sábado 22 2013
Protesto em Porto Alegre
Manifestante oferece flores a policiais durante protesto em Porto Alegre (RS); confrontos entre policiais e manifestantes na noite de quinta-feira (20) na cidade resultaram na prisão de 20 pessoas e deixaram ao menos 15 feridos
Manifestante exibe cartaz durante protesto em Porto Alegre (RS); confrontos entre policiais e manifestantes na noite de quinta-feira (20) na cidade resultaram na prisão de 20 pessoas e deixaram ao menos 15 feridos
Manifestante exibe cartaz durante protesto em Porto Alegre (RS); confrontos entre policiais e manifestantes na noite de quinta-feira (20) na cidade resultaram na prisão de 20 pessoas e deixaram ao menos 15 feridos
Manifestante oferece flores a policiais durante protesto em Porto Alegre (RS); confrontos entre policiais e manifestantes na noite de quinta-feira (20) na cidade resultaram na prisão de 20 pessoas e deixaram ao menos 15 feridos
Manifestantes se ajoelham em frente ao pelotão da Tropa de Choque durante protesto em Porto Alegre (RS
Passeata passa por túnel na região central de Porto Alegre
Passeata passa por túnel na região central de Porto Alegre
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1299670-brasil-tem-manifestacoes-marcadas-em-12-cidades-neste-fim-de-semana.shtml
Brasil tem manifestações marcadas em 12 cidades neste fim de semana
Ao menos 12 cidades em 9 Estados têm protestos confirmados nas redes sociais para acontecer neste fim de semana, incluindo seis capitais.
A maioria dos atos é contra a corrupção e a PEC-37, que retira a atribuição da Promotoria de investigar, ainda que a votação da emenda tenha sido adiada.
Cerca de 800 pessoas, de acordo com a organização, protestam na avenida Celso Garcia, na zona leste de São Paulo. São trabalhadores da rede conveniada da prefeitura --composta por creches, abrigos e outras coisas-- que pedem reajuste salarial de 15%.
Em Goiânia (GO) já teve início o ato com 200 pessoas contra a emenda constitucional. Em Mossoró (RN), segunda maior cidade do Estado, 2 mil pessoas protestaram pela manhã contra a insegurança.
Grande parte inclui na pauta reivindicações por melhorias nos serviços públicos, como saúde e educação.
As maiores mobilizações devem ocorrer hoje, em São Paulo, com concentração na avenida Paulista, e amanhã, no Rio de Janeiro, no posto 4 da praia de Copacabana.
Nenhum dos atos é organizado pelo Movimento Passe Livre, ainda que o grupo tenha recuado da decisão de suspender manifestações.
ATÉ O MOMENTO
Protestos voltaram a tomar as ruas de pelo menos 12 capitais e 65 cidades do interior do país ontem. Atos de vandalismo, depredação a prédios públicos e confrontos entre manifestantes e policiais também foram registrados novamente em alguns locais.
| Editoria de arte/Folhapress |
Em São Paulo e no interior do Estado, o principal foco dos manifestantes foi as rodovias. Em Registro (SP), a rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, foi bloqueada. Houve congestionamento nos dois sentidos da via.
Também foram fechadas as rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Anhanguera, Fernão Dias, Via Dutra e Imigrantes, em diferentes pontos e municípios. Em todas, motoristas enfrentaram transtornos.
Houve problemas ainda nas rodovias do Rio Grande do Sul, um dia após violentos confrontos em Porto Alegre.
Manifestantes da região metropolitana fecharam as duas principais estradas que dão acesso à capital gaúcha. A BR-290, que liga a cidade ao sul do Estado, foi totalmente bloqueada no fim da tarde no município de Eldorado do Sul e em um acesso a Cachoeirinha.
A BR-116 foi fechada em dois trechos: na cidade de Esteio, a 20 km de Porto Alegre, e em Guaíba.
No interior do RS, manifestantes dispararam rojões em meio a uma passeata em Caixas do Sul nesta noite e um homem acabou detido. A Brigada Militar estimava em ao menos 10 mil o número de pessoas no ato.
Manifestação com 4.000 pessoas bloqueia Paulista e Consolação neste sábado
Cartazes e faixas contra a corrupção e a ausência de grupos organizados marcaram até o final da tarde o protesto contra a PEC 37 na avenida Paulista. É o que já sinalizava a pesquisa Datafolha sobre os principais motivos das manifestações no país.
Os dois sentidos da avenida em frente ao Masp foram bloqueados. No fim da tarde, a manifestação também provocou a interdição da rua da Consolação, nos dois sentidos, na altura da rua Caio Prado.
Não havia sinais de partidos nem outros grupos que lideraram a série de protestos em São Paulo nas últimas duas semanas. O Movimento Passe Livre desapareceu no ato de hoje. Surgiram grupos de médicos com faixas cobrando qualidade na saúde e mensagens com críticas à contratação de profissionais estrangeiros.
Além da PEC 37, pequenos grupos gritavam contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e a presidente Dilma Rousseff. Predomina o verde-amarelo.
Protesto contra a PEC-37
Manifestante exibe frase contra a PEC-37 em protesto na av. Paulista, em São Paulo; a PEC (projeto de emenda constitucional), em trâmite no Congresso, prevê que somente as polícias poderão fazer apurações na área penal
Segundo a Polícia Militar, havia, por volta das 17h30, 4.000 pessoas na avenida, mesmo número das duas horas anteriores, mas há um intenso vaivém de pedestres. Nenhum incidente foi registrado. Apesar do clima tranquilo, os Conjunto Nacional o Center 3 estão fechados. Um show de rock acontece em frente ao Center 3.
Turistas estrangeiros, comuns aos finais de semana na Paulista, aproveitam para tirar fotos.
A PEC (projeto de emenda constitucional) retira o poder de investigação dos ministérios públicos federais e estaduais. O projeto, em trâmite no Congresso, prevê que somente as polícias poderão fazer apurações na área penal.
A previsão é que os manifestantes sigam depois até o centro, passando pela rua da Consolação, viaduto do Chá e rua Líbero Badaró, até chegar à rua Riachuelo, onde fica a sede do Ministério Público Estadual.
PROTESTOS
Outras 11 cidades têm manifestações programadas para este fim de semana. A maioria dos atos é contra a corrupção e a PEC 37, além de reivindicações por melhorias nos serviços públicos, como saúde e educação.
No Rio de Janeiro, um protesto está marcado para amanhã (23) no posto 4 da praia de Copacabana.
Cerca de mil pessoas, de acordo com a organização, protestaram hoje pela manhã na avenida Celso Garcia, na zona leste de São Paulo. A manifestação era composta por trabalhadores da rede conveniada da prefeitura --composta por creches, abrigos e outros-- que reivindicavam seis horas de trabalho e reajuste salarial de 15%.
Em Goiânia (GO), aproximadamente 200 pessoas se reuniram contra a emenda constitucional. Em Mossoró (RN), segunda maior cidade do Estado, 2 mil pessoas protestaram pela manhã contra a insegurança.
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
Manifestantes participam do protesto contra a PEC-37 na av. Paulista, em São Paulo; a PEC (projeto de emenda constitucional), em trâmite no Congresso, prevê que somente as polícias poderão fazer apurações na área penal
Manifestantes participam do protesto contra a PEC-37 na av. Paulista, em São Paulo; a PEC (projeto de emenda constitucional), em trâmite no Congresso, prevê que somente as polícias poderão fazer apurações na área penal
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
Manifestantes participam do protesto contra a PEC-37 na av. Paulista, em São Paulo; a PEC (projeto de emenda constitucional), em trâmite no Congresso, prevê que somente as polícias poderão fazer apurações na área penal
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
Manifestante participa do protesto contra a PEC-37 na av. Paulista, em São Paulo; a PEC (projeto de emenda constitucional), em trâmite no Congresso, prevê que somente as polícias poderão fazer apurações na área penal
Manifestantes bloqueiam a av. Paulista, na região central de São Paulo, em protesto contra a PEC-37; de acordo com a PM, cerca de 4.000 pessoas participam da manifestação
“Votei em Lula e Dilma e não me arrependo”, diz Joaquim Barbosa
Postado em: 8 out 2012 às 16:46
Joaquim Barbosa, relator do mensalão, diz que Brasil evoluiu sob as gestões de Lula e Dilma e critica a imprensa brasileira: “imprensa e empresariado brasileiro estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras”
O “dia mais chocante” da vida de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 57, segundo ele mesmo, foi 7 de maio de 2003, quando entrou no Palácio do Planalto para ser indicado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ocasião era especial: ele seria o primeiro negro a ser nomeado para o tribunal.
“Eu já cheguei na presença de José Dirceu [então ministro da Casa Civil], José Genoino [então presidente do PT], aquela turma toda, para o anúncio oficial. Sempre tive vida reservada. Vi aquele mar de câmeras, flashes…”, relembrava ele em seu gabinete na terça-feira, 2.
A importância de Frei Betto
Barbosa diz que foi Frei Betto, que o conhecia por terem participado do conselho de ONGs, que fez seu currículo “andar” no governo.
“Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília.” Guarda a mensagem até hoje.
“Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca.”
Por pouco, não faltou à própria cerimônia. “Veja como esse pessoal é atrapalhado: eles perderam o meu telefone [gargalhadas].”
Dias antes, tinha sido entrevistado por Thomaz Bastos. “E desapareci, na moita.” Isso para evitar bombardeio de candidatos à mesma vaga.
“Na hora de me chamar para ir ao Planalto, não tinham o meu contato.” Uma amiga do governo conseguiu encontrá-lo. “Corre que os caras vão fazer o seu anúncio hoje!”
Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. “Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?”
O ministro votou em Leonel Brizola (PDT) para presidente no primeiro turno da eleição de 1989. E depois em Lula, contra Collor. Votou em Lula de novo em 2002.
“Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: ‘Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas’.”
O escândalo do mensalão não influenciou seu voto: em 2006, já como relator do processo, escolheu novamente o candidato Lula, que concorria à reeleição.
“Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma.”
DE LADO
No plenário do STF, a situação muda. Barbosa diz que “um magistrado tem deveres a cumprir” e que a sociedade espera do juiz “imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações”.
Sua trajetória ajuda. “Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa.”
VENCEDOR E VENCIDO
Barbosa gosta de dizer que não tem “agenda”. Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.
No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.
Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF –ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.
Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.
NOVELA RACISTA
Barbosa já disse que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, ao contrário do que faz com o do PT. “São dois pesos e duas medidas”, afirma.
A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.
“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem”, diz. “Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.”
O racismo se manifesta em “piadas, agressões mesmo”. “O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas.”
Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas “são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos”.
“O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. ‘Ele é maluco, é um briguento’. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma…”
Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua “infância, adolescência, na maturidade e aparece agora”.
Há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria –chegou a passar temporada na embaixada da Finlândia–, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.
DE IGUAL PARA IGUAL
É o primeiro filho dos oito que o pai, Joaquim, e a mãe, Benedita, tiveram (por isso se chama Joaquim Benedito).
Em Paracatu, no interior de Minas, “Joca” teve uma infância “de pobre do interior, com área verde para brincar, muito rio para nadar, muita diversão”. Era tímido e fechado.
A mãe era dona de casa. O pai era pedreiro. “Mas ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora”, lembra Joaquim.
O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. “E levava a garotada para trabalhar.” Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.
RUMO A BRASÍLIA
No começo da década, Barbosa se mudou para a casa de uma tia na cidade do Gama, no entorno de Brasília.
Cursou direito, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal.
Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante. Fala francês, inglês e alemão.
Hoje, Barbosa fica a maior parte do tempo em Brasília, onde moram a mãe, os sete irmãos e os sobrinhos. O pai já morreu. Benedita é evangélica e “superpopular”. Em seu aniversário de 76 anos, juntou mais de 500 pessoas.
O ministro tem também um apartamento no Leblon, no Rio, cidade onde vive seu único filho, Felipe, 26. Se separou há pouco de uma companheira depois de 12 anos de relacionamento.
DEVER
Nega que tenha certa aversão por advogados. E nega também que tenha prazer em condenar, sem qualquer tipo de piedade em relação à pessoa que perderá a liberdade.
“É uma decisão muito dura. Mas é também um dever.”
“O problema é que no Brasil não se condena”, diz. “Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente.”
Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?
“Não acredito”, diz Barbosa. “Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá.”
MEQUETREFE
O caso Collor, por exemplo, em que centenas de empresas foram acusadas de pagar propina para o tesoureiro do ex-presidente, chegou “desidratado” ao STF, diz o ministro. “Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe.”
O país estava “mais próximo do período da ditadura” e o Ministério Público tinha recém-conquistado autonomia, com a Constituição de 1988. Até 2001, parlamentares só eram processados no STF quando a Câmara autorizava. “Tudo é paulatino. Mas vivemos hoje num país diferente.”
PONTO FINAL
Desde o começo do julgamento do mensalão, o ministro usa um escapulário pendurado no pescoço. “Presente de uma amiga”, afirma.
Depois de flagrado cochilando nas primeiras sessões, passou a tomar guaraná em pó no começo da tarde.
Diz que não gosta de ser tratado como “herói” do julgamento. “Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu.”
Mônica Bérgamo, Folha
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