quarta-feira 07 2012

Lei de Segurança Nacional neles, sim!, já que o PT não permite que se vote uma lei contra o terrorismo


http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Já tratei do assunto aqui algumas vezes: o PT e as esquerdas se recusam a votar uma lei que puna crimes de terrorismo. A razão é conhecida: boa parte dos atos do MST e da tal Via Campesina mereceria essa caracterização. A ausência de uma punição específica para esse crime já fez com que o Brasil libertasse um libanês comprovadamente ligado à rede terrorista Al Qaeda. Aquela comissão criada por José Sarney para reformar o Código Penal resolveu punir o terror, mas tomou o cuidado de estabelecer uma exceção: a menos que seja praticado por grupos que lutam por… justiça social! Ah, bom! Se for “pelo social”, então pode! Uma nojeira! Mas por que volto agora a essa questão?
O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, chegou a defender que certos crimes praticados recentemente em São Paulo sejam enquadrados na Lei de Segurança Nacional, a 7.170, de novembro de 1983. Na Folha, noticiou-se que ele queria empregar uma “lei do Regime Militar”. Bem, a ser assim, deve-se jogar fora boa parte do Código Penal, votada durante o Estado Novo — ou aquilo não era uma ditadura?
A Lei 7.170 está em plena vigência. E é o único texto que temos para enquadrar devidamente alguns atos praticados pelo crime organizado. Quem, de caso pensado, mata um policial porque policial, com características de execução, está obviamente cometendo um crime contra o estado e contra a ordem democrática. É subversão. É diferente do bandido que eventualmente mata um soldado numa troca de tiros, durante uma perseguição ou algo assim. O que se busca é levar o terror a uma corporação, tentando intimidá-la, para que não faça o seu trabalho.
Entendo que o crime está previsto — com o estabelecimento da devida pena — no Artigo 20 da lei, a saber:Art. 20 – Devastar, saquear, extorquir, roubar, sequestrar, manter em cárcere privado, incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas.Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.Parágrafo único – Se do fato resulta lesão corporal grave, a pena aumenta-se até o dobro; se resulta morte, aumenta-se até o triplo.
O PCC é uma organização clandestina de caráter obviamente subversivo. A subversão não é caracterizada apenas por uma agenda política, de caráter ideológico, nem precisa estar estruturada para tomar na marra o poder legal. Basta que tente promover o caos social.
Não é o único caso em que a lei pode ser evocada. Leiam o que dispõe o Artigo 15:
“Art. 15 – Praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, usinas, barragem, depósitos e outras instalações congêneres.
Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.
§ 1º – Se do fato resulta:
a) lesão corporal grave, a pena aumenta-se até a metade;
b) dano, destruição ou neutralização de meios de defesa ou de segurança; paralisação, total ou parcial, de atividade ou serviços públicos reputados essenciais para a defesa, a segurança ou a economia do País, a pena aumenta-se até o dobro;
c) morte, a pena aumenta-se até o triplo.
Vagabundo que sai por incendiando ônibus para depois ver a sua obra nas reportagens de TV — o que deve lhe proporcionar grande satisfação pessoal, além de estimular outros a também produzir “notícia” — responderia por crime mais grave, com risco maior de pena; poderia chegar a 30 anos no caso de haver morte.
A Lei de Segurança Nacional foi aprovada durante o regime militar, mas não é  “do” regime militar. Deixou de sê-lo quando, na ordem democrática, foi mantida sem se chocar com a Constituição e com os demais códigos vigentes. Se ela pode contribuir para punir com a devida gravidade os crimes cometidos pela bandidagem, que seja acionada em defesa da sociedade, ora essa! Ou um país deve agora se envergonhar de recorrer a seu estoque legal para manter a paz social e enquadrar os agressores?
Marcos Carneiro Lima, o delegado-geral, está, entendo, certo na defesa que faz. Não dá para ficar à espera do Congresso ou das medidas miraculosas propostas pelo governo federal. A seriedade da turma no combate à violência se revela num corte, em 2011, de R$ 1,5 bilhão no dinheiro destinado à segurança pública.
Se bandido comum recorre ao terrorismo, tem de ser tratado como terrorista.
Por Reinaldo Azevedo
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'Michelle, nunca te amei mais do que agora', diz Obama


Estados Unidos

Em seu discurso da vitória, para simpatizantes em Chicago, o presidente não deixou de agradecer à mulher e filhas pelo carinho e apoio ao longo dos anos

Obama festeja a vitória com a mulher, Michelle, e as filhas, Malia e Sasha
Obama festeja a vitória com a mulher, Michelle, e as filhas, Malia e Sasha (Jewel Samad/AFP)
Na madrugada desta quarta-feira, Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos, vencendo o republicano Mitt Romney após uma dura e acirrada campanha eleitoral, e garantindo mais quatro anos à frente da Casa Branca. Em seu discurso da vitória, para simpatizantes em Chicago, Obama não deixou de agradecer à sua mulher e filhas pelo carinho e apoio ao longo dos anos. "Michelle, nunca te amei mais do que agora", disse, acompanhado da família, no início de sua fala. Sobre suas filhas, Sasha e Malia, afirmou: "Elas estão crescendo para se transformarem em duas mulheres fortes, inteligentes e bonitas, como sua mãe".
A presença de Michelle se tornou "necessária" na corrida eleitoral americana - ela chegou a viajar 95 vezes nos últimos cinco meses. Sobre o marido, dizia que ele precisava de mais quatro anos no comando do país. Também falava sobre seus valores e dificuldades da vida cotidiana. Sua popularidade ultrapassa em 13 pontos a de Barack Obama, com 69% de opiniões favoráveis, segundo uma pesquisa Washington Post-ABC realisada entre 4 e 7 de outubro. "Ela é a mulher mais popular do país, ícone da moda e uma entusiasta da nutrição, ao ponto de ser criticada e chamada de babá nacional", considerou Howard Kurtz, da Newsweek, após seu discurso durante a Convenção Democrata.
No início, Michelle estava reticente em se instalar na Casa Branca, mas gradualmente abraçou a função de primeira-dama, até se tornar um dos principais pontos fortes de Obama. E ela não passa desapercebida. Primeiro, pelo seu tamanho: 1,80 metro de altura, quase tão alta quanto seu marido (1,85). Depois, pela sua personalidade e carisma: é calorosa, sorridente, adora brincadeiras e abraçar. "Ela também sabe ser eficaz no uso de sua função, na utilização de suas palavras, tentando fazer a diferença nos setores que investiu", aponta Anita McBride, ex-secretária-geral de Laura Bush, mulher de George W. Bush, que leciona na American University de Washington.
Desde o início de 2010, a primeira-dama é campeã na luta contra a obesidade infantil com o seu movimento "Let's Move", multiplicando as aparições na TV, nas quais não hesita em brincar com bambolê. Para promover uma alimentação saudável no país do hambúrguer, criou uma horta orgânica na Casa Branca. Ela convida seus alunos para visitar seu jardim e oferece vegetais aos chefes de estado que por ali passam. Com Jill Biden, esposa do vice-presidente, ela dirige uma organização que ajuda as famílias de veteranos de guerra. 
Como ela mesma diz, é sobretudo a "mãe-em-chefe" - em referência ao comandante-em-chefe das forças armadas. Michelle nasceu em Robinson no dia 17 de janeiro de 1964, bisneta de escravos, foi também uma brilhante advogada que estudou em Princeton e Harvard antes de casar, há 20 anos, com Barack Obama. Cobrada no início do mandato por se intrometer nos assuntos da Presidência, acusações de que ela se defendeu, Michelle Obama é agora comparada com Jackie Kennedy.
(Com agência France-Presse)

Conheça 10 curiosidades estranhas sobre os presidentes dos Estados Unidos



Thomas Jefferson, pioneiro da mobília de escritóri

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Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Thomas Jefferson foi o terceiro presidente dos Estados Unidos e, segundo a opinião de muitas pessoas, o melhor até hoje. Ele foi o principal autor da Declaração da Independência, participou ativamente da demarcação do território que hoje é ocupado pelo Estado de Louisiana, e enviou Lewis & Clark para explorarem a região oeste do país. No entanto, é provável que a melhor de todas as suas conquistas tenha sido a invenção da cadeira de rodinhas.

O alto e o baixo

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Jim Bourg/Reuters
Os norte-americanos gostam que seus presidentes sejam altos. Na Era Moderna, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os candidatos mais altos tiveram vantagens nas eleições. De fato, apenas 25% das eleições presidenciais resultaram nos candidatos mais baixos, representados por Richard Nixon, Jimmy Carter e George W. Bush. Após 1900, ninguém com menos de 1 metro e 54 centímetros foi eleito presidente (William McKinley, medindo 1 metro e 53 centímetros e eleito em 1900, foi o último presidente relativamente baixo a ocupar a Casa Branca).
Talvez essas informações não sejam favoráveis para os 1 metro e 84 centímetros de Barack Obama. Nas eleições presidenciais de 2008 ele derrotou John McCain, que media 1 metro e 54 centímetros. Em 2012, ele enfrenta Mitt Romney, que mede 1 metro e 86 centímetros.


Grover Cleveland se casou



Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Hulton Archive/Getty ImagesMostrar miniaturas
 
Grover Cleveland, o 22º e 24º presidente dos Estados Unidos, se destaca como o único presidente que conseguiu ser novamente eleito após ter sido derrotado depois do primeiro mandato. O democrata venceu a primeira eleição em 1884, perdeu em 1888 (eleição que muitos dizem ter sido fraudada) e venceu novamente em 1892.
Mas Cleveland também é interessante por outro motivo: ele foi o único presidente a casar durante a presidência. E seu casamento foi... pouco comum, no mínimo. Cleveland tinha 49 anos e sua esposa, Frances Folsom, 21 anos. Ela era a filha de uma das melhores amigas de Cleveland e, para a coisa ficar ainda mais estranha, era também o protetor legal da moça quando a mãe dela morreu. Ah, e ele gostava de chama-la de 'Frank'.


James Garfield: o exibicionista

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

MPI/Archive Photos/Getty Images

Os Estados Unidos tiveram muitos presidentes inteligentes, mas alguns deles eram mais espertos do que outros e gostavam de mostrar essa característica. O 20º presidente norte-americano, James Garfield, mostrava nas festas que sabia escrever em Latim com uma mão e, com a outra mão e ao mesmo tempo, escrever o idioma da Antiga Grécia.

William Henry Harrison: passagem relâmpago

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

MPI/Archive Photos/Getty Images

Muitos dos presidentes norte-americanos ficaram no poder por quatro ou oito anos. Mas em 1841, o 9º presidente dos Estados Unidos, Henry Harrison, ficou por apenas um mês na presidência. Ele morreu devido a uma forte pneumonia.

Apelidos ruins

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Universal Images Group/Getty 

Muitos presidentes dos Estados Unidos ganharam apelidos. Muitos dos apelidos eram terríveis e outros apenas estranhos. Grover Cleveland era conhecido como 'Tio Jumbo'. Zachary Taylor era o 'Velho Áspero'. Andrew Jackson era chamado de 'Nogueira amarga'. Ulysses S. Grant, o homem da foto acima, era conhecido como 'Rendição Incondicional'. Rutherforf B. Hayes era chamado de 'Rutherfraude'.
Chester A. Arthur, por outro lado, era conhecido como 'O presidente camarada'.


William Howard Taft: um senhor 'grande'

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Hulton Archive/Getty Images

Qual dos presidentes norte-americanos foi o mais pesado de todos os tempos? Até agora foi o 27º presidente, William Howard Taft, que pesava mais de 136 quilogramas. Ele era tão gordo que algumas vezes ficou entalado na banheira da Casa Branca e teve que ser ajudado pelas camareiras (depois de algum tempo ele pediu para instalarem uma banheira maior).

Animais de estimação dos presidentes

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)
 
Muitos presidentes ao longo da História tiveram animais de estimação - gatos, cachorros e cavalos foram os mais populares. No entanto, alguns presidentes tinham um gosto um pouco diferente quando o assunto era esse. Por exemplo, tanto John Quincy Adams quanto Herbert Hoover criavam crocodilos de estimação. Os maiores criadouros presidenciais pertenceram a Calvin Coolidge e Theodore Roosevelt. No mini zoológico de Coolidge havia dois filhotes de leão chamados Tax Reduction ('Redução da Taxa') e Budget Bureau ('Secretário da Renda'), um pequeno canguru, um urso, um antílope, um hipopótamo e dois guaxinins chamados Rebecca e Horace. Theodore Roosevelt, entretanto, tinha um número grande de cachorros, um porco, cinco porcos da Guiné, uma arara, uma serpente listrada chamada Emily Espinafre e um texugo chamado Josiah, que costumava morder as pessoas.
Josiah não foi o pior dos animais de estimação pertencentes aos presidente, no entanto. Essa 'honra' vai para o papagaio de Andrew Jackson, chamado Poll, que teve que ser levado embora do funeral de Jackson por não parar de xingar durante a cerimônia fúnebre.


Andrew Johnson, o macaco bêbado

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Amtes de se tornar o 17º presidente dos Estados Unidos, Andrew Johnson foi o vice-presidente de Abraham Lincoln. No entanto, a inauguração de sua vice-presidência, em 1865, foi terrivelmente embaraçosa pelo fato de que Johnson estava bêbado. Ele tinha bebido uísque ao longo de todo o dia, supostamente para tratar de uma febre tifoide. Mas na hora da cerimônia de inauguração ele estava tão bêbado que não conseguia andar e foi forçado a empossar novos senadores. Só não sabemos até que ponto o uísque fazia parte do tratamento médico.

Nomes secretos dos presidentes

Thomas Jefferson (© Hulton Archive/Getty Images)

Os códigos do Serviço Secreto para chamar os presidentes são uma diversão sem fim. O nome secreto de Ronald Reagan era 'Couro Cru'. O de George H W. Bush era 'Lobo de Madeira'. O de Bill Clinton era 'Águia'. O de George W. Bush era 'Jaqueta Esporte'. O de Barack Obama é 'Renegado'.
Mas não são apenas os presidentes que recebem apelidos. Os vice-presidentes também recebem, assim como os familiares dos presidentes. No entanto isso nem sempre funciona tão bem: Karenna, a filha de Al Gore, escolheu seu próprio nome secreto sem pensar muito a respeito do assunto. Ela descobriu, tarde demais, que não seria bom ser chamada de 'Smurfette'.

http://noticias.br.msn.com/especial/eleicoes-eua/fotos.aspx?cp-documentid=254401161#image=11