segunda-feira 21 2015

Congressistas querem Estado mínimo e máximo ao mesmo tempo. Essa conta não fecha


Pesquisa de VEJA revela que parlamentares brasileiros se encaixam na definição de "liberais populistas" em sua visão sobre o papel do Estado na economia

Congresso Nacional
O edifício sede do Congresso Nacional em Brasília: visão turvada sobre questões econômicas(Mario Tama/Getty Images)
O congressista médio brasileiro é, nas palavras do especialista em contas públicas Raul Velloso, um "liberal-populista-clientelista". O retrato de um Congresso com um pé no campo do pensamento que defende a menor intervenção possível do Estado na vida do cidadão e o outro pé fincado na prática de instrumentalizar esse mesmo Estado para favorecer os interesses de alguns escolhidos surgiu numa pesquisa que VEJA fez com 351 parlamentares entre os últimos dias 3 e 17.
O trabalho, conduzido pelo Departamento de Pesquisa da Editora Abril, propôs-se a delinear, a partir de cinco questões, a visão de deputados e senadores sobre o papel essencial do Estado na economia. Seis em cada dez responderam ao levantamento. A quase totalidade (96%) disse concordar com a premissa do liberalismo clássico, de que o papel essencial do Estado na economia é "garantir a sanidade da moeda e dos contratos". Mas 72% disseram considerar que cabe ao Estado, sobretudo, "manter o poder de compra dos funcionários públicos" - uma posição que Velloso atribui aos imperativos de uma máquina pública que absorve 75% do orçamento só com pagamento de pessoal e benefícios.
Quase a metade dos congressistas (48%) respondeu que a função principal do Estado é competir com a iniciativa privada para baixar preços, e um em cada três disse considerar que a tarefa mais importante é diminuir a desigualdade social, ainda que isso cause danos às finanças nacionais. É espantoso para um Congresso em que quase 100% dos integrantes dizem rezar pela cartilha liberal? Talvez não. "O parlamentar médio não é a elite do pensamento nacional. Pode ser que ele simplesmente não entenda alguns conceitos. E isso faz com que, em sua visão, o Estado vire esse monstrengo de vários braços que faz tudo", diz Velloso.
O problema é que essa visão turvada tem reflexos nas contas do país. "Os políticos têm pouco apreço ao custo de oportunidade dos recursos públicos e atuam em favor dos grupos que os patrocinam", analisa Sérgio Giovanetti Lazzarini, professor da escola de negócios Insper. "Subsídios concedidos não estão atrelados a metas a cumprir nem têm sua eficácia medida por critérios objetivos. Com isso, a economia t­­orna-se cada vez mais ineficiente, e o contribuinte é quem paga a conta."

domingo 20 2015

PT tenta conseguir habeas corpus para Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo - Golpe no STJ para soltar empreiteiros se deve a ameaças de detalharem depósitos no exterior para campanhas

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Otávio Azevedo (ao fundo) e Marcelo Odebrecht: soltem-nos se forem capazes
Falei aqui e aqui do golpe em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para soltar o empreiteiro Marcelo Odebrecht – e blindar Lula e Dilma Rousseff.
Falei aqui que a campanha de Dilma aparentemente foi financiada com dinheiro roubado da Petrobras, vindo da Suíça, como as anotações de Marcelo levavam a suspeitar.
A coluna Painel, da Folha, atualiza as informações ‘estarrecedoras’ de ambos os casos neste domingo:
“Está avançada uma articulação de políticos de vários partidos, membros do governo, ministros do Superior Tribunal de Justiça e advogados da Operação Lava Jato para que o STJ conceda nas próximas semanas habeas corpus para os empreiteiros Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, presos desde junho em Curitiba. A expectativa dos que costuram a saída é que o STJ também critique a manutenção de prisões provisórias por tanto tempo.
A coluna ouviu detalhes da operação —que inclui políticos de PMDB e PT e ministros do governo Dilma Rousseff e do STJ— de três fontes: um integrante do Palácio do Planalto, um senador e um ministro da Esplanada.
Advogados haviam recebido garantia de que os habeas corpus seriam concedidos no recesso judiciário pelo STJ, mas a estratégia ruiu depois que o juiz Sergio Moro decretou novas prisões preventivas de Odebrecht e Azevedo em julho [exatamente como revelou VEJA].
A mobilização para tirar o mais rápido possível os executivos da prisão se deve às ameaças, cada vez mais frequentes, de que podem dar detalhes sobre depósitos feitos no exterior para campanhas recentes.”
Relembro o que escrevi em 21 de julho:
“Para tentar se blindar contra as investigações, Marcelo Odebrecht mandou o vice-presidente jurídico da empreiteira, Mauricio Roberto de Carvalho Ferro (‘MRF’) transmitir sua ameaça a [os ministros José Eduardo] Cardozo e Edinho Silva, mencionando que as campanhas de Dilma e Fernando Haddad foram financiadas com dinheiro de conta suíça.
Diz a mensagem [de 9 de janeiro de 2013, por e-mail, interceptada pela Polícia Federal]: ‘Para Edinho visão da conta toda inclusive o gasto com Haddad. MRF: dizer do risco cta suíça chegar campanha dela?‘
É um escândalo de potencial avassalador, sob medida para a cassação do mandato de Dilma Rousseff e a convocação de novas eleições.”
Lamentavelmente, a imprensa não deu a mínima.
Agora, os empreiteiros ameaçam cada vez mais o PT de fazer a “cta suíça chegar campanha dela” – e o PT prepara o golpe no STJ para impedir (ou retardar) a própria demolição.
É uma gente repulsiva que apodreceu o Brasil.

É a guerra acabou?







Publicado em 9 de out de 2014
Vivemos na época mais pacífica na história humana. Espere o que? A sério? Isso não pode estar certo, há mais guerras do que nunca! Bem, não e eles estão matando menos e menos pessoas, mesmo que a população mundial está em um ponto mais alto ... e os números de prová-lo! Nós explicamos como chegamos a esta conclusão, e por que a guerra pode ... ir embora. Vídeos, explicando as coisas. Como evolução, tempo, espaço, energia global ou nossa existência neste estranho universo. Somos uma equipe de designers, jornalistas e músicos que querem fazer ciência linda. Porque ela é linda. A música para o vídeo está disponível aqui se você estiver nos no nosso site, Twitter, Facebook, Patreon ou Behance dizerGuerra está matando Menos de nós do que nunca - um paradoxo explicou muito obrigado TO nossos consumidores por nos apoiar: Justin Degenaars, Andrew Jagasothy, Russell comuns, jordan Gardner, Derek Loa, Christopher Lang, Chris Kitching, Jeff Le, Devir Islas, Andrew Connor, Francesca Monteiro, Duncan Cheong, Derek, Kyle Chapman, Ryan Le, Scott Zell, Ben Nunan, DragonVoyd, Tanya Smirnova, Patrick Eyrich, JJ, Chris Linardos, Tony Morley, Moe Levin, Pholpat Durongbhan, Raphael, Caroline Andrewes, Alex Kaplan, KokLiang Lim, Thomas Borg, trefmanic, Adam Smith, Dean Herbert, Giovanna Cardoso, Adam Primaeros, Rory Bennett, Gaëtan Duvaux, Ghitea Andrei Paul, Larry Bunyard, Sebastian Laiseca, Andrzej Rejman, Kevin Yapaola, Alexander Céus, Dario Pagnia, Sara Shah, Eduardo Barbosa, Jeroen Koerts, Fabricio Godoy, Charles Kuang, Maximilian Ritter, Yousif, Jesse Powell, Eliud Vasquez, Igor Benicio de Mesquita, Siddharth Bajaj, Greeny Liu, Tibor Schiemann, dante harpista, Bünyamin Tetik, Joe Pond, Stephen Morse, Dario "líquido TLO" Wünsch, Matthew Macomber, Ziggy Freed, Chase Gotlieb, Alejandro Liechty, David Davenport-Firth, Michael Ren, Peter Schuller, tBinger, Brandy Alexander, Alexander Kosenkov, Scott Laing, Gizem Gürkan, George Chearswat, oscar Gautama, Bruno Araújo, Pascal B., Eric, Carlos Bohorquez, Christian Lyster Blæsbjerg, Brandon Liu, David Harbinson, Rikard Nyberg, Tim, Justin T., Florian Guitton, Ajay Shekhar, Martin, Ryan Nai, Daniel OCL, Eugene Cham, David Garcia Quintas, Renaud Savignard, Heemi Kutia, Valerie Brunet, somersault18: 24, Javier de la Garza, Peter Žnuderl, Randy Knapp, Benoît Graham, Jeff Churchill, Jonathan Velazquez Gore, Daniel, Roman Zolotorevich, Pol Lutgen, Seona Chá, Daniel Fuchs, Thomas Lee, Finn Edwards & Graças a Maximilian Heitsch para a ajuda com miniatura e titel! fontes utilizadas para este vídeo: http: //www.ppu.org.uk/learn/infodocs / ... http: // ThinkProgress .org / security / 201 ... Steven Pinker: os melhores anjos da nossa natureza: por que a violência diminuiu Guerra está matando Menos de nós do que nunca - um paradoxo explicou Ajude-nos a legenda e traduzir este vídeo! Http://amara.org/v/FWN9/

Thriller do Impeachment







sábado 19 2015

Senhor, tu me levantas a cada manhã...









Fernando Baiano: Palocci pediu dinheiro do petrolão para a campanha de Dilma – e o dinheiro foi entregue


Em sua delação premiada, o lobista conta que acerto de 2 milhões de reais foi feito em 2010, dentro do comitê eleitoral da petista em Brasília, e que a logística da entrega ficou a cargo do ‘Dr. Charles’, braço direito do ex-ministro

O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”
O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”(Vagner Rosario/VEJA)
No segundo semestre de 2010, a inflação estava controlada, o Brasil crescia em ritmo chinês e as taxas de desemprego eram consideradas desprezíveis. A sensação de bem-estar, a propaganda oficial maciça e a popularidade do então presidente Lula criavam as condições ideais para que Dilma Rousseff passasse de mera desconhecida a favorita para vencer as eleições. Paralelamente, um grupo pequeno de políticos e servidores corruptos da Petrobras acompanhava com compreensível interesse os desdobramentos do processo eleitoral. Foi nesse cenário que a campanha de Dilma e o maior esquema de corrupção da história do país selaram um acordo que, se confirmado, pode se transformar na primeira grande evidência de que o petrolão ajudou a financiar a campanha de Dilma Rousseff. Mais que isso. Se confirmado, estará provado que os coordenadores da campanha sabiam da existência do aparelho clandestino de desvio de dinheiro da Petrobras, se beneficiaram dele, conheciam seus protagonistas e, no poder, deixaram que tudo continuasse funcionando tranquilamente até o ano passado, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato.
A lógica permite afirmar que seria impossível um esquema responsável por desviar quase 20 bilhões de reais, que envolve ministros de Estado, senadores, deputados aliados e a cúpula do PT, o partido que está no poder desde que tudo começou, existir sem o conhecimento do presidente da República. Os fatos, a cada novo depoimento, apontam na mesma direção. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. Ele já prestou vários depoimentos. Num deles, contou ter participado pessoalmente da operação que levou 2 milhões de reais à campanha petista. No ano passado, o ex-diretor Paulo Roberto Costa disse que o ex-ministro Antonio Palocci, então coordenador da campanha de Dilma, lhe pedira 2 milhões de reais. O dinheiro, segundo ele, foi providenciado pelo doleiro Alberto Youssef. Ouvido, o doleiro afirmou que desconhecia a existência de qualquer repasse a Antonio Palocci. A CPI da Petrobras chegou a promover uma acareação entre os dois para tentar esclarecer a divergência. Sem sucesso. Baiano contou detalhes que não só confirmam as declarações de Paulo Roberto e de Alberto Youssef como ampliam o que parecia apenas mais uma fortuita doação ilegal de recursos. É muito mais grave.
O acordo para repassar o dinheiro foi fechado no comitê eleitoral em Brasília depois de uma reunião entre Fernando Baiano, Paulo Roberto Costa e o ex-ministro Antonio Palocci. De acordo com o relato de Baiano, Dilma caminhava para uma eleição certa e, até aquele momento, ainda não se sabia o que ela pensava a respeito do futuro comando da Petrobras. Coordenador-geral da campanha, Palocci forneceu algumas pistas e fez o pedido: precisava de 2 milhões de reais. Antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem a logística do repasse do dinheiro com "o Dr. Charles", seu assessor no comitê. E assim foi feito. Combinou-se que, para a segurança de todos, era melhor que a propina fosse entregue num hotel de São Paulo. E assim foi feito. No dia indicado, um dos carros blindados do doleiro Youssef estacionou na garagem de um conhecido hotel de São Paulo, e uma mala cheia de reais foi desembarcada e entregue a um homem que já a aguardava.
A suposta contradição entre Youssef e Paulo Roberto sobre a entrega do dinheiro também foi esclarecida. Depois da versão apresentada por Baiano, o doleiro foi novamente ouvido. Ele não mentiu ao afirmar que nunca entregara dinheiro a Antonio Palocci. Por uma razão: ninguém lhe informou que aquela entrega atendia a uma solicitação do ex-ministro. Youssef, que era o distribuidor de propinas aos parlamentares do PP, contou que, no dia indicado, ele de fato encheu uma mala com maços de dinheiro, amarrou outros pacotes ao próprio corpo e dirigiu-se num carro blindado para o hotel Blue Tree, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. O que era uma acusação considerada mentirosa, descabida e sem provas pelo ex-ministro Palocci ganha evidências que precisam ser esclarecidas em profundidade.

Gilmar Mendes acusa PT de cleptocracia


REDAÇÃO

18 Setembro 2015 | 11:10

Ministro do Supremo Tribunal Federal recomenda ao partido do governo que ‘faça um combate à corrupção, varra a roubalheira que instalou no País’


Gilmar Mendes. Foto: Estadão
Gilmar Mendes. Foto: Estadão
Por Fausto Macedo e Julia Affonso
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e vice-presidente do TSE, sugeriu ao PT nesta sexta-feira, 18, que ‘faça um combate à corrupção, varra a roubalheira que ele instalou no País’. Ao ser indagado se tem medo do PT, que o ameaça processar por seu voto durante julgamento do STF – que por oito votos a três barrou as doações de empresas nas eleições -, o ministro disse. “Seria bom que eles processassem todas essas estruturas que eles montaram.”
As declarações do ministro foram dadas após ele participar de uma mesa de debate do Grupo de Estudos Tributários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo Gilmar Mendes, ‘na verdade o que se instalou no País nesses últimos anos está sendo revelado na Operação Lava Jato é um modelo de governança corrupta, algo que merece o nome claro de cleptocracia, isso que se instalou’.
“Isso está evidente, veja o que fizeram com a Petrobrás, veja o valor da Petrobrás hoje, por isso que se defende com tanta força as estatais. Não é por conta de dizer que as estatais pertencem ao povo brasileiro. Porque pertencem a eles. Eles tinham se tornado donos da Petrobrás. Esse era o método de governança.”
Na avaliação do ministro, ‘infelizmente, para eles, e felizmente para o Brasil, deu errado’. Gilmar Mendes atribui ao PT a crise que abala o País. “Estamos nesse caos por conta desse método de governança corrupta. Temos hoje como metodo de governança um modelo cleptocrata.”
O ministro aponta enriquecimentos ilícitos de petistas. Citou a compra de obras de arte caríssimas, como descobriu a Lava Jato e fez uma comparação. “Veja, não roubam para o partido, não roubam só para o partido, é o que está se revelando, roubam para comprar quadros. Isso lembra o encerramento do regime alemão quando se descobriu que os quadros do partido tinham quadros, tinham dinheiro no exterior, é o que estamos vivendo aqui.”