sábado 19 2016

Cúpula do PT pressionou governo para Lula ser ministro e evitar prisão. Ouça gravação


Áudio traz conversa entre o então ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner e o presidente nacional do PT, Rui Falcão

A presidente Dilma Rousseff olha para o novo chefe da Casa Civil, Jaques Wagner durante cerimônia de posse dos novos ministros no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 05/10/2015
A presidente Dilma Rousseff olha para o novo chefe da Casa Civil, Jaques Wagner durante cerimônia de posse dos novos ministros no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 05/10/2015(Evaristo Sa/AFP)
Um dos grampos feitos com autorização do juiz Sergio Moro durante as investigações da Operação Lava Jato mostra que o Partido dos Trabalhadores pressionou o governo para nomear Lula como ministro e, com isso, evitar uma possível prisão do ex-presidente. Uma conversa entre o então ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner e o presidente nacional do PT, Rui Falcão, revela a preocupação dos dois petistas com o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de São Paulo por suspeitas de que Lula cometeu os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao esconder ser proprietário de um tríplex no Guarujá (SP), reformado por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
O pedido de prisão havia sido remetido à juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo. Ao final, a magistrada acabou declinando da competência para julgar o caso e remeteu o processo para o juiz Sergio Moro. O diálogo desmonta a tese do Palácio do Planalto de que a nomeação de Lula teria ocorrido para que o ex-presidente pudesse articular para conseguir votos contra o pedido de impeachment de Dilma que tramita no Congresso Nacional.
Em nota, o atual ministro-chefe do Gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, respondeu que considera "muito estranha a divulgação" das conversas grampeadas entre ele e Falcão, e alega que os grampos são ilegais. Wagner diz ainda que houve a "tentativa de gerar interpretação desvirtuada" de suas palavras e do diálogo.
Ouça a conversa:
Rui: Oi, Jaques. O louco do Conserino [Cássio Conserino, promotor do MP-SP] aqui pediu a preventiva do Lula.
JW: É, eu vi, porra.
Rui: Sim, e vocês vão deslocar alguém pra cá, como é que é?
JW: Deslocar em que sentido?
Rui: Não, acho que tem que vir alguém pra cá, porra, pra se mexer aqui também.
JW: Mas alguém quem? Só pra eu entender. Não, que eu não tô raciocinando. Eu tô que nem você.
Rui: Não tem ministro da Justiça, não tem..
JW: Não, tem ministro da Justiça, claro. Ele tá no ministério. Ele tá no posto.
Rui: Alguma iniciativa vocês precisam tomar. Porque tá na mão de uma juíza da 4ª Vara que não sabe quando toma decisão, mas pode tomar decisão hoje. Nós...
JW: Ah, ele pediu a preventiva do cara em cima do que?
Rui: Não... não tem... em cima do tríplex, da denúncia, ele é louco. Os três promotores aqui, Jaques.
JW: Tá bom. Deixa eu fazer alguma coisa aqui.
Rui: É, porque eles podem, a juíza pode despachar agora, tá? Tem os advogados tá lá, "tamo" chamando deputado...
JW: Falou, ok.
Rui: A outra coisa é o seguinte: se nomear ele hoje, o que que acontece?
JW: Aí não sei, eu tô por fora.
Rui: Então, consulta isso também...
JW: Mas ele já decidiu?
Rui: Não, mas nós todo mundo pressionou ele aqui. Fernando Haddad, todo movimento sindical, todo mundo.
JW: Tá bom.
Rui: Tá.
JW: Eu acho que tem que ficar cercado em torno do prédio dele e sair na porrada, Rui.
Rui: Tem nada.
JW: Não, tudo bem, ué? Mas tem que cercar tudo.
Rui: Não, eu sei, mas enquanto isso..
JW: Tudo bem, deixa eu falar aqui.
Rui: Alerta a presidente. Toma a decisão de estado-maior aí, porra.
JW: Falou, ok..
Rui: E mantém a gente informado. Ele, tá?
JW: Tá bom.

Policial que entregou dossiê da Lava Jato ao governo pode ser investigado, diz jornal


Flávio Werneck levou um documento contendo informações contra o juiz Sérgio Moro e investigadores da operação para o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner

Sabotagem: O juiz Sergio Moro é apontado como membro de uma conspiração armada por adversários do PT
Sabotagem: O juiz Sergio Moro é apontado como membro de uma conspiração armada por adversários do PT(Lailson Santos/VEJA)
O presidente do Sindicato dos Policias Federais no DF, Flávio Werneck, que levou um dossiê para o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, contendo informações contra o juiz Sérgio Moro e investigadores da Operação Lava Jato é ligado ao PDT, partido aliado ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em 2014, Werneck disputou mandato de deputado federal pela legenda, sem sucesso. A Coordenação de Assuntos Internos da Corregedoria da PF deverá instaurar investigação para apurar sua conduta nesse episódio do dossiê, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.
Werneck já ocupou na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT) o cargo de chefe da diretoria de assuntos estratégicos da corregedoria de saúde. O petista deixou o governo em 2014 em meio a vários escândalos de corrupção, inclusive na área da saúde.
Delegados da PF já identificaram no seu quadro pessoas com a intenção de produzir dossiês contra investigadores que atuam na Lava Jato, mas não tinham conhecimento do episódio envolvendo Werneck que também é vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, que representa os agentes da PF. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) irá divulgar nota nesta segunda-feira, dando apoio aos trabalhos dos delegados que atuam na Lava Jato e cobrando explicações de Werneck. "A entidade que ele dirige não representa os delegados", diz a nota.
Werneck justificou que apresentou o caso ao Planalto por se tratar de uma denúncia grave. "Temos um problema de anacronismo na investigação que já tem dois anos e vem pegando pontos-chave de empresas e do governo. Isso afeta diretamente a economia", disse ele a VEJA. No dossiê, a acusação é de que Moro e os outros envolvidos na Lava Jato estão a serviço de um grande plano do PSDB para implodir o PT e o governo. O ministro Jaques Wagner teria dito que encaminharia o dossiê para um promotor baiano de sua confiança dar sequência ao assunto.
(Com Estadão Conteúdo)

Delcídio: “Lula comandava o esquema”


Delcídio do Amaral, ex-líder do governo, diz que tanto Lula como Dilma tinham pleno conhecimento da corrupção na Petrobras — e, juntos, tramaram para sabotar as investigações, inclusive vazando informações sigilosas para os investigados

Delcídio do Amaral
O Senador Delcídio do Amaral(Jefferson Coppola/VEJA)
O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do país. No domingo 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado. Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações. "Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido." Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história. A seguir, suas principais revelações.
Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?
Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.
Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?
A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.
Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?
Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.
Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?
Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: "É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT". Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.
Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?
O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.
Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?
A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: "Esse Mercadante... Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele".
O que fez a presidente mudar de postura?
O cerco da Lava-­Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: "Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?". A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.

Procuradores saem em defesa de Sergio Moro

Juiz Sergio Moro, em Curitiba
Juiz Sergio Moro, em Curitiba(Vagner Rosario/VEJA)
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) saiu em defesa nesta quinta-feira em defesa do juiz federal Sergio Moro, responsável por autorizar os grampos telefônicos contra o ex-presidente Lula e depois por levantar o sigilo das conversas. "A decisão [de dar publicidade às conversas] foi mais um exemplo de irrepreensível atuação técnica e profissional do Ministério Público Federal e da Justiça Federal, que desenvolvem suas funções com serenidade e equilíbrio em uma investigação complexa, que deslinda organização criminosa de dimensões inéditas envolvendo poder político e poder econômico", diz nota assinada pelo presidente da entidade, José Robalinho Cavalcanti.(Laryssa Borges, de Brasília)

Gilmar Mendes corta as asas da jararaca em pleno Mortadela Day: não tem preço


Lula volta para Moro e Câmara acelera impeachment de Dilma, defendido até pela OAB

Lula ministro nao montagem
Tuitadas:
– Gilmar Mendes frustrou o golpe triplo de Lula, suspendendo sua nomeação como ministro e devolvendo a apreciação do seu caso ao juiz federal Sérgio Moro. Cortou as asas da jararaca em pleno #MortadelaDay. Não tem preço.
– Mendes: “O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República.” Parabéns, Gilmar!
– Lula ainda pode recorrer da decisão de Mendes ao plenário do Supremo, onde o ministro deveria apertar play nas gravações das escutas da Lava Jato.
– STF tem precedente de invalidar manobra de deputado investigado para perder o foro. É obrigação agora invalidar a manobra inversa de Lula.
– Defender nomeação de Lula após revelação do papo de Rui Falcão com o ministro troglodita Jaques Wagner é passar atestado de militante cúmplice de obstrução da PF.
– Lula desmoralizou STF tanto com decisão de virar ministro para ter moleza quanto ao chamá-lo de “acovardado” em conversa interceptada por escuta. Ofensa de Lula ao STF é torpe e típica de mentes autocráticas, rebateu Celso de Mello. Chega de moleza.
– Ronaldo Caiado (DEM-GO): “STF mostrou a Lula e ao PT que o Judiciário não se curva a quem atua nas sombras alimentando a corrupção! Lula não é ministro! É investigado.” Que prepare as malas para a Papuda!
– Belíssima chamada no site de VEJA:
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– Lula disse na Av. Paulista que não existe espaço para ódio no Brasil: “Alguns setores pregam a violência contra a gente 24 horas por dia”. Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) rebateu, citando frase de Lula em escuta: “O mesmo falou ‘Vai ter uns peões pra bater nos coxinhas’. Cínico.”
– Lula disse que algumas pessoas estão revoltadas porque agora os pobres conquistaram muitas coisas. Lula jogou novamente pobres contra ricos no , sendo que os ricos são ele (investigado) e os amigos petistas e empreiteiros dele (que estão presos).
– PM estimou em 80 mil o número de militantes petistas na Av. Paulista. DataFolha conseguiu contar 95 mil. É mesmo curioso como o DataFolha solta um número (bem) menor que o da PM para atos anti-PT e maior para atos petistas.
–  em Brasília: 1.200 militantes do PT, segundo Globonews; 13 de março contra PT em Brasília: 100.000 manifestantes, segundo PM. Goleada.
– Extra! Extra! O PT conseguiu lotar uma praça no Rio! Uma praça XV! Já dá até para fazer festa junina! “O país está dividido”!
– Jornal Nacional deveria ter mostrado o carro de som do PT na Paraíba espalhando mentiras sobre fim de benefícios sociais para convocar o povo a defender o governo.
– Em homenagem ao #MortadelaDay, relembro meu post profético: “Mercado de mortadela atinge maior alta em 36 anos“.
– Fugitivo do massacre de Paris foi capturado vivo nesta sexta-feira. Fugitivo do massacre da Petrobras, ainda não.
– Repito: para enganar trouxa, Dilma finge ter sido grampeada, omitindo que caiu no grampo do investigado Lula fortuitamente. Cinismo petista.
– É lamentável que imprensa faça manchetes com declarações cínicas de Dilma, sem embutir nelas a verdade dos fatos.
– Sempre que petistas são flagrados cometendo crimes, eles tentam mudar o foco da discussão para questões de legalidade processual. Vigarice.
– Mujica: “Direita brasileira não quer perder seus privilégios”. Como se trabalhar meses de graça para um governo corrupto fosse privilégio.
– A pessoa Dilma não é apelo suficiente para convencer ninguém a defendê-la. Por isso ela precisa mentir dizendo que democracia está ameaçada.
– Na hora do desespero do PT, Nelson Barbosa prega diálogo e civilidade no debate público, coisa que o PT NUNCA fez nem teve. Cinismo sem fim.
– OAB decidiu por 26 votos a 2 apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Cardozo foi lá gastar saliva à toa. Bem-vinda, OAB.
– Estadão: “Associação Paulista de Supermercados adere a movimento pró-impeachment” e diz que é o “único caminho viável”. Seja bem-vinda.
– Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, gravou vídeo defendendo impeachment. Boas-vindas a Sua Alteza Real.
– Impeachment pode ser votado em 14 de abril. Tic-tac, Dilma, tic-tac.
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Imagem divulgada por Jorge Bastos Moreno, do Globo
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/gilmar-mendes-corta-as-asas-da-jararaca-em-pleno-mortadela-day-nao-tem-preco/

sexta-feira 18 2016

Gilmar Mendes suspende posse de Lula como ministro e devolve caso a Moro


Ministro do STF concede liminar em ação impetrada pelos partidos PPS

 e PMDB


Ministro Gilmar Mendes em sessão plenária
Ministro Gilmar Mendes em sessão plenária(Dorivan Marinho/SCO/STF/Divulgação)
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar em ação impetrada pelos partidos PPS e PSDB para impedir a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, e também devolveu a apreciação do seu caso à alçada do juiz federal Sérgio Moro, titular da Operação Lava Jato.
"Defiro a medida liminar, para suspender a eficácia da nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, determinando a manutenção da competência da Justiça em primeira instância nos procedimentos criminais e cíveis", diz o despacho do ministro.
Como justificativa para a decisão, Gilmar Mendes traçou um paralelo com a decisão do STF sobre o ex-deputado Natan Donadon, que renunciou ao seu assento na Câmara para impedir o julgamento iminente de uma ação contra ele no STF, fazendo com que o caso reiniciasse na primeira instância. Segundo o ministro, a situação de Lula é inversa - sua nomeação como ministro levaria seu caso para a corte superior - mas a finalidade de driblar a Justiça seria idêntica. A decisão cita estudo do jurista Vladimir Passos de Freitas, cuja conclusão é a de que nomear pessoa para lhe atribuir foro privilegiado é ato nulo.
Segundo Mendes, a nomeação de Lula teria sido feita com "desvio de finalidade": apesar de estar em aparente conformidade com as prerrogativas que a presidente tem para escolher ministros, ela conduziria a "resultados absolutamente incompatíveis" com a finalidade constitucional dessa prerrogativa e por isso seria um ato ilícito.
"É muito claro o tumulto causado ao progresso das investigações, pela mudança de foro. E 'autoevidente' que o deslocamento da competência é forma de obstrução ao progresso das medidas judiciais", afirma o juiz no despacho. "Não se nega que as investigações e as medidas judiciais poderiam ser retomadas perante o STF. Mas a retomada, no entanto, não seria sem atraso e desassossego. O tempo de trâmite para o STF, análise pela PGR, seguida da análise pelo relator e, eventualmente, pela respectiva Turma, poderia ser fatal para a colheita de provas, além de adiar medidas cautelares."
O ministro ainda se valeu se declarações feitas pelo ex-presidente Lula nos grampos autorizados nas investigações da Operação Lava Jato para afirmar que havia interesse do ex-presidente de transferir o caso para Brasília, já que ele considera os tribunais superiores "acovardados" e condena a "República de Curitiba". Os termos "acovardado" e "República de Curitiba" foram utilizados pelo ex-presidente Lula em conversa grampeada com a presidente Dilma Rousseff.
Posse - No despacho que barra a nomeação de Lula para a Casa Civil, o ministro Gilmar Mendes rebate ainda a tese de legalidade do termo de posse assinado pelo petista, repassado por Dilma para que fosse preenchido "em caso de necessidade". Segundo Mendes, "o documento seria uma reserva", mas a legislação brasileira impede essa prática.
"Se Luiz Inácio Lula da Silva não estivesse presente na cerimônia de posse, duas consequências poderiam ocorrer: ou ele não tomaria posse - podendo fazê-lo a qualquer momento, no intervalo de trinta dias contados da publicação da nomeação - ou tomaria posse por procuração - caso enviasse mandatário com poderes específicos", explicou. "Em nenhuma hipótese, a posse poderia ocorrer pela aposição, pela presidente, de sua assinatura", completou o ministro.
Segundo o magistrado, a escolha do petista para o cargo de primeiro escalão no governo tem claros indicativos de fraude e significam um "salvo-conduto" conferido pela sucessora Dilma Rousseff para evitar que o padrinho político possa eventualmente ser preso por conta das investigações da Operação Lava Jato. As suspeitas que recaem contra Lula são de que recebeu benesses de empreiteiras enroladas com o petrolão e ele ocultou o patrimônio, registrando os bens em nome de prepostos.
Prisão - Com a devolução da investigação contra Lula para Moro, não é improvável que o juiz federal peça a prisão preventiva do ex-presidente nos próximos dias. Conforme revelou na última quinta-feira a coluna Radar, de VEJA.com, o Ministério Público Federal em Curitiba estava prestes a apresentar a denúncia e o pedido de prisão preventiva do petista a Moro, quando o ex-presidente tomou posse no Ministério da Casa Civil, em cerimônia realizada às pressas na manhã de quinta, em Brasília. A fundamentação do pedido de prisão seriam as tentativas de obstrução da Justiça evidenciadas pelos grampos feitos com autorização judicial. A coluna informa que, assim como fora informado previamente sobre o mandado de busca e apreensão em sua casa, Lula também sabia do pedido de preventiva - daí a antecipação da posse no ministério do dia 22 para a quinta-feira, dia 17.
Antes da decisão de Gilmar Mendes, três liminares expedidas por juízes federais haviam barrado a posse do ex-presidente. O governo recorreu ao Tribunal Regional Federal e conseguiu suspender as duas primeiras liminares. Uma terceira, de São Paulo, foi expedida logo em seguida. Diante da proliferação de pedidos semelhantes pelo país, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardoso, pediu que a análise do tema se concentrasse no STF. Por sorteio, o caso foi encaminhado a Gilmar Mendes - notoriamente crítico ao governo petista, como demonstrou mais uma vez em sessão do Tribunal, nesta quarta-feira. A decisão liminar do ministro terá de ser avaliada pelo plenário da corte.

Remédio para reduzir gorduras e retenção de líquidos do abdômen

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Quem não tem aquela pequena acumulação de gordura no abdômen? É normal, principalmente nas mulheres, o metabolismo delas faz com que a gordura se armazene geralmente nesta área, assim como a depuração de líquidos, que não é feita corretamente. Quer conhecer um simples remédio para cuidar disso? Descubra a seguir!
Simples remédio para reduzir a gordura e eliminar os líquidos do abdômen
Dois por um? Eliminar os líquidos e reduzir as gorduras? Isso mesmo, mas não se trata de nenhum milagre. É um simples remédio natural tão saudável quanto ideal para ser utilizado todos os dias. Em certos momentos, as coisas mais naturais são as que oferecem os melhores resultados, em especial quando falamos de plantas medicinais. Mas de quais plantas medicinais estamos falando? Tome nota:
Dente de leão: é uma das plantas medicinais mais eficazes para reduzir gordura. De acordo com os especialistas a parte com o maior poder emagrecedor é a raiz do dente de leão. Ela pode ser encontrada em lojas de produtos naturais especializadas, e como dissemos, é realmente excelente. Em geral, esta planta, além de ser um grande desintoxicante capaz de cuidar dos rins e do fígado, estimula a depuração e a produção de urina. Desinflama o abdômen, regula o nível de açúcar no sangue e eleva as defesas. Magnífica!
Gengibre fresco picado: você já conhece os múltiplos benefícios do gengibre para reduzir gordura, depurar e evitar inflamações. Além disso, de acordo com a Universidade de Maastricht, esta planta medicinal consegue acelerar o metabolismo e, como consequência, queimar mais gorduras. O gengibre ainda traz a sensação de saciedade e é ideal para começar o dia.
Canela: você sabia que a canela é perfeita para reduzir gorduras e emagrecer? Além de deliciosa e de combinar com vários pratos e infusões, a canela é muito efetiva na redução dos níveis de açúcar no sangue, de modo que não existam picos de insulina nem depressões pronunciadas. Também, a canela eleva a temperatura corporal produzindo várias reações químicas que conseguem acelerar o metabolismo do organismo. Logo, o excesso de calorias acaba se queimando durante todo o processo termogênico. É excelente.
A menta: você gosta do sabor da menta? Pois suas propriedades medicinais são ideais para reduzir gorduras, estimular as funções gástricas, aumentar o metabolismo digestivo. A menta consegue impulsionar a queima de gorduras e, além disso, melhora o funcionamento da vesícula aumentando a secreção de bile.

1. Como preparar o remédio para reduzir as gorduras do abdômen?

Você precisará dos seguintes ingredientes e quantidades:
Uma colher de raiz de dente de leão
Uma colher de gengibre fresco ralado
Um pedaço de um pau de canela
5 folhas de menta
Um copo e meio de água
Duas colheres de mel

2. Como preparo e tomo este remédio?

Muito fácil. Tome em três períodos ao longo do dia, três vezes por semana. A primeira será pela manhã em jejum, tome morno e com o estômago vazio. É importante que todos os ingredientes estejam frescos. Como você verá, são plantas bastante econômicas e não terá nenhum problema em encontrá-las. Recomendamos, principalmente em relação ao dente de leão, utilizar sua raiz, que como já comentamos, dispõe de mais propriedades emagrecedoras.
A segunda ingestão será feita depois do almoço para facilitar a digestão e a depuração do corpo. A seguinte e última ingestão será antes de dormir, lembre-se que deve estar morno, nunca muito quente e nem muito frio. Além disso, a mistura de mel, menta e gengibre permitirá um bom descanso. Não é somente uma infusão para reduzir gordura, é um emulsionante e um tônico, um remédio muito digestivo e saudável.
Para preparar o remédio você fará uma decocção de todos os ingredientes, com esse copo e meio de água. Uma vez que chegue à ebulição, deixe repousar por uns 10 minutos. Em seguida, ponha a infusão emagrecedora em uma garrafa de cristal à temperatura ambiente. Tome, como já foi dito, três xícaras ao dia, ao longo de 3 dias na semana.
Como você já sabe, deverá complementar este remédio com uma dieta adequada, balanceada e livre de gorduras nocivas. Além disso, não se esqueça de praticar algum exercício físico, basta caminhar meia hora todos os dias. Está animado para começar?