Investigação apura conluio de empreiteiras em obras de três complexos de favelas
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato(Heitor Feitosa/VEJA.com)
A Polícia Federal no Rio de Janeiro pediu auxílio da Operação Lava Jato para levantar informações sobre uma possível fraude em licitação de obras de urbanização de três complexos de favelas - Alemão, Manguinhos e Rocinha - realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a partir de 2008.
Os investigadores apuram se houve conluio entre as empresas líderes dos consórcios vencedores dos contratos, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão - as três acusadas de cartel em obras da Petrobras.
O delegado da PF do Rio, Helcio William Assenheimer, que apura o caso, solicitou aos delegados da Lava Jato, em Curitiba, informações sobre as empresas e compartilhamento de provas que possam ajudar nas investigações sobre as fraudes nas obras do PAC.
Memorando anexado aos autos da Lava Jato nesta quarta-feira informa que tramita no Rio o inquérito policial. O processo de concorrência nacional para a realização de obras públicas de urbanização nas favelas do Complexo do Alemão, Manguinhos e Rocinha foi conduzido pela Secretaria de Estado de Obras do Rio de Janeiro.
O inquérito da PF no Rio foi aberto em 2013 e a concorrência vencida pelas empresas em 2008. Além do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, o governo do Rio investiu nas obras. O Consórcio Rio Melhor, liderado pela Odebrecht, em parceria com a OAS e a Delta, venceu o contrato de 493 milhões de reais para realizar obras no Complexo do Alemão.
Já o Consórcio Manguinhos, liderado pela Andrade Gutierrez, em parceria com a EIT e Camter, venceu o contrato de 232 milhões de reais para executar os serviços no Complexo de Manguinhos.
O Consórcio Novos Tempos, encabeçado pela Queiroz Galvão, em sociedade com a Caenge e Carioca Engenharia, assumiu o contrato de 175,6 milhões de reais para as obras da da Rocinha.
Irregularidades - A Construcap, uma das companhias que participou da concorrência na época, denunciou direcionamento da licitação em acerto prévio. Um dos pontos investigados é o uso de um mesmo documento pelas três empresas.
No memorando, o delegado do Rio afirma que considerando que é de conhecimento público que as investigações da Lava Jato têm "logrado desvendar um amplo esquema de corrupção e direcionamento de contratações públicas, incluindo conluios entre as empresas citadas", o compartilhamento de informações pode ajudar no inquérito sobre o PAC.
Defesas - Procuradas, as empreiteiras Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão informaram, via assessoria de imprensa, que não comentariam o caso. A Secretaria de Obras do Rio deve ser pronunciar nesta quinta-feira.
Em nota, a Odebrecht informou que "não tomou conhecimento da investigação e se pronunciará no momento oportuno". A construtora afirmou, ainda, "que nunca participou de cartel para contratação com qualquer cliente público ou privado, e que todos os seus contratos foram celebrados na mais estrita conformidade com a lei".
LOS ANGELES (Reuters) - O guitarrista Glenn Frey, membro fundador da banda de rock Eagles, morreu em Nova York nesta segunda-feira (18) aos 67 anos, informou a banda em seu site na Internet.
Frey morreu em decorrência de complicações trazidas pela artrite reumatóide, pela colite ulcerosa aguda e pela pneumonia, disse a banda. Frey foi fundador dos Eagles ao lado do vocalista Don Henley. Eles tiveram uma carreira no topo das paradas de rock com músicas como Hotel California e Take it Easy.
Em uma estrada do deserto escuro, vento fresco no meu cabelo, Odor cálido de colitas, elevando-se através do ar Adiante na distância, eu vi uma luz trêmula Minha cabeça ficou pesada e minha visão ficou turva, Eu tinha de parar para a noite Lá ela estava na porta; Eu ouvi o sino da recepção e estava pensando comigo mesmo: "Este poderia ser o Paraíso ou este poderia ser o Inferno" Então ela acendeu uma vela e me mostrou o caminho Havia vozes adiante no corredor, eu pensei que eu ouvi dizer ...
Bem-vindo ao Hotel Califórnia, Um lugar tão encantador (Um lugar tão encantador) Tal rosto lindo Muito espaço no Hotel Califórnia, Qualquer época do ano (Qualquer época do ano) Você pode encontrá-lo aqui
Sua mente é Tiffany-torcido, ela tem as curvas do Mercedes Ela tem uma porção de lindos, lindos rapazes ela chama de amigos Como eles dançam no pátio, doce suor de verão. Alguns dançam para lembrar, alguns dançam para esquecer
Então eu chamei o Capitão, "Por favor, traga-me meu vinho" Ele disse: "Nós não temos essa disposição aqui desde 1969" E ainda aquelas vozes estão chamando da distância, Te acordam no meio da noite Só para ouvi-los dizer ...
Bem-vindo ao Hotel Califórnia, Um lugar tão encantador (Um lugar tão encantador) um rosto tão encantador Eles Livin 'it up no Hotel Califórnia, Que surpresa agradável (que surpresa agradável) Tragam seus álibis
Espelhos no teto, o champagne rosa no gelo E ela disse: "Nós somos todos apenas prisioneiros aqui Do nosso próprio ardil" E nos aposentos do mestre, Eles se reuniram para a festa Eles apunhalam com suas facas de aço, Mas eles só podem " t matar a fera
A última coisa que eu me lembro, eu estava Fugindo para a porta que eu tinha de encontrar a passagem de volta para o lugar onde estava antes "Relax", disse o homem da noite, "Nós estamos programados para receber. Você pode check-out qualquer hora do dia, Mas você nunca pode ir embora! "
" - Felicidade é uma vibração intensa, um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim, e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo, felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja numa situação, por exemplo, em que seu time vence, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que você queria ouvir. É claro que aquilo não tem perenidade, aliás, a felicidade se marcada pela perenidade seria impossível. Afinal de contas nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos. A ideia de felicidade sozinha ela teria que ter uma questão anterior: se é possível viver sozinho. Que como a felicidade pelo óbvio só acontece com alguém que viu ou está e viver é viver com outros e outras, como não é possível viver sozinho? A possibilidade da felicidade isolada, solitária é nenhuma. Pra que eu possa ser feliz sozinho eu teria que ser capaz de viver sozinho. Mesmo a literatura, como Robson Crusoé, por exemplo, que lida com um homem que está só, mas ele está só depois de ter vivido com outros. Ele trás as outras pessoas na sua memória, na sua história, no seu desejo, no seu horizonte. Não há, não há história de ser humano em que ele tenha sido sozinho da geração até o término. Se assim não há, não há possibilidade de se ser feliz sozinho. Nos últimos 50 anos do século XX, nós tivemos mais desenvolvimento tecnológico do que em toda história anterior da humanidade. Todos os 39.950 anos anteriores, desde que o homo sapiens era sapiens, sapiens sapiens na classificação científica, foram menos do que os 50 anos finais do século XX. Seria a redenção da humanidade. Uma questão: as questões centrais permaneceram. Quem sou eu?, pra que tudo isso?, porque eu não sou feliz apenas quando possuo objeto?, porque o mal existe?, porque que eu não tenho paz em meio a tanta convivência? Nesta hora, não só a religiosidade, ela sofreu um revival, como a filosofia passou, de novo, a ser interessante. E aí claro, a filosofia como autoajuda, a filosofia como autoconhecimento, a filosofia como auto capacidade, a filosofia como prática sistemática. E de repente a gente tem no final do século XX, em vários lugares do mundo e no Brasil também, casas pra estudar filosofia; procura de cursos de filosofia. Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que além de morrer, sabe que vai morrer. Teu cachorro tá dormindo sossegado a essa hora. Teu gato tá tranquilo. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece, pra que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora, eu preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Importar; quando alguém me leva pra dentro, importa. Ele me porta pra dentro, ele me carrega. Eu quero ser importante. Por isso, pra ser importante, eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar, ir além da minha borda, preciso me comunicar, preciso me juntar, preciso me repartir. Nesta hora, minha vida que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena."
Esta sem dúvida é uma das frutas mais usadas e apreciadas pelos fãs da medicina natural.
Apesar do sabor ácido, ele alcaliniza o sangue.
De forma simplificada, o ácido cítrico presente no limão é transformado durante a digestão e comporta-se como um alcalinizante, ou seja, um neutralizante da acidez interna.
Quando tomado pela manhã em jejum, descongestiona e desintoxica o organismo.
É útil no combate às diversas patologias reumáticas e artríticas, além de aumentar a excreção de ácido úrico, uréia e ácido fosfórico.
Regenera os tecidos inflamados das mucosas, estimulando o funcionamento normal de todos os órgãos do aparelho digestivo.
Nas afecções gastrintestinais, os ácidos do limão destroem os germes e as bactérias nocivas que se libertam e contribuem para gerar ulcerações.
Ainda combate as fermentações e os gases.
É amigo do pâncreas, portanto indicadíssimo para diabéticos.
Limpa e tonifica os rins, o fígado e a vesícula.
E é poderoso também para queimar gorduras e acelerar o metabolismo, além de limpar todo o organismo.
O limão elimina todas as toxinas no trato digestivo, facilitando a redução da incômoda “barriguinha”.
A dieta do limão é poderosa.
tudo o que você precisa, além de seguir o programa, é controlar as suas refeições, sem exagerar nas porções.
Aqui está o programa da dieta do limão:
Em jejum, comece tomando o suco puro de um limão sem adoçar.
Vá aumentando a dose ao longo de 10 dias consecutivos, até chegar ao suco de 10 limões.
Ou seja, a cada dia você acrescenta um limão.
A partir do 11º dia, você diminui a dose, retirando um limão por dia, até chegar ao 19º. dia, altura em que você tomará o suco de apenas um limão.
IMPORTANTE
Tome o suco com canudo, para evitar o contato com os dentes e o sabor acentuado.
Espere 30 minutos, depois que beber o suco, para comer alguma coisa
Observe se seu corpo reage bem.
Se não, interrompa o tratamento ou pare na quantidade máxima de limões tolerada por seu organismo e passe a tomar o suco de dois limões por 40 dias.
Ao manusear o limão ou qualquer fruta cítrica, lavar muito bem as mãos antes de se expor ao sol.
Caso contrário, vão se formar manchas escuras na pele.
De qualquer forma, mesmo com a pele muito bem lavada, evite tomar sol diretamente e não se esqueça de usar filtro solar.
Com estruturas mal conservadas, áreas de confinamento inadequadas e sinalização precária, o zoo é um símbolo do descaso com os animais e com os visitantes
Cervos tentam se proteger do sol enquanto urubus infestam a área de exibição: cenário melancólico (Foto: Felipe Fittipaldi)
Instalado nos fundos da Quinta da Boa Vista, antiga residência da família real, o Jardim Zoológico do Rio reúne uma combinação única de história e natureza. São cerca de 2 700 animais, entre aves, peixes, répteis e mamíferos, em uma área de 138 000 metros quadrados. Mas não é preciso atravessar o majestoso portão de entrada para perceber que há algo de errado no parque. Ainda do lado de fora, a instalação que deveria funcionar como uma espécie de aperitivo das atrações, a Passarela da Fauna, estrutura suspensa sobre um trecho de 22 000 metros quadrados oferece uma imagem deprimente, como mostra a foto nessa página. No ambiente que deveria reproduzir uma savana verdejante, com cervos, antas, capivaras, emas, tartarugas e aves marinhas, o que se vê é um retrato do descaso com que o parque tem sido tratado nos últimos anos. Enquanto os animais tentam se proteger do sol inclemente na pouca sombra propiciada pela passarela, dezenas de urubus tomam o resto da instalação, transformada em um terreno ressequido pontuado por poças de lama. Já seria suficientemente triste se apenas esse ponto do parque estivesse tão maltratado, mas uma vez lá dentro, os exemplos de descaso vão se acumulando. São tantos que, em uma atitude inédita, o Ministério Público Federal, com base em um relatório do Ibama, cobrou da prefeitura uma série de reformas e modificações na semana passada. Caso não seja apresentado um cronograma de obras até o fim do mês, o parque que completa 70 anos na quarta-feira (18), corre risco de fechar. “Esperamos contar com a sensibilidade do prefeito para que isso não aconteça”, diz o procurador Sérgio Suiama, responsável pelo caso.
Uma vez ultrapassado o portão do parque, a imponência da alameda central ornada com palmeiras imperiais rapidamente cede espaço ao choque de realidade. Jaulas sem placas de identificação dos bichos, recintos ociosos cobertos de mato, áreas interditadas, como o Viveirão e a Casa Noturna (estrutura que abrigava morcegos), além de instalações em péssimo estado de conservação, vão se sucedendo ao longo do passeio (confira quadro abaixo). Alguns animais chegam a despertar pena, como é o caso de Vitório, simpático lobo-marinho que foi encontrado encalhado em uma praia do Espírito Santo há três anos e chegou muito machucado ao Zoo. Cego de um olho, ele precisa ser medicado com uma vitamina especial pelo resto da vida. Nas duas visitas feitas por Veja Rio, o bicho estava acomodado na parte traseira do recinto onde vive em meio a grades enferrujadas, algumas com pontas capazes de feri-lo. Na área da girafa Zagallo, um dos bichos mais populares do zoo, o abrigo onde o animal deveria se proteger do sol se encontra reduzido a uma armação de madeira, sem a cobertura original que deveria propiciar uma sombra.
calorão das últimas semanas agrava a situação. Para encontrar refresco, os chimpanzés e outros primatas têm como opção se esconder nos abafados abrigos de cimento, ficar ao sol ou espremer-se junto às paredes em uma estreita área de sombra que existe no terreno. Na primeira visita feita pela reportagem, na sexta-feira, dia 7, com sol a pino, as quedas d’água em várias das jaulas estavam desligadas apesar das altas temperaturas. No dia seguinte, um sábado nublado e chuvoso, dia de maior movimento, todas as cascatinhas estavam em funcionamento. Os banheiros abertos aos visitantes estão em condições precárias, com mictórios quebrados e embrulhados em sacos de lixo. Funcionários indignados com a situação reclamam que o parque sequer tem um ambulatório para o caso de alguma emergência. Outro problema: por ser baixo demais, o muro que separa o parque do Morro da Mangueira já foi ultrapassado mais de uma vez por marginais. À noite, arruaceiros costumam roubar os estoques dos quiosques e tomar banho na piscina dos hipopótamos. De dia, já chegaram a assaltar os visitantes. “Recentemente roubaram o tablet de uma senhora”, conta um funcionário que pediu para não ser identificado. Na área restrita, em que o público não tem acesso, os problemas são mais graves. Segundo o relatório do Ministério Público, o recinto destinado à aclimatação e recuperação de animais apresenta falhas que podem levar a fugas dos bichos alojados ali. E a maneira como o lixo do parque é disposto atrai vetores de doenças como urubus, ratos e moscas que colocam em risco a saúde dos próprios visitantes.
Não é preciso ser um grande especialista para perceber que os graves problemas do parque são de origem financeira e de gestão. Segundo o Ibama, a instituição conta com um corpo de funcionários altamente qualificado e dedicado que consegue garantir o bem-estar e integridade física dos animais mesmo nas condições precárias. O órgão federal que vem fiscalizando o parque e cobrando reformas desde 2012 esclareceu, em nota enviada à redação de VEJA RIO, que os problemas “estão especialmente relacionados à manutenção estrutural das instalações, não dependendo diretamente do corpo técnico envolvido, mas da disponibilidade de recursos orçamentários da Prefeitura do Rio de Janeiro”. Mantenedora da Fundação Rio Zoo, a administração municipal informa que ainda está avaliando as cobranças feitas pelo MPF e pelo Ibama para se pronunciar sobre intervenções no parque. Em agosto do ano passado, a Rio Urbe, empresa municipal de obras públicas e de infraestrutura, estimou que uma reforma nos moldes exigidos pelas entidades federais exigiria cerca de 8,5 milhões de reais em investimentos. Procurada, a entidade que administra o parque não se pronunciou sobre o assunto. A prefeitura, entretanto declarou que em 2015, o orçamento anual será reajustado em 20% e passará dos 15 milhões de reais em 2014 para 18 milhões. Técnicos estimam que uma estrutura do porte do zoológico carioca exija um orçamento anual mínimo de 20 milhões de reais.
Os chilenos Diego e Macarena: passeio frustrante (Foto: Lipe Borges)
Qualquer metrópole com vocação turística e perfil cosmopolita oferece um parque em que adultos e crianças, moradores e visitantes tenham contato com animais, até mesmo como forma de despertar a conscientização para a preservação ambiental. No caso do Rio, quem procura o zoo da Quinta da Boa Vista com esse objetivo sai de lá frustrado. A situação precária do parque torna ainda mais gritante a concepção ultrapassada das áreas de exibição. Enquanto em zoos modernos, onde as espécies podem ser observadas em espaços amplos e com mínima interferência de grades, aqui as barreiras de ferro (quase sempre enferrujado) ainda dão o tom. Muitos bichos vivem em cubículos, sozinhos. Da mesma forma, faltam recursos ambientais, ou seja, elementos (inclusive brinquedos) para os animais se exercitarem e não ficarem ociosos. “É uma questão de saúde tanto física quanto mental do bicho. Há vários que, por causa do tédio, andam de um lado para o outro, ou em círculo”, pontua o biólogo Yuri Domeniconi. “Em parques dos Estados Unidos, os felinos chegam a ser estimulados por aparelhos que movimentam os alimentos pelos recintos para que eles corram atrás”, exemplifica. De férias pela primeira vez na cidade, os chilenos Macarena Varela e Diego Gonzalez saíram insatisfeitos dos passeio pelo Zoo. “Esperávamos encontrar um parque repleto de bichos do Brasil, mas ao chegar aqui acabamos vendo animais tristonhos e ficamos perdidos com a falta de sinalização e mapas de orientação”, reclamou Diego.
Urso-polar em San Diego, Estados Unidos: modelo modernizado (Foto: Robert Harding/Images Masterfile)
Os primeiros jardins zoológicos abertos à visitação pública remontam ao século XVIII, construídos por reis europeus como demonstração de riqueza e poder. Não à toa, os pioneiros estavam localizados em cidades que sediavam impérios como Viena, Paris e Madri. No século XIX, surgiram as instituições administradas por fundações e sociedades científicas com o objetivo de observação e pesquisa, vertente que se manteve até meados do século passado. A partir dos anos 1990, acabou-se reforçando o caráter de entretenimento desses espaços que passaram a oferecer instalações espetaculares — e entradas a preços salgados, na casa dos 100 reais. Em Nova York, no zoo do Bronx, apenas o espaço destinado aos gorilas consumiu 43 milhões de dólares. Trata-se de um prodígio que recria o ambiente de floresta do Congo com direito a trilha sonora de pássaros típicos da região. O tratamento dispensado aos animais passou a ser alvo de vigilância pública e a provocar a mobilização de adultos e crianças em todo o mundo. Em 2006, um filhote de urso polar que depois seria conhecido como Knut causou uma comoção internacional depois do zoo de Berlim anunciar que o sacrificaria por ter sido rejeitado pela mãe. Frente aos protestos, a decisão foi revertida (o urso morreu cinco anos depois, de um ataque epilético). No ano passado, o destino da girafa Marius provocou uma onda de revolta contra o zoo de Copenhague. Sem espaço para o bicho, o parque decidiu matar o animal e usar seu cadáver para alimentar os leões. No Zoo Rio, que já teve celebridades como macaco Tião e o leão Oscar (confira abaixo), os habitantes atuais como Vitório e Zagallo seguem esquecidos em seu triste confinamento.