis de portadores de diabetes e a concentração de cortisol, hormônio secretado em situações de estresse, manteve-se em níveis elevados, como acontece em idosos. Os pesquisadores vêem no resultado um caráter socioeconômico. "Pessoas de menor poder aquisitivo não têm oportunidade de dormir o suficiente", diz o estudo. "Dormir é um privilégio que se conquista com muito esforço. Quando jovem, eu trabalhava 14 horas por dia e dormia pouco. Hoje, durmo quanto quero", diz o empresário Olacyr de Moraes, que perdeu boa parte de seu império, mas, como se vê, manteve o privilégio de dormir bem.
Seguir acordado noite adentro também favorece o surgimento de infecções. Em laboratório, cientistas privaram ratos de sono por tempo indeterminado. Resultado: morte por infecção generalizada, sugerindo que a falta de sono debilita o sistema imunológico. Tal hipótese é reforçada por outros estudos sobre o sono e as defesas do corpo, como a ação das interleucinas, substâncias fundamentais na resposta imunológica. Em altas concentrações, as interleucinas induzem o sono, o que explica por que doentes dormem mais. O sono, portanto, não só previne doenças como também auxilia a cura.
Outro ponto interessante é que, durante o sono, cai a produção de noradrenalina, um neurotransmissor acionado em situações de estresse. Na etapa do sono chamada REM (Rapid Eyes Movement, em inglês movimento rápido dos olhos), na qual ocorrem os sonhos , a produção da noradrenalina é cortada. Com menos horas de sono, o tempo de REM diminui e o corpo passa mais tempo sob efeito do neurotransmissor do estresse.
Por fim, há o risco de acidentes. Uma noite em claro causa uma embriaguez leve, algo como beber uma cerveja. Mas não é preciso virar a noite para comprometer a atenção: apenas 90 minutos a menos de cama reduzem 32% a vigilância, diz estudo realizado na Universidade Estadual Wright, em Ohio, Estados Unidos. Ficar sem dormir atrapalha a conexão entre neurônios, lembra a pesquisa. No Reino Unido, mais de 20% dos acidentes de trânsito são causados por motoristas que dormem ao volante. Por tudo, o sono é uma daquelas poucas coisas da vida que têm tudo o que todo mundo procura: é gostoso, faz bem e é barato. Então, vá dormir!

Dormir pouco pode causar doenças mentais



Quem dorme pouco está mais propenso a desenvolver doenças mentais e têm mais dificuldades de tratá-las.

Quem tem dificuldade para pegar no sono sabe que os efeitos de uma noite mal dormida não acabam quando o dia começa. Olheiras, fadiga, olhos secos, dificuldade de se concentrar e irritação são algumas das respostas do corpo à privação de sono. A qualidade do sono impacta diretamente nossa saúde física e mental. A insônia, inclusive, é um sintoma comum em pacientes que sofrem de ansiedade, depressão, esquizofrenia, bipolaridade e distúrbios de atenção.
A psicóloga Jo Abbott, da Universidade Tecnológica de Swinburne, na Austrália, defende que a insônia e doenças mentais estão bastante interligadas - elas se retroalimentam. Segundo ela, cerca de 50% dos adultos com insônia têm problemas mentais e 90% das pessoas com depressão sofrem para dormir. O pior dessa relação insônia versus depressão é que quem não dorme bem responde pior ao tratamento da depressão e está mais propenso a ter picos de tristeza.
Dormir pouco pode ferrar seu cérebro
O professor Peter Franzen, da Universidade de Medicina de Pittsburgh, nos Estados Unidos, concorda com Abbott sobre a correlação entre insônia e doenças mentais. Em seu estudo sobre como a insônia pode causar disfunções no circuito cerebral responsável pelas emoções, ele explica que o sono e os sentimentos são o produto de interações entre várias regiões comuns do cérebro, hormônios e neurotransmissores. Então, anormalidades em alguns deles causam impactos nos outros. Inclusive, há evidências de que doenças mentais podem surgir de problemas dentro de circuitos cerebrais sobrepostos por circuitos que regulam nosso relógio biológico e o sono.

A culpa da sua tristeza são as poucas horas de sono
Pense nas principais reações de uma criança cansada: choro, birra e manha. Com você, acontece o mesmo, a diferença é que não pega bem se você se atirar no chão.
Um outro estudo conduzido pelo professor Franzen com pupilografia (a pupila é um bom indicador para perceber se o cérebro está ou não processando informações afetivas e cognitivas) comprovou que a privação de sono altera nossas reações emocionais.
Adultos saudáveis foram expostos a imagens positivas, negativas e neutras. Metade deles tinha dormido bem, a outra metade não havia pregado o olho a noite toda - as pupilas desse último grupo ficaram muito maiores ao olhar imagens negativas do que quando viram os outros tipos de imagens.
Ou seja, quando dormimos pouco exageramos nas nossas reações frente a situações negativas. Além de mais mal-humorados, a falta de sono pode nos deixa mais vulneráveis a ter doenças psiquiátricas desencadeadas por distúrbios do sono.

quarta-feira 06 2016

Pesquisa britânica mostra que acordar cedo tem diversos benefícios

A hora em que o despertador toca costuma ser um momento nada agradável para muitas pessoas. O frio da manhã e o aconchego do cobertor deixam qualquer um tentado a fechar a cortina e programar o alarme para mais tarde. Mas nem todo mundo gosta de adiar o momento de sair da cama. Para quem sente prazer em levantar cedo, estar de pé nas primeiras horas do dia tem um valor inestimável. E segundo pesquisadores da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, esse valor está relacionado a mais saúde e qualidade de vida. Estudo realizado na instituição com mais de mil voluntários concluiu que pessoas que acordam cedo são mais magras, mais felizes e mais saudáveis do que aquelas que usam a manhã para dormir um pouco mais.

Por meio de um questionário on-line, os pesquisadores entrevistaram 1.068 adultos sobre seus hábitos de alimentação e sono, seus níveis de felicidade e ansiedade e seu estado de saúde. Usando escalas padronizadas para avaliar se eles eram matutinos ou vespertinos, os estudiosos analisaram o bem-estar, a consciência e o comportamento alimentar dos voluntários. As pessoas matutinas levantavam da cama, em média, às 6h58m, e as vespertinas, às 8h54m. Nos fins de semana, os dois grupos costumavam ficar uma hora a mais na cama, levantando-se às 7h47 e às 10h09, respectivamente. Cruzando esses dados com outras respostas, os especialistas perceberam que acordar cedo traz uma série de benefícios, deixando as pessoas mais dispostas e saudáveis.

“Ser uma pessoa matutina ou não é em parte uma questão do relógio do corpo do indivíduo e em parte uma questão de preferências que se desenvolveram ao longo da vida. As escolhas matutinas provavelmente se adaptam melhor à sociedade industrial em que vivemos, além de serem mais saudáveis”, defende o professor Jöerg Huber, que liderou a pesquisa.


Hormônios
Segundo Nonato Rodrigues, especialista em transtornos do sono, o relógio biológico de cada um tem papel fundamental na determinação dos horários de dormir e acordar. Ele explica que, apesar dessa variação, existem horários mais saudáveis para o sono, relacionados às substâncias que o regulam. “A melatonina é o hormônio que gerencia o sono. Às 22h, o organismo tem um pico dessa substância e, por isso, é o horário em que as pessoas têm maior propensão para deitar. Como a duração do sono mais comum fica por volta de oito horas, a tendência é que o indivíduo que dorme a essa hora acorde às 6h, quando a luminosidade está aumentando”, explica. Apesar disso, algumas pessoas fogem à regra e podem ter necessidade de dormir mais ou menos tempo. Rodrigues explica que esses indivíduos são classificados como grandes dormidores ou pequenos dormidores, com sonos que duram de seis a 10 horas.

O aposentado Flávio Barbosa, 69 anos, faz parte do time de quem não consegue ficar até muito tarde na cama. Apesar de não precisar mais acordar cedo para trabalhar, ele mantém o hábito por prazer. “Ficar mais tempo na cama, em vez de me deixar relaxado, começa a cansar. Não gosto de acordar tarde porque a gente acaba ficando com uma moleza estranha, uma sensação de que o dia está começando na hora errada”, descreve. E o hábito se espalhou pela família. Apesar de trabalhar apenas à tarde, o filho de Flávio, Eduardo Barbosa, 42 anos, levanta diariamente às 6h. Após tomar café da manhã e levar os filhos na escola, o servidor público bem que poderia voltar para a cama, mas prefere dedicar o tempo a uma atividade física em companhia do pai. “Se eu acordasse às 10h, por exemplo, não poderia aproveitar esse tempo.”

Para o neurologista Henrique Braga, acordar cedo reduz o estresse e a ansiedade do dia a dia por dar mais tempo para as pessoas se organizarem e realizarem as atividades com calma. “Chegar cedo ao trabalho, não enfrentar trânsito pesado, comer bem e sem pressa pode colaborar muito na redução do estresse e da ansiedade, que são fatores de risco de doenças cardiovasculares.” Na opinião do médico, alimentar-se corretamente pela manhã é fundamental, porque o organismo recebe energia para o resto do dia e pode controlar também a produção de cortisol. “Pela manhã, o organismo tem mais cortisol, um hormônio que deixa o indivíduo mais ativo e estimulado, mas também está relacionado ao estresse. Se a pessoa não come, falta energia e o organismo produz essa substância em excesso para tentar compensar. Aí, é ansiedade e irritação na certa.”

Alimentação
Apesar de admitir que gostaria de acordar um pouco mais tarde, a gerente de loja Cristina Campista, 44 anos, levanta às 7h30 todos os dias para fazer exercícios físicos no Parque da Cidade. “É uma maneira mais saudável de começar a manhã. O dia rende mais e a gente se sente mais disposta e bem-humorada. Às vezes, pode ser ruim na hora de levantar, mas depois vale muito a pena”, diz. Tão essencial quanto as caminhadas é a refeição que toma antes de sair. “Não saio de casa sem meu café da manhã. Pão integral, uma fatia de peito de peru e suco de soja, já que sou alérgica a leite. Mas sem comer, não dá para começar o dia.”

Jöerg Huber e seus colegas de pesquisa identificaram o costume de tomar café da manhã entre aqueles que acordam cedo, hábito intimamente relacionado à saúde. Muitos dos entrevistados que levantavam mais tarde costumavam pular a refeição, o que contribui para a perda de qualidade de vida. Para a nutricionista Joana Lucyk, tomar café da manhã é essencial para estimular a produção de serotonina, substância que regula o ritmo de sono e o apetite e está relacionada à disposição e ao bom humor. Segundo Joana, comer mais cedo também diminui a compulsão alimentar no fim do dia e nas outras refeições, o que ajuda no controle do peso (veja quadro).

“O ideal é se alimentar por volta das 8h, até uma hora após despertar. Café da manhã muito tarde quase vira almoço e não devemos deixar de fazer nenhuma refeição”, aconselha. Joana ressalta ainda a importância de fazer várias refeições pequenas ao longo do dia. “Comer de três em três horas modula o cortisol, que em excesso leva ao acúmulo de gordura abdominal. Por isso é vantajoso acordar e tomar o café mais cedo.”

Adepta dos hábitos matutinos e de uma boa refeição logo no começo do dia, a fonoaudióloga Andréia Pinheiro, 41 anos, tenta passar o costume ao filho João Pedro, de apenas 2 anos. Eles acordam todos os dias às 6h30 e tomam café com cereal, leite, pão e muitas frutas. “Quando a gente tem criança em casa é importante ensinar esses hábitos para ela. Esse sol do começo da manhã faz muito bem. Fora que o dia rende muito mais”, acredita. Nos fins de semana, a rotina não se altera. Andréia usa os sábados e domingos para caprichar mais na refeição matutina. “É quando eu e o meu marido aproveitamos para fazer panquecas, omeletes e comer mais frutas.”

O café da manhã ideal
O melhor horário para fazer a primeira refeição do dia é até uma hora após levantar da cama. De preferência, isso deve acontecer logo no início da manhã, para estimular a produção de serotonina e regular o cortisol, além de diminuir a produção de neuropeptídeo (que estimula a fome) no fim do dia

Carboidratos
» Pão (de preferência integral), tapioca, cuscuz, aveia, granola e quinoa são algumas opções

Frutas
» Fontes de vitaminas e minerais, elas garantem uma refeição nutritiva e saborosa, além de fornecerem vitaminas do complexo B. Uma alternativa são os sucos naturais

Proteínas
» Queijo branco, iogurte, leite de soja ou tofu podem ser ingeridos. Frios magros como blanquet de peru, peito de peru ou presunto magro também podem fazer parte do menu matinal

Oleaginosas
» Castanhas, nozes e outras oleaginosas compõem a dieta balanceada para começar o dia cedo e com energia e disposição