domingo 07 2013

Senado corta 53% dos royalties que iam para educação

Estimativa de repasse para a saúde também caiu, de R$ 69,77 bilhões para R$ 10,7 bi, em relação ao texto aprovado pela Câmara

04 de julho de 2013 | 23h 30

Ocimara Balmant - O Estado de S. Paulo
O projeto de lei que destina royalties do petróleo para educação e saúde, aprovado pelo Senado na noite de terça-feira, reduziu em 62% o montante direcionado às duas áreas em relação ao que havia sido votado pelos deputados.
Com isso, o repasse cai de R$ 279,08 bilhões para R$ 108,18 bilhões. No caso da educação, o porcentual diminui 53,43%: de R$ 209,31 bilhões para R$ 97,48 bilhões. Na saúde, com a redução de 84,7%, o valor despenca de R$ 69,77 bilhões para R$ 10,7 bilhões. A estimativa é da Consultoria Legislativa de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos da Câmara, com dados da Agência Nacional do Petróleo.
É um retrocesso ao clamor popular, avaliam especialistas. O projeto da Câmara, votado na semana passada em meio ao furor das manifestações que pediam 10% do PIB brasileiro para a educação, não chegava a alcançar esse porcentual, mas previa um acréscimo de 1,1% do PIB para o setor até 2022, chegando a 7% - hoje são 5,8%.
"A redução feita pelo Senado derrubou o porcentual de 1,1% para apenas 0,4% do PIB. Foi o anticlímax. Existia um ganho que não era o ideal, mas melhorava bem. Agora voltamos quase ao zero", diz o professor Luiz Araújo, especialista em financiamento e políticas públicas.
O relator do projeto é o líder do governo na Casa, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e as alterações, segundo os bastidores no Congresso, são resultado de um acordo entre governo e líderes partidários.
Entre as mudanças propostas pelo Senado, duas delas explicam a redução do investimento. A primeira é em relação aos contratos já assinados. Assim como a Câmara, o texto dos senadores mantém que royalties obtidos com a produção atual de petróleo, em contratos assinados desde 3 de dezembro de 2012, já sejam destinados ao setor. A diferença é que, pelo substitutivo, a regra vale só para os royalties que cabem à União: Estados e municípios ficam isentos da obrigatoriedade.
A outra alteração que interfere no montante de verbas é a questão do Fundo Social. O projeto do Senado destina 50% dos rendimentos dos recursos recebidos pelo Fundo Social, em vez do total. Isso significa que o excedente em óleo referente aos contratos de partilha de produção não será destinado às áreas de educação e saúde, a não ser pelos rendimentos.
"A nossa luta não é para criar pressão sobre a base econômica brasileira. O que pedimos para a educação não vai quebrar o País. Mudar tudo isso é chamar o povo de idiota. O País não pode abrir mão dessa conquista", afirma o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
Um estudo do professor Nelson Cardoso Amaral, especialista em financiamento da Universidade Federal de Goiás (UFG), mostra que, para chegar ao valor que os Estados Unidos investem por ano em cada estudante, o Brasil teria de empenhar 10% do PIB de hoje até 2040.
Um documento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta outras possibilidades para a necessidade de aumentar recursos, como a ampliação de impostos e a vinculação de parte das contribuições para o setor, até ações como melhorar a gestão e o controle social dos gastos públicos.
Empenho. Em nota, a assessoria de imprensa do senador Eduardo Braga, relator do projeto, diz que o valor estimado no projeto da Câmara era equivocado por basear-se em premissas não fundamentadas e que as alterações introduzidas no Senado buscaram aprimorar o texto, "minimizando o risco de judicialização e evitando o uso indevido do Fundo Social".
De acordo com a nota, "utilizar no País as receitas do Fundo Social contraria todos os princípios para os quais ele foi criado, especialmente a estabilidade econômica e a capacidade de competição".
Ao fim, o texto divulgado salienta que a iniciativa de vincular os 100% dos royalties do petróleo para a educação foi uma iniciativa do governo. "Portanto, o governo e o Parlamento brasileiro têm o maior interesse em aumentar as verbas, mas de maneira responsável e segura juridicamente."
Por causa das alterações realizadas, a matéria volta a ser discutida na Câmara. A Casa deve votar, na próxima semana, se aceita as modificações no texto ou se mantém o que havia sido aprovado anteriormente. Após essa decisão, o projeto segue para a presidente, que decidirá pelo sanção ou veto.

Os 10 procedimentos mais procurados após os 50 anos


Por MADSON MORAES
Mulheres após os 50 anos tendem a se cuidar bem mais. A dermatologista Daniela Landim e o cirurgião plástico Marcelo Norio Inada listaram os 10 procedimentos mais procurados por elas na hora de rejuvenescer.

Blefaroplastia
O procedimento remove o excesso de pele nas pálpebras, remove as bolsas de gordura abaixo dos olhos e levanta pálpebras caídas. O resultado pode ser visto em 1 mês e o procedimento também pode ser combinado com lifting de rejuvenescimento facial ou lipoaspiração da papada.

Tratamento de rugas frontais
“A cirurgia para o tratamento das rugas frontais quase não é mais realizada hoje em dia devido à utilização da toxina botulínica (aplicação de botox) que pode ser feita em consultório”, explica o cirurgião plástico Marcelo Inada.

Aplicação de botox
A toxina botulínica, conhecida como botox, é o procedimento utilizado para o tratamento das rugas frontais, aquelas que aparecem quando enrugamos a testa. Também serve para tratar as rugas que se formam entre as sobrancelhas (como quando forçamos a visão) e ainda para tratar em torno dos olhos os famosos “pés de galinha”. O botox age paralisando a musculatura dessas regiões, eliminando as contrações e esticando a pele. Também pode ser utilizado para a hiperidrose, que é quando a pessoa tem um excesso de suor nas mãos ou axila.

Rejuvenescimento facial (Ritidoplastia)
Também conhecida como face-lifting, é a cirurgia em que se retira o excesso de pele e se reposiciona a musculatura facial que também sofre a ação da gravidade com o tempo.

Injeções de colágeno
Com avanço da idade, o rosto começa a mostrar sinais de envelhecimento como rugas e marcas de expressão como o “bigode chinês” em torno dos lábios que também perdem seu volume, mas podem ser preenchidos com injeções de uma substância que o corpo já possui, o ácido hialurônico. A substância pode ser utilizada ainda para preencher a região mais conhecida como “maçã do rosto” ou ainda qualquer parte do corpo. O efeito dura aproximadamente 8 meses.

Lipoaspiração
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico indicado para pessoas que têm um acúmulo de gordura localizada e que não conseguem eliminar por meio da combinaçâo de dieta e exercícios físicos. Éa cirurgia para aspiração de células de gorduras através de uma cânula (tubo de plástico) cirúrgica ligada a um aparelho que promove o vácuo. Dessa forma, retira as células de gordura de áreas localizadas com a finalidade de remodelar do corpo.

Lipoescultura
É na lipoaspiração que são retiradas aquelas incômodas gorduras localizadas em culotes, coxas e abdômen e aproveitadas para aumentar os glúteos ou até mesmo para o aumento de lábios ou preenchimento facial.

Hidratação injetável
É considerado um tratamento mais intenso contra os efeitos da desidratação da pele como linhas de expressão e rugas. O procedimento consiste em 4 sessões a cada 15 dias e os principais resultados são observados no pescoço e no colo. A hidratação injetável também é indicada como medida preventiva ao aparecimento de rugas e linhas finas e pode ser associada a outros tratamentos estéticos.

Laser CO2 Fracionado
Rejuvenesce a face, pescoço e mãos e trata as rugas finas e profundas da face (principalmente na maçã do rosto, pálpebras e ao redor da boca), manchas na pele, cicatrizes (principalmente de acne) e estrias. Uma hora antes do procedimento é indicado que o paciente esteja com anestésico tópico para diminuir o desconforto. A sessão dura em torno de 15 minutos e o paciente tem que se ausentar de suas atividades por 3 dias.
'O procedimento tem resultados fantásticos para o rejuvenescimento, mas, para isso, precisa preparar a pele antes e tomar alguns cuidados depois como não tomar sol e manter os cremes em dia', destaca a dermatologista Daniela Landim.

Volumização
São feitos volumes nas áreas envelhecidas da face. Se contorna a mandíbula, dá volume às bochechas e refaz o canal lacrimal retirando, assim, o aspecto fundo das olheiras. Quanto às áreas mais delicadas, como a boca, por exemplo, são realizados o contorno e, às vezes, coloca-se um leve volume. O resultado fica bem natural parecendo que você parou no tempo e deixou de envelhecer.


Médica responde dúvidas sobre cirurgias plásticas após a gravidez

Por Redação, Tempo de Mulher
Cirurgiã plástica explica quais são os procedimentos cirúrgicos mais comuns no pós-parto, confira!



Médica responde dúvidas sobre cirurgias plásticas após a gravidez
Médica responde dúvidas sobre cirurgias plásticas após a gravidez






























Da REDAÇÃO
As transformações no corpo são inúmeras após a gravidez. Os seios, que antes eram firmes, ficam flácidos. O abdômen, que acompanha o desenvolvimento do bebê, aumenta consideravelmente de tamanho fazendo surgir as indesejáveis estrias e a flacidez. E mesmo depois do período de recuperação, que geralmente acontece de três a seis meses após o nascimento do bebê, os sinais ainda podem permanecer.
Para não perder a autoestima, muitas mulheres têm recorrido a cirurgias plásticas para corrigir esses inconvenientes e muitas perguntas surgem. No período de amamentação a mãe pode passar por alguma cirurgia plástica? Durante a amamentação ela pode colocar prótese de silicone? E existe período diferente para quem passou por parto cesariano ou normal para realizar uma cirurgia plástica?
A cirurgiã plástica Karina Gilio explica a seguir quais são os procedimentos cirúrgicos mais comuns após a gravidez e responde algumas dúvidas sobre cirurgias plásticas neste período, confira!
Especialista responde dúvidas sobre cirurgias plásticas após a gravidez

Emagrecimento pode ser conquistado com alimentação balanceada


Especialista responde dúvidas sobre cirurgias plásticas após a gravidez - 1 (© Cirurgias só devem ser feitas 8 meses após o parto Foto: Thinkstock)


Emagrecimento pode ser conquistado com alimentação balanceada
'O emagrecimento é um processo gradual que pode ser conquistado com alimentação balanceada antes, durante e depois da gravidez, sem dietas hipocalóricas para não prejudicar a própria saúde e a alimentação do bebê, priorizando alimentos ricos em nutrientes sem guloseimas', explica Karina Gilio, especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O gasto energético aumenta com a amamentação do bebê. Quarenta dias após o nascimento do bebê, a mãe está liberada para a atividade física. 'Uma mulher que engorda até os 12 kg numa gravidez, que é o peso máximo recomendado pelos médicos, tende a perder quase tudo naturalmente nos primeiros meses seguindo as recomendações que citei', ressalta Karina. Então, quando deve ser feita a indicação de uma cirurgia plástica?

Indicação de cirurgia plástica deve ser feita com muito cuidado
Karina explica que a indicação de cirurgia plástica deve ser feita com muito cuidado, esperando o corpo voltar ao normal e o peso e hormônios se estabilizarem. 'Assim, o tempo de espera deve ser de seis meses a um ano após o desmame, por conta da ação dos hormônios que agem durante a amamentação, os anestésicos, a qualidade do leite materno e sua interrupção', aconselha a especialista.

Cirurgia plástica não pode ser feita em conjunto com o parto
A cirurgia plástica também não deve ser feita em conjunto com o parto, uma vez que o corpo está totalmente modificado, o que inviabiliza uma avaliação precisa. Existem alterações imunológicas, físicas e hormonais que causam a infiltração nos tecidos e dilatação dos vasos sanguíneos. 'Outro aspecto é, se a mãe planeja em ter mais filhos, o ideal é esperar a cirurgia plástica para depois da última gravidez', recomenda a cirurgiã plástica Karina Gilio.

Respeite período de 8 a 12 meses após parto para fazer cirurgia
A cirurgiã plástica Karina Gilio explica que o ideal é que a mulher que opta pelo procedimento sempre respeite o período de 8 a 12 meses depois do nascimento do bebê para fazer a cirurgia. 'Este tempo é necessário porque depois do parto o corpo passa por importantes alterações hormonais e adaptações orgânicas, principalmente por conta da amamentação', adverte a cirurgiã plástica Karina Gilio.

Abdominoplastia: mulheres com flacidez e estrias no pós-parto
Este tipo de cirurgia é recomendado para mulheres que tiveram flacidez e estrias no pós-parto. Este procedimento retira a pele abaixo do umbigo e estica as remanescentes. Mas, atenção, a cirurgia não retira gorduras, apenas a gordura que sai com a pele extraída. 'A paciente precisa estar clinicamente saudável e com o peso bem próximo ao que tinha antes da gravidez', explica Karina.

Lipoaspiração: para a mulher que está com acúmulo de gordura
A lipoaspiração é para a mulher que quer retornar ao contorno corporal anterior à gravidez. A gordura é drenada através de cânulas (espécie de cano) que variam de 2 a 4 milímetros de espessura. 'Essa cirurgia é recomendada para a mulher que está com acúmulo de gordura e quer retornar ao contorno corporal anterior à gravidez', explica Karina.

Mastopexia: recomendado para levantar a mama
Com o objetivo de levantar a mama, este procedimento é utilizado para as pacientes que ficaram com excesso de pele e ptose mamária (queda das mamas). Também é indicado para a redução de mama em grande volume e ainda para corrigir a assimetria entre as mamas. O procedimento dura entre duas e três horas e é feito com anestesia geral. 'É ideal para as mulheres que estão satisfeitas com o tamanho dos seus seios, mas querem apenas levantá-los, deixando-os mais bonitos e atraentes', explica a cirurgiã.

Mamoplastia de aumento e de redução
'A mamoplastia de aumento é indicada para mamas de pequeno volume ou que, após a amamentação, tiveram a redução do volume mamário. A de redução é uma cirurgia realizada para a redução e, consequentemente, para elevar a mama após a amamentação principalmente quando as mesmas eram grandes demais antes da gravidez', ressalta a especialista.

Nunca se deve operar enquanto se amamenta
Nunca se deve operar enquanto se amamenta. Somente seis meses após o término da amamentação é possível realizar alguma cirurgia. E cirurgias para colocar silicone, pode? 'Este procedimento também nunca pode ser realizado durante a amamentação', alerta a cirurgiã.

Qual o procedimento mais indicado para corrigir a flacidez mamária?
Isso vai depender do grau de flacidez. De leve a moderado é possível a correção apenas com a inclusão de prótese. Nos casos mais severos, é necessária mamoplastia com ou sem prótese de silicone.

Após a cirurgia a mãe já pode pegar o filho no colo?
'Uma cirurgia de mama, por exemplo, pede de 6 a 8 semanas sem levantar peso. A mãe deve evitar suspender a criança nos braços por um mês, mas é permitido que outra pessoa coloque o bebê sentado no colo da mãe', aconselha a cirurgia plástica Karina Gilio.

sábado 06 2013

Pesquisadora bebe água com mais de 1,5 bilhão de anos

Geologia

"É viscosa e muito mais salgada do que água do mar", afirma pesquisadora que experimentou a água encontrada em Ontário, no Canadá

Descoberta de uma fonte de água de mais de 1,5 bilhões de anos no Canadá
Fonte de água de mais de 1,5 bilhões de anos no Canadá: a água é viscosa e adquire cor alaranjada quando entra em contato com o ar (J Telling/Divulgação)
No mês passado, a revista Nature publicou um estudo descrevendo a descoberta de um depósito subterrâneo com a amostra mais antiga de água já encontrada no planeta. Ela estava isolada, sem interagir com a atmosfera, há pelo menos 1,5 bilhão de anos e foi encontrada em uma mina, a 2,4 quilômetros de profundidade, em Ontário, no Canadá.
No estudo, os autores descreveram a composição química da água. A análise mostrou que a amostra é rica em gases dissolvidos, como hidrogênio e metano, capazes de sustentar a vida microscópica não exposta ao sol por bilhões de anos — como no leito do oceano.
O que não se sabia, porém, era que um tipo menos usual de teste havia sido feito no decorrer do estudo: Barbara Sherwood Lollar, integrante do grupo de pesquisadores, contou ao jornalLos Angeles Times que experimentou a água. E achou o gosto terrível.
Barbara, que é professora de Ciências da Terra da Universidade de Toronto, no Canadá, disse que a água é muito mais salgada do que água do mar. "Nós estamos interessados nas águas mais salgadas porque são as mais antigas, e prová-las é o jeito mais prático de descobrir qual é a mais salgada", explicou a pesquisadora, que não teve uma experiência das mais agradáveis. "O gosto é terrível. Você com certeza não iria querer beber aquilo", completa.
A salinidade da água é importante porque decorre da interação com as rochas ao redor. Quanto mais tempo a água passa em contato com os minerais, mais salgada fica, e o acúmulo de certos isótopos pode servir para que os cientistas estimem sua idade.
Ainda segundo Barbara, a água de 1,5 bilhão de anos é viscosa (tem a consistência de um xarope) e não tem cor quando chega à superfície – mas fica alaranjada assim que entra e contato com o oxigênio, devido à reação de certos elementos químicos, especialmente o ferro.
Antes dessa descoberta, a mais antiga amostra de água conhecida havia sido encontrada em uma mina de ouro na África do Sul e tinha "apenas" dezenas de milhares de anos.
O estudo da água já mostrou que essa amostra de água descoberta no Canadá pode abrigar vida. O que ainda não se sabe é se existe, de fato, vida nela. Os pesquisadores vão procurar amostras de DNA, mas os resultados devem levar ainda um ano.

EUA aprovam pílula diária única contra a aids

HIV

Chamado de Stribild, novo comprimido simplifica tratamento pos libera pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV

Pílula do medicamento Truvada
Pílula do medicamento Truvada, que compõe o novo comprimido Stribild (Jeff Chiu/AP)
Uma nova pílula para combater a aids foi aprovada para uso adulto nesta segunda-feira pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. O medicamento combina duas drogas já autorizadas, deve ser usado uma vez ao dia e proporciona um tratamento completo contra a aids, liberando os pacientes de tomar outras medicações para combater o vírus HIV. 
Chamado de Stribild, o comprimido faz parte de opções cada vez mais simples contra o HIV, destacou a Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês). "Através da pesquisa continuada e do desenvolvimento de medicamentos, o tratamento para os infectados com o HIV tem evoluído de múltiplas pílulas para apenas um comprimido" diário, destacou Edward Cox, diretor do Bureau de Produtos Antimicrobiais da FDA para avaliação de medicamentos.
O novo remédio, fabricado pela companhia Gilead Sciences no estado da Califórnia, foi testado em mais de 1.400 pacientes em dois testes clínicos e os resultados mostraram que ele é tão eficaz ou mais que outras duas combinações de tratamentos, reduzindo o HIV a níveis indetectáveis em nove entre dez pacientes após 48 semanas de ingestão.
Composição – O Stribild combina quatro remédios: Truvada, primeira pílula de prevenção à aids, Elvitegravir, substância que combate uma enzima, Cobicistat, que potencializa seus efeitos, e o Tenofovir. O medicamento foi testado em pacientes adultos não previamente tratados. A FDA afirma que serão necessários mais estudos para determinar a segurança entre crianças e mulheres e se há interação com outras substâncias.
O Stribild tem alguns efeitos colaterais, que incluem problemas no fígado e nos rins, acúmulo de ácido láctico no sangue e enfraquecimento dos ossos, mas a Gilead afirma que durante os testes "a maioria dos efeitos adversos foi leve ou moderada". Além disso, o medicamento provoca enjôos e diarreia entre os pacientes.
"As terapias que atendem às necessidades individuais dos pacientes são fundamentais para melhorar a manutenção do tratamento e seu potencial de sucesso", declarou o presidente do laboratório, John Martin.
Para que o medicamento chegue aos pacientes com HIV em países com menos recursos, onde milhões de pessoas não têm opções efetivas de tratamento, estão sendo desenvolvidos genéricos com autorização e ajuda da Gilead. A companhia estabeleceu uma parceria com várias empresas indianas e com a Medicines Patent Pool, organização sem fins lucrativos que promove a fabricação de medicamentos genéricos.

França testa tratamento preventivo contra o HIV

Aids

Medicamento é prescrito para antes e depois de relações homossexuais

Modelo tridimensional do vírus da aids
Modelo tridimensional do vírus da aids: França fará testes de tratamento para prevenção da aids (Centro Nacional de Biotecnología (CSIC) / Comunicación CSIC)
Cientistas franceses estão experimentando um medicamento para prevenir a contaminação pelo vírus da aids em homens homossexuais, anunciou nesta quarta-feira, em Paris, o coordenador do estudo, Jean-Michel Molina. O teste, iniciado pela Agência Nacional de Pesquisas sobre Aids (ANRS), reúne 300 voluntários soronegativos.

Saiba mais

ANTIRRETROVIRAL
São os medicamentos utilizados no tratamento de pessoas com aids. Mas nem todas as pessoas infectadas pelo vírus HIV recebem o tratamento. Ele é introduzido quando há uma quantidade determinada de vírus e de células de defesa no sangue do paciente. Eles inibem a reprodução do vírus, diminuem a carga viral, mas não são capazes de curar o paciente infectado pelo HIV.
SORONEGATIVOS
São pessoas não infectadas pelo vírus HIV.
PLACEBO
Substância neutra, sem produtos farmacológicos, utilizada em pesquisas e que não provoca efeitos no organismo.
Metade receberá um placebo e outra metade um antirretroviral oral comumente utilizado no tratamento de pessoas com aids, o Truvada, que combina dois produtos (Tenofovir + FTC).

Os voluntários terão de ingerir dois comprimidos antes do período de atividade sexual (logo antes do fim de semana, por exemplo), dois comprimidos durante o período, e um comprimido depois.

Os voluntários, porém, não deverão deixar de lado outros métodos de prevenção. Todos terão acesso a preservativos e farão exames frequentes para detectar infecções sexualmente transmissíveis.

Se essa etapa for bem sucedida, uma segunda fase será iniciada, com 1.900 participantes (incluindo os 300 pioneiros).

Desde 1994, os tratamentos antirretrovirais (ARV) permitem, por exemplo, limitar a contaminação de mãe para filho durante a gravidez e o parto. Esses medicamentos são também utilizados como tratamento de urgência após uma relação não protegida que apresenta riscos.
Eficácia - Um outro estudo sobre a eficácia de medicamento a ser tomado antes e depois das relações sexuais, por homens homossexuais soronegativos, foi realizado na América do Sul e na Tailândia. No Brasil, uma primeira fase dos estudos envolvendo o Truvada mostrou eficácia de 44%.
"O medicamento permite que o vírus entre no organismo do paciente, mas inibe a ação da uma enzima fundamental para o HIV se multiplicar. No estudo, avaliamos que a medicação é segura, e os principais efeitos colaterais são as náuseas e a ausência do ganho normal de peso", explica Vivian Avelino da Silva, médica infectologista e pesquisadora do Hospital das Clínicas. 
Segundo ela, a dificuldade nesse tipo de tratamento está no uso correto da medicação.
(Com agência France-Presse)

Antirretrovirais reduzem risco de infecção pelo HIV

Aids

Queda é de cerca de 44%, aponta pesquisa americana

A combinação de antirretrovirais orais reduz em 44% o risco de infecção pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana) entre os homossexuais masculinos, revelou um teste clínico publicado nesta terça-feira pelo New England Journal of Medicine. "Os resultados deste teste são extremamente importantes e proporcionam uma prova sólida de que a profilaxia antes da exposição ao HIV pode reduzir o risco de infecção em um grupo da sociedade atingido de maneira desproporcional pela soropositividade e a aids", enfatizou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional americano de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).
Os homens que mantêm relações homossexuais formam um dos grupos de maior incidência do HIV. Nos Estados Unidos, eles representam 53% das novas infecções. O estudo clínico foi realizado com 2.499 homens, entre os quais 29 mulheres transexuais, não infectados, com idades entre 18 e 67 anos e que mantiveram relações homossexuais regulares.
A pesquisa foi realizada entre julho de 2007 e dezembro de 2009 em seis países: África do Sul, Tailândia, Peru, Equador, Brasil e Estados Unidos. Para a realização do estudo, os participantes foram selecionados aleatoriamente para que tomassem diariamente um antirretroviral chamado Truvada - combinação de emtricitabine (200 mg) e de tenofovir (300 mg) - ou um placebo. Durante o experimento, todos usufruíram de serviços de prevenção, entre os quais orientação médica, preservativos e cuidados para o tratamento de doenças venéreas.
Foram registrados cem casos de infecção pelo HIV entre os participantes durante os quase três anos de testes. Dessas, 36 foram constatadas entre os 1.251 pacientes tratados com o Truvada e 64 entre os 1.248 do grupo submetidos ao placebo, demonstrando que uma dose cotidiana do antirretroviral reduz o risco de infecção em 43,8%.
Os efeitos colaterais do uso da medicação, leves e pouco frequentes, principalmente náuseas, foram observados no início do tratamento. Contudo, foram se dissipando semanas depois, segundo o estudo, que não revelou qualquer caso de resistência aos retrovirais entre os participantes. O Niaid financiou a maior parte do teste clínico, que também recebeu fundos da Fundação Bill e Melinda Gates.O laboratório americano Gilead Sciences, que comercializa o Truvada, proporcionou o medicamento de forma gratuita.
Os resultados animadores do teste são o terceiro avanço nos últimos 18 meses nos esforços de prevenção contra o HIV. Em julho, um estudo demonstrou que as mulheres na África que utilizam um gel vaginal microbicida reduziram em 39% os riscos de infecção. Em 2009, um teste clínico de uma vacina experimental na Tailândia mostrou um efeito positivo modesto contra a infecção.
A cada ano, 2,7 milhões de pessoas se infectam com o HIV em todo o mundo, a maioria na África.

(Com Reuters)