sábado 18 2012

Facebook compra empresa de reconhecimento facial



Por Vinicius Aguiari, de INFO Online

• Segunda-feira, 18 de junho de 2012 - 15h48
Getty Images
São Paulo -  O Facebook anunciou nesta segunda-feira a compra da empresa Face.com, cuja tecnologia de reconhecimento de facial tem sido usada pela rede social.
Nenhuma das companhias divulgou detalhes do negócio. As ações do Facebook subiam quase 6 por cento nesta segunda-feira.
A Face.com ganhou relevância em 2009 quando lançou o Photo Tagger, app para o Facebook que permite reconhecer  amigos em fotos e marcá-los.
Rumores envolvendo as duas empresas já haviam circulado antes. Porém, a Face.com teria classificado como baixas as ofertas feitas por Zuckerberg.
Esta é quarta aquisição do Facebook no ano.
A primeira delas foi a do serviço de geolocalização Gowalla, anunciada em janeiro. Em abril, foi a vez do Instagram, pelo valor de 1 bilhão de dólares. No inicio de maio, o Facebook anunciou a compra da Glancee, startup especializada em desenvolver apps sociais baseados em geolocalização.
*com Reuters.

5 coisas que o seu Facebook revela sobre você



Por Amanda Previdelli, de EXAME.com
 
• Terça-feira, 19 de junho de 2012 - 10h43
São Paulo – O Google já pode dar muitas informações a seu respeito para os recrutadores, mas o Facebook, se você não tomar cuidado, pode deixar transparecer algumas coisas que você talvez não queira que seus futuros empregadores (e atuais!) saibam.
De sua idade até quais são suas “alianças” no trabalho podem ser denunciadas nas páginas da rede social. Mesmo quando você faz de tudo para não revelá-las.
Você tomou o cuidado de não colocar o ano de nascimento no Facebook justamente porque não quer ser julgado como “muito novo” ou “muito velho” – ou porque não quer divulgar essa informação. Até aí, fez o certo. Mas de nada adianta esconder os quatro dígitos do ano de nascimento se você confirma presença em eventos do tipo “reencontro de 10 anos da turma do ensino médio”.
Seu número de telefone
Todo mundo já teve aquele amigo que perdeu o celular e aí postou a seguinte mensagem: “Sem celular, por favor, postem seus números aqui para eu colocar na agenda do novo aparelho”. E você vai lá e coloca. Isso deixa sua informação pessoal aberta para todos os amigos do seu amigo e, se o status dele era público, aberta para toda e qualquer pessoa.
Suas crenças políticas e religiosas
Aquilo que você apoia ou acredita não deveria ser usado como pretexto para julgamentos alheios preconceituosos. Mas muitas vezes é. As pessoas podem projetar o que pensam sobre uma religião ou um político em você. E não é preciso muito para isso. Seguir páginas, curtir e compartilhar o conteúdo delas é o tipo de atividade no Facebook que até quem não possui qualquer relação com você na rede social pode ver.
Seu desgosto pelo trabalho, a vida, os colegas...
Você já leu sobre as pessoas que foram demitidas por causa do que postaram no Facebook ou no Twitter, certo? Mas de nada adianta se segurar ao máximo para não postar lamentações e ficar curtindo todo e qualquer status de reclamações que seus amigos escreverem.
A gente esquece, mas o que curtimos (até aquele status que o amigo posta religiosamente de “finalmente sexta feira chegou” ou “quanto tempo para às 18h?”) aparece na nossa timeline. Seu chefe e seus colegas não precisam ver você curtindo coisas do tipo.
Suas alianças no trabalho
Talvez “alianças no trabalho” seja um termo muito forte. Mas saiba que o simples fato de você adicionar algumas pessoas como amigas e outras não pode gerar muita fofoca no escritório. Especialmente se você for o chefe.

´A máscara que usamos no Facebook é a mesma que usamos na vida´, diz Calligaris



Por Monica Campi, de INFO Online
 
• Quinta-feira, 21 de junho de 2012 - 12h27

Alexandre Carvalho
Para o psicanalista Contardo Calligaris, o Facebook não mudou o jeito das pessoas se relacionarem
São Paulo -  O psicanalista Contardo Calligaris afirmou, em palestra no InfoTrends, que não acredita que as mídias sociais tenham inventado um novo tipo de relação social ou mesmo a subjetividade nos relacionamentos.
Para Calligaris, as novas tecnologias ainda precisam produzir mudanças objetivas na sociedade para marcarem um novo tipo de relação. “O Facebook facilita a maneira de se relacionar, mas que já era a maneira de ser própria da modernidade ocidental desde o início do século 20”, afirmou.

O psicanalista acrescenta que as críticas às relações virtuais são muito questionáveis, pois mesmo os relacionamentos amorosos ou conversas em uma mesa de
bar sempre foram virtuais.  “As pessoas não se apaixonam por pessoas reais, desejamos uma fantasia criada por nós mesmos. Aproveitamos a presença do outro para tirar proveito dessa fantasia”, explica. “O amor sempre foi um baile de máscaras e quando essas máscaras caem nós estranhamos o resultado”.
Segundo Calligaris, o Facebook e as redes sociais instituíram um tipo de comportamento típico das sociedades narcisistas, uma maneira de se relacionar na qual a pessoa só existe sob o olhar dos outros. “No passado éramos a herança de nossas origens e só a partir do século 19 a questão de saber quem somos depende do olhar dos outros: os outros veem em mim quem eu sou”, disse. “Com isso ganhamos mais liberdade, deixamos de ser escravos do que foram nossos antepassados”, lembrou.
Para o psicanalista, no entanto, essa “liberdade” tornou-se um novo tipo de escravidão. “As pessoas passaram a demonstrar uma enorme necessidade de serem notadas e buscam sempre a aprovação do outro”, disse. Segundo Calligaris, o Facebook expressa muito bem essa característica da sociedade atual. “Não devemos ser nostálgicos e imaginar uma sociedade diferente.”
O psicanalista comparou as redes sociais com a imagem da perfeição. “É o mundo da margarina”, diz. Para Calligaris, as pessoas no Facebook têm uma enorme necessidade de demonstrar que são felizes. “Assim se mostram também como vencedores. Basta ver as fotos. É difícil ver alguém que não está sorrindo”.
De acordo com Calligaris, essa ideia de felicidade é muito recente na história. Uma pesquisa de 2011 diz que existe uma relação clara entre valorizar e conseguir. Se você valoriza a possibilidade de ser dono de sua moradia, este é o primeiro passo para conseguir. Mas existe uma exceção paradoxal.
“Quanto mais você valoriza a felicidade, mais infeliz você vai ser. Aparentemente a felicidade é o único caso em que a valorização não produz a facilitação”, explicou. “A ideia de manter a máscara da felicidade não veio com o Facebook, mas certamente as mídias sociais herdaram essa tradição.”
No entendimento do psicanalista, a procura instantânea pela felicidade não existe e não passa de uma ideia de marketing que começou no século 20. Ele acredita que as pessoas desejam ter uma vida interessante, com experiências intensas e mesmo desagradáveis. “A ideia de que a felicidade é programada, aos meus olhos, é uma ideia fajuta.”
“Se por um lado há um esforço para parecer sorridente, quando começamos a dialogar com alguém e achamos essa relação interessante, então paramos de tentar manter essa máscara de felicidade, pois temos a impressão de que alguma coisa poderá ser trocada com aquela pessoa”,diz.
“Os críticos dizem assim: vocês ficam em casa postando enquanto poderiam sair e encontrar pessoas reais. Mas isso realmente acontece sempre? Toda vez que você sai rola uma integração com as pessoas no bar? Isso não existe. Não nos apaixonamos ou conhecemos pessoas interessantes todo dia. É uma hipervalorização desta ideia”, critica.
Para o psicanalista, as relações já eram assim antes do computador e nada mudou após isso. “Se você tem dois bons amigos, então você é uma pessoa bastante sortuda”, afirma. Segundo Calligaris, nós somos quem nós conseguimos ser aos olhos dos outros e, enquanto trabalhamos em nossas páginas de perfil, significa que também trabalhamos nossa composição como pessoa.
“Não tem sentido viver na sociedade contemporânea sem pensar quem você é para os outros. O Facebook é um efeito disso. A competição às vezes custa um tempo e pode ser terapêutica”.

sexta-feira 17 2012

Love Of My Life (Live at Wembley 1986) [Queen]

COMO ANDA A SUA VIDA SOCIAL?



Reserve tempo e espaço para nutrir os laços mais importantes para você

 
Para início de conversa, vamos pensar no que significa a palavra social. Usamos a palavra em tantos contextos, mas talvez ainda nos falte uma compreensão mais profunda. Social deriva da palavra socius, em latim "companheiro, camarada, amigo". Assim, a vida social se referiria a uma associação (do latim associare: "juntar, agrupar") entre companheiros, pessoas que compartilham afinidades e ideais, que formam uma comunhão em algum nível.
Então, refaço a pergunta: como anda a sua vida social? Como e com quem você tem se associado? Quanto e qual é a qualidade de seu tempo que você dedica a estar entre companheiros?
Na atualidade, o próprio termo "vida social" tem sido um tanto banalizado. Aparece mais ligado à badalação, a estar em eventos, "expor sua figura", estar em evidência. Ou então, a ideia vem atrelada aos modismos das redes sociais digitais, quem nem sempre formam rede no sentido mais amplo da palavra. Pare e pense: entre a lista de pessoas que te adicionaram (ou que você adicionou) em tais sites, a quantas você está conectado de fato? Ou seja, com quantas você vivencia uma conexão real, no sentido de companheirismo, de troca de ideias, de presença, de amizade?

VIDA SOCIAL NÃO TEM A VER COM BADALAÇÃO

Indo além dessas pré-concepções, vida social não é sinônimo de agitação, nem de ter mil compromissos para o final de semana, muito menos ter mais de duzentos nomes na agenda telefônica. Estar na companhia de alguém, seja por terem gostos parecidos para programas culturais, porque o papo flui gostoso, porque a presença do outro coloca você para cima ou te faz pensar de modo diferente, ou simplesmente porque vocês se gostam e por isso, resolver dedicar um tempo para encontros que renovem o laço de amizade - isso é vida social.
Os humanos são seres relacionais e que constroem sentido para suas vivências. A vida humana sem relação fica carente de sentido, passamos a não nos perceber como um elo de um todo maior. Podemos daí deduzir que nossa vida sem relação fica carente de humanidade.

RESERVE TEMPO PARA QUEM AMA

Por conta da desculpa da falta de tempo, da desconfiança, do medo do envolvimento, da cultura individualista em que vivemos, da ilusão de que ligações superficiais nos bastam, vamos sendo incentivados a ficar "seguros" atrás de nossas muralhas. Estamos nos escondendo atrás de nossos medos de assumir um lugar na vida do outro e deixar que ele ocupe um lugar também na nossa? Talvez. Estamos nos acostumando à preguiça de tomarmos um telefone nas mãos para ouvir a voz do outro? Muito provavelmente.
Se for por medo de envolvimento, precisamos reconhecer de uma vez por todas: viver é assumir riscos, sempre. Um poema de Léo Buscaglia nos diz que "estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver", que "amar é arriscar-se a não ser amado", "mas os riscos têm que ser vividos, pois o maior perigo da vida é não arriscar-se a nada". Criar laços é arriscar-se em terrenos novos e é nesse movimento que a gente cresce, sente, muda, vive."Criar laços é arriscar-se em terrenos novos e é nesse movimento que a gente cresce, sente, muda, vive."
Vida social é reservar tempo e espaço para nutrir os laços importantes para nós. Não precisa criar pretexto, esperar uma data especial, marcar uma atividade para convidar. Que seja um momento de ócio para dividir o silêncio. Esteja com as pessoas que lhe são caras, da forma que for, desde que seja de uma maneira verdadeira para você.

Elvis Presley Suspicious Minds Live That's The Way It Is 1970

Elvis - Suspicious Minds Live - Hawaii 1973 - HD