domingo 27 2015

"Sou solidária com quem pode cair", ironiza Dilma


Em Nova York, a presidente defendeu a participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, fez ironia e foi às compras


A presidente Dilma Rousseff posou para foto oficial ao lado dos líderes da Alemanha, Índia e Japão
A presidente Dilma Rousseff posou para foto oficial ao lado dos líderes da Alemanha, Índia e Japão(Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação)
A presidente Dilma Rousseff defendeu neste sábado, em Nova York, uma reforma do Conselho de Segurança da ONU. Brasil, Alemanha, Japão e Índia formam o chamado G-4, grupo criado justamente para pleitear mudanças no conselho. Atualmente, o órgão é composto de cinco países fixos -- Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China -- e de dez rotativos, que trocam a cada dois anos.
"Nós precisamos de um conselho que reflita adequadamente a nova correlação de forças mundial", declarou a presidente, ao dizer que vai procurar apoio da Rússia e China, que têm assento no conselho, mas que são emergentes como o Brasil, para conseguir avançar na ampliação da representatividade do órgão. A presidente Dilma afirmou que existem "problemas graves" no Conselho e que o aniversário de 70 anos da Assembleia Geral da ONU é um "momento simbólico" para se conseguir reabrir esta discussão.
Ao final do encontro, o G-4 divulgou um comunicado conjunto. O texto diz que os integrantes do grupo são candidatos legítimos a membros permanentes do conselho. Os líderes também se comprometem a trabalhar em parceria para uma reforma "rápida e significativa".
Antes, a presidente não havia se furtado a fazer ironia sobre as especulações em torno de seu próprio impeachment. Dilma, que tem hábito de andar de bicicleta e semana passada amparou um ciclista caído, falou, em conversa com jornalistas depois de uma reunião com o presidente do Irã, Hassan Rohni: "Todos nós que podemos cair temos que ser solidários". E completou: "No sentido amplo da palavra."
Após participar de uma recepção oferecida pelo primeiro-ministro da Suécia, ela decidiu sair às compras. A escapada durou quase uma hora. Ao chegar ao hotel, dois garotos de 12 e 13 anos pediram para tirar selfies com ela e foram atendidos.
Refugiados - Na sexta, a presidente Dilma também havia elogiado a fala do Papa Francisco na ONU que também defendeu reformulação do órgão. Ela avisou que o Brasil está "de braços abertos" para receber refugiados. "O Brasil é um país de refugiados, Meu pai era refugiado da segunda guerra mundial", comentou a presidente. "É importante que o Brasil não tenha uma política que seja xenófoba, que seja preconceituosa", declarou.
(Com Estadão Conteúdo)

Seis dicas da Nasa para fazer belas fotos do eclipse deste domingo

lua
Como a coincidência entre um eclipse total da lunar e uma Superlua só vai se repetir em 2033, Bill Ingalls, fotógrafo da Nasa, ensina como fazer as melhores imagens do evento.
Um dos principais e mais belos eventos astronômicos do ano acontece na noite deste domingo (27). A partir das 23h11, será possível observar no céu um eclipse total lunar (quando o satélite fica totalmente encoberto pela parte mais escura da sombra da Terra) junto com uma Superlua (ponto da órbita em que o satélite está o mais próximo possível do planeta) que, por isso, parece maior e mais brilhante. O incrível evento não acontece há mais de 30 anos, de acordo com a Nasa, e só poderá ser visto novamente em 2033.
O Brasil está em uma posição ideal para observar o eclipse: poderá ser visto no país inteiro e a previsão é de céu claro na maior parte dos Estados. Para que os apaixonados pelo céu possam registrar o fenômeno, a agência espacial americana divulgou uma lista com as dicas do fotógrafo americano Bill Ingals que, há mais de 25 anos, faz fotos de missões da Nasa, chuvas de meteoros, eclipses e Superluas.
Confira as dicas para fotografar a ‘Superlua de sangue’:
Fotografe a Lua próxima a um ponto de referência
A Lua parece maior e mais brilhante quando há algum ponto de referência da superfície da Terra na imagem, pois é possível compará-la a algo que conhecemos. “Não faça o erro de fotografar apenas a Lua – todo mundo terá essa foto. Em vez disso, faça a imagem junto com algum objeto terreno, um ponto de referência”, diz Bill Ingals, fotógrafo que faz fotos para a Nasa há mais de 25 anos.
Não tenha pressa
Devido à longa duração do eclipse – uma hora e onze minutos de acordo com a Nasa, com o ápice às 23h47 – será possível fotografar a Lua em diversos ângulos. Aproveite longas exposições e outros artifícios. Ingals conta que, em 2009, para fotografar um cometa, tinha apenas equipamentos básicos e, mesmo assim, conseguiu uma de suas fotos mais incríveis: usou uma luz vermelha para “pintar” a floresta em uma longa exposição. A revista National Geographic acabou escolhendo a imagem como uma das dez melhores fotos do ano.
Prepare-se com antecedência e aproveite os mapas
“Uso o Google Maps e outros aplicativos para planejar onde posso conseguir o melhor ângulo na melhor hora”, diz o fotógrafo. Seu conselho é, se preferir fazer as fotos em algum lugar desconhecido, procurar saber se é preciso permissão para fazer fotos em tetos de prédios ou lugares mais afastados onde a poluição luminosa é menor.
Chame amigos e família para participar das fotos
De acordo com Ingals, o eclipse pode ser um divertido evento com a família e as crianças, já que seu auge será por volta da meia-noite. “Personalize a experiência. Há ótimas fotos com pessoas que parecem estar segurando a Lua ou coisas do tipo. É possível ser bastante criativo”, diz o fotógrafo.
Se usar um smartphone, prefira as fotos panorâmicas
Se decidir usar um smartphone, que costuma ter uma definição menor, a dica é fazer fotos panorâmicas, com algum ponto de referência. “Não será possível conseguir uma Lua gigante na foto. Prefira uma área urbana onde estará um pouco mais iluminada”, diz Ingals. Para conseguir boas fotos em iPhones e Androids, o fotógrafo sugere “aperte a tela e segure o indicador sobre a Lua, para garantir o foco. Em seguida, deslize o dedo para cima ou para baixo para uma iluminação mais clara ou mais escura.”
Considere o deslocamento da Lua
Para quem decidir usar lentes de maiior precisão, o fotógrafo lembra que a Lua é um satélite em movimento. “Será preciso balancear a exposição correta com a velocidade do obturador da câmera um pouco mais rápido”, afirma.
Fonte: Agência de Notícias

sábado 26 2015

Leandro Karnal - apóstolo Paulo e implicações da fé cristã no dia-a-dia









Fala de Leandro Karnal historiador ateu sobre os efeitos de se ter uma fé genuína, neste caso em Jesus Cristo.

Inveja e Fracasso ● Leandro Karnal





"Leandro Karnal é professor, historiador, graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e doutor pela Universidade de São Paulo (usp). Leciona há 30 anos, tendo passado por ensino fundamental, médio, escolas públicas e privadas, cursinhos pré-vestibulares, universidades variadas e hoje leciona na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trabalha há muitos anos com capacitações para professores da rede pública e publicação de material didático e de apoio para os professores. Pela Contexto publicou como autor, coautor ou organizador Estados Unidos, História da cidadania, As religiões que o mundo esqueceu, O historiador e suas fontes, História na sala de aula e História dos Estados Unidos. Viaja bastante e observa professores e alunos em meios como comunidades indígenas no México, escolas da França, aulas no Norte da Índia, Vietnã e China. Sua meta de vida é ser lembrado como alguém que tentou ser um bom professor".


Leandro Karnal - "Por que temos medo do inevitável?"





EPIDEMIA DE CRACK ATINGE DOIS MILHÕES E COLOCA BRASIL NO TOPO DO RANKING DE CONSUMO DA DROGA

Epidemia de crack atinge dois milhões e coloca Brasil no topo do ranking de consumo da droga
Usuário fica dependente com facilidade por velocidade com que substância chega ao cérebro
Do R7*
Droga causa problemas respiratórios severos, além de afastar usuário de familiares e amigos por conta do vícioAndré Freitas/AGNEWS
Larrissa, a personagem de Grazi Massafera na novela Verdades Secretas, se perdeu no mundo do crack. Magra, abatida e totalmente dependente, ela perambula pelas ruas em busca da droga. Assim como na ficção, na vida real, o crack (variação mais barata da cocaína) pode causar perda de apetite, do sono, depressão, e pode até matar, de acordo com especialistas ouvidos pelo R7. Só o Brasil representa 20% do consumo mundial de crack, e é o maior mercado da droga no mundo. No País, aproximadamente dois milhões de pessoas já usaram a droga, segundo a pesquisa mais recente do Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas), realizado em 2012 pela Unifesp.
Ivan Mario Braun especialista do IPq (Instituto de Psiquiatria) do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), autor do livro Drogas, perguntas e respostas, afirma que o crack tem efeitos extremamente nocivos ao organismo. Uma das piores consequências é conhecida como “pulmão de crack”.
— É quando a pessoa tem o comprometimento do tecido pulmonar. É muito agressivo. Acaba corroendo as vias respiratórias e pode até levar à morte, mas, antes de prejudicar a respiração, os efeitos são febre, falta de oxigênio no sangue, insuficiência respiratória e catarro na garganta.
Porém, os impactos no organismo do crack no organismo podem ser devastadores devido à velocidade e potência com que seus componentes chegam ao pulmão e ao cérebro, segundo alerta o psiquiatria e psicólogo, responsável por pesquisas de ensaio clínico para o tratamento de dependência por crack da Unifesp, André de Queiroz Constantino Miguel.
— Geralmente, pessoas que fazem uso dependente de crack tendem a ficar mais impulsivas, irritáveis e com maior oscilação de humor. Com o tempo, ficam mais explosivas quando frustrados ou questionados sobre seu consumo por amigos ou familiares. Seus interesses por atividades alternativas diminuem e seu foco se restringe basicamente às atividades ligadas ao uso.
Além disso, Miguel alerta que a necessidade do crack pode deixar a pessoa mais agressiva.
— A vontade de consumir e não ter a droga disponível no momento causa maior agressividade e estresse, porque ela realmente precisa daquela quantidade de substância para se sentir motivada.
Segundo ele, o pico do efeito chega de 20 a 60 segundos depois do consumo e esse mesmo ápice dura de dois a cinco minutos.
— É a forma de absorção mais rápida que existe, até por isso, sua dependência é mais grave e seu padrão de consumo mais compulsivo. 
Como a ação da droga é muito rápida, o usuário acaba consumindo mais pedras durante o dia, porque não consegue ficar em abstinência, explica o especialista do HC.
— É a chamada fissura. A pessoa fica apática. O efeito é oposto de quando a pessoa usa a droga, quando ela fica mais ligada e elétrica.
Dependência é rápida
Drogas estimulantes como o crack, a cocaína, a anfetamina e a metanfetamina, por exemplo, têm padrão diferente, porque hipersensibilizam o cérebro de forma mais intensa, que pra alguns vai promover o padrão de dependência mais forte e rápido,  segundo diz presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Drogas), Ana Cecília Marques.
— Pode chegar até à psicose cocaínica, que é quando a pessoa se vê perseguida, tem delírios e paranoias, pois está em um alto grau de intoxicação pela substância. 
Segundo a especialista, toda pessoa que consumir crack, nem que seja somente por uma noite, vai apresentar quadro de depressão.
— Altera a dopamina e noradrenalina, que são os principais hormônios do cérebro, que modulam o humor e a frequência cardíaca, principalmente. Como libera toda a carga desses hormônios, o cérebro entra em crash, que é a depressão, porque altera a química cerebral. 
Crack reduz apetite e leva à subnutrição
O crack também pode levar a perda de apetite, causando a perda de peso do usuário e até a subnutrição, alerta Ana Cecília.
— A droga atinge as áreas do cérebro responsáveis pela sensação da fome. O usuário dependente simplesmente deixa de comer. A droga afetou tanto essa área do cérebro que ele não sente mais fome. O centro de apetite está totalmente bloqueado.
Além disso, há também a perda de sono, além de afetar mecanismo de motivação, pois o desejo da pessoa é apenas pela droga, de acordo com Braun.
— A droga atua sobre os sistemas de vigília e alerta do cérebro, o encéfalo. A substância excita muito o sistema de gratificação, que está envolvido na motivação, por isso a agitação e a sensação de euforia, que leva à diminuição do sono. A dependência faz a pessoa focar somente na droga e esquecer o resto. Além disso, pode também causar a perda de ereção, já que a droga causa o fechamento dos vasos sanguíneos em todo o corpo.
Outra consequência no organismo é a perda de apetite sexual. Miguel conta está ligado à liberação de dopamina.
— Durante o período de uso existe até uma excitação, por isso perdem o foco e só pensam na droga.
Família é fundamental no tratamento
A tendência do usuário do crack é se afastar de amigos e familiares que não fazem uso e de se aproximar de quem usa o crack, explica o pesquisador da Unifesp.
— Quando o consumo chega a um padrão extremamente compulsivo, o indivíduo passa a ter problemas econômicos graves e passa a roubar seus familiares, o que traz ainda mais conflitos com a família.
O usuário, inclusive, deixa de apresentar sentimentos como o carinho e demais sentimentos afetivos.
— Em geral, sua prioridade afetiva está na droga. Se o usuário der ouvidos às pessoas mais queridas, que, geralmente, querem seu bem e por isso querem que ele pare de usar drogas, ele viverá um conflito entre essa fala e seu desejo de usar. Por isso, enquanto ele escolhe usar a droga, tende a diminuir sua empatia pelas pessoas.
Miguel ainda afirma que a família é fundamental para o sucesso da luta contra o vício.
— Quando a família participa do tratamento a chance aumenta muito. Mas sempre depende da postura do paciente. Em alguns momentos sua crítica pode estar comprometida, mas na imensa maioria das vezes os usuários têm discernimento sim de onde estão e onde gostariam de estar.
Não avaliação de Ivan Mario Braun a pessoa precisa ter força própria para sair da droga, mas que a família precisa buscar ajuda profissional para saber lidar com o usuário na busca do tratamento. A família deve começar a intervir quando o usuário apresentar mudanças de comportamento, como a perda do sono e do apetite, por exemplo, complementa a presidente da Abead.
— É muito difícil a pessoa sair sozinha, ainda mais quando é jovem, porque não se vê dependente. Aí entra o papel da família de ajudar. Mas a pior situação é das pessoas que perderam tudo, que não têm família, e ficam lá, como animais vivendo nas ruas esperando a atuação do Estado.
*Colaborou Brenno Souza, estagiário do R7

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