Levantamento do "Estado" analisou todas as notas fiscais apresentadas em 2013; na lista, há gastos com lavagem de BMW, brindes e até papel higiênico
domingo 23 2014
Como os vereadores gastam o seu dinheiro
Levantamento do "Estado" analisou todas as notas fiscais apresentadas em 2013; na lista, há gastos com lavagem de BMW, brindes e até papel higiênico
Veja.Com - Alckmin diz que não há necessidade de CPI da Petrobrás se houver boa investigação
Governador é a favor que Polícia Federal investigue compra da refinaria de Pasadena
Elizabeth Lopes e Pedro Venceslau- O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse neste sábado, 22, durante inauguração de uma estação esgoto em Campos do Jordão (SP), que não há necessidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás se for realizada uma boa investigação a respeito da compra da refinaria de Pasadena, no Estado norte-americano do Texas.
O governador é o terceiro líder de seu partido a se posicionar contrário à CPI, defendida pelo senador e provável candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB).
"Se houver uma boa investigação não precisa de CPI", disse Alckmin. "Sou favorável que se faça uma investigação pela Polícia Federal (PF) e por órgãos corregedores", completou. O governador paulista participa hoje do encerramento 58ª edição do Congresso Estadual de Municípios, realizado pela Associação Paulista de Municípios (APM), onde estará ao lado de Aécio.
Ontem, o ex-governador de São Paulo José Serra também se manifestou sobre o tema e disse que em ano eleitoral "não é recomendável instalar uma CPI". Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teme que uma CPI em ano eleitoral acabe sendo partidarizada.
Indagado sobre o esforço que Aécio no Congresso Nacional para instalar a CPI na próxima terça-feira, Alckmin respondeu: "Este é um tema do Congresso Nacional", disse, logo antes de encerrar a entrevista coletiva.
Mercadante liga para líder do PT para dar informações sobre Petrobras
Articulador político da presidente Dilma Rousseff, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ligou, na tarde desta quinta-feira (20), para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP), para municiar o comandante da bancada com informações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. O negócio é investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por ter gerado prejuízo bilionário à estatal.
Segundo Vicentinho, Mercadante ligou para passar informações sobre o cenário econômico da época e reforçar que a decisão de adquirir a refinaria foi tomada pelo Conselho de Administração da Petrobras por unanimidade.
Ontem, em resposta à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo — que divulgou que Dilma, que era presidente do Conselho de Administração da estatal na época, votou a favor da compra —, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência soltou nota para afirmar que a decisão foi tomada com base em um “resumo técnico falho”.
De saída da reunião do diretório nacional do PT em Brasília, o líder do PT não quis adiantar a defesa, porque afirmou que estava sem os dados completos, mas afirmou que as informações prestadas por Mercadante estariam em discurso que vai fazer nesta tarde, na tribuna da Câmara dos Deputados.
Os petistas que saíram da reunião do diretório nacional tentaram usar o discurso de que o caso é antigo – a compra foi em 2006 – e foi ressuscitado agora pela oposição para desgastar a presidente perto da campanha eleitoral. “Essa situação é antiga, mas chegou o período pré-eleitoral e recomeçam os ataques”, disse Vicentinho.
A compra da refinaria é investigada pelo TCU por ter causado prejuízo bilionário à estatal, que comprou 50% da empresa em 2006 por US$ 360 milhões. Um ano antes, a belga Astra Oil tinha adquirido 100% da refinaria por US$ 42,5 milhões. Em 2012 uma cláusula do contrato fez com que a Petrobras tivesse que pagar US$ 1,18 bilhão pelo restante da refinaria.
Fonte: Valor Econômico
http://www.tnpetroleo.com.br/noticia/mercadante-liga-para-lider-do-pt-para-dar-informacoes-sobre-petrobras/
Marido da nova presidente da Petrobras tem 42 contratos com a estatal, 20 deles sem licitação
Por Implicante
Reportagem da Folha.com (grifos nossos):
Quem conhece as duas de perto costuma dizer que a engenheira Maria das Graças Silva Foster, 58, é um “clone” da presidente Dilma Rousseff. A diretora de Gás e Energia da estatal substituirá José Sergio Gabrielli na presidência da empresa.Rígida e extremamente exigente, assim como Dilma, Graça, como gosta de ser chamada, tem fama de agressiva no trato com sua equipe. São uma espécie de “criador e criatura”, dizem.Por causa dessa fama de difícil no trato, no começo do governo Dilma havia na Petrobras uma torcida para que seu destino fosse um ministério em Brasília –ela foi cogitada para a Casa Civil– e não a presidência da estatal, o que se consumou só agora.Nessa época surgiram as informações de que a empresa do marido de Graça multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal.De 2007 a 2010, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos à estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um havia sido firmado.Em nota, a Petrobras informou que não firmou contratos com a empresa de Colin Foster, marido de Graça, mas fez “pequenas compras de componentes”, entre 2005 e 2010. Não informou, no entanto, o valor total das compras.Segundo a Petrobras, houve dispensa de licitação em 20 delas por terem valores abaixo de R$ 10 mil. Nenhuma das compras, afirma a nota, foi feita por alguma área vinculada à diretoria de Gás e Energia.PRIMEIRA MULHERPrimeira mulher a ocupar uma diretoria da Petrobras e a ser indicada para assumir a presidência da companhia, Graça Foster é funcionária de carreira. Começou como estagiária em 1978 e ocupou cargos gerenciais na estatal antes do governo Lula (2003-2010).Mas foi pelas mãos da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, que, no começo de 2003, trocou o Rio de Janeiro por Brasília e começou a alçar voos maiores na sua trajetória profissional.A aproximação profissional ocorreu quando Dilma era secretária de Energia do Rio Grande do Sul (1999-2002) e ambas tratavam sobre o gasoduto Bolívia-Brasil. A então secretária queria um ramal adicional do duto para atender ao sul do Estado, mas ouviu um não como resposta da então gerente da estatal.Nem por isso, a amizade deixou de prosperar. Graça filiou-se ao PT e engajou-se na campanha de Dilma à presidência. Tem três estrelas tatuadas no antebraço esquerdo, duas delas vermelhas.No período em que Dilma esteve no Ministério de Minas e Energia, Graça Foster foi secretária de Petróleo e Gás. De volta ao Rio de Janeiro, em 2005, dirigiu as subsidiárias Petroquisa e a BR Distribuidora.Em setembro de 2007, ao sóbrio e desejado 23º andar do Edifício Sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, onde estão as salas dos diretores. Agora, só mudará para uma sala mais ampla, a da presidência da maior empresa do país.(…)
Comentário
A matéria segue descrevendo o estilo “durão”, “intransigente” e “eficaz” de Maria das Graças Foster. Já vimos esse filme antes…
No berço político de Dilma, PT patina e complica palanque
Eleições 2014
Pesquisas indicam que o governador Tarso Genro (PT) terá dificuldades para buscar a reeleição contra adversários ligados à base de Dilma no plano federal
Laryssa Borges, de Brasília

Dilma Rousseff e Tarso Genro (Tadeu Vilani/RBS/Folhapress)
A sete meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff decidiu se dedicar pessoalmente à montagem de palanques regionais para sua candidatura à reeleição. A presença de Dilma à mesa é parte da estratégia da direção do PT para tentar destravar conflitos entre partidos que compõem sua base em Brasília, mas que poderão se enfrentar nas disputas locais. Nas últimas semanas, ao analisar o xadrez eleitoral, conselheiros da presidente chegaram a um diagnóstico nada favorável: Dilma poderá enfrentar dificuldades em seu berço político, o Rio Grande do Sul. Porém, ao contrário dos embates entre aliados pelo país, é o próprio PT quem causará dor de cabeça para Dilma.
Isolado na Assembleia Legislativa gaúcha, onde apenas PTB, PCdoB e o nanico PPL ainda se mantêm fiéis à sua gestão, o governador Tarso Genro (PT) aparece em segundo lugar em pesquisas encomendadas por partidos. Em ambas, é superado pela senadora Ana Amélia Lemos (PP) – 41% a 27% em levantamento feito a pedido do PSB, e 39% a 29% em sondagem realizada pelo PP.
Tarso anda às turras com os professores da rede estadual, que não recebem o piso nacional do magistério. Em Brasília, a situação tampouco é das mais confortáveis desde que ele passou a liderar uma frente de governadores cobrando um novo indexador para a dívida dos Estados com a União. Mais: é alvo frequente de fogo amigo no PT, que ressalta as declarações de sua filha, a barulhenta ex-deputada Luciana Genro (PSOL), contra o governo Dilma.
Ex-ministro da Justiça e presidente do PT após o estouro do escândalo do mensalão, Tarso não tem a simpatia da ala do PT ligada aos próceres petistas condenados no julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – o que não chega a ser um mérito. O governador gaúcho já defendeu publicamente a refundação do partido depois do escândalo dos mensaleiros e, antes do veredicto do STF, afirmou que altas autoridades da República deveriam ser levadas para o banco dos réus. As declarações foram mal recebidas pela antiga cúpula petista e até hoje causam retaliações internas de aliados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Paralelamente ao enfraquecimento do governador, candidato à reeleição, PP e PMDB, ambos aliados de Dilma na esfera federal, articulam candidaturas próprias, o que deverá fazer do Estado um campo minado para a presidente na campanha. O PP apresentou o nome da senadora Ana Amélia Lemos, enquanto o PMDB formalizou a candidatura do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini. Sartori é ligado ao senador Pedro Simon (PMDB). Também são candidatos ao governo gaúcho o deputado federal Vieira da Cunha (PDT), o empresário José Paulo Dornelles Cairoli (PSD) e o professor Roberto Robaina (PSOL).
Diante do cenário embaraçoso para Dilma, os adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), já negociam o apoio de Ana Amélia, cujo palanque poderá servir a ambos. O PSB de Campos poderá estar representado em sua chapa, indicando o vice-governador. O nome mais cotado é do deputado federal José Stédile (PSB), irmão de João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST). Como o PP gaúcho é ligado a grandes produtores rurais, a aliança seria uma forma de dobrar a resistência de pequenos agricultores. O PSDB também seria contemplado: a eventual vitória de Ana Amélia abriria espaço para que o tucano Alberto Wenzel, ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, suplente dela, herdasse uma cadeira no Senado Federal. "Na formação de alianças políticas não pode haver radicalismo. Precisamos de uma ação mais criativa e menos preconceituosa”, diz a senadora Ana Amélia.
“A vitória do PP depende muito mais de nós não errarmos do que do risco de concorrência de Tarso Genro”, afirma o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). Por enquanto, a frase deve ser vista tão somente como uma provocação. Mas, se os rumos não se alterarem nos próximos meses, não é exagero afirmar que Dilma terá de cabalar votos para Tarso.
Dilma trata a política externa brasileira com o mesmo cuidado e habilidade dispensados à Petrobras. Ou: A mais recente delinquência do Itamaraty
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Quando se pensa que a política externa brasileira chegou ao fundo do poço, a gente descobre que é possível descer um pouco mais. Como já informei aqui, a deputada venezuelana Maria Corina Machado — aquela que teve a cara chutada por parlamentares bolivarianos — está ameaçada de perder a imunidade parlamentar e pode ir para a cadeia. Estava prevista uma intervenção sua, nesta sexta, na OEA (Organização dos Estados Americanos). Em dois lances, com a ajuda do Brasil, sua palavra foi cassada.
Num primeiro, a Nicarágua, governada pelo orelhudo Daniel Ortega, propôs que Maria Corina falasse a portas fechadas, sem a presença de público ou da imprensa. A proposta venceu com 22 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção. Numa segunda, sugeriu-se pura e simplesmente cortar o tema Venezuela da pauta, o que também foi aprovado, aí com 22 votos a favor, 3 contra e nove abstenções. A deputada só conseguiu se pronunciar brevemente — e a portas fechadas — porque o embaixador do Panamá cedeu a ela a sua palavra, um recurso que é permitido.
Nas duas vezes, o Brasil votou para cassar a palavra de Maria Corina. É nojento!
A parlamentar venezuelana foi à OEA evocar a Carta Democrática Interamericana para que a entidade cumpra a sua função e cobre o respeito do governo da Venezuela aos fundamentos da democracia. Leiam, por exemplo, dois artigos:
Restou a Maria Corina falar com mais vagar numa entrevista coletiva: “Não viemos aqui pedir nenhum favor, mas exigir que a OEA cumpra o seu dever. Esta é uma organização de Estados, não um clube de presidentes”. Ela cobra que a OEA reúna o Conselho Permanente para discutir a crise em seu país; que se condem a repressão e a supressão de liberdades e que se faça uma comissão, compostas por reais democratas — como Óscar Arias, ex-presidente da Costa Rica — para visitar a Venezuela.
Ironias
Ao emprestar a sua cadeira para Maria Corina, o Panamá repetiu o gesto generoso da Venezuela pré-chavista, em 1989, quando cedeu o seu lugar para que um representante panamenho denunciasse a ditadura do delinquente Manuel Noriega. Em 2009, já sob os auspícios do bolivarianismo, o representante da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, também cedeu seu posto a Patricia Rodas, ex-chanceler de Honduras, para atacar Porfirio Lobo, presidente eleito e legítimo do seu país. Ocorre que Patricia era da turma do maluco Manuel Zelaya. Nesse caso, como lembra o jornal “El Nacional”, a sessão foi aberta e transmitida ao vivo pela TV chavista VTV.
Ao emprestar a sua cadeira para Maria Corina, o Panamá repetiu o gesto generoso da Venezuela pré-chavista, em 1989, quando cedeu o seu lugar para que um representante panamenho denunciasse a ditadura do delinquente Manuel Noriega. Em 2009, já sob os auspícios do bolivarianismo, o representante da Venezuela na OEA, Roy Chaderton, também cedeu seu posto a Patricia Rodas, ex-chanceler de Honduras, para atacar Porfirio Lobo, presidente eleito e legítimo do seu país. Ocorre que Patricia era da turma do maluco Manuel Zelaya. Nesse caso, como lembra o jornal “El Nacional”, a sessão foi aberta e transmitida ao vivo pela TV chavista VTV.
Já são 31 os mortos na Venezuela desde o dia 12 de fevereiro. Mais de 1.800 pessoas foram detidas. Na semana passada, foram presos os prefeitos Daniel Ceballos, de San Cristóbal, no estado de Táchira, e Enzo Scarano, de San Diego, em Carabobo. O primeiro foi acusado de incitar a violência; o segundo, de não ter impedido a formação de barricadas. É espantoso! O Brasil não apenas se cala diante da escalada ditatorial como também cala uma representante da oposição, tentando impedi-la de se manifestar até na OEA.
O governo Dilma poderia se contentar em ser apenas medíocre. Mas não! A mulher está disposta a nos cobrir de vergonha.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-trata-a-politica-externa-brasileira-com-o-mesmo-cuidado-e-habilidade-dispensados-a-petrobras-ou-a-mais-recente-delinquencia-do-itamaraty/
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