quinta-feira 28 2012
quarta-feira 27 2012
Denúncias voltam a complicar Perillo e Agnelo(VEJA)
Suspeita
Depoimento de jornalista à CPI do Cachoeira e revelação de novos áudios da Polícia Federal recolocam tucano e petista no centro das investigações
Gabriel Castro
O radialista Luiz Carlos Bordoni, durante seu depoimento a CPI: novas revelações complicam os governadores Marconi Perillo e Agnelo Queiroz (Wilson Dias/ABr)
Há duas semanas, os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e do Distrito Federal,Agnelo Queiroz (PT), saíram de seus depoimentos à CPI do Cachoeira com a impressão de que ficaram mais distantes das acusações que os ligavam ao grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira. Mas, depois desta quarta-feira, a suspeição sobre a dupla voltou a ganhar força.
Perillo foi atingido em cheio pelo depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni, que prestou serviços para a campanha do governador e diz ter sido pago, via caixa dois, com recursos de empresas de Cachoeira. As afirmações indicam um elo concreto entre o contraventor e Perillo.
Bordoni afirmou ainda que o governador manteve vários encontros com Cachoeira, o que também desmente Perillo. E disse que o tucano mentiu quando disse à CPI que combatia com firmeza a exploração de caça-níqueis em Goiás.
Bordoni afirmou ainda que o governador manteve vários encontros com Cachoeira, o que também desmente Perillo. E disse que o tucano mentiu quando disse à CPI que combatia com firmeza a exploração de caça-níqueis em Goiás.
Os tucanos tentaram desqualificar o denunciante, que já foi condenado por calúnia e, em seu depoimento à CPI, chegou a cair em contradição. Ainda assim, os efeitos políticos das declarações são inevitáveis: Bordoni trabalhou com Perillo em todas as eleições desde 1986, e sempre teve uma relação próxima com o governador: "Já fui peessedebista. Eu não queria estar aqui, mas fui obrigado a vir pelo seu companheiro, meu ídolo de ontem e hoje meu algoz", disse o depoente aos parlamentares tucanos.
PT - Agnelo Queiroz sempre teve um hálibi de peso; o de nunca ter se envolvido pessoalmente com o grupo de Carlinhos Cachoeira. O petista demitiu três subordinados flagrados em contato com o bando, inclusive o chefe de gabinete do governo. À CPI, disse que a quadrilha não conseguiu se aproximar do comando do governo. Mas os fatos podem indicar o contrário.
Um dos demitidos por Agnelo era Marcello de Oliveira, o Marcellão, assessor especial da Casa Militar. Conversas interceptadas pela Polícia Federal e divulgadas nesta quinta-feira pelo jornalO Estado de S. Paulo indicam que o governador, por meio de Marcellão, deu sinal verde para o avanço do grupo, que pretendia usar a Delta para se infiltrar no sistema de transporte público da capital.
"Tivemos uma reunião com o camarada lá ontem, o ‘xará’, eu e o Marcellão. Ele falou para avisar para você que quarta-feira está marcada a reunião. Se o assunto for ônibus, o governador quer fechar com a empresa. Se for outro assunto, ele está à disposição", diz o araponga Idalberto "Dadá" Matias de Araújo a Claúdio Abreu, então diretor da Delta no Centro-Oeste.
As conversas também dão conta de que o governador receberia Abreu e o então presidente da Delta, Fernando Cavendish, em um encontro: "Eu e o Fernando vamos estar amanhã com o governador. O negócio está marcado lá, amanhã à tarde, e parece que o governador mandou o homem pagar a gente", diz Abreu a um funcionário. O diálogo ocorreu em 28 de fevereiro. Nas primeiras horas do dia seguinte, a operação Monte Carlo desmontaria os planos da quadrilha de Cachoeira.
Será mesmo que a CPI encontrou “o” homem honrado?(VEJA)
O jornalista Luiz Carlos Bordoni, considerado pelo PT o homem-bomba contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), depôs hoje na CPI. Um flagrante fala um tantinho sobre o teor do seu depoimento: o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), aquele que foi promovido do Ministério das Relações Institucionais para o da Pesca e, dali, para a demissão, ria às escâncaras. Bordoni disparou a metralhadora contra Perillo, seu “amigo” (???) e se disse um homem honrado. Será mesmo?
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
Cinco ônibus são queimados em 24 horas em São Paulo (VEJA)
Geral
27/06/2012 - 07:51
Nenhum dos ataques deixou vítimas. Os incêndios de coletivos aumentam a suspeita de uma ação comandada por criminosos ligados ao PCC
Ônibus que foi incendiado na avenida Antonelo da Messina, na Zona Norte de São Paulo, nesta terça-feira (Mario Ângelo / AE)
Cinco ônibus foram queimados em São Paulo nas últimas 24 horas. Dois atentados a coletivo ocorreram na noite desta terça na região do Tremembé, Zona Norte da capital, na Avenida Antonelo da Messina e na Rua Alfazema. Outro foi registrado na Rua Brigadeiro Amilcar Veloso, no Sacomã, por volta da meia-noite. Nenhum dos ataques deixou vítimas. Os incêndios de ônibus aumentam a suspeita de uma ação comandada por criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). São ao menos oito casos desde o fim de semana.
Nos últimos 14 dias, seis policiais militares morreram durante a folga e bases da PM foram atacadas – ao todo, 40 PMs foram mortos neste ano. Em 2011, houve 47 assassinatos, sete em serviço. O governo estadual ainda não sabe se são fatos isolados ou ataques relacionados ao crime organizado.
No Tremembé, o primeiro coletivo, da viação Sambaíba, foi incendiado às 20h55, na altura do número 338 da Avenida Antonelo da Messina. Dois homens encapuzados, um deles armado, renderam o motorista e mandaram que os passageiros descessem. O condutor foi obrigado a atravessar o veículo na via. Os bandidos usaram álcool para atear fogo.
O segundo ônibus, da mesma empresa, foi atacado às 22h. A viação havia emitido um toque de recolher após o primeiro crime, ordenando que os coletivos voltassem para as garagens. O veículo da linha Santana/Vila Zilda estava no ponto final quando cinco homens, aparentando ser menores de idade, mandaram o cobrador e motorista descerem e atearam fogo no automóvel. No Sacomã, dois homens em uma moto azul jogaram um coquetel molotov no coletivo, às 23h.
Bloqueios - Quatro homens, um ocupando uma moto e três um Chevrolet Prisma, ambos roubados, foram detidos, no fim da noite desta terça-feira na Vila Zatt, região de Pirituba, na Zona Norte da capital, por policiais militares da 3ª Companhia do 49º Batalhão, auxiliados por policiais das Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicleta (Rocam).
Segundo a PM, o Prisma "dublê", assim chamado pois estava com placas iguais a outro veículo de mesma marca, modelo e cor, foi perseguido pelas motos da PM depois de furar um bloqueio que ocorria próximo à Rua Miguel de Castro. Em razão dos ataques a ônibus, a PM iniciou, na noite desta terça-feira, bloqueios de no máximo 20 minutos pela região. Pelo menos uma arma foi apreendida com os quatro suspeitos detidos. Todos foram encaminhados para o 33º Distrito Policial, de Pirituba.
Protesto - Usuários de ônibus das linhas operadas pela Viação Sambaíba, realizaram um protesto no início da madrugada desta quarta-feira, bloqueando a Avenida Cruzeiro do Sul junto à Rua Gabriel Piza, ao lado do Terminal de Ônibus de Santana, na Zona Norte. Dezenas de pessoas, cansadas de esperar pelos coletivos – retirados de circulação pela empresa em razão dos ataques, invadiram a avenida, mas foram retirados do local com a chegada de policiais militares. O jornalista Clélcio Miranda era um dos manifestantes. "Nós invadimos alguns ônibus para tentar forçar eles a sair", disse. "Como não adiantou, sentamos e bloqueamos a rua para demonstrar nossa insatisfação".
Liliane Aparecida, de 26 anos, contou que não tinha como voltar para casa, no Jardim Felicidade, na Zona Oeste de São Paulo. "Estou desde as 5h da manhã fora de casa", lamentou. "Eles não têm ônibus para levar trabalhador para casa". Ela disse ainda que a PM intimidou com ameaças verbais aqueles que protestavam. O capitão Paganoto, do 9º Batalhão da PM, afirmou que a polícia apenas fez o trabalho de desobstruir a via.
(Com Agência Estado)
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