terça-feira 07 2014

Pesquisa comprova: meditar alivia ansiedade, depressão e dor crônica

Terapia

Segundo revisão de estudos sobre o assunto, benefício pode ser obtido com 30 minutos diários da prática

Meditação: Técnica budista, praticada 30 minutos ao dia, melhora sintomas de problemas de saúde
Meditação: Técnica budista, praticada 30 minutos ao dia, melhora sintomas de problemas de saúde (Thinkstock)
Nos últimos anos, pesquisas científicas vêm comprovando que a meditação, mais do que relaxar, pode ter efeitos concretos sobre a saúde de uma pessoa. Um novo estudo feito na Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, é mais um a dar aval científico à pratica: de acordo com o trabalho, meditar durante 30 minutos todos os dias ajuda a aliviar sintomas da ansiedade, depressão e dores crônicas.
"Um grande número de pessoas recorre à meditação, mas esse exercício não é considerado parte de alguma terapia médica. A nossa pesquisa mostrou, porém, que a prática parece aliviar os sintomas da ansiedade e depressão tanto quanto os antidepressivos em outros estudos”, diz Madhav Goyal, professor da Universidade Johns Hopkins e coordenador do trabalho. Segundo Goyal, tais benefícios da meditação valem apenas para aqueles que não sofrem de formas mais graves desses problemas.
As conclusões, publicadas nesta segunda-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA), foram obtidas após os autores revisarem 47 estudos clínicos sobre a meditação que, ao todo, envolveram 3 515 participantes. Os cientistas avaliaram o impacto de diferentes formas de meditação sobre uma série de doenças, como transtornos mentais, insônia, diabetes, câncer e fibromialgia, problema que causa dores musculares crônicas.
Segundo os resultados, a meditação de plena consciência, uma técnica budista que consiste em parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente, foi o tipo da prática mais associado a benefícios à saúde. A técnica melhorou especificamente os sintomas de ansiedade, depressão e dores crônicas, especialmente se praticada 30 minutos ao dia. "Os médicos devem estar cientes de que a meditação pode resultar na redução das consequências negativas do stress psicológico. Assim, eles devem estar preparados para falar com os pacientes sobre o papel que um programa de meditação pode ter em certos tratamentos", escreveram os autores do estudo no artigo.

Artistas das Areias

segunda-feira 06 2014

Carga tributária por habitante cresceu 277,3% nos últimos 14 anos

Impostos

Segundo o levantamento do Instituto Assaf, brasileiros pagaram, em média, 7,8 mil reais em impostos em 2013

Produção de cédulas de notas de 50 reais na Casa da Moeda no Rio de Janeiro
Impostos: carga tributária avança mais que a inflação e o PIB (Marcelo Sayão/EFE)
A carga tributária per capita anual cresceu 277,3% entre 2000 (quando era de 2.086,21 reais) e 2013, quando chegou a 7.872,14 reais, de acordo com uma pesquisa do Instituto Assaf, que analisa a carga tributária brasileira, com base nos dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o levantamento, nos últimos 14 anos a carga tributária brasileira anual saltou de 350 bilhões de reais em 2000 para 1,53 trilhão de reais até 13 de dezembro de 2013 - um aumento de 334%.
O estudo aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) no período de 2000 a 2012 cresceu 273,3%. Na mesma base de comparação, o aumento na carga tributária per capita foi de 284,3%. "Se analisarmos a carga tributária como porcentual do PIB, esses impostos representam 35,3%. Em 2000 este porcentual era de 30,4%", diz o levantamento.
De acordo com o Instituto Assaf, o avanço dos sistemas de fiscalização da Receita Federal no combate à sonegação teve papel relevante no aumento da carga tributária.
O estudo também avaliou a evolução do salário mínimo — o valor passou de 151 reais em 2000 para 678 reais em 2013, um aumento de 349%. No início deste ano, o mínimo subiu para 724 reais. O levantamento destaca que a inflação no mesmo período (2000 a 2013) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 137,9%, "o que deixa o aumento real do salário mínimo em 88,8%", informa o estudo.
(Com Estadão Conteúdo)

BNDES vai gastar R$ 234 milhões para construir novo prédio no centro do Rio

Rio de Janeiro

O novo edifício deve abrigar, segundo informou o banco, cerca de 700 funcionários, que atualmente dão expediente em escritórios no edifício Ventura, um complexo comercial de 18 andares alugados pelo banco

Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
Prédio do BNDES no Rio de Janeiro
Prédio do BNDES no Rio de Janeiro (Vanderlei Almeida/AFP)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira que prevê um gasto de 234 milhões de reais para construir um novo edifício na Avenida República do Paraguai, em área contígua à sede da estatal, no Centro do Rio de Janeiro. O banco também estima desembolsar 50 milhões de reais em contrapartidas, que serão ainda especificadas pela prefeitura da cidade, com o financiamento de projetos de preservação do patrimônio histórico na região. A previsão é de que o novo prédio tenha 400 vagas de garagem.
O novo edifício deve abrigar, segundo informou o banco, cerca de 700 funcionários, que atualmente dão expediente em escritórios no edifício Ventura, um complexo comercial em que o banco ocupa 18 andares. O gasto atual do BNDES com o aluguel do Ventura é de 6 milhões de reais por mês, de acordo com o superintendente de administração da instituição, Carlos Roberto Haude.
Cerca de 38% do terreno onde será erguido o novo edifício pertencem à Fraternidade Franciscana Secular São Francisco de Assis. O restante da área já é do BNDES. O banco contratou laudos de avaliação da Bolsa de Imóveis do Rio de Janeiro e da empresa Hilco para estimar o valor da área. No acordo, foi considerada uma média das duas avaliações, de 34,611 milhões de reais.
Pelo terreno, o BNDES vai pagar cerca de 4,9 mihões de reais em 24 parcelas para a Fraternidade Franciscana. A irmandade terá 5,46% de participação no futuro prédio, e receberá também aluguel pelo uso de sua parte no edifício.
Em coletiva na tarde desta segunda-feira, o BNDES justificou o investimento com a necessidade de permitir a reintegração da equipe do banco em um mesmo conjunto arquitetônico. Segundo comunicado distribuído pelo banco, a obra "trará também benefícios à sociedade, apoiando a revitalização do Centro do Rio e o aproveitamento de vazios urbanos".
Para conseguir liberar a construção na altura necessária para o projeto, a Prefeitura do Rio encaminhou projeto de lei complementar para a Câmara Municipal em 2009 que alterava o limite anterior para a área. A mudança foi aprovada em maio de 2013, permitindo a construção com até 42 metros acima do nível do mar. A nova legislação, no entanto, impede que a construção ultrapasse a cimeira da Igreja de São Francisco, presente na mesma região.
O projeto vai ser colocado em audiência pública no dia 27 de janeiro. Em fevereiro, o banco espera dar início ao concurso para escolher o escritório de arquitetura responsável pelo projeto.Serão 3.400 metros quadrados em cada andar. Vão ser transferidos para o novo prédio o Centro de Informação e Conhecimento, o Centro de Documentação, o Centro de Memória, o Centro de Estudos Rômulo Almeida, o Centro Internacional Celso Furtado e escritórios do edifício Ventura. O BNDES diz que a obra já possui pareceres favoráveis do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. A previsão é que a obra comece em 2016 e acabe em 2019.

Todo ouvidos

Veja.Com

Mudança no formato
Mudança no formato
ANTT anda trabalhando para evitar novos fiascos para 2014. O governo se convenceu de que o antídoto contra eventuais micos virá da ampliação do diálogo com o mercado. No pacote de concessões de ferrovias, a exemplo do que ocorreu na reta final das concorrências das rodovias, o setor privado será mais ouvido.
ANTT e Casa Civil estão finalizando um modelo em que os próprios grupos interessados apresentariam um projeto de concessão. O governo escolheria o mais alinhado com seus objetivos em cada ferrovia e abriria o leilão. Concluído o processo, o autor do projeto licitado receberia pelo serviço prestado, sendo ou não o vencedor da concorrência.
Os técnicos da ANTT consideram a etapa de linhas férreas extremamente delicada. Ao contrário das rodovias, muitos trechos precisarão ser totalmente construídos.
Por Lauro Jardim
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Arqueólogos identificam tumba de faraó

Egito

Sobekhotep I, fundador da 13ª dinastia do Antigo Egito, viveu há 3.800 anos

Sarcófago do Faraó Sobekhotep I em Abydos, no Egito
Imagem divulgada pelo Conselho Supremo de Antiguidades do Egito mostra a câmara onde foi localizado o sarcófago do Faraó Sobekhotep I, em Abydos, no Egito (AFP/SCA)
Arqueólogos americanos identificaram o sarcófago do faraó Sobekhotep I, que se acredita ter sido o fundador da 13ª dinastia do Antigo Egito, há 3.800 anos. A tumba pesando cerca de 60 toneladas foi descoberta no sítio arqueológico de Abydos, no Egito, há aproximadamente um ano, mas a equipe de pesquisadores ainda não tinha conseguido identificá-la.

Na última semana, os cientistas encontraram uma inscrição com o nome do faraó, representando-o sentado no trono. "O faraó governou o Egito durante quatro anos e meio, o reinado mais longo da época", afirma Ayman El-Damarani, autoridade do ministério egípcio das antiguidades, que anunciou a descoberta.

Apesar de sua importância, os especialistas têm poucas informações a respeito do faraó. A descoberta ajudará a revelar mais detalhes sobre a vida e os hábitos do governante. No local, considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do Alto Egito, os arqueólogos também encontraram urnas funerárias usadas para preservar vísceras e objetos de ouro pertencentes a Sobekhotep I.
(Com AFP)

Fóssil revela que plantas se reproduzem da mesma forma há mais de 100 milhões de anos

Botânica

Descoberta foi feita a partir de flores preservadas em âmbar durante o processo de formação de sementes

Flor do Período Cretáceo: fóssil encontrado em Mianmar, na Ásia
Flor do período Cretáceo: fóssil encontrado em Mianmar, na Ásia (Cortesia/Oregon State University)
Cientistas encontraram a mais antiga evidência de reprodução sexuada de plantas com flores: um conjunto com dezoito pequenas flores do período Cretáceo (compreendido entre 145 milhões e 65 milhões de anos atrás, aproximadamente), preservadas em um pedaço de âmbar de 100 milhões de anos. Uma dessas flores, de uma espécie hoje extinta, foi imortalizada no meio do processo de geração de sementes. Segundo os pesquisadores, a reprodução parece ser idêntica a das angiospermas atuais (as plantas cujas sementes são protegidas por frutos). A descoberta foi descrita em um artigo publicado no periódico Journal of the Botanical Institute of Texas.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Micropetasos, A New Genus Of Angiosperms From Mid-Cretaceous Burmese Amber

Onde foi divulgada: periódico Journal of the Botanical Institute of Texas

Quem fez: George O. Poinar, Kenton L. Chambers e Joerg Wunderlichen

Instituição: Universidade do Estado do Oregon, nos Estados Unidos, e outras

Resultado: Os pesquisadores descobriram um fóssil em âmbar contendo flores do período Cretáceo, que mostram que a reprodução dessas plantas ocorre da mesma forma há mais de 100 milhões de anos.
Como diversas plantas e insetos já encontrados em âmbar, um tipo de resina endurecida e resistente ao tempo e à água, as flores estão bem conservadas. Imagens microscópicas mostraram tubos saindo de dois grãos de pólen e penetrando o estigma da flor, a parte receptora do sistema reprodutivo feminino. Esse processo iniciaria a formação das sementes.
"Em flores do período Cretáceo nós nunca tínhamos visto um fóssil que mostrasse um tubo polínico realmente entrando no estigma. Essa é a beleza de fósseis de âmbar: eles são preservados tão rapidamente após entrar na resina, que estruturas como grãos de pólen podem ser detectadas com um microscópio", afirma George Poinar, professor da Universidade do Estado do Oregon, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo.
Segundo o pesquisador, o pólen desta flor parece ser pegajoso, o que sugere que ele era carregado por insetos durante a polinização. "Novas associações entre essas pequenas plantas com flores e vários tipos de insetos e outros animais resultaram em uma bem sucedida distribuição e evolução dessas plantas pela maior parte do mundo. É interessante notar que o mecanismo de reprodução que existe atualmente já tinha se estabelecido 100 milhões de anos atrás", disse Poinar.
O fóssil foi descoberto em minas de âmbar no Vale de Hukawng, em Mianmar, na Ásia. A planta recebeu o nome científico de Micropetasos burmensis.