segunda-feira 21 2013

The Killers, Black Keys e Pearl Jam encerram as noites de shows no Lollapalooza Brasil



Organização do festival divulgou os horários dos shows

Lollapalooza
A organização do festival Lollapalooza Brasil divulgou, nesta segunda-feira (21), os horários dos principais shows do festival, que acontece dias 29, 30 e 31 de março. No palco princpal, os headlines do evento vão fechar os dias de shows. O The Killers fecha a sexta-feira às 19h30, enquanto a dupla americana Black Keys encerra a noite de sábado, com show previsto para começar às 21h30. O Pearl Jam  faz o último show do festival, às 20h45 do domingo. Confira a seguir a grade completa dos shows do palco principal:

Sexta, 29 de março
PERROSKY: 12h30 - 13h15
AGRIDOCE 14h15 - 15h15
THE TEMPER TRAP: 16h15 - 17h15
THE FLAMING LIPS: 18h30 - 20h
THE KILLERS: 19h30 - 23h
Sábado, 30 de março
STOP PLAY MOON: 12:30 - 13h30
TORO Y MOI: 14h30 - 15h30
TWO DOOR CINEMA CLUB: 16h30 - 17h30
QUEENS OF THE STONE AGE 18h45 - 20h
THE BLACK KEYS 21h30 - 23h
Domingo, 31 de março
BAIA: 12h30 - 13h15
LIRINHA + EDDIE2: 15 - 3:15
PUSCIFER4: 16h15 - 17h15
THE HIVES: 18h15 - 19h15
VEJA O LINE-UP COMPLETO DO LOLLAPALOOZA

domingo 20 2013

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Festival em Londres quer separar o barulho da música do século XX


20/01/2013 | Por EFE Brasil-- EFE Multimedia


Guillermo Ximenis.
Londres, 20 jan (EFE).- Explicar o século XX através da música requer calar o estrondo de guerras, revoluções e ameaças nucleares para deixar passar sons sutis e harmônicos, desafio ao qual se propôs o Southbank Centre de Londres em 2013.
'The Rest Is Noise' ('O resto é barulho') é um ambicioso festival que espera narrar, até dezembro, o século mais turbulento da história através de 100 concertos de música clássica e cerca de 150 de conversas e debates que porão cada peça em seu contexto.
'A música reflete as estruturas sociais de uma época, os cenários religioso, científico e político. Não há uma relação direta, já que cada artista cria algo novo e extraordinário, mas as conexões são inegáveis', explicou à Agência Efe Gillian Moore, diretora do departamento de Música do centro londrino.
O percurso sonoro começou neste sábado com uma noite dedicada ao alemão Richard Strauss e sua ópera 'Salomé', baseada na obra homônima de Oscar Wilde, que no final do XIX causou tal revoo entre seus contemporâneos que acabou proibida pela censura britânica.
Na estreia na Áustria da peça de Strauss em 1906 estiveram presentes artistas e músicos mais reconhecidos do momento, entre eles Giacomo Puccini e Gustav Mahler, e até mesmo Adolf Hitler asseguraria mais tarde que estava na plateia com 17 anos.
A Orquestra Filarmônica de Londres e a soprano finlandesa Karita Mattila voltarão a representar na capital britânica o polêmico ato final da ópera, quando Salomé declara seu amor à cabeça cortada de João Batista e que representa um dos passos finais do romantismo à música moderna.
Já introduzidos na primeira década do século, os espectadores poderão aprofundar-se no domingo nas mudanças radicais do momento com uma conferência do matemático Marcus du Sautoy sobre a teoria da relatividade de Albert Einstein e o passe de 'Morte em Veneza', a adaptação ao cinema que fez Luchino Visconti do romance de Thomas Mann.
A versão de Leonard Bernstein de 'Romeu e Julieta' ilustra o auge da cultura de massas e transportará o público aos primeiros grandes musicais da Broadway, enquanto o quarteto elétrico de corda 'Black Angels', de George Crumb, lembrará o final da década de 1960, quando Woodstock e a chegada à Lua coincidiram com a Guerra do Vietnã.
O festival investigará ainda diversas composições eletrônicas da segunda metade do século.
'Após a Segunda Guerra Mundial, os jovens europeus viram como todos os valores tinham ficado destruídos e se viram na obrigação de reinventar tudo de novo, e assim exploraram novos instrumentos e meios de imprensa', descreveu Moore.
Em dezembro, o festival terminará sua viagem pelo século com o monólogo do americano John Adams 'El Niño' que estreou em Paris no ano 2000, uma peça de estilo pós-moderno com influências do minimalismo, do rock e do folk.
Adams é 'uma boa ilustração do que ocorre no final do século XX, quando qualquer estilo é admissível e os dogmas foram abolidos', comentou Moore, para quem o título do festival, 'The Rest Is Noise', é um trocadilho dirigido aos que criticam a música erudita contemporânea.
Além de uma alusão ao príncipe Hamlet de Shakespeare, que morre com o lamento 'o resto é silêncio', o título 'significa em primeiro lugar que as pessoas devem ignorar o barulho para compreender o século XX através da música, mas também brinca com a ideia propalada de que a música contemporânea é só barulho. Eu com certeza não acho', concluiu Moore. EFE
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