sexta-feira 26 2013

Rico paga menos imposto; lanchas e jatinhos isentos

publicado em 24 de julho de 2013 às 18:07
Quanto o jatinho de Eike Batista pagou de Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)? Zero.
por Luiz Carlos Azenha
Pedro Delarue Tolentino Filho é presidente do Sindifisco, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.
No 11 de julho, o Sindifisco se juntou a milhares de outros brasileiros que se manifestaram nas ruas, mas com uma pauta bem específica: por imposto justo (clique para conhecer a campanha).
O assunto é de grande atualidade. Os brasileiros tem exigido melhores serviços públicos na saúde, educação, transportes…
Isso custa dinheiro. A pergunta é: quem vai bancar os investimentos?
Hoje, Pedro sabe quem paga a conta. Desproporcionalmente, os mais pobres, que pagam os impostos embutidos nos produtos de consumo diário. E, sim, a classe média, que além de descontar o imposto de Renda na fonte e pagar os impostos do consumo, assume papel desproporcional no financiamento dos programas sociais.
Mas, por quê?
Porque os ricos pagam muito menos impostos do que deveriam. Motivos?
* Por causa de uma interpretação legal (que Pedro explica na entrevista abaixo), jatinhos, helicópteros e lanchas não pagam IPVA, o imposto sobre a propriedade de veículos automotores, embora todos sejam dotados de motores — por sinal, muito mais potentes que aqueles que empurram Fuscas e motocicletas pagantes de IPVA;
* O imposto sobre fortunas, previsto na Constituição de 1988, jamais foi regulamentado;
* Por causa das remessas de dinheiro para refúgios fiscais (o Sindifisco tem atuado contra projetos em andamento no Congresso que oferecem benefícios a quem trouxer o dinheiro de volta, premiando a sonegação);
* Por causa do chamado “planejamento tributário”, nome pomposo que se dá à tarefa de batalhões de advogados que procuram brechas nas leis para reduzir o pagamento de imposto — quando simplesmente não escrevem as leis em nome dos legisladores;
* Porque empresários ficaram isentos de pagar imposto sobre lucros e dividendos distribuídos, pela lei 9.249, de 26 de dezembro de 1995, sancionada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
* Porque programas como o Refis — Programa de Recuperação Fiscal da própria Receita — acabam funcionando, na opinião do Sindifisco, como incentivo à sonegação.
O presidente do Sindifisco diz que qualquer estimativa sobre o montante sonegado todos os anos no Brasil é chute. Aponta para o cálculo do Sroonegômet, criado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), que indica que a dívida acumulada a receber, pela Fazenda, é hoje superior a R$ 232 bilhões.
Resumo da entrevista: “No Brasil se tributa muito o consumo e muito pouco a renda e o patrimônio. Como a população em geral entende que o sistema tributário é muito complicado, é muito complexo… o que eu costumo dizer é que para cada milhão de pessoas que não conhecem os seus direitos, tem uma meia dúzia de pessoas que conhecem esses direitos muito bem e têm influência para legislar sobre leis que lhes são favoráveis, em prejuízo da maioria da população”.
Ouçam abaixo a entrevista completa e, querendo ajudar a campanha do Sindifisco, compartilhem. Pedro Delarue começa falando sobre a injustiça de lanchas, helicópteros e jatinhos não pagarem IPVA.
http://www.viomundo.com.br/denuncias/pedro-delarue-rico-paga-menos-imposto-no-brasil-jatinhos-e-lanchas-sao-isentos-e-refis-incentiva-a-sonegacao.html

Projeto prevê inclusão automática de políticos na malha fina da Receita Federal

Por InfoMoney, InfoMoney
Proposta tem a finalidade de submeter as declarações de Imposto de Renda de tais políticos a uma análise mais rigorosa




Projeto prevê inclusão automática de políticos na malha fina da Receita Federal




























SÃO PAULO – A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado deve votar em agosto o PLS 99/2009, que prevê a inclusão automática de políticos com mandato conquistado nas urnas na malha fina da Receita Federal.
De autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a proposta tem a finalidade de submeter as declarações de Imposto de Renda de tais políticos a uma análise mais rigorosa que o geral, adotado para a maioria dos contribuintes.
Na malha fina, argumenta o senador, conforme publicado pela Agência Senado, a confrontação regular da variação de patrimônio com o nível de renda pode evitar irregularidades que muitas vezes só são descobertas muito tempo depois dos atos de improbidade.
Caso a proposta seja aprovada sem recurso, seguirá diretamente para análise na Câmara dos Deputados.

http://dinheiro.br.msn.com/tributos/story.aspx?cp-documentid=259278685

Veja 5 erros comuns que impedem o crescimento de sua empresa


Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns


Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns (© Getty Images)

Alguns erros que passam despercebidos pela maioria dos empresários podem representar a estagnação do negócio. Certas vezes, o problema está nos colaboradores que impedem o crescimento, outras, porém, o erro está na gestão, que acaba gastando mais que arrecadando.
Para Fernando Macedo, especialista em redução de gastos da Expense Reduction Analysts, existem diversos modos de saber se algo está errado nas contas da empresa, seja por gastos excessivos ou até se algum funcionário está levando “comissão por fora”. Confira a seguir 5 dicas dos erros mais comuns das empresas que impedem seu próprio desenvolvimento

Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns (© Getty Images)

1) Relatórios de despesas camuflados
Desconfie se receber relatórios extremamente resumidos e mal explicados, sem conclusões e com vícios, regras e padrões antigos, sem revisões atuais. Isso pode signficar uma camuflagem de gastos “extras”

Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns (© Getty Images)

2) O famoso “caixinha” da empresa
Quando os funcionários de um departamento querem criar o “caixinha” para despesas extras, fique atento. Segundo Macedo, eventualidades ou emergências devem estar previstas em planejamento. Quando o “caixinha” é criado, normalmente é porque há “preguiça, comodismo ou descaso, despesas a título de ‘disfarçar’ um eventual complemento salarial e até tentativa de encobrir falhas anteriores”

Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns (© Getty Images)

3) Custos “urgentes” ou “excepcionais”
Normalmente, os custos deveriam ser planejados e aprovados previamente. O especialista explica que o que surge como urgente ou excepcional normalmente ocorre pelos seguintes motivos: incompetência de colaboradores, displicência ou ausência de chefia competente ou colaboradores podem estar sendo beneficiados por fornecedores

Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns (© Getty Images)

4) Custos que ninguém sabe explicar
“São aqueles que aparecem todos os meses de forma automática, ao longo de muito tempo, e nunca ninguém tentou mudar?”, resume Macedo. Frases prontas como “sempre foi assim” ou “me mandaram fazer desse jeito” são as mais comuns de colaboradores quando são perguntados sobre a origem desses custos

Especialista em redução de gastos mostra erros mais comuns (© Getty Images)

5) Medo de ter o orçamento reduzido
Parece um absurdo, mas muitos departamentos não revisam orçamentos para reduzir custos, simplesmente por terem medo de mostrar que poderiam ter uma verba menor

http://dinheiro.br.msn.com/fotos/veja-5-erros-comuns-que-impedem-o-crescimento-de-sua-empresa-1#image=6


Estreia de 'Cleópatra' no cinema completa 50 anos

Por estadao.com.br
Filme, que ganhou quatro Oscars, foi protagonizado por Elizabeth Taylor e Richard Burton



Cleópatra, o filme que quase levou a 20th Century Fox à falência e que viu nascer o romance entre Elizabeth Taylor e Richard Burton, completa nesta quarta-feira, 12, 50 anos de sua estreia nos Estados Unidos.
Ganhador de quatro Oscars - direção de arte, fotografia, figurino e efeitos especiais - e indicado a outros cinco - ator (Rex Harrison), montagem, trilha sonora original, som e melhor filme -, o filme contou com um orçamento de US$ 44 milhões, equivalentes a cerca de US$ 330 milhões na atualidade.
No final, a arrecadação na bilheteria mundial deste "espetáculo dos espetáculos", foi de US$ 71 milhões, mas para então a Fox, que com Elizabeth Taylor se tornou o primeiro estúdio a assinar um contrato de US$ 1 milhão com uma estrela de Hollywood, já tinha vivido todo um inferno de adversidades.
A pré-produção começou no verão de 1960, nos estúdios Pinewood, próximo de Londres. O diretor artístico John DeCuir começou a construir os exóticos cenários que tinham encantado os executivos do estúdio meses atrás, mas após a saída do diretor Rouben Mamoulian e da pneumonia de Elizabeth Taylor, que passou por uma traqueostomia, a filmagem se mudou para Roma na busca de um clima que não afetasse a recuperação da atriz.
A filmagem, já com Joseph L. Mankiewicz à frente, mas com as baixas de Peter Finch (Julio César) e Stephen Boyd (Marco Antonio), que tinham outros compromissos em sua agenda, foi retomada nos estúdios Cinecittà, apesar do alto custo da redecoração dos cenários, incluída a reconstrução de Alexandria.
Rex Harrison e Richard Burton assumiram os papéis de Julio Cesar e Marco Antonio e a gravação se estendeu por dois anos e meio. A versão entregue por Mankiewicz era de seis horas, mas o estúdio o obrigou a reduzir a 192 minutos, apesar do pedido do cineasta para que lançassem o filme em duas partes, intituladas como Cesar e Cleópatra e Antonio e Cleópatra.
A Fox se negou categoricamente e tentou aproveitar o impulso midiático gerado pela relação sentimental entre seus protagonistas - acossados constantemente pela imprensa sensacionalista -, embora anos depois tenha lançado uma versão de 243 minutos, a primeira redução que feita originalmente por Mankiewicz.
Elizabeth Taylor usou 65 vestidos diferentes no filme, incluído um, o de sua entrada em Roma, confeccionado com peças de ouro 24 quilates. O orçamento só para o figurino da atriz chegou a US$ 200 mil da época.
A história sobre "a rainha do Nilo" era o sonho do renomado produtor Walter Wanger.
Para encarnar esse ícone feminino, considerado uma das mulheres mais fascinantes da História, Wanger procurava uma intérprete com a mistura perfeita de beleza, inteligência e força.
O produtor soube que a tinha encontrado quando viu Elizabeth em Um Lugar ao Sol, filme de 1951 de George Stevens, apesar da preferência do estúdio por atrizes como Joan Collins e Susan Hayward, enquanto o alvo de Mamoulian era Dorothy Dandridge.
O escândalo originado pelo romance entre Elizabeth Taylor e Richard Burton, que acabou com seus respectivos casamentos, é tão lembrado hoje quanto as joias de Bulgari que a atriz usou em "Cleópatra".
"Eu introduzi Liz no mundo da cerveja. Ela me ensinou o que era Bulgari. A única palavra que sei dizer em italiano é Bulgari", explicou Burton, que lembrava também que o casal não se incomodou com declarações do Vaticano sobre seu romance, inclusive qualificando Elizabeth como uma mãe "inadequada" e uma "vagabunda erótica".
Os atores se casaram em 1964 para se divorciarem uma década depois, casarem de novo em 1975 e divorciarem-se em 1976.
Cinco décadas depois, Angelina Jolie quer reviver o trabalho de Elizabeth Taylor em uma nova aproximação à figura da rainha egípcia, mas por enquanto parece que o projeto, nas mãos da Sony Pictures, já se deparou com a rejeição de diretores como James Cameron, Paul Greengrass, David Fincher e Ang Lee.

A sorte de um amor tranquilo; ou quase


'Antes da Meia-Noite' traz Jesse e Celine finalmente juntos, mas em crise



A sorte de um amor tranquilo; ou quase
"Cena do filme 'Antes da Meia-Noite'"
"Esperava ouvir algo romântico, mas não vai acontecer", diz Celine (Julie Delpy) a Jesse (Ethan Hawke) em uma cena de Antes da Meia-Noite, que chega hoje aos cinemas. "Sabe aquele cara bacana e romântico que você conheceu no trem? Sou eu", rebate Jesse em outro momento do filme, que fecha uma das trilogias mais bem-sucedidas da história das comédias (ou seriam tragicomédias?) românticas.
E assim a ação se desenvolve como em uma típica discussão de relação, a famigerada DR, que dura o filme todo e revela que, após 18 anos (desde que se conheceram em um trem, aos 20 anos, em Antes do Amanhecer, de 1995), estão finalmente casados e lidam com temas muito mais mundanos, como contas a pagar, carreiras, crise da meia-idade, criação dos filhos. Mas não seriam os outros dois filmes (Antes do Amanhecer e Antes do Anoitecer, de 2004, quando Celine e Jesse, já na casa dos 30, voltam a se encontrar) também DRs intermináveis? "Sim. Talvez por isso eles sejam tão próximos das pessoas. Porque, apesar do romantismo, são um casal tentando aprender a viver", disse Hawke ao Estado no Festival de Berlim, em fevereiro, onde o filme competiu.
Neste terceiro capítulo, descobrimos que eles estão finalmente casados e tiveram duas meninas, gêmeas, com as quais passam as férias na Grécia. Jesse, escritor de sucesso, está em um período sabático. Celine vive às voltas com mudanças na carreira de ambientalista e em dúvida sobre um novo emprego. Ele sugere se mudar para os EUA, onde estará mais perto do filho do primeiro casamento. Ela, que não quer viver na América, entra em crise e profere: "É o começo do fim".
Do fim desta história, não se sabe. Mas do fim de uma espera de anos para se saber o que aconteceu com o casal nos últimos oito anos. "Com todos os prós e contras. Pode-se dizer que este é o menos romântico dos filmes. Acho que seja talvez o mais", disse Hawke. "Eles amadureceram, envelheceram. São um casal que, além do romantismo de outrora, convive com a rotina, crises, dúvidas", completou Julie. "Aliás, ainda que ela, como diz Jesse, 'seja a prefeita da cidade dos loucos', e reclame sem parar, este não é um filme que implica com as mulheres. Pelo contrário. Ele tem muito de nossas vidas, ainda que seja ficção", acrescentou o diretor Richard Linklater que, ao lado de Hawke e Julie, assina a confecção deste roteiro tão realista e, muito por isso, belo.

MCCE quer reforma política sem mudar Constituição

 Por JOSÉ ROBERTO CASTRO E PEDRO VENCESLAU, estadao.com.br
A aposta para viabilizar a reforma política já para 2014 do juiz Márlon Reis, um dos coordenadores do Movimento...



A aposta para viabilizar a reforma política já para 2014 do juiz Márlon Reis, um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, é um projeto que não exija mudanças na Constituição. Sem alterar a Constituição, em vez de três quintos dos votos, é necessário apenas maioria simples dos votos na Câmara e no Senado, metade mais um.
O objetivo é conseguir 1,5 milhão de assinaturas até o dia 4 de agosto, o que faria com que o projeto de reforma do Movimento Eleições Limpas chegasse ao Congresso Nacional com um tempo razoável para ser aprovado. Para valer em 2014, o projeto de iniciativa popular precisa ser aprovado na Câmara e no Senado até o dia 4 de outubro, um ano antes da eleição.
O número de assinaturas obtidas até o momento é um mistério, já que o movimento não tem como contabilizar o número coletado pelas diversas frentes de divulgação do movimento, como igrejas, OABs e Maçonaria, por exemplo. As assinaturas eletrônicas, colhidas pelo site do movimento somam cerca de 70 mil. "O tempo do Congresso é um tempo político. Se a sociedade mostrar com as assinaturas que esta é uma demanda, é possível aprovar em um tempo menor que esse", afirma.
Projeto
A principais mudanças no projeto apresentado são sobre o sistema eleitoral e o financiamento. No financiamento, a proposta é limitar as doações às pessoas físicas com um limite de até R$ 700. O projeto elimina a contribuição de empresas.
A mudança proposta no sistema eleitoral prevê a eleição de vereadores, deputados estaduais e federais em três etapas. A primeira etapa seria a realização de primárias dentro dos partidos e os candidatos seriam ordenados de acordo com a votação. Em um segundo momento, aconteceria o primeiro turno da eleição com as pessoas votando em partidos, não em candidatos. A proporção de voto recebida por cada partido determina quantas cadeiras ele terá. No segundo turno das eleições, cada partido lança dois candidatos por vaga conquistada, os nomes que disputam esta eleição são os mais bem colocados na primária. O eleitor vota mais uma vez e escolhe os futuros parlamentares.

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